PROJETO DE LEI N.º 6.101, DE 2016 (Do Sr
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Machado De Assis E Oliveira Lima
LEITURAS ENTRE ACADÊMICOS: MACHADO DE ASSIS E OLIVEIRA LIMA Ao cair da tarde, depois das quatro, encontrava-se invariavelmente o autor em casa do seu antigo editor, na livraria Garnier, onde tem sua sede um círculo, diria um cenáculo se não fosse franco a todas as opiniões e aberto a todas as idéias. Estes "five o'clocks" intelectuais já se tornaram mesmo uma tradição, pois que datam de meio século. Machado de Assis, que lhes ficou de todo tempo fiel, serviu de traço de união entre épocas diferentes e gerações também diferentes. O depoimento é do historiador e diplomata Oliveira Lima, mas também poderia ser validado por um Joaquim Nabuco, um Euclides da Cunha, um Graça Aranha, entre outros. Machado de Assis, já reconhecido entre seus pares como o grande mestre da literatura brasileira, de certa forma oficializou esse círculo da livraria Garnier com a criação da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Na passagem do século XIX para o XX, as relações entre o velho Machado e os escritores em início de carreira ou em plena maturidade concretizavam-se a partir de artigos na imprensa, conferências, ou cartas, quando mais de um colega se encontrava em serviço diplomático no exterior. O caso de Oliveira Lima, membro da ABL desde 1897, não seria diferente: o diplomata, que passou a maior parte da sua vida fora do Brasil, trocou cartas e livros com Machado. Seis das cartas do romancista ao historiador, depositadas no acervo da Oliveira Lima Library, na Catholic University of America (Washington), foram transcritas por Antonio Dimas, em 1977. -
Pau-De-Arara, Cabeça-Chata
t Quinta-feira, 31 de outubro de 1996 O GLOBO OPINIÃO* 7 Pau-de-arara, cabeça-chata JOSÉSARNEY pois, o cearense "cabeça-chata", o "arataca", o "pau- vidão". Acabada esta, iniciou-se, com a ajuda da ser mar Cavalcanti, Manuel Diegue Júnior, Glauber Ro de-arara", o "paraíba". Hoje, finalmente, nordestino ca impiedosa naquelas vastas regiões, a corrente mi cha, Ariano Suassuna, Ferreira Gullar, Dias Gomes, história do homem é a história da discri é sinal de atrasado, provinciano. gratória que iria substituir a escravidão, sob outras Barbosa Lima Sobrinho... ao lado de Guimarães Ro minação. Desde que surgiu na face da Ter Eu fui presidente da República e senti na carne o capas. Esse sistema, com a industrialização, vigorou sa — mineiro, mas garimpeiro da mesma fonte. Pois ra, apareceram meios e modos de segregar, peso dessa discriminação. Não perdoavam que um e foi mantido. Hoje, com a modernização, o proces bem, agora surge a tentativa de destruição destes Aí.d e excluir, de separar. Este sentimento con- homem do Nordeste, um "pau-de-arara", pudesse so de desemprego estrutural, com a liberação de nomes numa manifestação racista e segregacionis- : funde-se com o sentimento de egoísmo, de ódio, de ocupar aquele posto. No fundo, esse sentimento co mão-de-obra, os desempregados, em sua maioria ta. "A subliteratura do regionalismo"—assim se ata Í superioridade, e é a negação do próprio homem: meçava nos grandes líderes políticos que tinham vi nordestinos, foram expulsos para a periferia das ca — e por aí saem esses reacionários sem nenhuma ^Amai-vos uns aos outros", foi a sentença cristã da sibilidade e espaço nos editoriais de ai- ^^^^^^ ,^^____ grandes cidades, onde se localizam es- contribuição dada ao país, por esnobásmo puro, mo * revolução moral, mas, também, social. -
2002 22 a 26 De Outubro, CAXAMBU – MG GT 14 – Políticas Públicas Política E Gestão Municipal Nas Grandes Cidades Brasile
