Mauro Alencar
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Do Teatro Ao Cinema – Três Olhares Sobre O Auto Da Compadecida1
Do Teatro ao Cinema – três olhares sobre o Auto da Compadecida1 Cláudio Bezerra2 Universidade Católica de Pernambuco Sinopse O presente trabalho faz um estudo comparativo das três adaptações cinematográficas da peça Auto da Compadecida, do escritor Ariano Suassuna. A análise observa e compara as características gerais dos três filmes em relação a alguns elementos narrativos como fábula, trama, caracterização dos personagens, presença do narrador, pontos de vista e montagem. Sem qualquer julgamento de valor, procura-se entender a adaptação como um processo que envolve opções estéticas pessoais, relacionadas a certas tendências dominantes na linguagem audiovisual. Palavras-chave: cinema; adaptação; narrativa; Auto da Compadecida. Introdução A transposição de um texto literário ou dramático para o audiovisual, chamada adaptação3, é uma operação complexa e envolve uma série de detalhes, sutilezas e possibilidades criativas, muitas vezes não levadas em consideração quando da análise de obras adaptadas. Durante muito tempo, o debate em torno da adaptação esteve concentrado no problema da fidelidade ao texto de origem e, não raro, os críticos julgavam o trabalho do cineasta com critérios específicos ao campo literário (as propriedades sensíveis do texto) e procuravam sua tradução no que é específico do cinema (fotografia, trilha, ritmo da montagem, composição das personagens, etc). Mas, os estudos sobre as adaptações têm passado por um processo evolutivo, com novos aportes teóricos sendo incorporados à análise cinematográfica. É nesse contexto em que a metalinguagem tem sido apontada como um elemento central para o entendimento da obra fílmica, e as análises das adaptações passaram a dar uma atenção especial aos deslocamentos entre as culturas. Através da metalinguagem, a adaptação de um texto 1 Trabalho apresentado ao NP 07 – Comunicação Audiovisual, do IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom. -
Programa De Pós.Graduação Direção Teatral //2019
PROGRAMA DE PÓS.GRADUAÇÃO DIREÇÃO TEATRAL //2019 CURSO DE OBJETIVO ESPECIALIZAÇÃO O curso propõe apresentar de forma prática e teórica uma meto- LATO SENSU dologia básica para o diretor teatral. Teatro é uma arte de colaboração, embora, como arte, seja indi- CARGA HORÁRIA visível. Criar uma unidade coerente entre todos os elementos 360 HORAS diversos do teatro é competência de uma pessoa: o diretor. 320 PRESENCIAIS + O diretor tem um papel independente, mas precisa guiar e, ao 40 COMPLEMENTARES mesmo tempo, depender de seus colaboradores. O curso propõe articular o papel transdisciplinar do diretor. PERÍODO Convenções teatrais e técnicas de encenação estão sujeitas às 03.JUN A transformações. Todavia a metodologia do diretor se baseia nos 01.DEZ 2019 fundamentos do teatro em sua natureza única. O método não rejeita nem o talento nem os experimentos, e sim, os pressupõe como necessários para a criação artística. HORÁRIOS 14h às 18h O método é um auxílio à criatividade e a criatividade é um ato 2ª / 4ª / 5ª pessoal ligado à perspectiva humana e orientação estética do artista. LOCAL Instituto CAL CONTEÚDO PROGRAMÁTICO de Arte e Cultura Unidade CAL Glória EIXO PRÁTICO 184H Rua Santo Amaro 44 MÓDULO 1 . A PRÁTICA DO ENCENADOR I 38h VAGAS Através de exercícios cênicos serão explorados os seguintes conceitos: Os pontos orientadores do Enredo; A Perspectiva do Diretor; O Trabalho com 25 o Ator. (Uma das tarefas principais do diretor é o trabalho com o ator. O ator não é somente a matéria-prima do ato teatral, mas também seu criador. É o criador e o objeto da criação do diretor.) FACULDADE CAL DE ARTES CÊNICAS : PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREÇÃO TEATRAL : 2019 MÓDULO 2 . -
Silva Jlbl Me Assis Int.Pdf
