Messias Furtado Da Silva INTERCULTURALIDADE NO
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Os Xerente: Estrutura, História E Política Ivo Schroeder Doutor Em Antropologia Social (USP-São Paulo) São Paulo, SP, Brasil [email protected]
Os Xerente: estrutura, história e política Ivo Schroeder Doutor em Antropologia Social (USP-São Paulo) São Paulo, SP, Brasil [email protected] Resumo O campo da política entre os Xerente dialoga com sua estrutura social e aqui é abor- dado a partir de sua distribuição espacial em dezenas de aldeias relativamente au- tônomas. A fundação de aldeias replica e fortalece uma estrutura social que opera por oposições entre lados ou turmas. Uma sociedade assim fragmentada, contudo, é capaz de ações concertadas na defesa de interesses coletivos. A não ser nesses eventos fugazes, porém, os interesses dos grupamentos se impõem e a representação política é suspeita. A memória social, povoada pelas histórias da má escolha, quando jogaram fora as novidades dos brancos, se vê mobilizada para uma aproximação das políticas públicas e da forma de fazer política do branco, em que de novo eles se apresentam em turmas, pois esta é a forma própria de ser Akw Ktabi. Palavras-chave: índios Xerente, história e memória social, aldeamento Theresa Christina, sociedades dualistas, estrutura social e política indígena. Introdução s Xerente, junto com os Xavante e Xakriabá, são classifi- O cados como Jê Centrais e se localizam no município de Tocan- tínia (TO), cerca de 70 km ao norte da capital, Palmas, entre os rios Tocantins e do Sono, nas terras indígenas Xerente e Funil, que somam 183.245,902 hectares. No Censo realizado em 1999,1 a população xerente era de 1.850 indivíduos, distribuídos em 34 aldeias e nas cidades de Tocantínia e Miracema do Tocantins. As maiores eram então Porteira (167), Salto (158), Funil (186), Rio do Sono (104) e Brejo Comprido (80), mas a maioria contava com contingentes de 30 a 40 pessoas. -
The Contingency of Authenticity. Intercultural Experiences in Indigenous Villages of Eastern and Northeastern Brazil
VIBRANT - Vibrant Virtual Brazilian Anthropology E-ISSN: 1809-4341 [email protected] Associação Brasileira de Antropologia Brasil de Azeredo Grünewald, Rodrigo The Contingency of Authenticity. Intercultural Experiences in Indigenous Villages of Eastern and Northeastern Brazil VIBRANT - Vibrant Virtual Brazilian Anthropology, vol. 6, núm. 2, diciembre, 2009, pp. 225 -253 Associação Brasileira de Antropologia Brasília, Brasil Available in: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=406941908012 How to cite Complete issue Scientific Information System More information about this article Network of Scientific Journals from Latin America, the Caribbean, Spain and Portugal Journal's homepage in redalyc.org Non-profit academic project, developed under the open access initiative The Contingency of Authenticity Intercultural Experiences in Indigenous Villages of Eastern and Northeastern Brazil1 Rodrigo de Azeredo Grünewald2 Introduction Indigenous populations in Brazil have been more and more involved with different social segments and global subjects, despite all governmental pro- tection in trying to define and control the flow of external agents into Indian territories. However, many people – driven by different interests – end up having encounters with those populations, and, whether or not intentionally, they also end up experiencing intercultural encounters, which are evaluated by means of reflections on the authenticity of native traditions. From a wide range of possible actors involved in such interethnic en- counters, we come across those who, seeking leisure, may be ultimately di- vided into tourists and travelers (Errington and Gewertz 2004). This article focuses more intensively on some such experiences, and considers the social (ideological) representations associated with the construction of the assess- ments made by those people who encounter Brazilian Indians. -
