Revista Brasileira
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Revista Acadêmica
Academia de Letras dos Estudantes da Universidade Mackenzie Revista Acadêmica Academia de Letras dos Estudantes da Universidade Mackenzie Instalada em 02 de outubro de 1956 6ª Edição – Julho de 2017 1 2 facebook.com/academiadeletrasdauniversidademackenzie 3 Índice A Academia dos Estudantes e a Revista Acadêmica....................05 Membros da Academia dos Estudantes......................................................06 Conselho de Veteranos e Membros Honorários..............................07 Edital para novos membros..........................................................08 Textos.....................................................................09 Fim...............................................................................................41 4 A Academia dos Estudantes e a Revista Acadêmica Academia de Letras dos Estudantes da Universidade Mackenzie nasceu em 02 de outubro 1956 por iniciativa dos estudantes da Faculdade de Direito que, unidos pela alma exploradora dos primeiros anos da Universidade, resolveram fundar uma entidade capaz de desenvolver o espírito literário dentro dos diversos cursos da instituição. Após as primeiras décadas, a Academia perdeu adeptos e acabou se tornando uma instituição sem membros ativos. Nesses anos, diversas ações foram executadas com o objetivo de reerguê-la, mas, apenas em 2012, por iniciativa do Centro Acadêmico João Mendes Jr., órgão de representação estudantil da Faculdade de Direito do Mackenzie, finalmente, a Academia de Letras dos Estudantes foi refundada. Atualmente, a Academia -
BOLETIM «ELEITORAL TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (Lei N.° 1.164—1950, Art
BOLETIM «ELEITORAL TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL (Lei N.° 1.164—1950, art. 12, 11) ANO XVII BRASÍLIA, AGOSTO DE 1967 N.° 193 TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL SUMÁRIO Presidente: TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL Ministro Antônio Gonçalves de Oliveira Atas das Sessões Vice-Presidente: Ministro Victor Nunes Leal Jurisprudência Ministros: TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS João Henrique Braune Décio Miranda PROJETOS E DEBATES LEGISLATIVOS Henrique Diniz de Andrada Oscar Saraiva Amarílio Benjamin LEGISLAÇÃO Procurador- Geral: Ementário Prof. Haroldo Valadão NOTICIÁRIO Secretário do Tribunal: Dr. Geraldo da Costa Manso ÍNDICE TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ATAS DAS SESSÕES JULGAMENTOS a) Processo n.° 3.450 (três mil, quatrocentos e ATA DA 37* SESSÃO cinqüenta) — Classe X — Ceará (Fortaleza). Ofício do Senhor Desembargador-Presidente do Em 22 de junho de 1967 Tribunal Regional Eleitoral, solicitando abertura de crédito especial de NCr$ 13.170,00 (treze mil, cento e SESSÃO ORDINÁRIA setenta cruzeiros novos), para pagamento de reajustes dos aluguéis dos imóveis que ocupa. Presidência do Senhor Ministro Victor Nunes Leal. Relator: Senhor Ministro Cândido Colombo Cer• Compareceu o Senhor Doutor Procurador-Geral, Pro• queira. fessor Haroldo Valadão. Secretário, Geraldo da Costa Manso. Deferido, unanimemente. As dezesseis horas foi aberta a sessão, achando-se b) Processo número 3.452 (três mil, quatrocentos presentes os Senhores Ministros Evandro Lins e Silva, e cinqüenta e dois) — Classe X — Distrito Federal Cândido Colombo Cerqueira, Décio Miranda e Oscar (Brasília). Saraiva. Destaques formulados pelos Tribunais Regionais Deixaram de comparecer, por motivo justificado, Eleitorais do Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Rio os Senhores Ministros Henrique Diniz de Andrada e Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Cata• Amarílio Benjamin. -
Parnasianismo E Simbolismo
