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Carvalho Júnior: O Poeta Da Alcova Carvalho Júnior: a Lustful Poet
CARVALHO JÚNIOR: O POETA DA ALCOVA CARVALHO JÚNIOR: A LUSTFUL POET Recebido: 20/03/2020 | Aprovado: 18/05/2020 | Publicado: 10/07/2020 DOI: https://doi.org/10.18817/rlj.v4i1.2154 Leandro Scarabelot1 Orcid ID: https://orcid.org/0000-0003-4151-4924 Resumo: Mesmo sendo um dos poetas mais expressivos da geração de 1870, Carvalho Júnior prossegue numa espécie de ostracismo em nossas letras. Pelos versos demasiado lascivos e picantes para o gosto de sua época, o poeta acabou sendo relegado para o segundo plano dos estudos literários, permanecendo como mera figura de transição entre Romantismo e Parnasianismo. Levando em conta que os tempos são outros e que o erotismo não é mais visto com maus olhos em literatura, o objetivo deste artigo é trazer e discutir algumas de suas produções poéticas, a fim de demonstrar suas qualidades, a despeito de qualquer visão moralizante de sua obra. Para tal, iniciamos traçando um breve panorama sobre quem foi Carvalho Júnior, o que e onde escreveu, bem como as principais influências de sua obra; seguimos com a apresentação de alguns elementos formais de Hespérides, segunda seção do livro Parisina (1879), para em seguida nos determos sobre o erotismo contido em seus versos; efetuamos uma relação entre o canibalismo amoroso de Carvalho Júnior e o da tradição literária do Brasil; e, por fim, nos questionamos sobre o seu lugar na história da poesia brasileira. Palavras-chave: Carvalho Júnior. Hespérides. Poesia erótica. História literária. Abstract: Even though he is one of the most expressive poets of the 1870 generation, Carvalho Júnior continues forgotten in our literature. -
O Instituto De Ciências Sociais E a Sociologia No Rio De Janeiro
http://dx.doi.org/10.1590/2238-38752019v10112 1 Casa de Oswaldo Cruz (COC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil [email protected] https://orcid.org/0000-0001-6111-2645 Thiago da Costa Lopes I O INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E A SOCIOLOGIA NO RIO DE JANEIRO: ENTREVISTA COM ALZIRA ALVES DE ABREU A entrevista que se vai ler foi concedida pela socióloga Alzira Alves de Abreu em dezembro de 2018, no Rio de Janeiro, como parte da iniciativa da revista Sociologia & Antropologia em rememorar as experiências pretéritas de ensino e pesquisa em ciências sociais da UFRJ por ocasião da comemoração dos 80 anos de existência de seu curso, completados em 2019. Como o leitor poderá perce- ber, a trajetória de Alzira se entrelaça com momentos significativos por que passaram as ciências sociais no Rio de Janeiro em seus esforços de institucio- nalização acadêmica e consolidação enquanto campo disciplinar, especialmen- abr., 2020 abr., te com as atividades investigativas conduzidas no interior do Instituto de Ci- – ências Sociais (ICS), centro de pesquisas da antiga Universidade do Brasil (atu- al UFRJ), criado em 1958. Nesse sentido, seu depoimento, além de constituir 324, jan. 324, – fonte importante para o resgate da memória da instituição, fornece pistas sugestivas para os estudiosos interessados em ampliar a compreensão que se tem da história daquelas disciplinas na cidade. Nascida em uma família de imigrantes portugueses de classe média, Al- zira ingressou no curso de história e geografia da Faculdade Nacional de Filoso- fia (FNFi) da Universidade do Brasil em 1954 (Abreu, 2012). Na instituição, apro- ximou-se das ciências sociais sobretudo a partir da antropologia − cuja carga horária era considerável na grade curricular, sendo ministrada nos três primei- ros anos do curso −, assistindo às aulas de Marina São Paulo de Vasconcellos, catedrática interina, e de Darcy Ribeiro, que então lecionava etnografia brasilei- ra e língua tupi. -