Peoples in the Brazilian Amazonia Indian Lands
Brazilian Demographic Censuses and the “Indians”: difficulties in identifying and counting. Marta Maria Azevedo Researcher for the Instituto Socioambiental – ISA; and visiting researcher of the Núcleo de Estudos em População – NEPO / of the University of Campinas – UNICAMP PEOPLES IN THE BRAZILIAN AMAZONIA INDIAN LANDS source: Programa Brasil Socioambiental - ISA At the present moment there are in Brazil 184 native language- UF* POVO POP.** ANO*** LÍNG./TRON.**** OUTROS NOMES***** Case studies made by anthropologists register the vital events of a RO Aikanã 175 1995 Aikanã Aikaná, Massaká, Tubarão RO Ajuru 38 1990 Tupari speaking peoples and around 30 who identify themselves as “Indians”, RO Akunsu 7 1998 ? Akunt'su certain population during a large time period, which allows us to make RO Amondawa 80 2000 Tupi-Gurarani RO Arara 184 2000 Ramarama Karo even though they are Portuguese speaking. Two-hundred and sixteen RO Arikapu 2 1999 Jaboti Aricapu a few analyses about their populational dynamics. Such is the case, for RO Arikem ? ? Arikem Ariken peoples live in ‘Indian Territories’, either demarcated or in the RO Aruá 6 1997 Tupi-Mondé instance, of the work about the Araweté, made by Eduardo Viveiros de RO Cassupá ? ? Português RO/MT Cinta Larga 643 1993 Tupi-Mondé Matétamãe process of demarcation, and also in urban areas in the different RO Columbiara ? ? ? Corumbiara Castro. In his book (Araweté: o povo do Ipixuna – CEDI, 1992) there is an RO Gavião 436 2000 Tupi-Mondé Digüt RO Jaboti 67 1990 Jaboti regions of Brazil. The lands of some 30 groups extend across national RO Kanoe 84 1997 Kanoe Canoe appendix with the populational data registered by others, since the first RO Karipuna 20 2000 Tupi-Gurarani Caripuna RO Karitiana 360 2000 Arikem Caritiana burder, for ex.: 8,500 Ticuna live in Peru and Colombia while 32,000 RO Kwazá 25 1998 Língua isolada Coaiá, Koaiá contact with this people in 1976. -
Aprender E Ensinar: a “Pedagogia” Akwẽ-Xerente E a Construção Da Pessoa1
9 Revista Humanidades e Inovação v.4, n. 3 - 2017 APRENDER E ENSINAR: A “PEDAGOGIA” AKWẼ-XERENTE E A CONSTRUÇÃO DA PESSOA1 LEARNING AND TEACHING: THE AKWẼ-XERENTE “PEDAGOGY” AND THE PERSON´S CONSTRUCTION Genilson Nolasco Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) [email protected] Odair Giraldin Universidade Federal do Tocantins (UFT) [email protected] Resumo: Este artigo aborda o processo próprio de ensino-aprendizagem no contexto da educação escolar indígena no Brasil, refletindo sobre essa ideia a partir da experiência etnográfica do povo Akwẽ-Xerente. Considera que para esse povo é mais adequado falar em processo de aprendizagem- ensino, pois que o foco do processo está centrado mais na ação protagonista do aprendiz interessado que na ação do mestre que ensina. Considera-se ainda que a aprendizagem akwẽ passa pela construção do corpo e das suas afecções que o possibilitam adquirir condições adequadas para acessar os conhecimentos. Palavras-chave: educação; corpo; pessoa. Abstract: This article focuses on the own teaching-learning process on the context of the indigenous school education in Brazil, reflecting on this idea from the ethnographic experience from the Akwẽ- Xerente people. We consider that for this people it is more appropriate to talk about learning-teaching processes because the focus of the process is more centered on the interested apprentice’s protagonist action then the action from the master who teaches. It is considered that the akwẽ learning passes through the construction of the body and its affection that enables to acquire appropriate conditions to access the knowledge. Key-words: Akwẽ-Xerente; education; body; person. -
