Menores E ___---, Loucos Em Direito Criminal
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Vozes No Conto De Machado De Assis Sobre Um Incêndio Em Montevidéu / Voices in Machado De Assis’S Short Story About a Fire in Montevideo
Vozes no conto de Machado de Assis sobre um incêndio em Montevidéu / Voices in Machado de Assis’s Short Story about a Fire in Montevideo Luiz Gonzaga Marchezan RESUMO Na reflexão dialógica sobre a enunciação, Voloshinov enfatiza sua porção subentendida como aquela que é comum a um grupo social e que, portanto, não precisa ser explicitada. Dessa maneira, o autor observa a possibilidade de o enunciador, ao acrescentar, justapor, situações de memória no tempo e no espaço narrados, conjugar percepções acerca da existência em matéria de ficção; vinculá-las a entonações que estreitam ainda mais a interlocução entre as coisas vividas e o enunciado. Diante disso, analisamos, pelo ângulo dialógico, o conto Um incêndio, de Machado de Assis, motivado por notícia de um incêndio ocorrido em região portuária de Montevidéu, que lhe deu o engenheiro Abel Ferreira de Matos, que, por sua vez, ouvira do menino Manuel Bandeira. PALAVRAS-CHAVE: Literatura brasileira; Conto; Dialogismo; Entonação ABSTRACT In his dialogical reflection on utterance, Voloshinov emphasizes that its implied component is the one that is common to a social group and does not need thus to be explicit. In that manner, the author observes that when adding, juxtaposing memory situations in reported time and space, it is possible for the enunciator to coordinate perceptions concerning existence in fiction and to relate them to intonations that increasingly narrow the interlocution between things lived and utterances. In view of that, we analyze the short story Um incêndio [A Fire] by Machado de Assis based on a dialogical perspective. This short story was motivated by the news of a fire that had occurred in a port area of Montevideo. -
Impregnado De Eternidade. O Recife Em Manuel Bandeira
DOI: 10.5433/1984-3356.2016v9n18p325 Impregnado de eternidade. O Recife em Manuel Bandeira. Impregnated with eternity. Recife in Manuel Bandeira’s poetry Flávio Weinstein Teixeira 1 RESUMO Neste artigo procuro argumentar em torno da feitura e, de maneira lateral, do modo como foram lidos os poemas de Manuel Bandeira que tomam o Recife por matéria poética (Evocação do Recife; Minha Terra; Recife). Pelo prisma da feitura, o que procuro demonstrar é que Bandeira partilhava de uma concepção de cultura que conferia elevado valor ético-estético às manifestações e formas tradicionais constitutivas da arte e cultura nacional. Daí sua fácil assimilação por parte de uma intelligentsia pernambucana, que, por sua vez, fixou uma leitura “regionalista” desses poemas, tornando-os exemplares de determinada concepção que situava num passado idealizado as referências de um modo de vida que estava a se perder. Palavras-chave: Manuel Bandeira. Recife. Tradição Cultural. Regionalismo. ABSTRACT In this article I discuss three Manuel Bandeira’s poems about Recife (Evocação do Recife; Minha Terra; Recife) both under making view and the reading view. Through the prism of making view, I try to show that Bandeira shared a conception of culture that gave high ethical and aesthetic value to the traditional forms constitutive of the Brazilian art and culture. Hence their easy assimilation by a Pernambuco intelligentsia, which set a "regionalist" reading of these poems, turning them examples of a perception that placed in an idealized past references to a way of life that was to be lost. 2 Keyword: Manuel Bandeira. Recife. Cultural Tradition. Regionalism. 1 Professor do Departamento e Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). -
FIGURAS DE LINGUAGEM No Elevador Penso Na Roça, Na Roça