2002 22 a 26 de Outubro, CAXAMBU – MG GT 14 – Políticas Públicas Política e Gestão Municipal nas grandes cidades brasileiras. Um Estudo da Rota trilhada por Recife e Salvador ( 1986 – 2000) Antônio Sérgio Araújo Fernandes 1 Política e Gestão Municipal nas grandes cidades Brasileiras. Um Estudo da Rota trilhada por Recife e Salvador (1986-2000) Antônio Sérgio Araújo Fernandes1 Introdução Este artigo se propõe analisar comparativamente os governos locais de Salvador e Recife, no que se refere à tentativa simultânea das duas municipalidades de implementar políticas similares de participação e controle social na gestão pública, durante o período compreendido entre os anos de 1986 a 2000. O trabalho insere-se no tema da democratização dos governos locais das grandes cidades brasileiras. A democratização do governo local no Brasil ocorreu concomitante à democratização no nível nacional. Ao final dos anos 70 e início dos 80, verifica-se nas grandes cidades do país, sobretudo nas capitais, a emergência dos movimentos sociais de bairros, assessorados pela Igreja Católica e grupos técnicos de profissionais liberais ou ONGs, que passam a reivindicar do Poder Público Municipal, melhores condições de infra- estrutura urbana, serviços públicos e moradia, assim como participação nas decisões de governo. Nessa época, no que tange a problemática urbana em áreas pobres das metrópoles brasileiras, a discussão entre os governos locais das capitais e grandes cidades do país e a sociedade civil organizada girava em torno da criação de novos mecanismos de gestão pública municipal que visassem fundamentalmente: 1. O tratamento objetivo da questão social pela esfera de governo municipal – por meio de obras de urbanização e habitação popular, bem como pelo provimento de serviços públicos; e 2. -
Speude Bradeus
1 Ideas in Motion: Angst and Hope in the Theory of Dependence Theotonio dos Santos, Political scientist and economist (Summer, 2013) Ivani Vassoler-Froelich and J. A. Treviño-Cantú Born in the city of Carangola in the Brazilian countryside, in 1936, Theotonio dos Santos is an internationally renowned scholar for his seminal contribution to the Theory of Dependence, one of the pillars of Latin America´s political and economic thought. Presently he is among the main intellectuals involved in the Theory of World Systems. A political scientist and economist, dos Santos taught at several universities in Brazil and abroad. He is an emeritus professor at the Universidade Federal Fluminense (Rio de Janeiro, Brazil) and currently is professor and researcher on Global Economics and Sustainable Development at the United Nations University. He is the author of 38 books, published in different languages, and of almost 100 academic articles. Theotonio dos Santos and his family live in Rio de Janeiro. Source : Videos at the website of Theotonio Dos Santos: http://theotoniodossantos.blogspot.com.br/ What is your original disciplinary training and what was the dominant intellectual debate in your time as a student? I did my undergraduate studies in the faculty of economic sciences, where we took courses in sociology, public policy and administration, so that I had a very broad training in the social sciences in the areas of sociology, anthropology, history and political economy. The study of these areas is linked to the problems of development because in that moment, in the decade of the 1950s, development was the central topic of discussion in the social sciences in Latin America. -
EDITAL 25 – 2016 Edital Nº 25 Stamp Issue N
DETALHES TÉCNICOS TECHNICAL DETAILS EDITAL 25 – 2016 Edital nº 25 Stamp Issue n. 25 Foto: Acervo de família Photo: Family archives Processo de impressão: ofsete Print system: offset Papel: cuchê gomado Paper: gummed chalky Valor facial: 1º Porte Carta Comercial Facial value:1st Class Rate for Emissão Postal Comemorativa Tiragem: 300.000 selos Domestic Commercial Mail Commemorative Postal Issue Área de desenho: 25mm x 35mm Issue: 300,000 stamps Dimensões dos selos: 30mm x 40mm Design area: 25mm x 35mm Picotagem: 12 x 11,5 Stamps dimensions: 30mm x 40mm Centenário do Nascimento de Miguel Arraes Data de emissão: 14/12/2016 Perforation: 12 x 11.5 100th Anniversary of the birth of Miguel Arraes Local de lançamento: Recife/PE Date of issue: December 14th, 2016 Impressão: Casa da Moeda do Place of issue: Recife/PE Brasil Printing: Brazilian Mint Versão: Departamento de Relações English Version: Departament Institucionais e Comunicação/ of Institutional Relations and Correios Communication/Correios Brasil Os produtos podem ser adquiridos na Distance Sales Office - Av. Presiden- loja virtual dos Correios: www.correios. te Vargas, 3.077 - 23º andar, 20210- com.br/ correiosonline ou na Agência 973 - Rio de Janeiro/RJ, Brazil. Tele- de Vendas a Distância - Av. Presidente phones 55 21 2503 8095/8096; Fax Vargas, 3.077 - 23º andar, 20210-973 55 21 2503 8638; e-mail: centralven- - Rio de Janeiro/ RJ - telefones: (21) [email protected]. For payment 2503-8095/8096; Fax: (21) 2503-8638; send authorization for charging to e-mail: centralvendas@ correios.com. credit cards Visa or Mastercard, or br. Para pagamento, envie cheque international postal money order (for bancário ou vale postal, em nome da countries with which Brazilian Post Empresa Brasileira de Correios e Telé- has signed agreements). -
Restaurado Prêmio Literário Nacional Pen Clube Do Brasil 2011
REGISTROS RESTAURADO PRÊMIO LITERÁRIO NACIONAL PEN CLUBE DO BRASIL 2011 Este ano, ao completar 75 anos de fundação, o PEN Clube do Brasil restabeleceu seu tradicional Prêmio Literário, um dos mais antigos e prestigiosos certames brasileiros, criado em 1938. Agora, em sua nova fase, será oferecido anualmente a escritores que tenham publicado obra nas categorias Poesia, Ensaio ou Narrativa. Nesta edição, excepcionalmente, será permitida a inscrição de livros publicados entre 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2010. As editoras também poderão inscrever livros de seus autores. Os escritores inscritos concorrerão à primeira colocação em cada categoria e receberão troféu denominado “PEN”, especialmente concebido e executado pelo escultor Cavani Rosas, além de valor em dinheiro e certificado. Eis alguns escritores que, ao longo das décadas passadas, conquistaram o Prêmio do PEN Clube do Brasil: Gastão Cruls ■ Gilberto Amado ■ Brito Broca ■ Antonio Callado ■ Jorge Amado ■ Antonio Candido ■ Dalcídio Jurandir ■ Miécio Tati ■ João Guimarães Rosa ■ Carlos Drummond de Andrade ■ José Condé ■ Fernando Sabino ■ Marques Rebelo ■ Álvaro Lins ■ Cyro dos Anjos ■ José Paulo Moreira da Fonseca ■ Cassiano Ricardo ■ Augusto Meyer ■ José Cândido de Carvalho ■ Dalton Trevisan ■ Josué Montello ■ Nelson Werneck Sodré ■ Rubem Fonseca ■ Homero Homem ■ Octávio de Faria ■ Otto Maria Carpeaux João Cabral de Melo Neto ■ Herberto Salles ■ Eugênio Gomes ■ Adonias Filho ■ Nilo Aparecido Pinto ■ Raymundo Magalhães Jr ■ Emílio Moura ■ Macedo Miranda ■ Autran Dourado ■ Waldemar Lopes ■ Fausto Cunha ■ Alceu Amoroso Lima ■ Érico Veríssimo ■ Odylo Costa Filho ■ Orígenes Lessa ■ Pedro Nava ■ Ledo Ivo ■ Afonso Arinos de Mello Franco ■ Permínio Asfora ■ Alphonsus de Guimaraens Filho ■ Stella Leonardos ■ Antonio Carlos Vilaça ■ Murilo Rubião ■ Pedro Calmon ■ Guilherme Figueiredo ■ Mauro Mota ■ J. -
Na Imprensa Republicana Da Primeira Hora - Um Estudo Das Liberdades E Censuras Observadas Pelo Jornalista Olavo Bilac
ANPUH – XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – Fortaleza, 2009. 'Balas e sustos' na imprensa republicana da primeira hora - um estudo das liberdades e censuras observadas pelo jornalista Olavo Bilac Marta Eymael Garcia Scherer* Resumo: A história da imprensa no Brasil foi marcada por contradições entre dispositivos reguladores da censura e supostas liberdades de expressão. Este trabalho analisa a imprensa brasileira no período dos primeiros anos republicanos através das crônicas de um dos jornalistas mais atuantes da época: Olavo Bilac. Apesar de ser mais conhecido como o grande poeta parnasiano, Bilac escreveu durante 20 anos para jornais e revistas, legando relatos minuciosos da vida de imprensa de então, que nos falam do cerceamento explícito do governo, da falta de seriedade dos jornalistas, da autocensura e do jogo de interesses dos proprietários dos jornais. Eram as condições de trabalho que os homens de letras dispunham e que moldaram o fazer jornalístico desde