REVISTA BRASILEIRA 60-PANTONE.Vp
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Brazilian Images of the United States, 1861-1898: a Working Version of Modernity?
Brazilian images of the United States, 1861-1898: A working version of modernity? Natalia Bas University College London PhD thesis I, Natalia Bas, confirm that the work presented in this thesis is my own. Where information has been derived from other sources, I confirm that this has been indicated in the thesis. Abstract For most of the nineteenth-century, the Brazilian liberal elites found in the ‘modernity’ of the European Enlightenment all that they considered best at the time. Britain and France, in particular, provided them with the paradigms of a modern civilisation. This thesis, however, challenges and complements this view by demonstrating that as early as the 1860s the United States began to emerge as a new model of civilisation in the Brazilian debate about modernisation. The general picture portrayed by the historiography of nineteenth-century Brazil is still today inclined to overlook the meaningful place that U.S. society had from as early as the 1860s in the Brazilian imagination regarding the concept of a modern society. This thesis shows how the images of the United States were a pivotal source of political and cultural inspiration for the political and intellectual elites of the second half of the nineteenth century concerned with the modernisation of Brazil. Drawing primarily on parliamentary debates, newspaper articles, diplomatic correspondence, books, student journals and textual and pictorial advertisements in newspapers, this dissertation analyses four different dimensions of the Brazilian representations of the United States. They are: the abolition of slavery, political and civil freedoms, democratic access to scientific and applied education, and democratic access to goods of consumption. -
Relações Internacionais, Política Externa E Diplomacia Brasileira Pensamento E Ação
coleção Internacionais Relações Relações coleção coleção Internacionais “É com satisfação que a Fundação Alexandre de Gusmão publica Relações 830 Um dos mais importantes intelectuais brasi- Internacionais, política externa e diplomacia brasileira: pensamento e ação, do leiros, Celso Lafer foi por duas vezes ministro professor Celso Lafer, embaixador e ex-ministro das Relações Exteriores. O das Relações Exteriores (1992 e 2001-2002), livro reúne coletânea de textos ligados ao direito, às relações internacionais e à Celso Lafer ao lado de outros relevantes cargos exercidos política externa brasileira, criteriosamente selecionados pelo autor e extraídos tanto na academia – em especial como Celso Lafer (São Paulo, 1941) foi até a sua de sua vasta produção literária e cientí ca. [...] A experiência como diplomata Celso Lafer professor na Faculdade de Direito do Largo aposentadoria em 2011 professor-titular do e chanceler colocou o extraordinário preparo acadêmico a serviço da arte da de S. Francisco –, quanto no setor público, Departamento de Filoso a e Teoria Geral do diplomacia e aos desa os de quem por ofício, em dois governos distintos, ajudou no Brasil e no exterior – embaixador do Direito da Faculdade de Direito da USP, da qual na formulação e respondeu pela condução da política externa brasileira. Seu papel Brasil em Genebra (1995-98), ministro do é professor emérito, tendo exercido por duas e sua in uência na sociedade transcendem essa experiência circunstancial. Seus Desenvolvimento e da Indústria e Comércio vezes (1992 e 2001-2002) o cargo de ministro livros, ensaios, artigos, entrevistas e comentários na mídia nas últimas décadas (1999) –, bem como no setor privado, ademais de Estado das Relações Exteriores; é PhD em dão a medida de sua importância como formador de opinião. -
A Preface to a Theory of Art-Fear in Brazilian Literature
