Literatura Brasileira I - Poesia Código: LEV308
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Parnasianismo E Simbolismo
Nas últimas décadas do século XIX, a literatura brasileira abandonou o sentimentalismo dos românticos e percorreu novos caminhos. Na prosa, surgiu o Realismo/Naturalismo e na poesia, o Parnasianismo e Simbolismo. ) Parnasianismo: contexto O Parnasianismo surge na França, na década de 1860, com a publicação do coletivo de poetas: Le Parnasse Contemporain. Romantismo – afasta-se por conta da superação da subjetividade, da idealização e não apresenta exageros (as lamúrias românticas); afasta-se do desejo de liberdade Aproximação e formal do romantismo. >> iguala-se por buscar as afastamento das sensações e por ser popular. estéticas românticas e Realismo – aproxima-se pelo objetivismo, materialismo e realistas preocupação formal com o “método” (o fazer) >> afasta-se por conta da ausência de crítica às instituições (à burguesia), não há uma preocupação ideologizada. Uma poesia acrítica, com uma abordagem superficial, musicalidade e imagens graciosas – um texto de fácil Interesse da classe leitura. burguesa nessa poesia A poesia é um objeto de consumo que pode ser “usado” em ocasiões especiais e serem “trocados” entre as pessoas – utilitarismo da poesia. Parnasianismo: aspectos formais Surge como resposta moderna ao Romantismo, que já estava desgastado, visto como a “velha escola”. Mais próximo do Objetivo dos Realismo, busca no estilo e nas técnicas poéticas um método Parnasianos franceses que os afaste do universo sentimentalista, de intensa subjetividade e idealização. Todo o esforço de Gautier foi, no campo da arte, a procura pela forma ideal da Beleza, da Palavra, minuciosamente Concepção de arte e de escolhida, dos ritmos, dos sons, rimas, que deveriam primar, sua finalidade segundo antes de tudo, pelo rigor da forma, pelo apuro da linguagem. -
VIDA E OBRA DO “MAIOR ARTISTA DO VERSO” NO BRASIL BREVES NOTAS NO CENTENÁRIO DE SEU FALECIMENTO Antônio Martins De Araújo (UFRJ/ABRAFIL) [email protected]
FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES VIDA E OBRA DO “MAIOR ARTISTA DO VERSO” NO BRASIL BREVES NOTAS NO CENTENÁRIO DE SEU FALECIMENTO Antônio Martins de Araújo (UFRJ/ABRAFIL) [email protected] 1. O contexto histórico Tantas e tão diversas as forças motrizes da fermentação social nas três décadas compreendidas entre 1870 e 1900, que a ela bem se pode a- plicar, segundo já disseram, o epíteto de Renascença Brasileira. No plano político-social, o perfil da nação brasileira se transformou com a Aboli- ção da Escravatura e a proclamação da República. No plano da literatura, de um lado, assistiu-se à quase total substi- tuição do Romantismo pelo Naturalismo, pelo Realismo e pelo Parnasia- nismo; e, de outro, pelo Simbolismo. No plano da filosofia e da sociolo- gia, o chamado Idealismo Romântico deu lugar ao Racionalismo e ao Po- sitivismo nas ideias. Desde os pródromos desse período, nos centros universitários do eixo Rio-São Paulo, assistiu-se ao advento do que se convencionou cha- mar “Ideia Nova”, trazendo em seu bojo o realismo, o socialismo, o re- publicanismo, o anticlericalismo, o objetivismo e o determinismo de base tainiana. Participando ativamente tanto das lides acadêmicas paulistas, co- mo, depois, colaborando intensamente com suas ideias nos periódicos da cidade mineira e das fluminenses por onde exerceu com a integridade de sempre a magistratura, Raimundo Correia pôde divulgar para as mentes idealistas suas progressistas posições. 206 SOLETRAS, Ano XI, Nº 22, jul./dez.2011. São Gonçalo: UERJ, 2011 DEPARTAMENTO DE LETRAS 2. Um nome nobre Conforme nos mostra seu principal biógrafo e editor, crítico, o a- cadêmico Waldir Ribeiro do Val, Raimundo Correia. -
