Machado De Assis E a Tradição Dos Comediantes Estoicos1
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Actors and Accents in Shakespearean Performances in Brazil: an Incipient National Theater1
Scripta Uniandrade, v. 15, n. 3 (2017) Revista da Pós-Graduação em Letras – UNIANDRADE Curitiba, Paraná, Brasil ACTORS AND ACCENTS IN SHAKESPEAREAN PERFORMANCES IN BRAZIL: AN INCIPIENT NATIONAL THEATER1 DRA. LIANA DE CAMARGO LEÃO Universidade Federal do Paraná (UFPR) Curitiba, Paraná, Brasil ([email protected]) DRA. MAIL MARQUES DE AZEVEDO Centro Universitário Campos de Andrade, UNIANDRADE Curitiba, Paraná, Brasil. ([email protected]) ABSTRACT: The main objective of this work is to sketch a concise panorama of Shakespearean performances in Brazil and their influence on an incipient Brazilian theater. After a historical preamble about the initial prevailing French tradition, it concentrates on the role of João Caetano dos Santos as the hegemonic figure in mid nineteenth-century theatrical pursuits. Caetano’s memorable performances of Othello, his master role, are examined in the theatrical context of his time: parodied by Martins Pena and praised by Machado de Assis. References to European companies touring Brazil, and to the relevance of Paschoal Carlos Magno’s creation of the TEB for a theater with a truly Brazilian accent, lead to final succinct remarks about the twenty-first century scenery. Keywords: Shakespeare. Performances. Brazilian Theater. Artigo recebido em 13 out. 2017. Aceito em 11 nov. 2017. 1 This paper was first presented at the World Shakespeare Congress 2016 of the International Shakespeare Association, in Stratford-upon-Avon. LEÃO, Liana de Camargo; AZEVEDO, Mail Marques de. Actors and accents in Shakespearean performances in Brazil: An incipient national theater. Scripta Uniandrade, v. 15, n. 3 (2017), p. 32-43. Curitiba, Paraná, Brasil Data de edição: 11 dez. -
Missa Do Galo: O Enigma De Conceio
1 CRÍTICA, DESLOCAMENTOS E TRANSGRESSÕES EM MISSA DO GALO DE MACHADO DE ASSIS Tania T. S. Nunes Resumo: Em 1977, o escritor Osman Lins convida Lygia Fagundes Telles e outros autores a escreverem cada qual um conto que fosse uma recriação de Missa do galo, de Machado de Assis, publicado em 1892. Estes dois contos são os objetos de leitura e análise nesta comunicação. Este trabalho busca realizar uma análise comparativa dos contos para apresentar a recepção crítica de Lygia enquanto “leitora do escritor” considerando o tema da sedução sob dois aspectos: o papel da mulher na sociedade do século XIX, bem como a percepção do visível e invisível na prosa machadiana. A idéia é demonstrar como a autora através do “nada” configurou “o prazer das dores velhas” ou “o enigma de Conceição” no sentido de promover a confluência entre arte e estética. Palavras chaves: corpo – linguagem - intertextualidade – recepção - percepção 2 CRÍTICA, DESLOCAMENTOS E TRANSGRESSÕES EM MISSA DO GALO DE MACHADO DE ASSIS Contando aquela crise do meu amor adolescente, sinto uma coisa que não sei se explico bem, e é que as dores daquela quadra, a tal ponto se espiritualizaram com o tempo, que chegam a diluir-se no prazer. Não é claro isto, mas nem tudo é claro na vida ou nos livros... Machado de Assis, O prazer das dores velhas, Dom Casmurro Eis-nos metidos em uma história secreta e numa floresta de enigmas a serem decifrados! Comecemos pela tela Santa Ana, a Virgem e a Criança de Leonardo da Vinci que traz o manto da Virgem que desenha um abutre e termina no rosto da criança. -
Política, Indianismo E História Na Poesia De Machado De Assis
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS LARISSA ALVES MUNDIM NOS LABIRINTOS DE CLIO: POLÍTICA, INDIANISMO E HISTÓRIA NA POESIA DE MACHADO DE ASSIS CAMPINAS 2017 LARISSA ALVES MUNDIM NOS LABIRINTOS DE CLIO: POLÍTICA, INDIANISMO E HISTÓRIA NA POESIA DE MACHADO DE ASSIS Dissertação apresentada ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas como parte dos requisitos exigidos para a obtenção do título de Mestra em História, na área História Social Supervisor/Orientador: Prof. Dr. Sidney Chalhoub ESTE EXEMPLAR CORRESPONDE À VERSÃO FINAL DA DISSERTAÇÃO DEFENDIDA PELA ALUNA LARISSA ALVES MUNDIM E ORIENTADA PELO PROF. DR. SIDNEY CHALHOUB. CAMPINAS 2017 Universidade Estadual de Campinas Instituto de Filosofia e Ciências Humanas A Comissão Julgadora dos trabalhos de Defesa de Dissertação de Mestrado composta pelos Professores Doutores a seguir