Nas últimas décadas do século XIX, a literatura brasileira abandonou o sentimentalismo dos românticos e percorreu novos caminhos. Na prosa, surgiu o Realismo/Naturalismo e na poesia, o Parnasianismo e Simbolismo. ) Parnasianismo: contexto O Parnasianismo surge na França, na década de 1860, com a publicação do coletivo de poetas: Le Parnasse Contemporain. Romantismo – afasta-se por conta da superação da subjetividade, da idealização e não apresenta exageros (as lamúrias românticas); afasta-se do desejo de liberdade Aproximação e formal do romantismo. >> iguala-se por buscar as afastamento das sensações e por ser popular. estéticas românticas e Realismo – aproxima-se pelo objetivismo, materialismo e realistas preocupação formal com o “método” (o fazer) >> afasta-se por conta da ausência de crítica às instituições (à burguesia), não há uma preocupação ideologizada. Uma poesia acrítica, com uma abordagem superficial, musicalidade e imagens graciosas – um texto de fácil Interesse da classe leitura. burguesa nessa poesia A poesia é um objeto de consumo que pode ser “usado” em ocasiões especiais e serem “trocados” entre as pessoas – utilitarismo da poesia. Parnasianismo: aspectos formais Surge como resposta moderna ao Romantismo, que já estava desgastado, visto como a “velha escola”. Mais próximo do Objetivo dos Realismo, busca no estilo e nas técnicas poéticas um método Parnasianos franceses que os afaste do universo sentimentalista, de intensa subjetividade e idealização. Todo o esforço de Gautier foi, no campo da arte, a procura pela forma ideal da Beleza, da Palavra, minuciosamente Concepção de arte e de escolhida, dos ritmos, dos sons, rimas, que deveriam primar, sua finalidade segundo antes de tudo, pelo rigor da forma, pelo apuro da linguagem. -
Aluísio Azevedo) ☐ 3
☐ 1. Bagagem (Adélia Prado) ☐ 2. O Cortiço (Aluísio Azevedo) ☐ 3. Lira dos Vinte Anos (Álvares de Azevedo) ☐ 4. Noite na Taverna (Álvares de Azevedo) ☐ 5. Quarup (Antonio Callado) ☐ 6. Brás, Bexiga e Barra Funda (Antonio de Alcântara Machado) ☐ 7. Romance d’A Pedra do Reino (Ariano Suassuna) ☐ 8. Viva Vaia (Augusto de Campos) ☐ 9. Eu (Augusto dos Anjos) ☐ 10. Ópera dos Mortos (Autran Dourado) ☐ 11. O Uruguai (Basílio da Gama) ☐ 12. O Tronco (Bernardo Elis) ☐ 13. A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães) ☐ 14. Morangos Mofados (Caio Fernando Abreu) ☐ 15. A Rosa do Povo (Carlos Drummond de Andrade) ☐ 16. Claro Enigma (Carlos Drummond de Andrade) ☐ 17. Os Escravos (Castro Alves) ☐ 18. Espumas Flutuantes (Castro Alves) ☐ 19. Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles) ☐ 20. Mar Absoluto (Cecília Meireles) ☐ 21. A Paixão Segundo G.H. (Clarice Lispector) ☐ 22. Laços de Família (Clarice Lispector) ☐ 23. Broqueis (Cruz e Souza) ☐ 24. O Vampiro de Curitiba (Dalton Trevisan) ☐ 25. O Pagador de Promessas (Dias Gomes) ☐ 26. Os Ratos (Dyonélio Machado) ☐ 27. O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo) ☐ 28. Os Sertões (Euclides da Cunha) ☐ 29. O que é Isso, Companheiro? (Fernando Gabeira) ☐ 30. O Encontro Marcado (Fernando Sabino) ☐ 31. Poema Sujo (Ferreira Gullar) ☐ 32. I-Juca Pirama (Gonçalves Dias) ☐ 33. Canaã (Graça Aranha) ☐ 34. Vidas Secas (Graciliano Ramos) ☐ 35. São Bernardo (Graciliano Ramos) ☐ 36. Obra Poética (Gregório de Matos) ☐ 37. O Grande Sertão: Veredas (Guimarães Rosa) Lista retirada da edição especial 100 Livros Essenciais da Revista Bravo! em 2004. Imagem da bandeira retirada do site Freepik. 1 ☐ 38. Sagarana (Guimarães Rosa) ☐ 39. Galáxias (Haroldo de Campos) ☐ 40. A Obscena Senhora D (Hilda Hist) ☐ 41. -
VIDA E OBRA DO “MAIOR ARTISTA DO VERSO” NO BRASIL BREVES NOTAS NO CENTENÁRIO DE SEU FALECIMENTO Antônio Martins De Araújo (UFRJ/ABRAFIL) [email protected]
FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES VIDA E OBRA DO “MAIOR ARTISTA DO VERSO” NO BRASIL BREVES NOTAS NO CENTENÁRIO DE SEU FALECIMENTO Antônio Martins de Araújo (UFRJ/ABRAFIL) [email protected] 1. O contexto histórico Tantas e tão diversas as forças motrizes da fermentação social nas três décadas compreendidas entre 1870 e 1900, que a ela bem se pode a- plicar, segundo já disseram, o epíteto de Renascença Brasileira. No plano político-social, o perfil da nação brasileira se transformou com a Aboli- ção da Escravatura e a proclamação da República. No plano da literatura, de um lado, assistiu-se à quase total substi- tuição do Romantismo pelo Naturalismo, pelo Realismo e pelo Parnasia- nismo; e, de outro, pelo Simbolismo. No plano da filosofia e da sociolo- gia, o chamado Idealismo Romântico deu lugar ao Racionalismo e ao Po- sitivismo nas ideias. Desde os pródromos desse período, nos centros universitários do eixo Rio-São Paulo, assistiu-se ao advento do que se convencionou cha- mar “Ideia Nova”, trazendo em seu bojo o realismo, o socialismo, o re- publicanismo, o anticlericalismo, o objetivismo e o determinismo de base tainiana. Participando ativamente tanto das lides acadêmicas paulistas, co- mo, depois, colaborando intensamente com suas ideias nos periódicos da cidade mineira e das fluminenses por onde exerceu com a integridade de sempre a magistratura, Raimundo Correia pôde divulgar para as mentes idealistas suas progressistas posições. 206 SOLETRAS, Ano XI, Nº 22, jul./dez.2011. São Gonçalo: UERJ, 2011 DEPARTAMENTO DE LETRAS 2. Um nome nobre Conforme nos mostra seu principal biógrafo e editor, crítico, o a- cadêmico Waldir Ribeiro do Val, Raimundo Correia. -
