Alternativo 1 Dom.Qxp

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Alternativo 1 Dom.Qxp Elza Soares volta aos palcos com show homenagem Alternativo P. 5 [email protected] O ESTADO DO MARANHÃO · SÃO LUÍS, 12 de outubro de 2014 - domingo Fotos/Divulgação Ferreira Gullar, considerado de uma geração antiacadêmica, passou os últimos 30 anos recusando convites para se candidatar a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas este ano decidiu aceitar “Eu me senti honrado” der a uma pessoa muito querida esses últimos três meses deste O poeta Ferreira Gullar foi eleito quinta-feira (9) para a Evandro Júnior Da Equipe de O Estado na minha vida que era o Ivan ano serão movimentados em cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras; posse deve Junqueira”, confirmou o imortal. sua agenda. Um dos compro- Logo após a eleição, Gullar missos é uma exposição de co- acontecer até dezembro; paralelo à entrada na entidade, epois de 30 anos de re- declarou-se emocionado e dis- lagem que será apresentada em cusa, o poeta, dramatur- se que não esperava uma vota- novembro, simultaneamente no ele organiza uma exposição no Rio de Janeiro e São Paulo D go, tradutor e um dos ção tão expressiva, o que o dei- Rio de Janeiro e em São Paulo. mais destacados críticos brasi- xou lisonjeado. Ele recebeu inú- Na capital paulista, ele atende- leiros, o maranhense Ferreira meros cumprimentos, inclusi- rá a um convite da Dan Galeria. Gullar decidiu, em julho deste ve de conterrâneos maranhen- ano, candidatar-se a uma vaga ses, por telefone. À noite, houve Trajetória - Nascido José Riba- na Academia Brasileira de Letras comemorações com a família, mar Ferreira, em 10 de setem- (ABL), para a cadeira nº 37, an- principalmente ao lado de filhos bro de 1930, em São Luís, Ferrei- tes ocupada pelo poeta e ensaís- e netos. “Foi uma noite bastan- ra Gullar (pseudônimo que as- ta Ivan Junqueira, falecido no dia te descontraída, nada formal, sumiu) fez carreira como poeta, 3 de julho e um dos amigos mais em clima de euforia, alegria e crítico de arte, biógrafo, tradutor, Fiquei lisonjeado estimados de Gullar. Na quin- entusiasmo. Na verdade, quem memorialista e ensaísta. Vindo ta-feira (9), foi o dia da eleição e me ligou primeiro foi Antônio de uma família pobre, Gullar pela repercussão Gullar foi aclamado como novo Carlos Secchin, que também fez passou a infância e adolescência imortal da ABL, recebendo 36 uma poesia em minha homena- dividido entre a escola, jogos de “do resultado da votos dos 37 possíveis, apenas gem, abordando os títulos das bola e pescas no Rio Bacanga. um foi nulo. A votação que co- minhas poesias e falando a res- Descobriu a poesia moder- eleição na meçou às 16h de quinta-feira peito da posse. Eu me senti hon- na apenas aos 19 anos, ao ler os durou apenas 15 minutos. rado”, declarou, acrescentando poemas de Carlos Drummond imprensa Favorito, ele concorreu com que também ficou feliz pela re- de Andrade e Manuel Bandei- o escritor José William Vavruk, o percussão que a eleição teve na ra. Ficou escandalizado com es- nacional e, em escritor e historiador José Rober- imprensa nacional e, em espe- se tipo de poesia e tratou de in- to Guedes de Oliveira, e o poeta cial, na imprensa maranhense. formar-se, lendo ensaios sobre especial, na Ademir Barbosa Júnior. A vota- Gullar sempre se mostrou a nova poesia. Pouco depois, ção expressiva denotou a satis- relutante a entrar para a enti- aderiu a ela e adotou uma ati- imprensa fação dos outros acadêmicos em dade, apesar da insistência dos tude totalmente oposta à que tê-lo na casa e confirmou as pre- amigos e acadêmicos que, du- tinha anteriormente, surgindo maranhense” visões: Gullar seria aclamado rante os últimos 30 anos, fize- dessa forma o movimento neo- imortal. "Estamos trazendo um ram inúmeros convites ao poe- concretista, que pregava novos dos poetas mais importantes, se ta. Em 2011, ele chegou a decla- conceitos no fazer poético. O Ferreira Gullar, imortal da não o mais importante da poe- rar que iria se candidatar a