Actors and Accents in Shakespearean Performances in Brazil: an Incipient National Theater1
Scripta Uniandrade, v. 15, n. 3 (2017) Revista da Pós-Graduação em Letras – UNIANDRADE Curitiba, Paraná, Brasil ACTORS AND ACCENTS IN SHAKESPEAREAN PERFORMANCES IN BRAZIL: AN INCIPIENT NATIONAL THEATER1 DRA. LIANA DE CAMARGO LEÃO Universidade Federal do Paraná (UFPR) Curitiba, Paraná, Brasil ([email protected]) DRA. MAIL MARQUES DE AZEVEDO Centro Universitário Campos de Andrade, UNIANDRADE Curitiba, Paraná, Brasil. ([email protected]) ABSTRACT: The main objective of this work is to sketch a concise panorama of Shakespearean performances in Brazil and their influence on an incipient Brazilian theater. After a historical preamble about the initial prevailing French tradition, it concentrates on the role of João Caetano dos Santos as the hegemonic figure in mid nineteenth-century theatrical pursuits. Caetano’s memorable performances of Othello, his master role, are examined in the theatrical context of his time: parodied by Martins Pena and praised by Machado de Assis. References to European companies touring Brazil, and to the relevance of Paschoal Carlos Magno’s creation of the TEB for a theater with a truly Brazilian accent, lead to final succinct remarks about the twenty-first century scenery. Keywords: Shakespeare. Performances. Brazilian Theater. Artigo recebido em 13 out. 2017. Aceito em 11 nov. 2017. 1 This paper was first presented at the World Shakespeare Congress 2016 of the International Shakespeare Association, in Stratford-upon-Avon. LEÃO, Liana de Camargo; AZEVEDO, Mail Marques de. Actors and accents in Shakespearean performances in Brazil: An incipient national theater. Scripta Uniandrade, v. 15, n. 3 (2017), p. 32-43. Curitiba, Paraná, Brasil Data de edição: 11 dez. -
CÂNONE LITERÁRIO E O PONTO DE VISTA: a SUBJETIVIDADE NA SELEÇÃO DE AUTORES PARA UM CÂNONE Diogo Duarte Do Prado (FURG)
CÂNONE LITERÁRIO E O PONTO DE VISTA: A SUBJETIVIDADE NA SELEÇÃO DE AUTORES PARA UM CÂNONE Diogo Duarte do Prado (FURG) INTRODUÇÃO Ao pensarmos na idéia de cânone literário, consequentemente nosso pensamento é direcionado para obras que podemos considerar clássicas, emblemáticas, que se estabeleceram acima de uma linha temporal, não se perdendo com o passar do tempo. Autores que, por causa de suas qualidades, entraram para um seleto grupo “universal”, o qual é denominado como cânone. Há certos nomes que estão, “incontestavelmente”, presentes neste cânone universal, que vai desde Shakespeare e Dante, até Drummond e Machado de Assis, abrangendo outros inúmeros autores de diferentes estilos, que de algum modo foram capazes de deixar uma marca na história literária. A formação de um cânone é feita com base nos valores estéticos, nos pontos temáticos, na relação da obra com um momento histórico, dentre outras questões. Porém, na sua elaboração, o ato de selecionar autores para esta “lista” é algo extremamente subjetivo, sendo levado em conta o gosto e o ponto de vista do “selecionador”. A partir disto, ao tratarmos mais especificamente de poesia, vemos que Alexei Bueno, em seu livro Uma história da poesia brasileira, acaba por selecionar e exaltar alguns autores, e tratar outros com alguma indiferença, falando pouco sobre eles ou simplesmente apenas citando seus nomes sem alguma justificativa e atenção a mais. Observando esta obra, o ponto principal é tentar perceber a subjetividade que existe na formação de um cânone, de que ele não se trata de uma pura verdade, mas sim do julgamento de um individuo que possui um conhecimento e uma visão de mundo que lhe permite fazer esta seleção de autores, o direcionando para determinados jeitos de expressar-se. -
