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Sons De Abril: Estilos Musicais E Movimentos De Intervenção Político-Cultural Na Revolução De 19741
Revista Portuguesa de Musicologia 6, Lisboa, 1996, pp. 141-171 Sons de Abril: estilos musicais e movimentos de intervenção político-cultural na Revolução de 19741 MARIA DE SÃO ]OSÉ CORTE-REAL STE artigo consiste numa reflexão sobre o fenómeno «Sons Ede Abril», definindo-o numa perspectiva de relacionamento entre estilos musicais e movimentos de intervenção político• cultural associados à Revolução de 1974. Partindo de um corpus de música seleccionado de entre o vasto repertório designado correntemente por «música de intervenção» e «música popular portuguesa»/ foram consideradas três situações de relevância social, fortemente interligadas e concorrentes para a definição do fenómeno em estudo: o desenvolvimento político em Portugal sob o regime ditatorial marcadamente autoritário, a Guerra Colonial que mobilizou massivamente a geração da década de sessenta e a consequente fuga para o estrangeiro, nomeadamente para Paris, que tal como outros centros urbanos, albergou a juventude exilada de Portugal. Cada uma destas situações exerceu influências marcantes no desenvolvimento da cultura expressiva em geral e da música em particular em Portugal. A influência de compositores e intérpretes franceses, assim como o trabalho pontual de algumas editoras discográficas foram de importância capital no domínio da canção de intervenção em Portugal. Necessariamente, muitos compositores e intérpretes, assim como obras de relevo ficarão por citar. A inexistência de um estudo sistemático sobre esta matéria revela uma lacuna no conhecimento da cultura expressiva recente em Portugal. O texto original deste artigo foi apresentado numa conferência interactiva realizada na Fonoteca Municipal de Lisboa em 1995, integrada nas comemorações do 21.0 aniversário da Revolução de 1974. Ainda que adaptado ao novo suporte, a sua redução ao formato escrito acarreta necessariamente a amputação de um amplo leque de referências inerentes ao desempenho musical característico dos «Sons de Abril». -
Os Festivais Da Canção Enquanto Eventos Midiáticos: Brasil E Portugal
OS FESTIVAIS DA CANÇÃO ENQUANTO EVENTOS MIDIÁTICOS: BRASIL E PORTUGAL. José Fernando Saroba Monteiro Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro [email protected] Os festivais da canção, tal como os conhecemos hoje, surgem ainda na década de 1950, com o precursor Festival de San Remo (Festival della Canzone Italiana), inaugurando o formato festival que logo foi copiado por países no mundo todo, dando origem a uma infinidade de festivais nacionais, e outros tantos, fazendo competir diferentes países e, por vezes, de diferentes continentes. Dentre os mais conhecidos festivais estão: o Festival Eurovisão da Canção, surgido em 1956, na esteira do festival italiano, e o primeiro a fazer competir países entre si; o Festival Intervisão, tendo a mesma concepção do Festival Eurovisão, mas direcionado para os países do bloco soviético; o Festival OTI, voltado para os países iberoamericanos; e poderíamos assinalar uma infinidade de outros festivais nacionais, muitos deles responsáveis pela escolha de uma canção representante no Festival Eurovisão (quando se tratando do quadro europeu), como é o caso do Festival RTP da Canção, iniciado em 1964 em Portugal, justamente para escolher sua representante no eurofestival, mas muitos outros atingindo certa autonomia e reconhecimento inclusive internacionalmente, como o Festival Yamaha, realizado em Tóquio, reunindo artistas de inúmeros países, o Festival de Atenas, de caráter multicultural, o Festival de Sopot, e, dentre outros, o Festival Internacional da Canção do Rio de Janeiro, dividido em duas fases, uma nacional e outra internacional, nesta segunda, notadamente, os vencedores nacionais competiam com canções representantes de países de todo o mundo. Surgidos a partir da década de 1950, os festivais da canção puderam contar com o inovador recurso da imagem, possibilitado pelo advento da televisão, que se desenvolvia e se propagava justamente nesta mesma década. -