JÉFFERSON LUIZ BALBINO LOURENÇO DA SILVA Representações e recepção da homossexualidade na teledramaturgia da TV Globo nas telenovelas América, Amor à Vida e Babilônia (2005-2015) ASSIS 2019 JÉFFERSON LUIZ BALBINO LOURENÇO DA SILVA Representações e recepção da homossexualidade na teledramaturgia da TV Globo nas telenovelas América, Amor à Vida e Babilônia (2005-2015) Dissertação apresentada à Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, para a obtenção do título de Mestre em História (Área de Conhecimento: História e Sociedade) Orientadora: Profa. Dra. Zélia Lopes da Silva. Bolsista: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001. ASSIS 2019 Silva, Jéfferson Luiz Balbino Lourenço da S586r Representações e Recepção da Homossexualidade na Teledramaturgia da TV Globo nas telenovelas América, Amor à Vida e Babilônia (2005-2015) / Jéfferson Luiz Balbino Lourenço da Silva. -- Assis, 2019 244 p. : il., tabs. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Ciências e Letras, Assis Orientadora: Zélia Lopes da Silva 1. Telenovela. 2. Representações. 3. Homossexualidade. 4. Recepção. I. Título. Este trabalho é dedicado a todos que reconhecem a importância sociocultural da telenovela brasileira. Dedico, especialmente, ao meu pai, José Luiz, (in memorian), meu maior exemplo de coragem, à minha mãe, Elenice, meu maior exemplo de persistência, à minha avó materna, Maria Apparecida (in memorian), meu maior exemplo de amor. E, também, a Yasmin Lourenço, Vitor Silva e Samara Donizete que sempre estão comigo nos melhores e piores momentos de minha vida. AGRADECIMENTOS A gratidão é a memória do coração. Antístenes Escrever uma dissertação de mestrado não é uma tarefa fácil; ao contrário, é algo ardiloso, porém, muito recompensador. -
Uma Dama Na Cena Livre
UMA DAMA NA CENA LIVRE Eva Wilma, uma dama da arte de interpretar, vê possibilidade de a programação de televisão, principalmente das educativas, ajudar na conquista do direito à cidadania Eva Wilma Buckup, nos primeiros anos domada. No vigor de sua sabedoria, Eva da década de 50, foi bailarina do Balé Quar- Wilma tem apostado no trabalho de qualida- to Centenário; começou sua carreira, simul- de e no respeito ao público, o que pode ser taneamente, no teatro, no cinema e na televi- constatado no trabalho que ora realiza no são. Trabalhou, durante dez anos, com seriado para televisão Mulher. Sua garra e Cassiano Gabus Mendes, na TV Tupi, na co- talento poderão ser vistos em novos traba- média de costumes Alô, doçura!, sem dúvida lhos no teatro e, quem sabe, futuramente, um dos programas precursores de nossa tele- também no cinema. dramaturgia. Confissões de Penélope (1970) Por Roseli Fígaro foi outro seriado de sucesso, do qual partici- pou por mais de dois anos. No cinema, tra- Revista Comunicação & Educação: balhou com Procópio Ferreira, Roberto e Eva, você começou sua carreira artística co- Reginaldo Farias, Luís Sérgio Person, entre mo bailarina, fale um pouco dessa sua expe- outros, em produções como O craque, Chico riência. Como você chegou ao teatro e à te- Viola não morreu, A ilha e São Paulo SIA. levisão? Como as diferentes linguagens, a No teatro, ao lado de José Renato, participou da música e a do teatro, contribuíram na sua do nascimento do Teatro de Arena e traba- formação? lhou, entre outras, nas peças Esta noite é Eva Wilma: Eu tinha muito estímulo nossa, O demorado adeus, Uma mulher e três em casa. -
Merchandising Social Como Estratégia De Inclusão De Grupos Marginalizados Em Telenovelas
MERCHANDISING SOCIAL COMO ESTRATÉGIA DE INCLUSÃO DE GRUPOS MARGINALIZADOS EM TELENOVELAS Guilherme Moreira Fernandes* Luciane Caldi d’Ornellas Carvalho** Paloma Rodrigues Destro Couto*** Ryan Brandão Barbosa Reinh de Assis**** RESUMO No escopo do presente texto, a telenovela é entendida como um dispositivo utilizado para compartilhar referências comuns sobre representações da rea- lidade social ou inerentes ao próprio indivíduo. Estas referências atuam, ou ao menos tendem a atuar, para a inclusão social e a construção da cidadania. Dessa forma, observam-se as estratégias usadas pelos autores de telenovelas para retratar em suas tramas grupos sociais tipicamente vistos como margina- lizados pela inserção do merchandising social. Assim, este trabalho pretende contribuir para o amplo debate sobre a participação dos meios de comunicação na manutenção e na transformação das relações sociais desiguais, sobretudo no que concerne ao fomento do debate sobre a maneira como diversos grupos são retratados nas telenovelas. Tal profícuo debate encontra ótimo pretexto para ser realizado quando da análise das novelas de Manoel Carlos e Glória Perez. Avalia-se, portanto, que tais produtos podem contribuir na busca por uma sociedade mais igualitária e fazer com que grupos marginais, pela mídia de massa, saiam do submundo em que vegetam, como preconiza Luiz Beltrão. Palavras-chave: Merchandising Social – telenovelas – inclusão social. * Orientador do Trabalho. Mestre em Comunicação pela UFJF. Doutorando em Comunicação e Cultura pela UFRJ. E-mail: [email protected]. ** Graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela UFJF. E-mail: lucianedornellas@gmail. com. *** Mestranda em Comunicação pelo PPGCOM da UFJF. Graduada em Comunicação Social/ Jornalismo pela UFJF. E-mail: [email protected]. -