http://dx.doi.org/10.5007/2175-8026.2012n62p341 A PREFACE TO A THEORY OF ART-FEAR IN BRAZILIAN LITERATURE Julio França Universidade Estadual do Rio de Janeiro Luciano Cabral da Silva Universidade Estadual do Rio de Janeiro Abstract There is no tradition in the study of horror in Brazilian literature; with Álvares de Azevedo”s tales of Noite na Taverna generally considered as the only example of Gothic, terror or horror narrative quoted in literary history. This article aims to demonstrate that there are several works in Brazilian literature which could be classified as “fear literature”—a fictional narrative that produces “artistic fear”. In fact, some of the most important Brazilian authors, including Machado de Assis, Bernardo Guimarães, Aluísio Azevedo, Inglês de Souza, João do Rio, Humberto de Campos and Coelho Neto, penned works in the macabre during the nineteenth and early twentieth centuries. However, critics were either unable to identify them as works of horror or paid no attention to an area of fiction in which social problems were not realistically represented. Therefore, research in this field must first identify the basic characteristics Ilha do Desterro Florianópolis nº 62 p. 341- 356 jan/jun 2012 342 Julio França e Luciano Cabral da Silva, A preface to a Theory of Art... of fictional horror in our country. We are interested in (i) the real fears represented in Brazilian fiction, be them caused by either the natural or supernatural, and in (ii) the narrative features which produce the effect of “artistic fear” upon the reader. Keywords: Horror literature, Terror, Fear literature, Brazilian Literature, Artistic fear. -
A Presença Dos Ausentes": a Tare a Acadêmica De Criar E Perpetuar Vultos Literários
"A Presença dos Ausentes": a Tare a Acadêmica de Criar e Perpetuar Vultos Literários Alessandra El Far Uma imortalidade tangível No início da década de 1920, o romancista e membro da Academia Brasileira de Letras Coelho Neto publicava nos jornais um artigo em que explicava aos leitores a importância de se erguer um monumento a Machado de Assis por subscrição nacional. Desta vez, em lugar de o governo ou alguma instituição privada tomar as rédeas do empreendimento, Coelho Neto clamava pela participação conjunta da população que, ao doar dinheiro para a construção de uma égide comemorativa ao nosso grande escritor, tomaria consciência da importância dos "vultos dos seus heróis" na vida nacional. ''A presença dos ausentes", para Coelho Neto, era imprescindível na configuração de uma memória comum, capaz de unir a nação em torno de um mesmo culto. Isto porque, através dos monumentos, "os mortos continuarão a trabalhar na vida pela glória da terra de que se geraram e à qual reverteram no giro da perpetuidade, estimulando, com o exemplo do que fizeram, as gerações que por eles passarem" (Coelho Neto, 1924: 53). 119 estudos históricos. 2000 - 25 A idéia de construir um monumento a Machado de Assis assinado pelo povo partia da Academia Brasileira de Letras. Na época, a Academia já havia l herdado os milhões do livreiro Francisco Alves e podia patrocinar qualquer estátua sem precisar da ajuda financeira de ninguém. No entanto, os acadêmicos, representados por Coelho Neto, consideravam de suma importância que o culto à figura do grande romancista não fosse algo circunscrito apenas a seus pares, e sim abrangesse a cumplicidade de todo o país. -
O Momento Literário
Literatura Literatura GENIRA CHAGAS COELHO NETO JOÃO RIBEIRO SILVA RAMOS JÚLIA LOPES DE ALMEIDA INGLÊS DE SOUSA SÍLVIO ROMERO SOUSA BANDEIRA JOÃO PAULO EMÍLIO CRISTÓVÃO O momento literário DOS SANTOS COELHO BARRETO (JOÃO DO RIO), EM 1909 COLETÂNEA DE ENTREVISTAS COM ESCRITORES PUBLICADA NO SÉCULO XX RESGATA O PAPEL DA IMPRENSA COMO SUPORTE PARA AS PRODUÇÕES LITERÁRIAS momento literário, obra de João do Rio 1891 realizou para o jornal L’ Éch o de Paris Garnier, que quatro anos depois publicou em O lançada em 1909 pela Garnier, foi re- uma série de entrevistas com importantes livro as entrevistas com Coelho Neto, João edita neste 2019 por Rafael Copetti Editor. escritores, publicadas no ano seguinte no Ribeiro, Silva Ramos, Júlia Lopes de Almei- A ideia de organizá-la é das professoras Sil- livro Enquête sur l’évolution littéraire, a fim da e Francisco Felinto de Almeida, Inglês de via Maria Azevedo e Tania Regina de Luca, de averiguar, desde problemas sociais de seu Sousa, Rocha Pombo, Magnus Söndhal, Me- ambas da Faculdade de Ciências e Letras país, até as tendências do campo literário. deiros e Albuquerque, Garcia Redondo, Félix (FCL) da Unesp, Câmpus de Assis, após Com esse projeto, a que chamou de “repor- Pacheco, Osório Duque-Estrada, Guimarães terem oferecido um curso de pós-graduação tagem experimental,” Huret destacou-se no Passos, Afonso Celso, Sílvio Romero, Mário em que trabalharam temas das disciplinas cenário midiático da época. Pederneiras, Clóvis Beviláqua, Rodrigo Otá- de História e Literatura. O objeto de estudo João do Rio, pseudônimo do escritor João vio, Fábio Luz, Padre Severiano de Resende, do curso foi a imprensa como suporte para Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Alberto Ramos, Augusto Franco, Júlio Afrânio, as produções literárias. -