Os Cinquenta Anos Do Festival Eurovisivo Português
Revista Brasileira de Estudos da Canção – ISSN 2238-1198 Natal, n.6, jul-dez 2014. Disponível em: www.rbec.ect.ufrn.br Festival RTP da Canção: Os cinquenta anos do festival eurovisivo português José Fernando Saroba Monteiro1 [email protected] Resumo: Em 2014 o Festival RTP da Canção chega ao seu cinquentenário. Surgido para escolher uma canção portuguesa para concorrer no Festival Eurovisão da Canção, o festival português tornou-se uma plataforma para o descobrimento e reconhecimento de diversos artistas, além de apresentar canções que hoje são vistas como verdadeiras expressões da alma portuguesa. Mesmo Portugal nunca tendo vencido o Eurovisão, o Festival RTP da Canção continua a ser realizado como uma forma de celebração da música portuguesa e de erguer os ânimos da produção musical em nível nacional. Palavras-chave: Festival RTP da Canção; Festival Eurovisão da Canção; Música Portuguesa. Abstract: In 2014, the RTP Song Festival reaches its fiftieth anniversary. Arisen to choose a Portuguese song to compete in the Eurovision Song Contest, the Portuguese festival has become a platform for the discovery and recognition of several artists, as well as to present songs that are seen today as a true expression of the Portuguese soul. Although Portugal has never won the Eurovision, the RTP Song Festival continues to be held as a way to celebrate the Portuguese music and to raise the spirits of music production at national level. Keywords: RTP Song Festival; Eurovision Song Contest; Portuguese Music. Introdução Surgido em 1964 com a finalidade de escolher uma canção para representar Portugal no Festival Eurovisão2, o Festival RTP da Canção completa, em 2014, cinquenta anos. -
Silêncio E Erotismo Em José Carlos Ary Dos Santos
Universidade de Aveiro Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas Ano 2010 Lurdes Maria Lopes da O silêncio é o sítio onde se grita : silêncio e erotismo Costa em José Carlos Ary dos Santos ii Universidade de Aveiro Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas Ano 2010 Lurdes Maria Lopes da O silêncio é o sítio onde se grita : silêncio e erotismo Costa em José Carlos Ary dos Santos Dissertação apresentada à Universidade de Aveiro para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Estudos Portugueses , realizada sob a orientação científica da Professora Doutora Isabel Cristina Saraiva de Assunção Rodrigues, Professora Auxiliar do Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas da Universidade de Aveiro. iii iv À memória da minha mãe: E em volta do seu banco os malmequeres e as andorinhas provam que a minha mãe nunca morreu. À minha filha: Minha vida és meu sangue e meu caminho Meu pássaro de carne meu amor Ao meu marido: Quando a mulher se rasga mas resiste Há sempre um nome um outro nome por dizer. Ao meu pai: Pelo tanto que lhe quero e que lhe devo. v vi o júri presidente Professor Doutor António Manuel dos Santos Ferreira Professor Associado com Agregação da Universidade de Aveiro Professora Doutora Maria do Rosário da Cunha Duarte Professora Auxiliar da Universidade Aberta (arguente) Professora Doutora Isabel Cristina Saraiva de Assunção Rodrigues Professora Auxiliar da Universidade de Aveiro (orientadora) vii viii agradecimentos Num olhar retrospectivo sobre este final de percurso, sinto uma reconfortante necessidade de agradecer a todos quantos me acompanharam, me incentivaram, me ensinaram com toda a sua sábia benevolência e, de um modo ou de outro, enriqueceram este trabalho. -