O Conselho Consultivo Do Serviço Nacional De Teatro: Antigas Polêmicas E Novas Propostas Para Uma Política De Teatro
Artigo O CONSELHO CONSULTIVO DO SERVIÇO NACIONAL DE TEATRO: ANTIGAS POLÊMICAS E NOVAS PROPOSTAS PARA UMA POLÍTICA DE TEATRO ANGÉLICA RICCI CAMARGO Resumo: Este artigo analisa a criação e os primeiros anos da trajetória do Conselho Consultivo do Serviço Nacional de Teatro (SNT) durante a administração do crítico, diretor e dramaturgo Aldo Calvet, entre 1951 e 1954. O Conselho Consultivo reuniu representantes de entidades de classe e tinha como principal finalidade deliberar sobre os auxílios concedidos pelo Serviço Nacional de Teatro a companhias e grupos teatrais. Com isso, o órgão passou a dialogar mais diretamente com o setor teatral, em um processo que foi permeado por disputas entre projetos artísticos e pela busca por maior espaço de representação na esfera oficial. Palavras-chave: Teatro Brasileiro, Serviço Nacional de Teatro, Conselho Consultivo de Teatro. Abstract: The objective of this paper is to study the creation and the beginning of the trajectory of the Advisory Council of the National Theatrical Service during administration of the critic, director and playwright Aldo Calvet, between 1951 and 1954. The Advisory Council of Theatre was established with the main purpose of deciding on aid to companies and theatre groups and brought together representatives of professional associations. Thus, the National Theatrical Service went on to talk more directly with the theatrical industry, in a process that was permeated by disputes between artistic projects for the Brazilian theatre and by the space of representation in the official sphere. Keywords: Brazilian theatre, National Theatrical Service, Advisory Council of Theatre Artigo recebido em 9 de Fevereiro de 2014 e aprovado para publicação em 12 de Julho de 2014. -
Estado Reduz Em 29% O Número De Mortes De Mulheres
Maio Amarelo C P E G N I T E K R A M O MELHOR CAMINHO É O RES!PEITO RESPEITE AS REGRAS DE TRÂNSITO. Fundado em 2 de fevereiro de 1893 RESPEITE A VIDA. A UNIÃO128 anos - PaTRIMÔnIo Da PaRaÍBa no governo de Álvaro Machado Ano CXXVIII Número 091 | R$ 2,50 João Pessoa, Paraíba - TERÇA-FEIRA, 18 de maio de 2021 auniao.pb.gov.br | @jornalauniao Foto: Roberto Guedes Paraíba Estado reduz em 29% o número de Contra covid-19 STF mantém vacinação de profissionais da Educação em João Pessoa. Página 5 mortes de mulheres Quase 70% das cidades da PB estão na bandeira laranja Relatório da Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social revela, também, Nova avaliação do Plano Novo Normal também indica uma queda de 13% no total de assassinatos registrados no mês de abril. Página 8 que dez municípios voltaram à bandeira vermelha. Saúde alerta que momento exige atenção da população. Página 5 Foto: José Marques/Secom-PB Estado irá licitar 24 projetos de abastecimento de água Com investimento de R$ 1,8 milhão, iniciativa irá beneficiar a população de 16 municípios do Estado, anunciou, ontem, o governador João Azevêdo. Página 6 Economia JP oferece desconto de até 40% em multas de trânsito Benefício é válido para proprietários que tiveram seu automóvel autuado a partir de 1º de abril. Os que abrirem mão de recorrer da multa terão desconto máximo. Página 17 Mundo Chile: coalizão governista é derrotada em plebiscito Instituto dos Cegos ganha ginásio paradesportivo Com o resultado, o presidente Sebastián Piñera terá Equipamento, inaugurado ontem pelo Governo do Estado, é o primeiro da Paraíba completamente adaptado à prática das mais diversas modalidades paraolímpicas. -
Louise Cardoso Capa.Indd 1 25/10/2008 08:22:14 Louise Cardoso