descritos, em sessão pública realizada em 21 de fevereiro de 2017, considerou a candidata Larissa Alves Mundim aprovada. Prof. Dr. Ricardo Figueiredo Pirola Profa. Dra. Ana Flávia Cernic Ramos Prof. Dr. Jefferson Cano A Ata de Defesa, assinada pelos membros da Comissão Examinadora, consta no processo de vida acadêmica da aluna. Para Geisler, minha mãe Nilse e Manoel, meus avós “Mueve-me enfin tu amor de tal manera Que aunque no hubiera cielo yo te amara.” (“Fé” – Machado de Assis) Agradecimentos Fazer um mestrado é um privilégio, entretanto, ao longo de dois anos, muitas vezes questionei meu caminho. Nesta jornada contei com pessoas determinantes que o destino ou o acaso colocou na minha vida. Não contesto a sorte que foi tê-las conhecido. Foram guias que muitas vezes me salvaram dos labirintos desta história. -
Experience Design Theory in Dom Casmurro
Brigham Young University BYU ScholarsArchive Theses and Dissertations 2019-06-01 A experiência machadiana: Experience Design Theory in Dom Casmurro Dania Genine Ellingson Brigham Young University Follow this and additional works at: https://scholarsarchive.byu.edu/etd BYU ScholarsArchive Citation Ellingson, Dania Genine, "A experiência machadiana: Experience Design Theory in Dom Casmurro" (2019). Theses and Dissertations. 8546. https://scholarsarchive.byu.edu/etd/8546 This Thesis is brought to you for free and open access by BYU ScholarsArchive. It has been accepted for inclusion in Theses and Dissertations by an authorized administrator of BYU ScholarsArchive. For more information, please contact [email protected], [email protected]. A experiência machadiana: Experience Design Theory in Dom Casmurro Dania Genine Ellingson A thesis submitted to the faculty of Brigham Young University in partial fulfillment of the requirements for the degree of Master of Arts James R. Krause, Chair Anna-Lisa Halling Marlene Esplin Department of Spanish and Portuguese Brigham Young University Copyright © 2019 Dania Genine Ellingson All Rights Reserved ABSTRACT A experiência machadiana: Experience Design Theory in Dom Casmurro Dania Genine Ellingson Department of Spanish and Portuguese, BYU Master of Arts The intricate and complex writing style of Machado de Assis’ novel Dom Casmurro create a unique and powerfully engaging reader experience. While much has been discussed with regard to narratology and reader-response theory in Dom Casmurro, Machado’s writing recalls many principles found in the cross-disciplinary field of experience design. Through an analysis of the novel using flow and co-creation theories, we see that Machado designs an extraordinary reader experience through narrational scaffolding and co-creative invitations. -
Dom Casmurro and the Ufos: a Canonical Text As Pulp Fiction
53 DOM CASMURRO AND THE UFOS: A CANONICAL TEXT AS PULP FICTION Mail Marques de Azevedo Centro Universitário Campos de Andrade RESUMO:A tendência de reescrever obras canônicas como “mash-ups” ─ termo utilizado para descrever a remixagem de música, vídeo-clips e filme na internet ─ de literatura de massa alcançou o Brasil. Em 2010, pulicaram-se quatro romances que adicionam o sobrenatural e o grotesco a obras de Machado de Assis, José de Alencar e Bernardo Guimarães. Zumbis, vampiros, bruxas e seres extraterrestres tornam-se parte da ação, ou, como no caso de Dom Casmurro e os discos voadores, foco principal deste trabalho, personagens no enredo. A influência avassaladora do cinema e da televisão sobre as gerações mais novas cobra o seu tributo. Escritores devem decidir se aderem ou não aos recursos da mídia audiovisual, a fim de atrair leitores, nutridos neles desde a infância. Argumentamos que tais decisões seriam a causa da proliferação de híbridos de alta cultura e cultura popular, de textos canônicos associados a ficção científica, terror gótico ou outros gêneros de maior impacto junto ao público. As vendas de tais romances foram significativas, embora não atingissem os níveis de bestsellers de obras similares nos Estados Unidos. É indiscutível, porém, que a atmosfera de suspense e fantasia, acrescida do efeito serio-cômico criado pela justaposição de arte elevada e literatura de massa representa passo importante na popularização dos clássicos. O fato de que os quatro livros foram escritos por demanda de editores apoia nosso argumento de que fatores sociais e econômicos estão envolvidos. PALAVRAS-CHAVE: Mash-ups. -
RACHEL DE QUEIROZ DE 1910 a 1964 Natália De Santanna