INTERFACES EDUCATIVAS E COTIDIANAS: Povos Indígenas
INTERFACES EDUCATIVAS e COTIDIANAS: Povos Indígenas SANDRA MARIA NASCIMENTO DE MATTOS JOSÉ ROBERTO LINHARES DE MATTOS ROMARO ANTONIO SILVA Organizadores Editora do Instituto Federal do Amapá COLEÇÃO POVOS TRADICIONAIS VOL. 2 INTERFACES EDUCATIVAS E COTIDIANAS: Povos Indígenas Conselho Editorial Científico (Coleção Povos Tradicionais) Dr. Ademir Donizet Caldeira (Universidade Federal de São Carlos - BR) Dr. Aldrin Cleyde da Cunha (Universidade Federal da Grande Dourados - BR) Dr. Alexandre Pais (Manchester Metropolitan University - UK) Dra. Ana Maria Martensen Roland Kaleff (Universidade Federal Fluminense - BR) Dra. Antônia Rodrigues da Silva (Universidade Federal do Amazonas - BR) Dra. Lenira Pereira da Silva (Instituto Federal de Sergipe - BR) Dr. Marlon Marcos Vieira Passos (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira - BR) Dra. Mônica Maria Borges Mesquita (Universidade Nova de Lisboa – PT) Dra. Natividad Adamuz Povedano (Universidad de Córdoba - ES) Dra. Olenêva Sanches Sousa (Red Internacional de Etnomatemática - BR) Dra. Taciana de Carvalho Coutinho (Universidade Federal do Amazonas - BR) Dr. Ubiratan D’Ambrosio (Universidade de São Paulo - BR) Conselho Editorial do IFAP Titulares Flávia Karolina Lima Duarte Barbosa Ivan Gomes Pereira Jéssica de Oliveira Pontes Nóbrega Nilvan Carvalho Melo Joadson Rodrigues da Silva Freitas Marlon de Oliveira do Nascimento Leila Cristina Nunes Ribeiro Marialva do Socorro Ramalho de Oliveira de Almeida Victor Hugo Gomes Sales Themístocles Raphael Gomes Sobrinho Romaro Antonio -
O Fotógrafo Curt Nimuendaju: Apontamentos De Antropologia Visual No Brasil João Martinho De Mendonça1
Revista ANTHROPOLÓGICAS, ano 13, vol. 20(1+2) 121-152 (2009) O fotógrafo Curt Nimuendaju: Apontamentos de antropologia visual no Brasil João Martinho de Mendonça1 Resumo Este ensaio aponta para a importância do trabalho fotográfico do alemão, naturalizado brasileiro, Curt Unkel Nimuendaju. Imagens de suas publicações e trabalhos de campo fornecem pistas para o conhecimento desta atividade específica no con- junto das várias contribuições do autor para a Etnologia. Des- cobre-se que Curt Nimuendaju foi um fotógrafo bastante envol- vido com os sujeitos que estudava, seu uso das fotografias e as próprias imagens não podem ser esquecidas e demandam esfor- ços de pesquisa no sentido de recuperar esta dimensão de seu trabalho no Brasil. Palavras-chave: Curt Nimuendaju; Antropologia Visual; Fotografia. 1 Fotógrafo, Doutor em Multimeios pela Unicamp e Professor de Antropologia na Universidade Federal de Campina Grande (PB), onde mantém um Grupo de Estudos em Antropologia Visual. Realizou pesquisas sobre o uso da fotografia em trabalhos antropológicos de Curt Nimuendaju, Roberto Cardoso de Oliveira e Margaret Mead. E-mail: [email protected] Revista ANTHROPOLÓGICAS, ano 13, vol. 20(1+2), 2009 Abstract: This essay points to the importance of German-brazilian ethno- logist Curt Unkel Nimuendaju‟s photographic work. His public- cations and fieldworks are the ways to outline some possible researches for the knowledge of this specific activity in many contributions of the author to the ethnology. So we find out that Curt Unkel Nimuendaju was a photographer mostly involved with the people to whom he studied; neither the way he used the photographs nor the photographs themselves can‟t be forgotten and demand efforts to recollect this dimension of his work in Brazil. -