Apresentação Do Powerpoint
ANTÓNIO CALVÁRIO SIMONE DE OLIVEIRA MADALENA IGLÉSIAS EDUARDO NASCIMENTO CARLOS MENDES SÉRGIO BORGES TONICHA FERNANDO TORDO PAULO DE CARVALHO DUARTE MENDES CARLOS DO CARMO OS AMIGOS GEMINI MANUELA BRAVO JOSÉ CID CARLOS PAIÃO DOCE ARMANDO GAMA MARIA GUINOT ADELAIDE FERREIRA DORA DUO NEVADA DA VINCI NUCHA DULCE PONTES DINA ANABELA SARA TAVARES TÓ CRUZ LÚCIA MONIZ CÉLIA LAWSON ALMA LUSA RUI BANDEIRA LIANA MTM RITA GUERRA SOFIA VITÓRIA 2B NONSTOP SABRINA VÂNIA FERNANDES FLOR-DE-LIS FILIPA AZEVEDO HOMENS DA LUTA FILIPA SOUSA SUZY LEONOR ANDRADE SALVADOR SOBRAL CLÁUDIA PASCOAL ANTÓNIO CALVÁRIO SIMONE DE OLIVEIRA MADALENA IGLÉSIAS EDUARDO NASCIMENTO CARLOS MENDES SÉRGIO BORGES TONICHA FERNANDO TORDO PAULO DE CARVALHO DUARTE MENDES CARLOS DO CARMO OS AMIGOS GEMINI MANUELA BRAVO JOSÉ CID CARLOS PAIÃO DOCE ARMANDO GAMA MARIA GUINOT ADELAIDE FERREIRA DORA DUO NEVADA DA VINCI NUCHA DULCE PONTES DINA ANABELA SARA TAVARES TÓ CRUZ LÚCIA MONIZ CÉLIA LAWSON ALMA LUSA RUI BANDEIRA LIANA MTM RITA GUERRA SOFIA VITÓRIA 2B NONSTOP SABRINA VÂNIA FERNANDES FLOR- DE-LIS FILIPA AZEVEDO HOMENS DA LUTA FILIPA SOUSA SUZY LEONOR ANDRADE SALVADOR SOBRAL CLÁUDIA PASCOAL ANTÓNIO CALVÁRIO SIMONE DE OLIVEIRA MADALENA IGLÉSIAS EDUARDO NASCIMENTO CARLOS MENDES SÉRGIO BORGES TONICHA FERNANDO TORDO PAULO DE CARVALHO DUARTE MENDES CARLOS DO CARMO OS AMIGOS GEMINI MANUELA BRAVO JOSÉ CID CARLOS PAIÃO DOCE ARMANDO GAMA MARIA GUINOT ADELAIDE FERREIRA DORA DUO NEVADA DA VINCI NUCHA DULCE PONTES DINA ANABELA SARA TAVARES TÓ CRUZ LÚCIA MONIZ CÉLIA LAWSON ALMA LUSA RUI BANDEIRA LIANA -
Redalyc.Discos Na Revolução: a Produção Fonográfica Da Canção De Protesto Em Portugal Na Senda Da Revolução Do 25 De Ab
Trans. Revista Transcultural de Música E-ISSN: 1697-0101 [email protected] Sociedad de Etnomusicología España Castro, Hugo Discos na Revolução: A produção fonográfica da canção de protesto em Portugal na senda da Revolução do 25 de Abril de 1974 Trans. Revista Transcultural de Música, núm. 19, 2015, pp. 1-28 Sociedad de Etnomusicología Barcelona, España Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=82242883014 Como citar este artigo Número completo Sistema de Informação Científica Mais artigos Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe , Espanha e Portugal Home da revista no Redalyc Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto TRANS 19 (2015) ARTÍCULOS/ARTICLES Discos na Revolução: A produção fonográfica da canção de protesto em Portugal na senda da Revolução do 25 de Abril de 1974 Hugo Castro (FCSH – Universidade Nova de Lisboa) Resumen Abstract Embora a canção de protesto em Portugal tivesse sido While protest song in Portugal had been configured in part during configurada, em parte, durante o período ditatorial que antecedeu the dictatorship that preceded the Revolution of the 25 April 1974, a Revolução do 25 de Abril de 1974, é já num contexto it is in a revolutionary context that this musical expression was revolucionário que esta expressão musical foi difundida em grande spread on a large scale, acquiring a prominent position in the escala, adquirindo uma posição de destaque no panorama musical Portuguese music scene. This article examines the record português. Este artigo analisa a produção fonográfica durante os production during the years that permeated the revolution, having anos que permeiam a revolução, tendo como principal enfoque os as main focus the records that were published during this period. -