Ferreira Gullar: Uma Opção Linguística Conservadora
Ciências Multiverso v.2, n.2 (2017): 151-161 Humanas FERREIRA GULLAR: UMA OPÇÃO LINGUÍSTICA CONSERVADORA Walter Afonso Rossignoli1 RESUMO: Por meio de segmentos do livro de poemas Dentro da noite veloz e do cordel João Boa-Morte: cabra marcado para morrer,este artigo enfatiza a opção linguística conservadora do poeta brasileiro Ferreira Gullar, em aspectos da sintaxe portuguesa. O texto procura salientar, ainda, que essa conduta é comum a outros próceres da estética modernista, minimizando, dessa forma, a revolução linguística proposta pelo Modernismo. PALAVRAS-CHAVE: Ferreira Gullar. Modernismo. Tradição linguística. INTRODUÇÃO para, sob esse aspecto, inserir duas obras de Ferreira Gullar1 – o cordel João Boa O projeto estético dos modernistas de Morte: cabra marcado pra morrer(1962) 1922 representou uma conduta ampla- e o livroDentro da noite veloz(1975),do- mente antipassadista, na medida em que ravante JBMeDNV– no rol das obras que se pretendeu romper com o classicismo lu- preservam a tradição linguística. sitanizante que impregnava as letras bra- É nosso propósito demonstrar que Fer- sileiras e se refletia sobretudo na busca reira Gullar faz pouquíssimas concessões ainda de um purismo linguístico, em detri- às conquistas linguísticas da revolução mento de características da língua portu- modernista protagonizada por Mário de guesa falada no Brasil. Inaugurava-se com Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Ban- os modernistas da Semana de Arte Mo- deira e tantos outros. Antes, porém, per- derna um movimento anticlássico, antir- mitimo-nos um mergulho histórico sobre a romântico, antiparnasiano, antissimbolis- questão. ta e antilusitanizante, que, valendo-se da blague, escandalizou os passadistas ainda 1 DOS ROMÂNTICOS AOS MODERNIS- apegados a uma tradição que não mais se TAS: A CELEUMA LINGUÍSTICA sustentava. -
REVISTA BRASILEIRA 61-Duotone.Vp
Guardados da Memória Casa Grande & Senzala* Afonso Arinos de Melo Franco Quinto ocupante da Cadeira 25 na Academia Brasileira de Letras. ma das coisas que mais impressionam na crítica brasileira é Ua sua irresponsabilidade. Qualquer moço, bem ou mal in- tencionado, senta-se à mesa com o livro à frente, e assegura coisas in- cisivas, enfáticas e peremptórias, a propósito do volume, que não leu, e do autor, que não conhece. Parece-me que este hábito vem do jornalismo, que é, também, feito dentro da mesma escola. Os que se ocupam da crítica são, em geral, jornalistas e herdam da profissão a ligeireza, a ousadia e a irresponsabilidade, advindas do anonimato. Se um mequetrefe incompetente pode combater um programa fi- nanceiro, um tratado internacional, um plano de estrada de ferro, com a mais ingênua das insolências, porque não poderá, também, julgar um livro, demolindo-o ou endeusando-o, segundo o seu capricho? Daí, a confusão absoluta de categorias e de níveis no julgamento das nossas produções literárias. Os mesmos adjetivos, as mesmas * FRANCO, Afonso Arinos de Melo. Gilberto Freire É Espelho de Três Faces. São Paulo: Edições e Publicações Brasil, 1937, pp. 160-172. 323 Casa Grande & Senzala Afonso Arinos de Melo Franco afirmações, são empregados às vezes para obras de valor totalmente distinto e de significação completamente diferente. O autor de um romance escandaloso e mundano que pode e deve vender mui- to, mas que não pode nem deve ser tratado com consideração pela alta crítica, é aquinhoado com os mesmos adjetivos de “homem culto”, “escritor eminente” etc., que se aplicam, com justiça, a um Rodolfo Garcia, um Paulo Prado, um Gil- berto Freire. -