FIGURAS DE LINGUAGEM No elevador penso na roça, na roça penso no elevador. (Carlos Drummond) A roda anda e desanda, e não pode parar. Jazem no fundo, as culpas: morrem os justos, no ar. (Cecília Meireles) Ganhei (perdi) meu dia. E baixa a coisa fria também chamada noite, e o frio ao frio em bruma se entrelaça, num suspiro. (Carlos Drummond) Minh’alma é triste como a flor que morre Pendida à beira do riacho ingrato; (Casimiro de Abreu) Minh’alma é triste como o grito agudo Das arapongas no sertão deserto; (Casimiro de Abreu) Minha alma corcunda como a avenida São João... (Mário de Andrade) Sua voz quando ela canta me lembra um pássaro mas não um pássaro cantando: lembra um pássaro voando (Ferreira Gullar) 2 Dir-se-ia, quando aparece dançando por siguiriyas , que com a imagem do fogo inteira se identifica. (João Cabral) Apenas de vez em quando O ruído de um bonde Cortava o silêncio Como um túnel. (Manuel Bandeira) O tempo cobre o chão de verde manto Que já coberto foi de neve fria. (Luís de Camões) E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio – e agora? (Carlos Drummond) Ai, palavras, ai, palavras, sois de vento, ides no vento, (Cecília Meireles) 3 Risco nesse papel praia, em sua brancura crítica, (João Cabral) o silêncio paciente vagaroso se infiltra, (João Cabral) Eu permaneci, com as bagagens da vida (Guimarães Rosa) Não leio mais, não posso, que este tempo a mim distribuído cai do ramo e azuleja o chão varrido, chão tão limpo de ambição que minha só leitura é ler o chão. -
NO COMEÇO, a LEITURA Regina Zilberman* Um Dos Primeiros Livros
NO COMEÇO, A LEITURA padrões morais e estudavam os conteúdos de disciplinas curriculares, como geografia, cronologia, história de Portugal e história natural. Regina Zilberman* A imposição paulatina desse novo público pode ser percebida em outros pontos. A Notícia do catálogo de livros, de 1811, anuncia o Um dos primeiros livros didáticos a circular no Brasil deve ter estoque de Manuel Antônio da Silva, que vendia livros destinados sido o Tesouro dos meninos, obra traduzida do francês por Mateus ao ensino de Retórica e Gramática: Alfabeto para instrução da José da Rocha (Silva, 1808-1821)1. Na mesma linha, a Impressão mocidade; Arte poética de Horácio, por Cândido Lusitano; Coleção Régia publicou Leitura para meninos, "coleção de histórias morais de cartas para meninos; Compêndio de retórica; Elementos de relativas aos defeitos ordinários às idades tenras e um diálogo sobre sintaxe; Gramática latina; Gramática portuguesa; Instrução da a geografia, cronologia, história de Portugal e história retórica; Instrução literária; Retórica de Gilbert e Retórica de natural"(Cabral, 1881). A primeira edição data de 1818, sendo Quintiliano (Silva, MA.,1811). O catálogo de obras que se vendem organizador do livro José Saturnino da Costa Pereira. na loja de Paulo Martim oferece Leituras juvenis e morais, voltado provavelmente à formação dos jovens(Catálogo, 1822). Alfredo do Vale Cabral registra reedições de Leitura para meninos 2 em 1821 , 1822 e 1824, fato raro, pois a Impressão Régia Ofertas como essas aparentemente não bastavam, ainda que, por dificilmente reimprimia obras de seu catálogo. A novidade talvez essa época e mesmo depois da independência, a escolarização das se deva à circunstância de que Leitura para meninos encontrou crianças não fosse obrigatória, nem o ensino disseminado entre a seu público entre as crianças que aprendiam a ler, assimilavam população. -
Do Império À República: Escrita Poética E Biografia Em Tobias Barreto (1869-1889)
DOI: 10.5752/P.2237-8871.2018v19n30p77 Do Império à República: escrita poética e biografia em Tobias Barreto (1869-1889) From Empire to Republic: poetic writing and biography in Tobias Barreto (1869-1889) Aruanã Antônio dos Passos* Resumo O trabalho analisa a escrita poética de Tobias Barreto (1839-1889) e os traços biográficos presentes em tal escrita. Para tanto, procuramos perceber as inferências entre a escrita e a expressão de sua sensibilidade poética na trajetória intelectual do sergipano. Traçamos um paralelo entre os temas de sua poesia e as possíveis conexões com sua vida privada. Dessa forma, procuramos desvelar uma dimensão de sua biografia que se expressa em sua vida intelectual onde a escrita determina o sentido e a sensibilidade é construída dialogicamente como relação de alteridade consigo mesma. Palavras-chave: Escrita poética; Tobias Barreto; Brasil Império. Abstract The paper analyzes the poetic writing of Tobias Barreto (1839-1889) and the biographical features present in such writing. For this, we try to understand the inferences between the writing