“Grandiosos Batuques”
MATHEUS PEREIRA SERVA MATHEUS SERVA PEREIRA TENSÕES, ARRANJOS E EXPERIÊNCIAS COLONIAIS EM MOÇAMBIQUE “GRANDIOSOS BATUQUES” O “batuque” possui uma história múltipla. O termo foi empregado para designar diferentes práticas musicais e tipos de performance produzidos por africanos ou afrodescendentes. Este livro investiga as formas como os “Grandiosos “batuques” foram praticados e ressignifi cados pelo colonialismo português em Lourenço Marques (atual Maputo) e no sul de Moçambique durante o período de 1890-1940. As categorias criadas e implementadas pela ação colonial portuguesa não batuques” foram capazes de conter a multiplicidade das experiências e das práticas das populações africanas. Por meio de ferramentas teórico-metodológicas da Tensões, arranjos e experiências História Social da Cultura, da história “vista de baixo” e da microhistória, os “batuques” são aqui confi gurados como objeto de investigação e janela coloniais em Moçambique privilegiada para analisar resistências, tensões e arranjos cotidianos daque- les que foram subalternizados pelo poder colonizador português na região. (1890-1940) Matheus Serva Pereira (Rio de Janeiro, 1985) é investigador no Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa. Doutor em História Social da África pela Universidade Estadual de Campinas, realiza pesquisas nas áreas da História Social, História da África e História de Moçambique no século xx. ISBN 978-989-8956-10-1 “Grandiosos batuques”: Tensões, arranjos e experiências coloniais em Moçambique (1890 ‑1940) IMPRENSA DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA A Imprensa de História Contemporânea é a editora universitária do Instituto de História Contemporânea, especializada na divulgação de trabalhos de investiga‑ ção originais nas áreas da História e das Ciências Sociais. A IHC publica estudos inovadores que incidam sobre o período contemporâneo, privilegiando as abor‑ dagens de carácter transdisciplinar. -
O Canto E O Cante, a Alma Do Povo
1009 O canto e o cante, a alma do povo EDUARDO M. RAPOSO Mestre e Doutorando em História Director da Revista Memória Alentejana SÍNTESE Com este estudo faz-se a abordagem do papel que o Canto de Intervenção teve ao longo de 14 anos (1960 a 1974) na oposição ao Estado Novo e como forma de intervenção cívica e estética*. Não esquecendo a referência os antecedentes, desde os primórdios da nossa civilização nascida nas margens do Mediterrâneo e depois na penín- sula e em Portugal, com especial referência para o século passado. Coimbra, a Canção de Coimbra e as lutas académicas, génese e contexto do nascimento do Canto de Intervenção, que teve como percursores José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luís Cília ( no exílio) e o poeta Manuel Alegre. A nova geração dos cantores de intervenção, o Zip-Zip, o marco que foram as edições discográficas no Outono de 1971, as apreensões, prisões e a censura, a sina- lização à esquerda na revolução do 25 de Abril com “Grândola, Vila More- na”. A Nova Música Popular Portuguesa é objecto de projecto futuro de estudo, bem como o Cante, forma peculiar dos homens e das mulheres em grupo, falarem cantando o que lhe vai na alma. Na solidão do Sul ou na diáspora. * Este estudo faz parte da tese de mestrado publicada em 2ª edição, revista e aumentada, em 25 de Abril de 2005 (Público, Lisboa) 1010 EDUARDO M. RAPOSO SYNTHESIS This study approaches the part that Canto de Intervenção (Inter- ventional Canto) had for 14 years (1960 to 1974) in the opposition to the Estado Novo (New State) as a form of civic and aesthetic intervention**. -