Sobre a Divulgação E Recepção Da Literatura Brasileira Na Hungria
Sobre a divulgação e recepção da literatura brasileira na Hungria Ferenc Pál Professor Emeritus da Eötvös Loránd University. As primeiras informações da literatura brasileira chegam ao público húngaro por via dos verbetes das enciclopédias editadas na viragem dos séculos XIX e XX. N’A Grande Enciclopédia da Pallas1 alguns poetas destacados (como Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Tomás António de Gonzaga) já tem verbetes autónomos. No volume 3, de 1911, da Grande Enciclopédia da Révai2 já se encontra um verbete em separado sobre a “literatura brasiliana”, rezando que “a literatura brasiliana durante muito tempo foi apenas um ramo da literatura portuguesa e só nos últimos tempos começou a se desenvolver em rumo diferente”. Nesta enciclopédia já aumenta o número dos autores com verbete autónomo (assim encontramos incluídos nela os mais importantes ou famosos autores do romantismo, como Macedo, Álvares de Azevedo, Bernardo Guimarães, etc.). Nas enciclopédias posteriores, em especial nas enciclopédias de literatura universal3, encontramos informações cada vez mais sofisticadas da literatura brasileira, até que na volumosa Enciclopédia da Literatura Universal, cujos volumes saíam desde 1970 até meados dos 19904, encontramos, além dos verbetes sobre a literatura brasileira e fenómenos literários ligados com o Brasil (como por ex.: o Modernismo), verbetes de 228 escritores brasileiros. Mas tudo isto é apenas uma mera informação das letras brasileiras que ainda não é acompanhada de obras traduzidas para conhecimento do público húngaro. A primazia, segundo hoje podemos afirmar, corresponde a um conto de Machado de Assis, que foi 1 A Pallasz Nagy Lexikona. 2 Révai Nagy Lexikona. 3 Queremos mencionar, apenas como contribuição bibliográfia, as enciclopédias da literatura seguintes, mencionadas na bibliografia: Irodalmi Lexikon, Világirodalmi Lexikon, Világirodalmi Kisenciklopédia 4 Világirodalmi Lexikon. -
Os Vestígios Do Nobel
Opiniões Número: Depoimentos ornalornal Novos Lançamentos 229 dede Mês: Novembro Entrevista JJ Ano: 2017 LetrasLetras Literatura Infantil Preço: R$ 5,00 OsOs VestígiosVestígios dodo NobelNobel O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, de 62 anos, é o Prêmio Nobel de Literatura de 2017. A escolha foi anunciada em Estocolmo, na Suécia, pela Academia Sueca. Nascido em Nagasaki, no Japão, em 1954, Ishiguro vive na Inglaterra desde os cinco anos de idade. (Por Manoela Ferrari – págs. 10 e 11) ornalde 2 JLetras Opinião JL Editorial JL Arnaldo Niskier Não se pode entender muito a razão pela qual o Brasil jamais deu acervo JL “Os sonhos seguram o mundo” um Prêmio Nobel. Mesmo o da Paz andou perto de um brasileiro, quan- do se falava em D. Hélder Câmara ou o professor Josué de Castro. Em matéria de literatura, a Academia Brasileira de Letras, quando instada a Quando eu disse à escritora Nélida citar um nome, enviou para a Academia Sueca o de Nélida Piñon, que, Piñon, autora do famoso A república dos convenhamos, é uma bela indicação. Mas sabe-se que temos alguns sonhos, que estava de viagem a Portugal, obstáculos, o principal dos quais é a língua portuguesa. Os julgadores ela, de forma veemente, recomendou: “Não não conhecem o nosso idioma e, portanto, têm dificuldades para tomar deixe de visitar a Fundação José Saramago. conhecimento do que se passa no íntimo da nossa literatura. Mas vamos Há muito o que aprender com as obras do continuar insistindo, pois o país merece esse tipo de homenagem. Se foi único escritor em língua portuguesa que ganhou o Prêmio Nobel de possível dar o Prêmio a José Saramago, por que não se pode chegar a um Literatura.” titular brasileiro? Lembramos que, durante alguns anos, a nossa indi- De fato, a acadêmica brasileira tinha razão. -
O Economista E a Criação