123 - Marechal Floriano Vieira Peixoto
123 - Marechal Floriano Vieira Peixoto Dados Biográficos Nascimento - 30 de abril de 1839, no engenho do Riacho Grande, em Ipioca - AL. Filiação - Manuel Vieira de Araújo Peixoto e Ana Joaquina de Albuquerque Peixoto. Formação e atividades principais - Fez o curso primário em Maceió. Aos 16 anos, dirigiu-se para o Rio de Janeiro, onde se matriculou no Colégio São Pedro de Alcântara. Assentou praça em 1857, como voluntário, no 1º Batalhão de Artilharia a Pé. Em 1861 ingressou na Escola Militar, tirou o curso de Artilharia e bacharelou-se em matemática e ciências físicas; em 2 de dezembro de 1861, foi promovido a Segundo-Tenente, e a 30 de dezembro de 1863 a Primeiro-Tenente. A carreira militar de Floriano Peixoto foi brilhante. Estava adido ao 2º Batalhão de Infantaria em Bagé-RS, quando irrompeu a Guerra da Tríplice Aliança. Ao ser a província invadida pelos paraguaios, assumiu o comando de uma flotilha armada de improviso - composta pelo vapor Uruguai, o "capitânia", e mais dois lanchões - cuja resistência às tropas inimigas, que marchavam pelas duas margens do rio Uruguai, muito contribuiu para a retomada de Uruguaiana. Comissionado a 29 de setembro de 1865, foi efetivado no posto de Capitão a 22 de janeiro de 1866. Comissionado como Major, participou de todos os grandes feitos das armas patrícias em dezembro de 1868, sobressaindo em especial em Avaí e sendo confirmado, por bravura, naquele posto a 20 de fevereiro de 1869. Destacou-se, a seguir, sob as ordens de Osório, no Passo da Pátria e, mais, em Estero Bellaco, Tuiuti, Tuiu-Cuê, Avaí, Lomas Valentinas, Angustura, Peribebuí, Campo Grande, Passo da Taquara - quase todas as batalhas mais importantes da guerra, até o desfecho, em Cerro Corá (de onde trouxe como lembrança a manta do cavalo de Solano López). -
1 Entre a Sociedade E a Política: a Produção Intelectual De Arthur
Entre a sociedade e a política: a produção intelectual de Arthur Azevedo (1873-1897) Giselle Pereira Nicolau* Arthur Azevedo viveu uma época de mudanças. Nascido em São Luís do Maranhão, em 14 de julho de 1855, este deixou a terra natal aos 18 anos, em busca de oportunidades na Corte.1 No Rio de Janeiro, foi jornalista, cronista e funcionário público, mas destacou-se como autor de teatro. Arthur testemunhou a passagem do Império à República, fazendo desse conjunto de acontecimentos, matéria e cenário para suas crônicas, contos e peças teatrais, em especial, em suas Revistas de Ano. Quando chegou ao Rio de Janeiro em 1873, com o objetivo de trabalhar no jornalismo e no teatro, o jovem de apenas 18 anos, iniciou suas atividades na folha A Reforma, dirigido por Joaquim Serra,2 um dos precursores da moderna imprensa política brasileira. Periódico de cunho liberal tinha, entre os colaboradores, nomes como os de Joaquim Nabuco, Rodrigo Otávio e Cesário Alvim. A redação do semanário era ponto de encontro de políticos, como Francisco Otaviano, Afonso Celso, que posteriormente veio a se tornar o Visconde Ouro Preto, e Tavares Bastos, além de outras figuras ligadas ao Partido Liberal. Não obstante a baixa remuneração, o trabalho jornalístico abria as portas para jovens que desejavam seguir carreira literária. Algo muito comum nessa época, o apadrinhamento ou mecenato, para usar a expressão de Machado Neto, dava oportunidades na imprensa para jovens que desejavam ganhar a vida com as letras (NETO, 1973: 11). Com Arthur Azevedo não ocorreu de outra maneira. Recém-chegado do Maranhão, onde havia desempenhado funções de jornalista, encontrou espaço no periodismo carioca, por intermédio de seu conterrâneo, Joaquim Serra. -