sempre, num eterno jogo de poder e disputa entre o interesse do público e os mandos e desmandos de governantes, poderosos e proprietários. Palavras-chave: Olavo Bilac, Imprensa, República 'Bullets and frights” in the early time of the republican press - a study of the expression freedom and repression observed by the journalist Olavo Bilac Abstract: The history of the press in Brazil was marked by contradictions between repression and the supposed freedom of expression. This work analyzes the Brazilian press in the period of the early republican years through the chronicles of Olavo Bilac: one of the most active journalists of that period. Bilac writing during 20 years for newspapers and magazines. -
Print 106 . DISCURSO DE POSSE DO
DISCURSO DE POSSE DO ACADÊMICO MARCO MACIEL E DISCURSO DE RECEPÇÃO DO ACADÊMICO MARCOS VILAÇA - . " ._-..- .~- : .' ".,~ .. ' ACADEMIA 8RASrtEIRA DE LETRAS 2004 DISCURSO DE POSSE DO ACADÊMICO MARCO MACIEL E DISCURSO DE RECEPÇÃO DO ACADíMCIO MARCOS VILAÇA ACADBMIA BRASILBIR.A DB LETR.AS 2004 Cadeira 39 Academia Bruileira de Letras Patrono F. A. de Vamhagen........(1816-1878) Oliveira Uma (1867-1928) "_ Alberto de Faria (1865-1931) Rocha Pombo (1857-1933) Rodolfo Garda (1873-1~9) Elmano Cardim (1891-19'79) Otto l...IU'a Resende (1922-1992) Roberto Marinho (I9(M..2003) ""''' Mo=Mad<1 Eleito em 18.12.2003 e f'l!Cebido em 3.5.2004 arco Maciel tomou posse no dia 3 de maio de 2004, passando a ocupar a cadeira 39, que pertenceu a M Roberto Marinho, falecido em 6 de agosto de 2003. Nacerimônia, nosalão nobre do PetitTrianon, Marco Maciel foi recebido pelo acadêmico Marcos Vinidos Vilaça. Advogado e professor de Direito Internacional na Universidade Católica de Pernambuco, Marco Maciel foi vice-presidente da República, por duas vezes; presidentedaCâmarados Deputados;ministro da Educação; ministro-chefe da Casa Civil da Pre sidência da República; deputado estadual; deputado federal, também por duas vezes; governador de Pemambuco; e atualmente exerce seu terceiro man dato de senador. Membro da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira deCiêndas Políticas, Marco Maciel tem quatro livros publicados, além de plaquetes com discursos e palestras versando espe c::ialD'\ente sobre educaçlO, cultura e questões ins titucionais. Discurso de posse do acadêmico Marco Maciel a imortal peça Dúflogo das Cannelitas, o sempre lembrado escritor francês George Bernanos- tão ligado ao Brasil pelo N tempo emque viveuno interior deMinas Gerais, durante a ocupação de seu país pelas tropas alemãs - fez a superiora do Convento diur estas sábias palavras: "0 que chamamos acaso talvez seja a16gica de Deus". -
CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL XII — Explorar, Diretamente Ou Mediante Autcrrização Ou Concessão, Os Serviços De Telégrafos, De Radiocomunicação
ESTADOS UNIDOS DO E3PASIL pp 11A OHO t SEC ANO LXXXV -- N.° 214 CAPITAL FEDERAL. QUINTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO DE 1946 ATOS DA ASSEMBLÉIA CONSTITUINTE A Mesa da Assembléia Constituinte promulga a Con..,tituição tivas, plebiscito das populações diretamente interessadas e apro- dos Estados Unidos do Brasil e o Ato dai Disposições Cons'itu- vação do Congresso Nacional. cianais Transitórias, nos têrmos dos seus arts. 218 e 36, respectiva- Art. 3.° Os Territórios poderão, mediante lei especial, cons- mente, e manda a Vidas as autoridades, às quais coubet o conheci- tituir-se em Estados, subdividir-se em novos Territórios ou volver a mento e a execução dêsses atos, que os executem e façam executar .participar dos Estados de que tenham sido desmembrados. e observar fiel e inteiramente como nêles se contém. Art. 4 0 O Brasil só recorrerá à guerra, se não couber ou se malograr o recurso ao arbitramento ou aos meios pacíficos de Publique-se e cumpra-se em todo o território nacional.! solução do conflito, regulados por órgão internacional de segurança, de que participe; e em caso nenhum se empenhará em guerra de Rio de Janeiro, 18 de setembro de 1946, 125.° da conquista, direta ou indiretamente, por si ou em aliança com outro Independência e 58.° da Rpública. Estado. FERNANDO DE MELLO VIANNA Art. 5.° Compete à União: Presidente I — manter relações com os nstaaos estrangeiros e com Men celebrar tratados e convenções; GEORGINO AVELINO II — declarar guerra e fazer a paz; 1.° Secretário III — decretar, prorrogar e suspender o estado de sítio; IV — organizar -