O economista e a criação 01/06/2012 Por Diego Viana | De São Paulo Furtado em 2000: pluridisciplinar, "ele foi o descobridor da dimensão cultural do desenvolvimento econômico e do subdesenvolvimento", diz Rosa, sua viúva Quando sucedeu a seu amigo Darcy Ribeiro como ocupante da cadeira de número 11 na Academia Brasileira de Letras, em 1997, Celso Furtado declarou que nunca pôde compreender a existência de um problema estritamente econômico. Para Furtado, toda questão econômica é também humana, ou seja, histórica, social e cultural. O economista, que foi ministro do Planejamento durante o governo de João Goulart (a partir de 1962), também ocupou o Ministério da Cultura sob José Sarney (de 1986 a 1988). Nascido em Pombal (PB) em 1920 e formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (então Universidade do Brasil), Furtado foi um dos primeiros estudiosos a investigar o vínculo entre o desenvolvimento econômico e as manifestações culturais. Mas seria um erro descrever Furtado como um economista que se interessou pelo problema da cultura. O mais correto seria afirmar o contrário: Furtado chegou à teoria econômica por meio de suas reflexões sobre cultura e história. "Celso sempre foi muito pluridisciplinar", diz Rosa Freire d'Aguiar Furtado, viúva do economista e diretora do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento. "Ele nunca separou a economia das outras disciplinas. Graças a isso, foi o descobridor da dimensão cultural do desenvolvimento econômico e do subdesenvolvimento." A evolução do pensamento de Furtado sobre economia e cultura, da década de 1970 até sua morte, em 2004, é explicitada no livro "Ensaios sobre Cultura e o Ministério da Cultura", editado por Rosa. -
Brazilian Images of the United States, 1861-1898: a Working Version of Modernity?
Brazilian images of the United States, 1861-1898: A working version of modernity? Natalia Bas University College London PhD thesis I, Natalia Bas, confirm that the work presented in this thesis is my own. Where information has been derived from other sources, I confirm that this has been indicated in the thesis. Abstract For most of the nineteenth-century, the Brazilian liberal elites found in the ‘modernity’ of the European Enlightenment all that they considered best at the time. Britain and France, in particular, provided them with the paradigms of a modern civilisation. This thesis, however, challenges and complements this view by demonstrating that as early as the 1860s the United States began to emerge as a new model of civilisation in the Brazilian debate about modernisation. The general picture portrayed by the historiography of nineteenth-century Brazil is still today inclined to overlook the meaningful place that U.S. society had from as early as the 1860s in the Brazilian imagination regarding the concept of a modern society. This thesis shows how the images of the United States were a pivotal source of political and cultural inspiration for the political and intellectual elites of the second half of the nineteenth century concerned with the modernisation of Brazil. Drawing primarily on parliamentary debates, newspaper articles, diplomatic correspondence, books, student journals and textual and pictorial advertisements in newspapers, this dissertation analyses four different dimensions of the Brazilian representations of the United States. They are: the abolition of slavery, political and civil freedoms, democratic access to scientific and applied education, and democratic access to goods of consumption. -
The Culturalist Conservatism of Gilberto Freyre: Society, Decline and Social Change in Sobrados E Mucambos (1936)
http://dx.doi.org/10.1590/2238-38752017v739 i Institute of Social and Political Studies of the State University of Rio de Janeiro (IESP-UERJ) and Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, RJ, Brazil [email protected] ii National University of Buenos Aires (UBA), Buenos Aires, Argentina [email protected] Christian Edward Cyril Lynch I Pía Paganelli II the culturalist conservatism of Gilberto freyre: society, decline and social chanGe in SobradoS e MucaMboS (1936) IntroductIon Gilberto Freyre is traditionally identified, along with other important commen- tators of the 1930s, with one of the major turning points in Brazilian thought, moving towards a greater commitment to historical and sociological objectivity and to the critique of Brazil’s social formation. His work has also been recognised as belonging to a lineage of authors who, after