and the expression of its poetic sensibility in the intellectual trajectory of the sergipano. We draw a parallel between the themes of his poetry and the possible connections with his private life. In this way, we seek to unveil a dimension of his biography that is expressed in his intellectual life where writing determines the meaning and sensitivity is constructed as a relationship of alterity with itself in a dialogical way. Keywords: Poetic writing; Tobias Barreto; Brazil Empire. O combativo Tobias Barreto na aurora da República O Brasil do último quartel do século XIX foi profundamente marcado por uma efervescência cultural e intelectual, determinante e própria da chamada crise do Estado imperial. -
Juliet Attwater
View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk brought to you by CORE provided by Repositório Institucional da UFSC UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DE TRADUÇÃO Juliet Attwater TRANSLATING BRAZILIAN POETRY: A BLUEPRINT FOR A DISSENTING CANON AND CROSS-CULTURAL ANTHOLOGY Tese submetida ao Programa de Estudos de Traduçao da Universidade Federal de Santa Catarina para a obtenção do Grau de Doutora em Estudos deTradução. Orientador: Prof. Dr. Walter Carlos Costa Co-orientador: Prof. Paulo Henriques Britto. Florianópolis 2011 ii Catalogação fonte pela Biblioteca Universitáriada Universidade Federal de Santa Catarina A886t Attwater, Juliet Translating brazilian poetry [tese] : a blueprint for a dissenting canon and cross-cultural anthology / Juliet Attwater ; orientador, Walter Carlos Costa. - Florianópolis, SC, 2011. 246p.: grafs., tabs. Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução. Inclui referências 1. Tradução e interpretação. 2. Poesia brasileira - História e crítica. 3. Cânones da literatura. 4. Antologias. I. Costa, Walter Carlos. II. Universidade Federal de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução. III. Título. CDU 801=03 iii iv v For Olívia Cloud and Louie Sky vi vii AGRADECIMENTOS With thanks to my parents for everything, to Magdalen for her friendship, love and constant support, to Walter and Paulo for their astounding professorial qualities and even more astounding patience, to Luana for being in the same boat and beating me to it, and to my late husband for sharing his love of his native country with me – wherever he is now I hope he is at peace. -
Brazilian Literature and Culture
Yale Portuguese Studies in Portuguese language, literatures, and cultures YALE SUMMER SESSIONS 2016 PORT S-352 Introduction to Brazil: A Cultural History Conducted in English at Yale and Portuguese in Brazil MEETS from May 30- June 17 MWTh 1:30-3:30 p.m. at Yale, HGS117; Paraty TBA; June 27 – July 22 MW 1:00-3:00 at IBEU Ipanema, Rio de Janeiro Professor: K. David Jackson DEPARTMENT OF SPANISH AND PORTUGUESE <[email protected]> Tel. 432-7608 -- 82-90 Wall Street, Room 224 Description This course provides a comprehensive introduction to Brazil’s regions and cultural history, to Brazil’s unique place in the Americas, and to its place in the world of Portuguese language. It presents major topics in the panorama of Brazilian cultural history and civilization from 1500 to the present through readings on regions, cultures, peoples, and arts, including the architects of Brazil’s national cultural identity, its chronological development, and modern self-description. Topics include discovery and rediscovery of Brazil, baroque architecture, romanticism and empire, regionalism, immigration, urbanization, and modernization. The main texts draw on a cultural history of Brazil through selected writings by major authors and scholars. The course features an individual creative project on the student’s experience in Brazil to be presented in Portuguese during the final two classes. Requirements No absences allowed in YSS. Two objective tests during weeks 3 and 6 (40%) covering important names, documents, and events from the readings. Preparation and oral participation in each class discussion required (20%). Each student will prepare an original project on a specific interest in Brazil, coordinated with the professor (25%), presented in class on July 20. -
Antônio Frederico Castro Alves