O MOMENTO LITERÁRIO João Do Rio
MINISTÉRIO DA CULTURA Fundação Biblioteca Nacional Departamento Nacional do Livro O MOMENTO LITERÁRIO João do Rio Palestras com Olavo Bilac, Coelho Neto, Júlia Lopes de Almeida, Filinto de Almeida, Padre Severiano de Resende, Félix Pacheco, João Luso, Guimarães Passos, Lima Campos; cartas de João Ribeiro, Clóvis Beviláqua, Sílvio Romero, Raimundo Correia, Medeiros e Albuquerque, Garcia Redondo, Frota Pessoa, Mário Pederneiras, Luís Edmundo, Curvelo de Mendonça, Nestor Vítor, Silva Ramos, Artur Orlando, Sousa Bandeira, Inglês de Sousa, Afonso Celso, Elísio de Carvalho, etc. etc. ———— A MEDEIROS E ALBUQUERQUE. Permita v. que eu dedique ao jornalista raro, ao talento de escol e ao amigo bondoso este trabalho, que tanto lhe deve em conselhos e simpatia. João do Rio. ———— ANTES — O público quer uma nova curiosidade. As multidões meridionais são mais ou menos nervosas. A curiosidade, o apetite de saber, de estar informado, de ser conhecedor são os primeiros sintomas da agitação e da nevrose. Há da parte do público uma curiosidade malsã, quase excessiva. Não se quer conhecer as obras, prefere-se indagar a vida dos autores. Precisamos saber? Remontamos logo às origens, desventramos os ídolos, vivemos com eles. A curiosidade é hoje uma ânsia... Ora, o jornalismo é o pai dessa nevrose, porque transformou a crítica e fez a reportagem. Uma e outra fundiram-se: há neste momento a terrível reportagem experimental. Foram-se os tempos das variações eruditas sobre livros alheios e já vão caindo no silêncio das bibliotecas as teorias estéticas que às suas leis subordinavam obras alheias, esquecendo completamente os autores. Sainte-Beuve só é conhecido das gerações novas porque escreveu alguns versos e foi amante de Mme. -
Relações Internacionais, Política Externa E Diplomacia Brasileira Pensamento E Ação
coleção Internacionais Relações Relações coleção coleção Internacionais “É com satisfação que a Fundação Alexandre de Gusmão publica Relações 830 Um dos mais importantes intelectuais brasi- Internacionais, política externa e diplomacia brasileira: pensamento e ação, do leiros, Celso Lafer foi por duas vezes ministro professor Celso Lafer, embaixador e ex-ministro das Relações Exteriores. O das Relações Exteriores (1992 e 2001-2002), livro reúne coletânea de textos ligados ao direito, às relações internacionais e à Celso Lafer ao lado de outros relevantes cargos exercidos política externa brasileira, criteriosamente selecionados pelo autor e extraídos tanto na academia – em especial como Celso Lafer (São Paulo, 1941) foi até a sua de sua vasta produção literária e cientí ca. [...] A experiência como diplomata Celso Lafer professor na Faculdade de Direito do Largo aposentadoria em 2011 professor-titular do e chanceler colocou o extraordinário preparo acadêmico a serviço da arte da de S. Francisco –, quanto no setor público, Departamento de Filoso a e Teoria Geral do diplomacia e aos desa os de quem por ofício, em dois governos distintos, ajudou no Brasil e no exterior – embaixador do Direito da Faculdade de Direito da USP, da qual na formulação e respondeu pela condução da política externa brasileira. Seu papel Brasil em Genebra (1995-98), ministro do é professor emérito, tendo exercido por duas e sua in uência na sociedade transcendem essa experiência circunstancial. Seus Desenvolvimento e da Indústria e Comércio vezes (1992 e 2001-2002) o cargo de ministro livros, ensaios, artigos, entrevistas e comentários na mídia nas últimas décadas (1999) –, bem como no setor privado, ademais de Estado das Relações Exteriores; é PhD em dão a medida de sua importância como formador de opinião. -
João Do Rio E Os Africanos: Raça E Ciência Nas Crônicas Da Belle Époque Carioca