va- movimento surgiu em 1959, Academia Brasileira de Letras sia brasileira contemporânea. ga deixada por Moacyr Scliar, com um manifesto escrito por Além de ser um excelente tradu- mas mudou de ideia. Com a Gullar, seguido da Teoria do Ferreira Gullar prepara uma exposição com sua arte visual tor, dramaturgo, ensaísta e crí- morte de Ivan Junqueira, o ma- não-objeto, estes dois textos fa- tico da maior qualidade", decla- ranhense decidiu repensar seu zem hoje parte da história da rou à imprensa o secretário ge- posicionamento. “Era um ami- arte brasileira, pelo que trouxe- ral da ABL, Domicio Proença. go muito querido (Ivan Junquei- ram de original e revolucioná- Maranhenses na ABL "Foi uma votação muito ge- ra) e isso mudou a forma como rio. São expressões da arte neo- nerosa. Ele foi acolhido com eu via minha participação na concreta as obras de Lygia Clark Fundada na cidade do Rio de Janeiro, em 20 de julho de 1897, a Academia Brasileira de Letras tem muito carinho. Foi um ingres- Academia. Eu pertenço a uma e Hélio Oiticica, hoje nomes muitos nomes maranhenses na sua história. O poeta Adelino Fontoura, de Axixá, é o patrono da so auspicioso. Ele entra nessa geração antiacadêmica e isso mundialmente conhecidos. cadeira número 1. O caxiense Coelho Netto, é o fundador da cadeira de número 2. A de número 4 casa com sua poesia. O acolhe- pesou bastante”, declarou. Ele teve suas primeiras obras foi fundada por Aluísio Azevedo e a número 5 por Raimundo Correia. Gonçalves Dias é o patrono da mos com muita galhardia. Ele As recusas, não obstante, não publicadas em 1949, estreando 5, ocupada por Odylo Costa, filho. João Francisco Lisboa é o patrono da cadeira 18. Joaquim Serra, está entrando na instituição significavam reservas à entidade, com Um Pouco Acima do Chão. da 21. Arthur Azevedo fundou a 29, que foi ocupada por Josué Montello. Viriato Correia ocupou a presidida por Machado de As- na qual chegou a ministrar diver- Gullar também escreveu con- 32. Teófilo Dias é patrono da 36. Graça Aranha fundou a 38, que atualmente é ocupada por outro sis", disse a imortal Nelida Pi- sas palestras. Conforme o pró- tos, crônicas, lançou antologi- maranhense, o ex-presidente e escritor José Sarney. ñon durante a tradicional quei- prio poeta, tal espírito de distan- as, além de ter feito dramatur- ma de votos após a eleição. ciamento de entidades culturais gia para uma peça de teatro Os ocupantes anteriores da é uma herança de sua juventu- (Um Rubi no Umbigo, 1979), cadeira nº 37 foram Silva Ra- de, de quando ele e outros inte- colaborações para roteiros de mos (fundador que escolheu lectuais andavam pelas ruas de televisão e a biografia Nise da como patrono o poeta Tomás São Luís discutindo literatura e Silveira: Uma Psiquiatra Rebel- Antônio Gonzaga), Alcântara querendo mudar o mundo, sem- de, de 1996, entre outras obras. Machado, Getúlio Vargas, Assis pre tudo contestando. Gullar afir- Atualmente, é colunista do jor- Chateaubriand, João Cabral de ma que sua atitude mudou. nal Folha de São Paulo. Melo Neto e Ivan Junqueira. A ABL ainda promove outras Entre suas principais obras duas eleições este mês: no dia 23 estão A Luta Corporal (1954), Posse - De acordo com Gullar, escolherá o ocupante da cadei- Cabra Marcado para Morrer a solenidade de posse deverá ra de João Ubaldo Ribeiro (o fa- (1962), Poema Sujo (1976), Na acontecer no fim do mês de no- vorito é o historiador Evaldo Vertigem do Dia (1980) e Crime vembro ou começo de dezem- Mello); e, no dia 30, elegerá o no- na Flora ou Ordem e Progresso bro, antes do recesso da casa. vo ocupante da vaga deixada por (1986). Seu livro mais recente é “Ainda haverá outras duas elei- Ariano Suassuna (que deve ser Em Alguma Parte Alguma ções e posses. Logo, não pode- assumida por Zuenir Ventura). (2010), vencedor do Prêmio Ja- mos demorar muito nesse pro- O imortal agora tem compro- buti de livro do ano de ficção. cesso. Estou muito feliz em suce- missos adicionais e revelou que Continua em A-3.
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