the rise of the Republic, devoted themselves to the historical review of the social and political formation of the colony and the Empire. Thus Ângela de Castro Gomes (2000) suggests that, with- out denying the major theoretical and methodological innovation introduced by Freyre in his interpretation of Brazil’s colonial legacy in Casa-grande & senzala 903, december, 2017 december, 903, – (translated into English as The masters and the slaves), his work displays simi- larities with the collective endeavour of diverse historians active during the first decades of the Republican experiment – concentrated especially at the IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) – to rethink the nature of historiograph- ic work and the use of historical methods and sources that went beyond an at- tempted Republican mythological reconstruction of the Brazilian past. -
Pesquisa Para O SUS: Mais Qualidade Na Saúde
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro Ano 2 - nº 5 | maio - junho - julho de 2005 Foto: Regivaldo Freitas Pesquisa para o SUS: mais qualidade na saúde O primeiro edital lançado pela FAPERJ Foram avaliadas propostas dentro dos em parceria com o Ministério da Saúde – seguintes temas: pesquisa em avaliação e Pesquisa para o SUS: Gestão Comparti- incorporação tecnológica nas áreas estra- lhada em Saúde – representa um potencial tégicas da saúde; análise das condições de impacto de qualidade no sistema de saúde saúde da população do Estado do Rio de fluminense. Trata-se de iniciativa inédita do Janeiro; avaliação e monitoramento dos sis- governo do estado que busca aproximar e temas municipais de saúde; pesquisa em promover a cooperação entre pesquisado- dengue e leishmaniose. As áreas foram de- res da área básica e profissionais da área da finidas com base nas prioridades em saúde saúde. Os 46 projetos contemplados já re- do Governo do Estado do Rio de Janeiro e ceberam os termos de outorga, incluindo uma na Agenda Nacional de Prioridades de Pes- rede de pesquisa em diagnóstico molecular, quisa em Saúde, visando fortalecer a ges- 57ª Reunião da SPBC: o centro Dragão do Mar será palco de eventos em Fortaleza. com ênfase nas doenças cardiovasculares, tão do SUS e a melhoria das condições de Pelo 8º ano, a FAPERJ participa do encontro, que este ano terá a cultura como tema. Pág.5 infecciosas e parasitárias. vida da população brasileira. Pág. 3 Foto: Arquivo/Sítio Roberto Burle Marx Difusão Científica Internacional -
NO OCASO DO IMPÉRIO, UM PROJETO DE NAÇÃO: Silvio Romero E a História Da Literatura Brasileira
NO OCASO DO IMPÉRIO, UM PROJETO DE NAÇÃO: Silvio Romero e a História da Literatura Brasileira Wagner Gonzaga Lemos (Universidade Federal de Sergipe) O presente trabalho é resultado de uma pesquisa de caráter bibliográfico que tratou da importância da obra História da Literatura Brasileira (1888), de Silvio Romero (1851-1914), no cenário dos fins do século XIX. Esta obra revelou-se como um projeto de nação que o crítico sergipano buscava consolidar por meio das letras, estabelecendo cânones e sendo a primeira a colocar a história literária brasileira em bases científicas e conceituais. Outrossim, consideramos neste trabalho não apenas o compêndio de Romero, mas vozes de autores como Gonçalves de Magalhães, Joaquim Norberto, Cônego Fernandes Pinheiro, dentre outros que o antecederam no projeto de afirmação da identidade nacional por meio da literatura e que, através de compêndios de história literária, discursos e antologias, buscaram distinguir a literatura no Brasil recém independente atribuindo a esta um caráter brasileiro, embora fossem escritas na mesma língua. No que tange à consolidação dessa identidade nacional por meio da literatura, foi considerado o papel da instituição escolar como legitimadora da nossa tradição literária, haja vista que muitas das produções do período tornaram-se livros didáticos, como, por exemplo, História da Literatura Brasileira, de Silvio Romero e o Compêndio de História da Literatura Brasileira, recorte da primeira assinado por Silvio Romero em parceria com João Ribeiro. 1. ERA NO TEMPO DO REI Gilberto Freyre e Antonio Candido, no que se refere aos estudos voltados à Literatura, coadunam ao afirmarem que os aspectos sociais são imprescindíveis não só para compreender uma obra de arte, mas também quaisquer produções intelectuais de um determinado período (FREYRE, 2001.