“Um Trabalho Colectivo De Recriação”
MEMBRO HONORÁRIO DA ORDEM DA LIBERDADE REVISTA DA SPA SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES P14 P09 P06 Teresa Nicolau Mário Cláudio Patrícia Akester _ RECEBE PRÉMIO PROPOSTO PELA DEFENDE REFORMA N.º61 Janeiro/Março DE JORNALISMO SPA PARA NOBEL DO CÓDIGO DO de 2020 CULTURAL DA SPA DA LITERATURA DIREITO DE AUTOR P08 A SPA EM MACAU Sociedades de autores concretizam projecto de cooperação musical inédito P05 GALA SPA 2020 adiada por causa do novo Coronavírus P15 SÉRGIO GODINHO RECEBE PRÉMIO PEDRO OSÓRIO COM “NAÇÃO VALENTE” “Um trabalho colectivo de recriação” FOTOS DE INÁCIO LUDGERO ANUNCIO-REVISTA-AUTORES_210X290 - VERSO DE CAPA_V2.pdf 1 11/03/2020 17:08:44 ANUNCIO-REVISTA-AUTORES_210X290 - VERSO DE CAPA_V2.pdf 1 11/03/2020 17:08:44 SUMÁRIO E EDITORIAL | REVISTA AUTORES · P3 PROPRIEDADE Notícias Sociedade Portuguesa 04 Doze propostas Mais autores e mais de Autores. da SPA para 2020 Av. Duque de Loulé, 31, 05 Gala SPA 2020 projectos numa SPA 1069-153 Lisboa adiada por causa aberta à cooperação Telf. 21 359 44 00 do novo Coronavírus Fax. 21 353 02 57 NIF 500257841 Em foco E-mail [email protected] 06 Patrícia Akester lança DIRECTOR 2.ª edição do Código José Jorge Letria do Direito de Autor Anotado DIRECÇÃO EXECUTIVA 08 SPA e MACA concretizam om mais de 500 projectos criativos aprovados E COORDENAÇÃO projecto de cooperação em seis anos, a SPA, através do seu Fundo Cul- José Jorge Letria musical inédito Ctural, é a estrutura que em Portugal mais inten- EDITORA Edite Esteves samente apoia e dinamiza o processo criativo. Desta [email protected] Destaque forma, dezenas de novos discos, livros, exposições e TEXTOS 09 Mário Claúdio reúne toda outros projectos puderam ser concretizados com qua- Administração e Direcção a poesia em “Doze Mapas” lidade e êxito. -
FESTIVAIS DA CANÇÃO: MÚSICA, MEDIA E CENSURA DURANTE OS REGIMES AUTORITÁRIOS EM BRASIL E PORTUGAL. José Fernando Saroba Monteiro1
FESTIVAIS DA CANÇÃO: MÚSICA, MEDIA E CENSURA DURANTE OS REGIMES AUTORITÁRIOS EM BRASIL E PORTUGAL. José Fernando Saroba Monteiro1. PORTUGAL. Em 1932, António de Oliveira Salazar sobe ao poder e inicia o Estado Novo português, que se manteria por mais de quatro décadas, a mais extensa ditadura do século XX. Entretanto, a cultura a par daquela propagada pelo governo, não encontrava espaço para seu desenvolvimento, sendo até mesmo reprimida. É na Constituição de 1933 que passa a valer a lei da censura, determinando as diretrizes morais e político-sociais que deveriam ser seguidas no país. Essa censura, a partir de 1969, quando Salazar é substituído por Marcelo Caetano e quando se esperava uma maior abertura política, passa por uma reconfiguração, apesar de ter havido “[...] dúvidas entre os censores quanto à nova configuração da censura. [E também] Para os produtores da cultura também não ficaram claros os novos limites dessa ‘censura’ que trouxe a nomenclatura de ‘exame prévio’. (FIUZA, 2015: 62). No entanto, “exame prévio” era apenas um eufemismo, não recorrente em documentos internos, como destaca Alexandre Fiúza ao referenciar a “Circular 26 – DGI”, de 19 de fevereiro de 1972, documento da Direcção-Geral de Informação (DGI) enviado à Rádio Triunfo e Discos Alvorada: “Em 28 de Janeiro de 1971, enviei a V. Exa. o ofício confidencial n. 36- DGI/G, em que dava conta de que ‘resulta expressamente das leis em que deve ser vedada a edição ou radiodifusão de canções ou outras formas musicais que, pelo seu conteúdo e objectivos, ou em face das circunstâncias em que foram compostas, possam pôr em causa interesses legalmente protegidos’ [...].” (IAN/TT, SNI/ Censura, cx. -