Maize As Material Culture? Amazonian Theories of Persons and Things
Miller, Maize as material culture? MAIZE AS MATERIAL CULTURE? AMAZONIAN THEORIES OF PERSONS AND THINGS THERESA MILLER Introduction: the ‘nature’ of materials in anthropological analyses As a significant sub-discipline within anthropology, material culture studies have been at the forefront of ground-breaking theories regarding the relationships between people and things. A whole genre of object biographies have been produced, based on Kopytoff’s (1986) article on the ‘social life of things’ (cf. Saunders 1999, Thomas 1999, Harrison 2003). Daniel Miller’s (1987) interpretation of Hegel’s dialectical materialism led to a serious discussion of how people and objects mutually reinforce and create each other. While Kopytoff’s theory has been widely criticized for its passive, semiotic approach (Thomas 1999, Holtorf 2002), Miller’s notion of ‘materiality’ (1987, 2010) moved away from the meanings of objects to focus on how they act within the field of social relations. As more anthropologists and archaeologists engage with material culture studies, however, the assumptions on which this sub-field have been based are being called into question. Rival’s edited volume (1998) includes ethnographic accounts attempting to reconcile the symbolic and material aspects of person ̶ thing relationships. Ingold (2007b) adopts a more radical view, bypassing a discussion of symbolism and critiquing ‘materiality’ for being an abstract category. His phenomenological approach calls for an analysis of the material substance and affects/effects of things. Instead of analysing the ‘thinginess’ of things, as is the case in materiality studies, Ingold advocates an exploration of how things are ‘thingly’; that is, how they emerge in the world of both people and things (Ingold 2007b: 9). -
Os Nomes Próprios Nas Sociedades Indígenas Das Terras Baixas Da América Do Sui
Os Nomes Próprios nas Sociedades indígenas das Terras Baixas da América do Sui Marco Antonio Gonçalves A sociologia da nominação não é um te do estudo da onomástica dentro das cosmo- ma novo na Etnologia sul-americana. De um logias indígenas sul-americanas. modo geral, as monografias sobre esta região Apresentamos, de forma sumária e es fazem referência ao emprego dos nomes quemática, alguns sistemas onomásticos en pessoais, mas um interesse específico sobre contrados na literatura etnográfica sobre as os sistemas de nominação é algo recente terras baixas (Tupinambá, Aché-Guaiaki, (Lopes da Silva, 1984; Petesch, 1984). Apapocuva-Guanani, Nandeva-Guarani, Ta- O fio condutor deste trabalho é a inter piraré, Sirionó, Araweté, Yanomami, Jívaro, ferência seminal feita por Viveiros de Castro Txicão, Apinayé, Krahó, Krikati, Suyá, Kaya em nota a seu trabalho sobre os Araweté pó, Xikrin, Bororo, Xavante, Tukano, Kain- (1986). No jogo das comparações entre a gang, Suruí, Xinguano, Matis, Marubo, Pi- onomástica Araweté e as de outras socieda rahã). Nesta empresa, correremos o risco de des indígenas, o autor esboça um sistema de empobrecer as interpretações destes siste transformações. De um lado, estariam os mas de nominação, uma vez que teremos de “sistemas canibais” ou exonímicos (Tupi- recortá-los com vistas a uma formalização. nambá, Tupi-Guarani, Txicão, Yanomami) Buscaremos examiná-los a partir do esque e, de outro, “os sistemas centrípetos” ou ma proposto por Viveiros de Castro (1986), “dialéticos” (sistemas Timbira; Kayapó, Tu que estabelece um continuum entre os siste cano). Nos “sistemas canibais”, os nomes mas de nominação designados canibais e vêm de fora: dos deuses, dos mortos, dos ini centrípetos. -