JOÃO DO RIO E OS AFRICANOS: RAÇA E CIÊNCIA NAS CRÔNICAS DA BELLE ÉPOQUE CARIOCA Juliana Barreto Farias Doutoranda em História Social pela Universidade de São Paulo (USP).* Resumo Reverenciado como o cronista da belle époque carioca, João do Rio (1881-1921) não economizava nos comentários racistas e evolucionistas em seus textos jornalís- ticos e literários. Para compreender essa faceta ainda tão pouco explorada na obra do famoso jornalista, examinarei, neste artigo, um conjunto de reportagens sobre religiosidades, festas e costumes africanos, publicadas na imprensa carioca nos anos de 1904 e 1905. Palavras-chave Rio de Janeiro • João do Rio • africanos • raça. Abstract Although he was revered as the belle époque chronicler of Rio de Janeiro, João do Rio's chronicles and fiction are filled with racist comments. To understand this yet little explored facet in the work of the famous journalist, I will examen a series of reports on African beliefs, celebrations, and customs published in Rio de Janeiro’s press during the years 1904 and 1905. Keywords Rio de Janeiro • João do Rio • Africans • race. * Bolsista do CNPq. Agradeço as leituras generosas feitas por Lilian Schwarcz e Maria Cristina Wissenbach a uma primeira versão deste texto. 244 Juliana Barreto Farias / Revista de História 162 (1º semestre de 2010), 243-270 Em 11 de maio de 1912, João do Rio publicou um pequeno texto, meio escondido na segunda página da Gazeta de Notícias, rebatendo um editorial divulgado pelo jornal A Noite no dia anterior. Travestido de Joe, um dos seus muitos pseudônimos, criticava o tom “excessivamente indignado” do artigo que girava em torno da história de um empresário esperto, que andava contra- tando artistas negros e mulatos brasileiros para tocar, cantar e dançar maxixe nos boulevards de Paris. -
João Do Rio E As Ruas Do Rio
UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE - UFF INSTITUTO DE LETRAS JOÃO DO RIO E AS RUAS DO RIO por CLAUDIA GONÇALVES RIBEIRO Niterói Março de 2013 Claudia Gonçalves Ribeiro João do Rio e as ruas do Rio Dissertação de mestrado apresentada ao programa Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras da Universidade Federal Fluminense, como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Estudos Literários. Subárea: Literatura Brasileira e Teorias da Literatura. Orientadora: Profª. Drª. Diana Irene Klinger. Niterói Março de 2013 i Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca Central do Gragoatá R484 Ribeiro, Claudia Gonçalves. João do Rio e as ruas do Rio / Claudia Gonçalves Ribeiro. – 2013. 214 f. Orientador: Diana Irene Klinger. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Letras, 2013. Bibliografia: f. 127-135. 1. João, do Rio, 1881-1921; crítica e interpretação. 2. Crônica brasileira. 3. Memória. 4. Jornalismo. 5. Literatura. I. Klinger, Diana Irene. II. Universidade Federal Fluminense. Instituto de Letras. III. Título. CDD B869.3009 Claudia Gonçalves Ribeiro João do Rio e as ruas do Rio Dissertação de mestrado apresentada ao programa Pós-Graduação Stricto Sensu em Letras da Universidade Federal Fluminense, como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Estudos Literários. Subárea: Literatura Brasileira e Teorias da Literatura. Aprovado em ___________________________________________________________ Banca Examinadora: _____________________________________________________ _________________________________________________________ Profª. Drª. Diana Irene Klinger (Orientadora) Universidade Federal Fluminense – UFF _________________________________________________________ Prof. Dr. Pascoal Farinaccio Universidade Federal Fluminense – UFF _________________________________________________________ Profª. Drª. Daniela Versiani Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio ii Aos meus pais e esposo. iii AGRADECIMENTOS A Deus por ter me dado alento e força em todos os momentos da minha vida. -
Álbum De Caliban: Coelho Neto E a Literatura Pornográfica Na Primeira República
O eixo e a roda, Belo Horizonte, v. 26, n. 3, p. 205-228, 2017 Álbum de Caliban: Coelho Neto e a literatura pornográfica na Primeira República Álbum de Caliban: Coelho Neto and pornographic literature during the First Republic Leonardo Mendes Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro / Brasil [email protected] Resumo: A partir de 1880, configura-se no Brasil um espaço novo de circulação de histórias licenciosas. O impresso pornográfico começa a aparecer nos anúncios de livrarias nos jornais de grande circulação. Surgem novos editores e livrarias, como a Livraria do Povo e a Livraria Moderna. A percepção de que havia um mercado para esse gênero de literatura era crucial para a decisão dos editores de investir nessas edições. Sob o pseudônimo Caliban, da peça A Tempestade (1611), de William