Revelando Campos Modelares Na Produção De Popular Music: Ética E Emoção Na Canção Ligeira Em Itália E Portugal (1960) An
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências Musicais - Etnomusicologia, realizada sob a orientação Revelando campos modelares na produção de Popular Music: científicaética e da emoção Professora Doutora na canção Maria de ligeira São José Côrteem -IReal.tália e Portugal (1960) Andrea Musio Dissertação de Mestrado em Ciências Musicais, área de especialização em Etnomusicologia Setembro,DECLARAÇÃO 2015 - I Declaro que esta Dissertação é o resultado da minha investigação pessoal e independente. O seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão devidamente mencionadas no texto, nas notas e na bibliografia. O candidato, ____________________ Lisboa, 30 de setembro de 2015 Declaro que esta Dissertação se encontra em condições de ser apreciada pelo júri a designar. A orientadora, ____________________ Lisboa, 30 de setembro de 2015 II III AGRADECIMENTOS É difícil pensar em conseguir pôr numa única página todas as pessoas a quem queria agradecer e que, de uma forma ou outra, me apoiaram na realização deste trabalho. Em primeiro lugar, à professora doutora Maria de São José Côrte-Real, que com as suas competências, disponibilidades e paciências em encarar as minhas dificuldades teóricas e linguísticas, tornou possível, com a sua orientação, a estruturação desta dissertação. Queria agradecer aos professores e colegas do instituto de investigação INET, que me ajudaram na elaboração das perguntas e em tornar as hipóteses em ideias concretas. Gostaria de incluir nos agradecimentos todas as dissertações de doutoramento e de mestrado sobre a temática da popular music, que se revelaram um recurso precioso de reflexão e recolha de dados, mostrando como o interesse sobre os Popular Music Studies é algo em constante evolução. -
Fundamentos Para Uma Gramática De Funções Aplicada Ao Português
R 4 MARIA JOÃO BROA MARTINS MARÇALO FUNDAMENTOS PARA UMA GRAMÁTICA DE FUNÇÕES APLICADA AO PORTUGUÊS COLECÇÃO CARLOS ASSUNÇÃO CARLOS PREFÁCIO R AO PORTUGUÊS APLICADA DEFUNÇÕES GRAMÁTICA UMA PARA FUNDAMENTOS MARÇALO MARTINS JOÃO BROA MARIA UNIVERSIDADECENTRO DEDE ESTUDOSÉVORA EM LETRAS É V O RA - M M I X LINGUÍSTICA LINGUÍSTICA 4 FUNDAMENTOS PARA UMA GRAMÁTICA DE FUNÇÕES APLICADA AO PORTUGUÊS MARIA JOÃO BROA MARTINS MARÇALO FUNDAMENTOS PARA UMA GRAMÁTICA DE FUNÇÕES APLICADA AO PORTUGUÊS COLECÇÃO LINGUÍSTICA 4 CENTRO DE ESTUDOS EM LETRAS UNIVERSIDADE DE ÉVORA ÉVORA • MIX M Título: Fundamentos para uma gramática de funções aplicada ao Português Colecção: LINGUÍSTICA 4 Autora: MARIA JOÃO BROA MARTINS MARÇALO Prefácio CARLOS ASSUNÇÃO Edição: CENTRO DE ESTUDOS EM LETRAS UNIVERSIDADE DE ÉVORA Depósito Legal: 296792/09 ISBN: 978-972-99292-1-2 Data de saída: Julho de 2009 Tiragem: 200 exemplares Execução Gráfica: BARBOSA & XAVIER, LDA. - Artes Gráficas Rua Gabriel Pereira de Castro, 31-A e C 4700-285 BRAGA Tel. 253 618 263 / 253 263 063 • Fax 253 615 230 e-mail: [email protected] Edição apoiada pela Prefácio Dando continuidade ao seu programa de publicações, o Centro de Estudos em Letras, das Universidades de Trás-os-Montes e Alto Douro e de Évora e do Instituto Superior da Maia, deliberou aceitar a publicação «Fundamentos para uma Gramática de Funções Aplicada ao Português», da Doutora Maria João Martins Marçalo, membro efectivo do referido centro de investigação. Trata-se da sua tese doutoral apresentada à Universidade de Évora, sob a orientação