NO OCASO DO IMPÉRIO, UM PROJETO DE NAÇÃO: Silvio Romero E a História Da Literatura Brasileira
NO OCASO DO IMPÉRIO, UM PROJETO DE NAÇÃO: Silvio Romero e a História da Literatura Brasileira Wagner Gonzaga Lemos (Universidade Federal de Sergipe) O presente trabalho é resultado de uma pesquisa de caráter bibliográfico que tratou da importância da obra História da Literatura Brasileira (1888), de Silvio Romero (1851-1914), no cenário dos fins do século XIX. Esta obra revelou-se como um projeto de nação que o crítico sergipano buscava consolidar por meio das letras, estabelecendo cânones e sendo a primeira a colocar a história literária brasileira em bases científicas e conceituais. Outrossim, consideramos neste trabalho não apenas o compêndio de Romero, mas vozes de autores como Gonçalves de Magalhães, Joaquim Norberto, Cônego Fernandes Pinheiro, dentre outros que o antecederam no projeto de afirmação da identidade nacional por meio da literatura e que, através de compêndios de história literária, discursos e antologias, buscaram distinguir a literatura no Brasil recém independente atribuindo a esta um caráter brasileiro, embora fossem escritas na mesma língua. No que tange à consolidação dessa identidade nacional por meio da literatura, foi considerado o papel da instituição escolar como legitimadora da nossa tradição literária, haja vista que muitas das produções do período tornaram-se livros didáticos, como, por exemplo, História da Literatura Brasileira, de Silvio Romero e o Compêndio de História da Literatura Brasileira, recorte da primeira assinado por Silvio Romero em parceria com João Ribeiro. 1. ERA NO TEMPO DO REI Gilberto Freyre e Antonio Candido, no que se refere aos estudos voltados à Literatura, coadunam ao afirmarem que os aspectos sociais são imprescindíveis não só para compreender uma obra de arte, mas também quaisquer produções intelectuais de um determinado período (FREYRE, 2001. -
A Cause for Reflection: Imagining Brazil at 100 Years of Independence
A Cause for Reflection: Imagining Brazil at 100 Years of Independence By Joseph M. Pendergraph Thesis Submitted to the Faculty of the Graduate School of Vanderbilt University in partial fulfillment of the requirements for the degree of MASTER OF ARTS in History August, 2015 Nashville, Tennessee Approved: Marshall C. Eakin, Ph.D. Sarah E. Igo, Ph.D. “O Gigante: Vossos irmãoes na pátria nova passam tranquillos com riqueza largos annos… outro sistema de gouverno abraçam, que julgam mais propício para os humanos, porque nesse regimen, ali novo, dizem que manda simplesmente o povo.”1 “For my part I will say that, if my body leaves [Brazil], my heart stays, and that, if one day it should split, on it will be seen the words Brazil and Portugal, so intensely linked, so intimately intertwined, that it shall not be possible to separate one from the other.”2 1 Augusto de Lacerda, As duas patrias: poêma em homenagem a Portugal e Brasil por occasião do centenário da abertura dos portos brasileiros ao commércio do mundo (Porto: Oficinas do Commercio do Porto, 1908), 116 – The passage reads roughly, “The Giant: Your brothers in the new Pátria calmly live long years with richness / embracing another form of government that they believe to be more propitious for mankind / because in this new regime it is said that the people simply govern.” The timing of this quotation is key for understanding the critique. The work was published in 1908 just two years before the overthrow of the Portuguese monarchy. The decadence of the throne in the nineteenth century had led to intellectual criticism in the 1870s and republican revolts and conspiracies in the last years of the century. -