No País Dos Cinta Larga: Uma Etnografia Do Ritual
JOÃO DAL POZ NETO N O P A Í S D O S C I N T A L A R G A Uma etnografia do ritual Dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo São Paulo 1991 Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas Departamento de Antropologia Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social N O P A Í S D O S C I N T A L A R G A Uma etnografia do ritual João Dal Poz Neto Orientação: profa. dra. Manuela Carneiro da Cunha Redação final (revisada) da Dissertação defendida e aprovada em 27/08/1991 BANCA EXAMINADORA profa.dra. M. Manuela L. Carneiro da Cunha prof.dr. Eduardo Viveiros de Castro prof.dr. José Guilherme Cantor Magnani São Paulo 1991 in memoriam meu pai Alexandre Dal Poz meus amigos Raimundo Kabân Vicente Canhas Ezequiel Ramin Arthur Nantes Agradecimentos Foi um longo caminho, tantas pessoas, dum lado e outro. Se faço memória de alguns, são os que tiveram parte direta. De alguma maneira, dívidas antropológicas. Primeiro, por onde comecei. Ivar, Anni e Thomaz, que me levaram a primeira vez aos Cinta Larga, e Joãozinho e Inês, com quem convivi convivendo nas aldeias. Aprendi com eles mais do que por mim. Ao povo Cinta Larga, pãzérey: destemidos, hospitaleiros - se ninguém aceitou o papel de informante, porque não caberia entre amigos. E Paulo Kabân e Taterezinho, etnógrafos competentes. E Bubura Suruí, que fez o possível nas traduções dos cantos. E João, Parakida, Naki, Sabá, Manoel, Eduardo, Capitão, Roberto, Manezinho, Nasek, Pio, Japonês, Baiano, Pra-Frente, Gabriel, Pedrão, Chico, mulheres, crianças e as velhas senhoras - com eles conheci a floresta, e atravessei fronteiras. -
Situação Sociolinguística Dos Gavião Kỳikatêjê
DOI: 10.14393/DL27-v10n4a2016-3 Situação sociolinguística dos Gavião Kỳ ikatêjê Sociolinguistics situation of the Gavião Kỳikatêjê Lucivaldo Silva da Costa* Tereza Maracaipe Barboza** Concita Guaxipiguara Sompré *** RESUMO: O presente artigo tem como ABSTRACT: This paper aims to describe the objetivo principal descrever a situação sociolinguistic situation of the Gavião sociolinguística dos Gavião Kỳikatêjê da Kỳikatêjê Indians who live in the Mãe Maria Reserva Indígena Mãe Maria, localizados no Reservation, located in Brazil, in the southeast Brasil, na região Sudeste do estado do Pará, region of the state of Pará. They are speakers falantes da língua kỳikatêjê, da família Jê, do of the Kỳikatêjê language that belongs to the Tronco linguístico Macro-Jê. Por meio da Jê-family and to the Macro-Jê Stock. Using aplicação de questionários, entrevistas e questionnaires, interviews and observations in observações em lócus, pudemos observar que locus, it was observed that the mother tongue a língua materna dos Kỳikatêjê tem perdido of Kỳikatêjê speakers has lost ground to the espaço para a língua portuguesa em todos os Portuguese language, in all social areas within domínios sociais dentro da aldeia. Os the village. The results show the historical resultados apontam os aspectos históricos de aspects of interethnic contact and intergroup contato interétnico e intergrupal como um dos as one of the predominant factors in the fatores predominantes no enfraquecimento linguistic and cultural weakening of these linguístico e cultural desses povos face ao people in relation to the current intense atual contato intenso da sociedade envolvente contact of the surrounding society and the e as pressões da língua majoritária - o pressures of the majority language – the português entre os indígenas, os quais têm Portuguese language among the Indians, atuado na atual configuração sociolinguística which have been active in the current dos Gavião Kỳikatêjê. -