Louise Cardoso capa.indd 1 25/10/2008 08:22:14 Louise Cardoso A Mulher do Barbosa Louise Cardoso miolo.indd 1 24/10/2008 11:14:27 Louise Cardoso miolo.indd 2 24/10/2008 11:14:27 Louise Cardoso A Mulher do Barbosa Vilmar Ledesma São Paulo, 2008 Louise Cardoso miolo.indd 3 24/10/2008 11:14:30 Governador José Serra Imprensa Oficial do Estado de São Paulo Diretor-presidente Hubert Alquéres Coleção Aplauso Coordenador Geral Rubens Ewald Filho Louise Cardoso miolo.indd 4 24/10/2008 11:14:30 Apresentação Segundo o catalão Gaudí, Não se deve erguer monumentos aos artistas porque eles já o fize- ram com suas obras. De fato, muitos artistas são imortalizados e reverenciados diariamente por meio de suas obras eternas. Mas como reconhecer o trabalho de artistas ge niais de outrora, que para exercer seu ofício muniram- se simplesmente de suas próprias emoções, de seu próprio corpo? Como manter vivo o nome daque- les que se dedicaram à mais volátil das artes, es- crevendo, dirigindo e interpretando obras-primas, que têm a efêmera duração de um ato? Mesmo artistas da TV pós-videoteipe seguem esquecidos, quando os registros de seu trabalho ou se perderam ou são muitas vezes inacessíveis ao grande público. A Coleção Aplauso, de iniciativa da Imprensa Oficial, pretende resgatar um pouco da memória de figuras do Teatro, TV e Cinema que tiveram participação na história recente do País, tanto dentro quanto fora de cena. Ao contar suas histórias pessoais, esses artistas dão- nos a conhecer o meio em que vivia toda uma classe Louise Cardoso miolo.indd 5 24/10/2008 11:14:31 que representa a consciência crítica da sociedade. -
Universidade Federal Do Pampa – Unipampa Campus De São Borja Comunicação Social – Habilitação Publicidade E Propaganda Darciele Paula Marques
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA – UNIPAMPA CAMPUS DE SÃO BORJA COMUNICAÇÃO SOCIAL – HABILITAÇÃO PUBLICIDADE E PROPAGANDA DARCIELE PAULA MARQUES As identidades na telenovela Caminho das Índias Trabalho de Conclusão de Curso São Borja 2010 2 DARCIELE PAULA MARQUES AS IDENTIDADES NA TELENOVELA CAMINHO DAS ÍNDIAS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Comunicação Social-Habilitação Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Pampa, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social-Habilitação Publicidade e Propaganda. Orientador: Dr. Flavi Ferreira Lisbôa Filho São Borja 2010 3 MARQUES, Darciele Paula As identidades na telenovela Caminho das Índias / Darciele Paula Marques, 2010. 172 p; 57 figuras. Trabalho de Conclusão de Curso Universidade Federal do Pampa, 2010. Orientação: Flavi Ferreira Lisbôa Filho 1. Moda 2. Telenovela 3. Identidades 4. Pós-modernidade. LISBÔA FILHO, Flavi Ferreira. II. Doutor 4 DARCIELE PAULA MARQUES AS IDENTIDADES NA TELENOVELA CAMINHO DAS ÍNDIAS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Comunicação Social-Habilitação Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Pampa, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social-Habilitação Publicidade e Propaganda. Trabalho de Conclusão de Curso defendida e aprovada em: 23 de Julho de 2010 Banca examinadora: ________________________________________________________ Prof. Flavi Ferreira Lisbôa Filho, Dr. (UNIPAMPA) (Orientador) ___________________________________________________________ -
7 Roque Santeiro, a Telenovela
7 Roque Santeiro, A Telenovela Roque Santeiro foi uma telenovela apresentada pela Rede Globo em 1985, escrita por Dias Gomes, que contou com a colaboração de Aguinaldo Silva, Marcílio de Moraes e Joaquim Assis, tendo sido dirigida por Gonzaga Blota, Jayme Bonjardim, Marcos Paulo e Paulo Ubiratan. Dias Gomes, ao fazer a apresentação da novela (na sua primeira versão), em boletim da Rede Globo, de 1975, lista as questões a que se propõe responder: Quais as condições que favorecem o surgimento de uma figura que cataliza e sublima os anseios de uma comunidade? Por que existe o mito? Por que, numa vila do sertão baiano, um homem foi consagrado como herói e, em torno do seu nome, gira a vida da cidade? (BOLETIM GLOBO 23-29/08/1975) Essas questões serão respondidas somente em 1985 por Roque Santeiro em duzentos e nove eletrizantes capítulos, que prenderam, magneticamente, a atenção de quase a totalidade dos lares brasileiros possuidores de televisão por oito meses. Nesta novela, ainda mais do que em outras, Dias Gomes vai aplicar seus conceitos de que: Embora formalmente não possa prescindir