Shakespeare, Coelho Neto criou uma persona para atender à demanda de literatura pornográfica, fabricando contos e crônicas licenciosos que foram publicados nos jornais de todas as regiões do país até o começo do século XX. Entre 1897 e 1898, os textos foram editados pela Livraria Laemmert em fascículos e reunidos no volume Álbum de Caliban. Neste estudo, vamos conhecer a faceta de autor licencioso de Coelho Neto e investigar sua atuação no incipiente mercado de literatura pornográfica na Primeira República. Palavras-chave: pornografia; Coelho Neto; Brasil Republicano. eISSN: 2358-9787 DOI: 10.17851/2358-9787.26.3.205-228 206 O eixo e a roda, Belo Horizonte, v. 26, n. 3, p. 205-228, 2017 Abstract: From 1880 on, a new space for the circulation of licentious stories was set up in Brazil. -
REVISTA BRASILEIRA 61-Duotone.Vp
Guardados da Memória Casa Grande & Senzala* Afonso Arinos de Melo Franco Quinto ocupante da Cadeira 25 na Academia Brasileira de Letras. ma das coisas que mais impressionam na crítica brasileira é Ua sua irresponsabilidade. Qualquer moço, bem ou mal in- tencionado, senta-se à mesa com o livro à frente, e assegura coisas in- cisivas, enfáticas e peremptórias, a propósito do volume, que não leu, e do autor, que não conhece. Parece-me que este hábito vem do jornalismo, que é, também, feito dentro da mesma escola. Os que se ocupam da crítica são, em geral, jornalistas e herdam da profissão a ligeireza, a ousadia e a irresponsabilidade, advindas do anonimato. Se um mequetrefe incompetente pode combater um programa fi- nanceiro, um tratado internacional, um plano de estrada de ferro, com a mais ingênua das insolências, porque não poderá, também, julgar um livro, demolindo-o ou endeusando-o, segundo o seu capricho? Daí, a confusão absoluta de categorias e de níveis no julgamento das nossas produções literárias. Os mesmos adjetivos, as mesmas * FRANCO, Afonso Arinos de Melo. Gilberto Freire É Espelho de Três Faces. São Paulo: Edições e Publicações Brasil, 1937, pp. 160-172. 323 Casa Grande & Senzala Afonso Arinos de Melo Franco afirmações, são empregados às vezes para obras de valor totalmente distinto e de significação completamente diferente. O autor de um romance escandaloso e mundano que pode e deve vender mui- to, mas que não pode nem deve ser tratado com consideração pela alta crítica, é aquinhoado com os mesmos adjetivos de “homem culto”, “escritor eminente” etc., que se aplicam, com justiça, a um Rodolfo Garcia, um Paulo Prado, um Gil- berto Freire. -
Livros - Jaimir Conte, 2017
Lista de Livros - Jaimir Conte, 2017 Abbagnano, Nicola. Dicionário de Filosofia. Tradução de Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 1998. Adorno, T. W. Filosofia da nova música. Tradução de Magda França. 2ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1989. Adorno, Theodor W. / Horkheimer, Max. Dialética do esclarecimento. Fragmentos filosóficos. 2ª Ed. Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1991. Adorno, Theodor W. Teoria estética. Tradução de Arthur Mourão. Lisboa: Edições 70 /Livraria Martins Fontes Editora, 1988. Agostinho, Santo. A cidade de Deus contra os pagãos. Tradução de J. Oliveira Santos e A. Ambrósio de Pina. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001. Parte I e Parte II. Agostinho, Santo. Confissões. Tradução de J. Oliveira Santos e A. Ambrósio de Pina. Petrópolis: Vozes, 1994. Agostinho, Santo. Confissões. Tradução de Lorenzo Mammì. São Paulo: Penguin / Companhia das Letras, 2017. Agostinho, Santo. Contra os acadêmicos; A ordem; A grandeza da alma; O mestre. Tradução de Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2008. Airaksinen, Timo & Belfrage, Bertil. Berkeley’s Lasting Legacy.330 Years later. Cambridge Scholars Publishing, 2011. Airaksinen, Timo and Belfrage, Bertil. Berkeley’s Lasting Legacy 300 Years Later. Cambridge Scholars Publishing, 2011. Albano, José. Rimas. Série Revisões. Poesia reunida e prefaciada por Manuel Bandeira. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Graphia,1993. Alcoforado, Mariana. Cartas de amor. Tradução e apresentação Marilene Felinto. 2ª edição. Rio de Janeiro: Imago, 1992. Alexandria, Paladas de. Epigramas. Edição bilíngüe. Seleção, tradução, introdução e notas de José Paulo Paes. São Paulo: Nova Alexandria, 1993. Alighieri, Dante. A divina comédia. Edição bilíngüe. Tradução e notas de Ítalo Eugenio Mauro. São Paulo: Editora 34, 1998.