Variações Interétnicas Etnicidade, Conflito E Transformações
Variações interétnicas etnicidade, conflito e transformações Organizadores Stephen Grant Baines Cristhian Teófilo da Silva David Ivan Rezende Fleischer Rodrigo Paranhos Faleiro Brasília, 2012 EDIÇÃO Universidade de Brasília – UnB Instituto Internacional de Educação do Brasil – IEB Centro de Pesquisa e Pós-Graduação Sobre as Américas – CEPPAC Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama Produção Editorial Centro Nacional de Informação Ambiental – Cnia SCEN - Trecho 2 - Bloco C - Edifício-Sede do Ibama CEP 70818-900, Brasília, DF - Brasil Telefones: (61) 3316-1225/3316-1294 Fax: (61) 3307-1987 http://www.ibama.gov.br e-mail: [email protected] Equipe Técnica Capa e diagramação Paulo Luna Nornalização bibliográfica Helionidia C. Oliveira Revisão Maria José Teixeira Enrique Calaf Vitória Adail Brito Catalogação na Fonte Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis V299 Variações interétnicas: etnicidade, conflitos e transformações – Stephen Grant Baines... [et al.]. Organizadores. – Brasília: Ibama; UnB/Ceppac; IEB, 2012. 560 p. : il, color. ; 21 cm ISBN 978-85-7300-362-8 1. Etnia. 2.Índio. 3. Recursos naturais. 4. Desenvolvimento sustentável. I. Baines, Stephen Grant. II. Silva, Cristhian Teófilo da. III. Fleischer, David Ivan. IV. Faleiro, Rodrigo Paranhos. V. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. VII. Cnia. VIII. IEB. IX. UnB. X. Título. CDU(2.ed.)502.175(047) Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença CC BY-NC-SA Impresso no Brasil Printed in Brazil Sumário Apresentação ..................................................................................11 Introdução ....................................................................................... 13 Primeira variação: identidade, movimento e territorialização Capítulo 1 Contatos interétnicos em regiões de fronteiras: a visão dos Ticuna e dos Galibi do Oiapoque. -
The Pronoun Systems of Some Jê and Macro-Jê Languages
359 THE PRONOUN SYSTEMS OF SOME JE AND MACRO-JE LANGUAGES Ursula Wiesemann Summer Institute of Linguistics 0. Introduction 1. Person-Number-Gender 2. Sets Ac cording to Grammatical Function and Aspect-Intensity-Direction Combinations · 2.1. Kain�ang 2. 2. Xokleng 2. 3. Xerente 2.4. Kayapo 2. 5. Karaja 2.6. Stmnary 3. Possessives 4. F.mphatics 5. Coreference 5.1. Coreference Within the Same Clause 5.2. Coreference Across Clause Boundary 6. Generic Pronouns 7. Demonstratives 8. Interrogatives 360 Wiesemann 0. INTRODUCTION In this paper the pronoun systems of the following Je and Macro-Je languages from Brazil are described and compared: Kaingang, Je, spoken in Parana, Santa Catarina. Rio Grande do Sul (data by Ursula Wiesemann), Xokleng, Je, spoken in Santa Catarina. closely related to Kaingang (data by Paul Mullen and U. Wiesemann}, Xerente, Je, spoken in Goias (data by Rinaldo de Mattos) Kayapo, Je, spoken in Goias (data by Mickey Stout) , Karaja, Macro-Je, spoken on the Ilha do Bananal, Goias (data by David Fortune), Rikbaktsa, Hacro-Je, spoken in Mato Grosso (data by Joan Boswood) . The pronoun systems will be described as to Person-Number-Gender distinctions. as to sets in relation to grammatical function and in combination with aspect-intensity-directional morphemes, as to possessives, emphatics. coreference relations and generic meanings, as to demonstratives. and finally as to interogatives that form part of the pronoun systems. Whenever a language is not mentioned in a section there is no data available on it with respect to the question being discussed. 1. PERSON-NUMBER-GENDER All the languages included in this study distinguish between first, second, and third persons.