Augusto Dos Anjos: Um Olhar Sobre a Primeira Recepção De Sua Obra Augusto Dos Anjos: a Look at the First Reception of His Poetry
ENSAIOS http://dx.doi.org/10.15448/1983-4276.2019.1.32270 Augusto dos Anjos: um olhar sobre a primeira recepção de sua obra Augusto dos Anjos: a look at the first reception of his poetry Denise Carneiro Nazareth1 Resumo: Tendo como base a “Estética da recepção”, de Hans Robert Jauss; O ato da leitura, de Wolfgang Iser; e a Estrutura da lírica mo- derna, de Hugo Friedrich, este artigo tem como objetivo lançar um olhar sobre possíveis causas da recepção negativa da obra do poeta paraibano Augusto dos Anjos, pela crítica do início do século XX, por ocasião da edição princeps de seu livro de versos EU. Pretende-se demonstrar que a repulsa ao emprego do vocabulário oriundo da ciência, maciçamente empregado pelo poeta, teria sido consequência de uma abordagem mais tradicional por parte dos críticos, levando-os à incompreensão, que resultou na repulsa aos versos do poeta. Palavras-chave: Augusto dos Anjos. Recepção crítica. Vocabulário científico. Rejeição. Abstract: Based on “Reception theory” by Hans Robert Jauss; The act of reading by Wolfgang Iser; and The structure of modern poetry by Hugo Friedrich, this article aims to take a look at possible causes of Augusto dos Anjos’ poetry rejection by the criticism in the early 1900 when his poetry book called EU was first published. We intend to demonstrate that a more traditional approach by the criticism leads to misunderstanding and rejection of the science vocabulary largely used by the Brazilian poet. Keywords: Augusto dos Anjos. Criticism. Science vocabular. Criticism rejection. O poeta paraibano Augusto de Carvalho “Nenhum editor quisera publicar o seu manuscrito”, Rodrigues dos Anjos teve uma única obra publica- que acabou financiado por seu irmão Odilon dos da em vida. -
"POESIAS" De Alberto De Oliveira
-u.;-. -—"--, ....... ;,...,,Hí.a.,,.:.1,,.ír; ,.,.-.,.,...;.,,,,,...:.,,,.,,,-,,..,.,,..,,;.,,, ,,,,,. , ,,,..,.- ,.,, t,m J^-, 1®§ LITERÁRIO DE "A SUPLEMENTO MANHÃ" üol. II 8/3'942 publicado semanalmente, sob a direção de Múcio Ano 11 Leão (Da Academia Brasileira de Letras) í_úm. 8 Notícia sobre Alberto cie Oliveira -,-rt de Oliveira — AntônioPardal Mallet, Valentim Maga- valiosas, de clássicos portu- biblioteca ma Alberto de Oliveira—Ihães e outros.gueses brasileiros, anos, i, a',,i Paltnilal de Saqua- Nessa família privilegiada tle da qual, luí alguns fes tio Rio depoetas, Alberto tle Oliviera cru dádiva i Academia Brasileira na provincia ^^^^*Mmr*^aa\\suPJKI^LT^^^iS^^WBc^ C^^5 .., em 28 tle abril dea mais perfeita organização ti- de Letras de José Maria-terária. Sua estréia, em 187/, kra iillto "Canções Alberto de Oliveira iniciou • de dona Anacom as Românticas"1, Oliveira e em 1877 os seus trabalhos dc Mendonça, ele, /l-foi, sem dúvida, interessante, ii de colaboração, em jornais cario- -,¦ nascido emembora não ainda pre- a,, tiorlittjiieses, fizesse cas. Desde então adiamos o descendente dosver o grande poeta que eslava Cf arl, e ela. seu nome firmando trabalhos ,,i:,'i crisálida. Depois com "Gazelinha", "A f:,r ile Mendonça.naquela"Sonetos na em Senta- • - • „.,., K~ios e Poemas'', com "Diário ; as em Ai- na", no do Rio de Ja- preparatórios os "Versos e Rimas", e sobre- "Mequelrcje", ..nliíja Corte, no Co neiro". no no tudo com as coletâneas das qua- "Combate", "Gazela nu e em oulras par- "Poesias", na du Noi- ¦"I tro séries de se "Tribuna Ver: o curso de Far- que le", liai de Pelrópo- sucederam nos anos de 1900, "Revista olileitJo o título em lis", na Brasileira', 1911, 1913 - 1927, ,; que eie "Correio Cursou a Facilidade de no da Manha', na ALBERTO DE OLIVEIRA todo o seu rútilo ta- "Revista ''Re- •in até o 3° ano. -