REPÚBLICA SIM, ESCRAVIDÃO NÃO: O Republicanismo De José Do Patrocínio E Sua Vivência Na República
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE CENTRO DE ESTUDOS GERAIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA RITA DE CÁSSIA AZEVEDO FERREIRA DE VASCONCELOS REPÚBLICA SIM, ESCRAVIDÃO NÃO: O Republicanismo de José do Patrocínio e sua vivência na República Niterói 2011 2 RITA DE CÁSSIA AZEVEDO FERREIRA DE VASCONCELOS REPÚBLICA SIM, ESCRAVIDÃO NÃO: O Republicanismo de José do Patrocínio e sua vivência na República Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal Fluminense. Mestrado em História Contemporânea I na Universidade Federal Fluminense. Orientador: Prof. Dr. Humberto Fernandes Machado 3 Niterói 2011 Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca Central do Gragoatá V331 Vasconcelos, Rita de Cássia Azevedo Ferreira de. República sim, escravidão não: o republicanismo de José do Patrocínio e sua vivência na República / Rita de Cássia Azevedo Ferreira de Vasconcelos. – 2011. 214 f. Orientador: Humberto Fernandes Machado. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Departamento de História, 2011. Bibliografia: f. 208-214. 1. Abolição da escravatura, 1888. 2. Proclamação da República, 1889. 3. Patrocínio, José do, 1854-1905. I. Machado, Humberto Fernandes. II. Universidade Federal Fluminense. Instituto de Ciências Humanas e Filosofia. III. Título. CDD 981.04 4 REPÚBLICA SIM, ESCRAVIDÃO NÃO: O Republicanismo de José do Patrocínio e sua vivência na República Rita de Cássia Azevedo Ferreira de Vasconcelos Dissertação de Mestrado -
O MOMENTO LITERÁRIO João Do Rio
MINISTÉRIO DA CULTURA Fundação Biblioteca Nacional Departamento Nacional do Livro O MOMENTO LITERÁRIO João do Rio Palestras com Olavo Bilac, Coelho Neto, Júlia Lopes de Almeida, Filinto de Almeida, Padre Severiano de Resende, Félix Pacheco, João Luso, Guimarães Passos, Lima Campos; cartas de João Ribeiro, Clóvis Beviláqua, Sílvio Romero, Raimundo Correia, Medeiros e Albuquerque, Garcia Redondo, Frota Pessoa, Mário Pederneiras, Luís Edmundo, Curvelo de Mendonça, Nestor Vítor, Silva Ramos, Artur Orlando, Sousa Bandeira, Inglês de Sousa, Afonso Celso, Elísio de Carvalho, etc. etc. ———— A MEDEIROS E ALBUQUERQUE. Permita v. que eu dedique ao jornalista raro, ao talento de escol e ao amigo bondoso este trabalho, que tanto lhe deve em conselhos e simpatia. João do Rio. ———— ANTES — O público quer uma nova curiosidade. As multidões meridionais são mais ou menos nervosas. A curiosidade, o apetite de saber, de estar informado, de ser conhecedor são os primeiros sintomas da agitação e da nevrose. Há da parte do público uma curiosidade malsã, quase excessiva. Não se quer conhecer as obras, prefere-se indagar a vida dos autores. Precisamos saber? Remontamos logo às origens, desventramos os ídolos, vivemos com eles. A curiosidade é hoje uma ânsia... Ora, o jornalismo é o pai dessa nevrose, porque transformou a crítica e fez a reportagem. Uma e outra fundiram-se: há neste momento a terrível reportagem experimental. Foram-se os tempos das variações eruditas sobre livros alheios e já vão caindo no silêncio das bibliotecas as teorias estéticas que às suas leis subordinavam obras alheias, esquecendo completamente os autores. Sainte-Beuve só é conhecido das gerações novas porque escreveu alguns versos e foi amante de Mme. -
PARA LER O TEATRO ROMÂNTICO BRASILEIRO João Roberto Faria