ANTÔNIO FREDERICO CASTRO ALVES Antônio Frederico Castro Alves nasceu em Muritiba, Bahia, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador em 6 de julho de 1871. É o patrono da cadeira n. 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães. Era filho do médico Antônio José Alves, mais tarde professor na Faculdade de Medicina de Salvador, e de Clélia Brasília da Silva Castro, falecida quando o poeta tinha 12 anos, e, por esta, neto de um dos grandes heróis da Independência da Bahia. Por volta de 1853, ao mudar-se com a família para a capital, estudou no colégio de Abílio César Borges, futuro Barão de Macaúbas, onde foi colega de Rui Barbosa, demonstrando vocação apaixonada e precoce para a poesia. Mudou-se em 1862 para o Recife, onde concluiu os preparatórios e, depois de duas vezes reprovado, matriculou-se finalmente na Faculdade de Direito em 1864. Cursou o 1º ano em 1865, na mesma turma que Tobias Barreto. Logo integrado na vida literária acadêmica e admirado graças aos seus versos, cuidou mais deles e dos amores que dos estudos. Em 1866, perdeu o pai e, pouco depois, iniciou apaixonada ligação amorosa com atriz portuguesa Eugênia Câmara, dez anos mais velha, que desempenhou importante papel em sua lírica e em sua vida. Nessa época Castro Alves entrou numa fase de grande inspiração e tomou consciência do seu papel de poeta social. Escreveu o drama Gonzaga e, em 1868, transferiu-se para o sul do país em companhia da amada, matriculando-se no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Rui Barbosa. -
Tobias Barreto: Reflexões Sobre O Escritor Sergipano
TOBIAS BARRETO: REFLEXÕES SOBRE O ESCRITOR SERGIPANO NA CONTEMPORANEIDADE Amanda Juliana Corrêa Souza Luciana da Costa Silva Monalisa de Souza Viana Orientação - Maria José de Azevedo Araújo RESUMO O presente Trabalho de Conclusão de Curso traz uma visão geral sobre a vida e obra do escritor sergipano Tobias Barreto de Menezes, baseado em pesquisa bibliográfica, sobre suas obras e autores que relatam sobre a vida literária do autor. Tem por objetivo identificar que a literatura, apesar de suas dificuldades, pode ser superada, de forma não obrigatória e sim pelo prazer. Apresentar à classe acadêmica através da literatura e de escritores sergipanos, que é possível motivar qualquer pessoa, seja ela estudante do ensino fundamental, médio ou universitário, para que sinta a curiosidade e o prazer de ler e aprender sobre a literatura do escritor sergipano Tobias Barreto. Na introdução apresenta um breve histórico sobre a vida desse grande pensador, suas conquistas, temas de seus livros mais conhecidos e importantes, suas idéias e ideologias que defendia e alguns de seus mais famosos poemas. O TCC mostra as contribuições informativas que esse ilustre escritor proporcionou para aquelas pessoas que queiram descobrir as suas conquistas realizadas e qual a importância para a literatura de Sergipe. Pode ser uma fonte de pesquisa para estudantes, professores, ou aqueles apaixonados pela literatura e cultura de Sergipe. Entre as idéias há duas que marcaram sua atividade intelectual: a da sociedade e a do direito. Sua leitura traz uma reflexão e conhecimento sobre um grande homem, mas que poucos realmente conhecem de fato e dão o seu devido valor. -
A Experimentação Poética De Bandeira
A EXPERIMENTACAO POÉTICA DE BANDEIRA GILBERTO MENDONÇA TELES (PUC-RJ e UFRJ) Não se trata de experimentalismo, e sim de experimentação. O primeiro termo, pela força atualizadora do sufixo, denota lo- go a idéia de acontecimento histórico-literário, ao passo que o segundo põe 'ênfase no processo verbal e a sua significação ultrapassa continuamente a idéia de tempo para se tornar ine- rente ao ato mesmo de produção de toda poesia. A experimen- tação, sendo parte do processo de enunciação, de produção do texto poético, é sempre um estado de espirito de rebeldia em face da língua e da tradição literária: situa-se não exatamen- te dentro dos sistemas lingtistico e retórico, mas à margem deles, para, ao mesmo tempo, repeti-los e transformá-los. A ex- perimentação é portanto uma vasta figura de retórica agindo positivamente em todos os níveis do discurso, em todos os sen- tidos da criação literária. Assim, o poeta que