de certas características do folhetim, tais como a exibição do fracionada e o suspense, ficou provado que é possível subverter toda a fórmula folhetinesca. É possível – e várias vezes já foi feito – desenvolver o discurso sem maniqueísmo, sem os chavões tradicionais, com observância da realidade e com uma visão de mundo sem tanta fantasia, dando maior ênfase aos subtemas. (FERNANDES: 1997, 24) Luis Roque Duarte, apelidado de Roque Santeiro por sua habilidade em fazer santos de barro, além de sacristão, é cultuado na cidade como herói por ter sido morto pelo bandido Navalhada, quando este invadiu a cidade há dezessete anos e exigiu alto resgate. -
Histórias E Causos Do Cinema Brasileiro
Zelito Viana Histórias e Causos do Cinema Brasileiro Zelito Viana Histórias e Causos do Cinema Brasileiro Betse de Paula São Paulo, 2010 GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO Governador Alberto Goldman Imprensa Oficial do Estado de São Paulo Diretor-presidente Hubert Alquéres Coleção Aplauso Coordenador Geral Rubens Ewald Filho No Passado Está a História do Futuro A Imprensa Oficial muito tem contribuído com a sociedade no papel que lhe cabe: a democra- tização de conhecimento por meio da leitura. A Coleção Aplauso, lançada em 2004, é um exemplo bem-sucedido desse intento. Os temas nela abordados, como biografias de atores, di- retores e dramaturgos, são garantia de que um fragmento da memória cultural do país será pre- servado. Por meio de conversas informais com jornalistas, a história dos artistas é transcrita em primeira pessoa, o que confere grande fluidez ao texto, conquistando mais e mais leitores. Assim, muitas dessas figuras que tiveram impor- tância fundamental para as artes cênicas brasilei- ras têm sido resgatadas do esquecimento. Mesmo o nome daqueles que já partiram são frequente- mente evocados pela voz de seus companheiros de palco ou de seus biógrafos. Ou seja, nessas histórias que se cruzam, verdadeiros mitos são redescobertos e imortalizados. E não só o público tem reconhecido a impor- tância e a qualidade da Aplauso. Em 2008, a Coleção foi laureada com o mais importante prêmio da área editorial do Brasil: o Jabuti. Concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), a edição especial sobre Raul Cortez ganhou na categoria biografia. Mas o que começou modestamente tomou vulto e novos temas passaram a integrar a Coleção ao longo desses anos. -
Por Um Serviço Nacional De Teatro: Debates, Projetos E O Amparo Oficial Ao Teatro No Brasil (1946-1964)
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE HISTÓRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA SOCIAL Por um Serviço Nacional de Teatro: debates, projetos e o amparo oficial ao teatro no Brasil (1946-1964) Angélica Ricci Camargo Rio de Janeiro 2017 Por um Serviço Nacional de Teatro: debates, projetos e o amparo oficial ao teatro no Brasil (1946-1964) Angélica Ricci Camargo Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do Título de Doutora em História Social. Linha: Sociedade e Política Orientadora: Profa. Dra. Marieta M. Ferreira Rio de Janeiro 2017 FOLHA DE APROVAÇÃO Tese apresentada ao Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título de doutora em História Social. Aprovada por: Profa. Dra. Marieta de Moraes Ferreira – Orientadora (PPGHIS/UFRJ) ______________________________________________________________________ Profa. Dra. Lia Calabre (Fundação Casa de Rui Barbosa) ______________________________________________________________________ Profa. Dra. Lúcia Lippi Oliveira (CPDOC/FGV) ______________________________________________________________________ Profa. Dra. Maria Paula Nascimento Araújo (PPGHIS/UFRJ) ______________________________________________________________________ Profa. Dra. Tania Brandão (PPGAC/ UNIRIO) ______________________________________________________________________ CIP - Catalogação na Publicação C172 Camargo, Angélica Ricci u Por um Serviço Nacional de Teatro: debates, projetos e o amparo oficial ao teatro no Brasil (1946-1964) / Angélica Ricci Camargo. -- Rio de Janeiro, 2017. 397 f. Orientadora: Marieta de Moraes Ferreira. Tese (doutorado) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de História, Programa de Pós Graduação em História Social, 2017. 1. Teatro e Estado – Brasil. 2. Teatro Brasileiro – História, Séc. XX.