“A VELHA DEVOROU A MOÇA?”: RACHEL DE QUEIROZ DE 1910 A 1964 Natália de Santanna Guerellus* Resumo: O presente artigo traz uma análise sobre a trajetória intelectual da escritora cearense Rachel de Queiroz (1910-2003) a partir da memória construída por ela mesma e por terceiros, sobretudo no que se refere ao período entre 1930 e 1964. Pretende, com isso, problematizar a complexidade, as ambiguidades e paradoxos da ação política de uma das mais importantes intelectuais brasileiras do século XX. Palavras-Chave: História Política do Brasil, Biografia Intelectual, Rachel de Queiroz. “THE OLD WOMAN DEVOURED THE GIRL?”: RACHEL DE QUEIROZ FROM 1910 TO 1964. Abstract: This article analyzes the intelectual trajectory of Ceará writer Rachel de Queiroz (1910-2003) based on the memory built by herself and by other people, with a special attention to the context between 1930 and 1964. The goal is to present the complexity, ambiguities and paradoxes of the political action of one of the most important Brazilian intellectuals of the twentieth century. Keywords: Brazilian Political History, Intellectual Biography, Rachel de Queiroz. Introdução O presente artigo traz alguns dos resultados de uma pesquisa que procura pensar a intelectualidade de direita no Brasil do século XX da forma mais verticalizada possível: através do estudo biográfico. O trabalho em caráter mais amplo consiste na análise da * Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense e professora leitora no Departamento d’Études Lusophones da Université Paris Nanterre (2016/2017). Vol. 2 | N. 4 | JUL./DEZ. 2016 60 trajetória intelectual de Rachel de Queiroz (1910-2003), escritora de apelo popular, que teve seu primeiro romance publicado aos dezenove anos, entre a infância e o golpe de 1964. -
Machado De Assis E João: Do Ri(S)O À Ironia – O Conto Submerso Em Sala De Aula
Machado de Assis e João: do ri(s)o à ironia – o conto submerso em sala de aula Ketiley da Silva Pessanha 1 Resumo O conto, no rastro do conhecimento sobre gêneros textuais, apresenta-se como uma forma narrativa de menor extensão (A. Soares, 2006). Apesar da aparente superficialidade de uma narrativa curta, divaga pelos elementos componentes dos demais gêneros textuais, e absorve para si um complexo de graça, beleza e subjetividade. De forma densa, dialoga com o flagrante (A. Soares, 2006) ao invés de abarcar a totalidade do enredo. Quando o estudo desse gênero literário é aprofundado, traços como o humor e a ironia , por exemplo, tornam-se mais tácteis; além disso, possibilita-se o contato inédito do aluno com uma “segunda história”, ou seja, aquela que se afasta da leitura aparente e encontra-se nas entrelinhas do texto (S. Brayner, 1981). Neste trabalho, através da prática ledora de contos de Machado de Assis e João do Rio, pretendemos suscitar uma leitura atenta nos alunos, capaz de levá-los à produção de diferentes sentidos no texto (Orlandi, 2001) e à percepção da ironia como porta-voz da crítica social (H. Bloom, 2001). Palavras-chave: Conto; Leitura Crítica; Literatura. Considerações Iniciais O presente texto vincula-se ao projeto – Práticas de Ensino em Literatura e Jornal: quem quer integrar este caso? , pesquisa de Iniciação à Docência, orientada pela Profª. Drª. Maria Cristina Ribas, na Faculdade de Formação de Professores da UERJ, situada no 1 Graduanda das Universidades do Estado do Rio de Janeiro - UERJ e Universidade Federal Fluminense - UFF, bem como bolsista de Iniciação a Docência da UERJ FFP (CETREINA), sob orientação da professora Dra. -
Um Fabulador Da Nacionalidade José De Alencar
95 UM FABULADOR DA NACIONALIDADE JOSÉ DE ALENCAR Elvya Shirley Ribeiro Pereira Prof. Assistente do Departamento de Letras e Artes Doutoranda em Literatura Brasileira - PUC/RJ RESUMO — A natureza , a história, a motogênese, os ideais, o sonho, a evasão e a utopia são forças simbólicas e retóricas que circulam e dimensionam o ideário ramântico europeu. Esses, quando aportam no Brasil, interagem com a literatura que tematiza (desde o descobrimento) o índio e a natureza local. Essa interação revela-se produtiva e alcança grande singuralidade no projeto nacionalista e nas fábulas da nação enredadas pelo polêmico José de Alencar autodenominado o piguara da literatura brasileira. ABSTRACT — Nature, history, motogenesis, ideals, dream, evasion and utopia are rhetorical and symbolical forces which go around and give measurements to the