se contenta com o fácil, com a primei- ra imagem, que não a submete a uma análise critica implir.:ita, de modo a verificar, no horizonte de sua cultura literária, o seu grau de originalidade, pode até ser tido como um bom poe- ta, mas dificilmente passa ã posteridade como um artista, co- mo um senhor absoluto da linguagem. A arte pressupõe virtuosi- 37 dade e escolha, está centrada nos princípios da experimenta- ção e da seleção, assim como estes procedimentos pressupõem a esfera da competência, do saber cultural e técnico do artis- ta, principalmente do poeta que imprime uma alta organização à linguagem do poema, valorizando os seus "pequenos nadas" que se eletrizam no sentido da poesia. -
Natureza E Analogia Em Álvares De Azevedo
NATUREZA E ANALOGIA EM ÁLVARES DE AZEVEDO Alexandre de Melo ANDRADE1* RESUMO: Na poesia romântica, o poeta transcende a Natureza física, pois estabelece com ela um entendimento interno; sob esse ponto de vista, a Natureza romântica é reveladora, pois exprime a experiência subjetiva do sujeito lírico e contribui para o alcance de uma consciência demiúrgica. Essa poesia repleta de analogias será o ponto de partida para a abordagem de um universo onde cada elemento natural seja visto como metáfora de outra realidade superior, intuível pelo projeto poético. Álvares de Azevedo, em Lira dos vinte anos, desenvolve tal intuição panteística, especialmente na Primeira e na Terceira parte. A intenção deste artigo é entender a poética da natureza no jovem autor, de modo que possamos dialogar com a experiência transcendente do sujeito romântico e com os pressupostos da filosofia romântica disseminados a partir do Pré-Romantismo alemão. PALAVRAS-CHAVE: Álvares de Azevedo. Analogia. Natureza. Poesia. Romantismo. Introdução O florescimento do Romantismo no Brasil coincide com nossa independência política, em 1822. A valorização dos elementos nacionais é passo decisivo para os movimentos sociais e artísticos do século XIX, quando a preocupação se volta para a cultura do país, ainda que genuinamente. A natureza explorada pelos nossos românticos é, a princípio, de inspiração nacionalista; os escritores são ufanistas, retratam as florestas, os rios e o céu azul com orgulho e pintam a paisagem de um colorido sensualmente tropical. A exploração dessa “cor local” é reforçada pelo impulso nativista, que une as formas naturais tipicamente brasileiras à busca de uma identidade social, política e espiritual. -
A Obra De Sílvio Romero No Desenvolvimento Da Nação Como
A obra de Sílvio Romero no desenvolvimento da nação como paradigma: da dicotomia entre o positivismo e a metafísica à adoção do RESUMO: O trabalho teve como objetivo evolucionismo spenceriano na analisar a concepção filosófica presente na transição republicana. obra de Sílvio Romero. Por meio do estudo de movimentos e ideais que influenciaram o autor, assim como da abordagem dos The development of the work of Silvio temas expostos pelo mesmo, será possível Romero in the nation as paradigm: the ter uma visão mais transparente das raízes de seus pensamentos. Sua vida e obra dichotomy between positivism and foram analisadas de forma panorâmica, metaphysics the adoption of the para em seguida aprofundar os aspectos republican transition in spencerian filosóficos e jurídicos mais destacados de sua obra. A análise dos textos de Romero evolutionism. foi realizada à luz do uso da retórica e das chamadas provas de persuasão: ethos, pathos e logos. Assim será possível observar e compreender os métodos Camila Colares utilizados pelo autor para persuadir o público alvo de seus discursos. Desta Mestre em Direito pelo PPGD-UFPE, Recife-PE, Brasil forma, o presente trabalho analisou, E-mail: [email protected] principalmente, Romero como precursor da modernização do Direito no Brasil por 1 João Maurício Adeodato meio de seu “cientificismo” que acabou Professor da Faculdade de Direito da Universidade por influenciar o Código Civil de 1916. Federal de Pernambuco, Recife-PE, Brasil. Palavras-chave: Ethos; Logos; Pathos. E-mail: [email protected] 1. Introdução O presente trabalho visa observar e compreender os métodos utilizados por Sílvio Romero para persuadir o público alvo de seus discursos.