Imprensa Psicodélica”
42 3 A “imprensa psicodélica” O objetivo do trabalho, como já salientado, é mostrar como a ebulição cultural juvenil dos Estados Unidos e da Inglaterra na segunda metade da década de 60 – o rock psicodélico por assim dizer – influenciou a contracultura do Brasil à época. No entanto, tanto quanto pontuar essas influências, percebeu-se a necessidade de mostrar a recepção das informações que aqui chegavam. A pesquisa em periódicos serve, deste modo, para mostrar de que maneira as informações sobre o rock psicodélico – e os temas aí envolvidos – chegavam ao Brasil. Com quanto tempo de atraso, com quais filtros eram transmitidos e, a partir dos escritos nos periódicos pelos próprios jovens contraculturais, com que filtros eram recebidos; são informações valiosas para a excelência deste trabalho. Mais ainda, as análises dos jornais trariam à tona como eram passadas e assimiladas essas influências. Ajuda a mostrar como a sociedade, representada pela opinião pública dos jornais, estava recebendo essas informações. Como e de que forma elas chegavam à população como um todo. Em suma, o exame em periódicos foi imprescindível, já que são neles, majoritariamente, que se encontra o buchicho das novidades. As opções de periódicos eram bastante consideráveis. No entanto, a utilização de todos – ou até mesmo da maioria – era inviável, demandaria bastante tempo. Houve, por isso, a exigência de limitar a quantidade de jornais e revistas apreciados, respeitando um critério de escolha. Optou-se por considerar, para os objetivos aqui propostos, três jornais com públicos diferenciados: o Jornal do Brasil , o Última-Hora e a revista O Pasquim . Antes, porém, de comentar sobre cada um deles, vale salientar que o rock é uma das poucas manifestações artísticas que não se pode creditar uma classe específica como consumidora.
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