European romantic ideation. Brought to Brasil, these ones interact with a sort of literature which (since the discovery) has as its theme the Brazilian indians and nature. This interaction reveals itself producing and reaches a remarkable position in the nationalist project and in the nation fables by the polemical José de Alencar who used to call himself the piguara of Brazilian literature. José de Alencar, que na “Última carta sobre A Confederação dos Tamoios” critica Gonçalves de Magalhães por ocupar-se, no poema, “com um certo Brás Cubas” (personagem menor), fala, na sua autobiografia literária “Como e porque sou romancista”, que dese- jaria fazer-se “escritor póstumo, trocando de boa-vontade os favores do presente pelas severidades do futuro”. Temos aqui elementos para inferir uma ligação entre a figura fundadora de Alencar e as Memórias póstumas de Brás Cubas, obra do seu amigo e admirador Machado de Assis, que inaugura uma nova etapa na literatura brasileira. -
Book Club | José De Alencar | O Guarany |21 July, 6.30-9 Pm
BOOK CLUB | JOSÉ DE ALENCAR | O GUARANY |21TH JULY, 6.30-9 PM · JOSÉ DE ALENCAR (1829-1877) O Guarany (Romance brasileiro) (1857) translated into English as The Guarany (1893) This summer escape to the idyllic Serra dos Orgãos* in the Atlantic Forest, evoking Shakespeare’s cavern in Macbeth or Byron’s dream, Dryden’s or Rousseau’s noble savage … in Rio de Janeiro some fifty years after its foundation! * one of the 71 fabulous national parks in Brazil & one of the oldest, created in 1939. 1820s Serra dos Orgãos by Johann M. Rugendas (1802-1858) | Serra dos Órgãos seen from Teresópolis, 1885 by Johann Georg Grimm (1846–1887) from Enciclopedia Itaú Cultural/public domain The most Brazilian soul, José de Alencar, conjured a delightful scenario for a four-part thriller including a lost treasure hoard, a lord of a manor, a super villain, tender love and vicious lust, a very Brazilian flood myth and much more! And what does the condottiere Loredano or Ângelo di Luca, a former Carmelite friar, perhaps an infamous spy, get up to in this gripping tale? Teenagers are said to have had many a crush on the main character(s)! A successful multi-media precursor before multi-media was even invented: opera, films, cartoons, TV series, games and more! A reminder for the Brazilian Bilingual Book Club members, who read Mário de Andrade’s Macunaíma(1928), last year: (i) M. de Andrade dedicated his novel to the ‘Pai de Mutum’ - José de Alencar & (ii) notice similarities in the magical fantastic ending of both novels. -
Crítica Literária E Poesia Em Machado De Assis
ISSN: 1983-8379 Crítica literária e poesia em Machado de Assis Ricardo André Ferreira Martins 1 RESUMO: O presente artigo tem por objetivo analisar as atividades de crítico literário e poeta de Machado de Assis, consideradas de menor importância em sua carreira intelectual como escritor, mas que são elucidativas quanto à qualidade e finalidade seu trabalho literário, sobretudo na fase posterior à 1879, quando publica a cole- ção de poemas de Ocidentais. Palavras-chave : Crítica; Literatura; Poesia; Tradição; Retórica. Introdução Em prefácio publicado no livro de José Louzeiro, Lúcio Flávio: o passageiro da agonia, Ildásio Tavares comenta: (...) todo o cuidado (...) deve ter um crítico ao deparar um gênero novo (...). Em primeiro lugar, acho que a crítica nunca está aparelhada para o novo, sempre se mostrando cautelosa e preferindo reconsagrar os já consagrados nos gêneros tradicionais. Em segundo lu- gar, acho que o talento criador de um escritor sobrepõe-se e supera qualquer veleidade de gê- nero ou temática (LOUZEIRO, 1987, p. 9). A primeira questão à qual devemos nos remeter parte propriamente da crítica em relação à arte. A incapacidade que alguns críticos tiveram em dimensionar o novo está ilus- trada em uma infinidade de casos, que a história da literatura coleciona em relação à revisão crítica orientada no sentido de reabilitar muitos escritores esquecidos e mal apreciados em seus tempos respectivos, a fim de inseri-los no cânone oficial, como é o caso de Cruz e Sousa ou Augustos dos Anjos, espezinhados pela crítica de sua época, depois reabilitados e tornados 1 Discente do programa de Pós-graduação em Teoria e História Literária, em nível de Doutorado, do Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, sob a orientação do Prof. -
Ressurreição: Uma Adaptação De Otelo? O Germe De Dom Casmurro?