PARA LER O TEATRO ROMÂNTICO BRASILEIRO João Roberto Faria (DLCV) 1. Dramaturgia A produção dramática em nosso romantismo foi razoavelmente extensa, mas hoje conhecemos apenas uma parte do repertório encenado, uma vez que muitas peças não foram publicadas. Destas só sabemos do que tratam porque os jornais da época costumavam resumir seus enredos ou porque receberam pareceres do Conservatório Dramático, que estão depositados na seção de manuscritos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Há também as peças que foram publicadas apenas no século XIX e não são fáceis de se encontrar, precisando para isso que recorramos aos acervos das obras raras das nossas principais bibliotecas. Felizmente, a mais representativa literatura dramática do romantismo está ao nosso alcance, em publicações que podemos consultar nas bibliotecas, adquirir em livrarias ou ler na internet, nos sites que disponibilizam obras em domínio público. Quatro foram os gêneros de peças cultivados pelos nossos escritores românticos: a tragédia neoclássica, o melodrama, o drama e a comédia de costumes. A tragédia neoclássica já havia sido abandonada pelos dramaturgos europeus dos anos de 1830, depois de ter sido substituída no gosto popular pelo drama e pelo melodrama. Mas como o debate entre clássicos e românticos chegou tarde ao Brasil, nossos antepassados vivenciaram um fenômeno cultural no mínimo curioso: o romantismo teatral entre nós iniciou-se com uma tragédia, o que é um contrassenso, uma vez que o drama é o gênero de peça que Victor Hugo reivindicara para os novos tempos, em seu conhecido prefácio de Cromwell, de 1827. Assim, a primeira peça importante que devemos ler para iniciarmos o estudo do teatro romântico brasileiro é a tragédia Antônio José ou O poeta e a Inquisição, de Gonçalves de Magalhães, que o ator João Caetano encenou com enorme sucesso no Rio de Janeiro, em 1838, fazendo nascer o que os seus contemporâneos chamaram de “teatro nacional”. -
Special List 412: Nineteenth-Century Brazilian Imprints
special list 412 1 RICHARD C.RAMER Special List 412 Nineteenth-Century Brazilian Imprints 2 RICHARDrichard c. C.RAMER ramer Old and Rare Books 225 east 70th street . suite 12f . new york, n.y. 10021-5217 Email [email protected] . Website www.livroraro.com Telephones (212) 737 0222 and 737 0223 Fax (212) 288 4169 May 17, 2021 Special List 412 Nineteenth-Century Brazilian Imprints Items marked with an asterisk (*) will be shipped from Lisbon. SATISFACTION GUARANTEED: All items are understood to be on approval, and may be returned within a reasonable time for any reason whatsoever. VISITORS BY APPOINTMENT special list 412 3 Special List 412 Nineteenth-Century Brazilian Imprints INDEX OF PRINTING PLACES Rio de Janeiro ................................ Pages 4-132, Items 1-146 Bahia ....................................... Pages 133-142, Items 147-153 Pernambuco ........................... Pages 143-148, Items 154-160 Recife ...................................... Pages 149-156, Items 161-167 Maranhão ............................... Pages 157-160, Items 168-172 Ouro Preto ....................................... Page 161, Items 173-174 São Paulo ................................ Pages 162-164, Items 175-177 Santo Amaro (São Paulo) .......................Page 165, Item 178 Ceará ................................................ Pages 165-166, Item 179 Pará . ...................................... Pages 167-184, Items 180-184 4 richard c. ramer Item 1 special list 412 5 Special List 412 Nineteenth-Century Brazilian Imprints ☞ Rio de Janeiro, 1808 Changes Status of Cabo Verde—Early Rio de Janeiro Imprint *1. [PORTUGAL. Laws. D. João, Prince Regent of Portugal 1799-1816, then D. João VI King of Portugal and Brazil, 1816-1826]. Decreto. Con- vindo muito ao bem do Estado nas circunstancias actuaes, muito mais graves do que no tempo, em que as Ilhas de Cabo Verde se governavão com Capitania General, que aquellas Ilhas sejão novamente regidas por hum Governador e Capitão General ….