ISSN 1980-7856 jul.-dez/2018, n. 20, v. 2 Ressurreição: uma adaptação de Otelo? O germe de Dom Casmurro? Valdiney Valente Lobato de Castro (FAMAP)* Alan Victor Flor da Silva (UFPA)** Resumo: Quando Machado de Assis, em 1872, publicou pelas prensas do francês Garnier, o romance Ressurreição, seu nome já estava consolidado nas letras nacionais. Geralmente a crítica especializada descuida-se dessa obra em virtude dos grandes sucessos do autor, como Dom Casmurro, escrito em 1899. Em O Otelo brasileiro de Machado de Assis, Helen Caldwell, embora não tenha se dedicado exatamente ao romance de estreia de Machado, afirmou que Ressurreição não apenas era uma adaptação de Otelo, como também o germe de Dom Casmurro, considerado pela autora outra adaptação mais sofisticada da mesma peça teatral shakespeariana. O objetivo deste trabalho é estabelecer uma comparação entre Ressurreição, Dom Casmurro e Otelo, considerando as personagens principais (heróis, heroínas e antagonistas), com o intuito de travar um diálogo entre essas obras literárias e a crítica de Helen Caldwell. Nessa comparação, ao se travar um diálogo entre as três obras, possibilita-se refletir acerca da noção de construção de personagem, do papel do narrador e da recepção do leitor. Palavras-chave: Ressurreição; Otelo; Dom Casmurro; Machado de Assis; William Shakespeare Abstract: When Machado de Assis, in 1872, published by the presses of the French Garnier, the novel Resurreição, his name was already consolidated in the national letters. Often specialized criticism is neglected in this work by virtue of the great successes of the author, such as Dom Casmurro, written in 1899. Although Helen Caldwell, in O Otelo do Brasil de Machado de Assis, has not exactly dedicated herself to Machado’s first novel, she stated that Ressurreição was not only an adaptation of Othello but also the germ of Dom Casmurro. -
Redalyc.MACHADO DE ASSIS
Revista Prâksis ISSN: 1807-1112 [email protected] Centro Universitário Feevale Brasil Czarnobay Perrot, Andrea MACHADO DE ASSIS: PERCURSOS NA HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA Revista Prâksis, vol. 2, julio-diciembre, 2010, pp. 49-56 Centro Universitário Feevale Novo Hamburgo, Brasil Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=525552623008 Como citar este artigo Número completo Sistema de Informação Científica Mais artigos Rede de Revistas Científicas da América Latina, Caribe , Espanha e Portugal Home da revista no Redalyc Projeto acadêmico sem fins lucrativos desenvolvido no âmbito da iniciativa Acesso Aberto Prâksis - Revista do ICHLA MACHADO DE ASSIS: PERCURSOS NA HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA Andrea Czarnobay Perrot1 RESUMO O presente ensaio propõe-se a trilhar alguns dos percursos da história da crítica machadiana chegando até Roberto Schwarz, este tido como representante de uma corrente crítica denominada perspectiva formativa da literatura brasileira. Para tanto, foram estudados alguns dos importantes críticos da obra de Machado de Assis, através de seus trabalhos mais relevantes, como Antonio Candido, Augusto Meyer, Raymundo Faoro, Antônio Carlos Secchin, Alfredo Pujol e José Guilherme Merquior. Pretende-se, com esse trabalho de compilação, identificar sob quais aspectos a perspectiva formativa difere- se das demais linhas da crítica machadiana, bem como identificar os aspectos dessa perspectiva encontrados na literatura de Machado de Assis, tomando como ponto de apoio para exemplificação a novela O Alienista e os romances Quincas Borba e Memórias Póstumas de Brás Cubas, além de obras de autores da literatura universal tidos como influências explícitas do fazer literário machadiano. Palavras-chave: Machado de Assis. Crítica. Historiografia. Perspectiva Formativa. ABSTRACT The present essay intends to cover the history of criticism about Machado de Assis, coming to Roberto Schwarz, this one had as representative of a critical tradition called perspective formative of brazilian literature.