O Romance-Folhetim Francês No Brasil: Um Percurso Histórico
O romance-folhetim francês no Brasil: um percurso histórico Yasmin Jamil Nadaf Instituto Cuiabano de Educação, Cuiabá, Brasil Resumo: Texto que busca resgatar e divulgar o percurso histórico do romance-folhetim da França, seu país de origem, ao Rio de Janeiro, cidade que representava o núcleo intelectual do Brasil oitocentista. Interessa-nos apontar a sua acolhida na imprensa carioca, bem como a assimilação dessa escrita pela ficção brasileira no mesmo período. Palavras-chaves: Romance-folhetim francês; Ficção brasileira; História e Crítica. Abstract: This paper aims to rescue and disclose the history of the roman-feuilleton of France, its country of origin, to Rio de Janeiro, a city that represented the intellectual core of the nineteenth Brazil. The author shows its welcome in the Rio de Janeiro’s press, as well as the assimilation of fiction written by the Brazilians in the same period. Key Words: French roman-feuilleton; Brazilian fiction; History and Criticism. O ROmance-fOlHeTIm: sua ORIgem na FRança A imprensa francesa do século XIX reservava o rodapé da página do seu jornal, geralmente a primeira, a escritos de entretenimento – artigos de crítica, crônicas e resenhas de teatro, de literatura, de artes plásticas, co- mentários de acontecimentos mundanos, piadas, receitas de beleza e de cozinha, boletins de moda, entre outros assuntos. Esse espaço a quem davam o nome de Feuilleton, que para nós traduz-se em Folhetim, nasceu da necessidade de gerar prazer e bem-estar aos leitores ou ouvintes de jornais, cansados de verem os enfadonhos reclames oficiais ocuparem as páginas dos periódicos. Isto, em decorrência da autoritária medida de Na- poleão I de restabelecer a censura à imprensa e aos livros que se haviam acostumado a respirar livremente durante a Revolução Francesa. -
Redalyc.A Morada Da Língua Portuguesa
Red de Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal Sistema de Información Científica Niskier, Arnaldo A morada da língua portuguesa Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, vol. 22, núm. 85, octubre-diciembre, 2014, pp. 1115-1130 Fundação Cesgranrio Rio de Janeiro, Brasil Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=399534056011 Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, ISSN (Versão impressa): 0104-4036 [email protected] Fundação Cesgranrio Brasil Como citar este artigo Número completo Mais informações do artigo Site da revista www.redalyc.org Projeto acadêmico não lucrativo, desenvolvido pela iniciativa Acesso Aberto A morada da língua portuguesa 1115 PÁGINA ABERTA A morada da língua portuguesa "Livros são papéis pintados com tinta." - Fernando Pessoa Arnaldo Niskier* Resumo Temos raízes latinas muito sólidas, o que não foi suficiente para que o Acordo Ortográfico de Unificação da Língua Portuguesa, assinado em 1990, alcançasse a unanimidade desejável. Em Lisboa há um movimento sincronizado para colocar em dúvida as razões lexicográficas das pequenas mudanças propostas. A escritora Lygia Fagundes Telles, falando na Academia Brasileira de Letras, pediu que liderássemos uma cruzada favorável à língua portuguesa. Devemos melhorar o atual índice de leitura (2,4 livros por habitante) e ampliar significativamente o número de bibliotecas públicas em todo o País. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, é muito sóbria em relação aos cuidados com a nossa língua. De nada adianta ensinar a ler e a escrever sem a garantia da permanência dos alunos nas escolas, lugar de "leitura crítica" e interpretativa do que lhe chega por intermédio da imagem e do som. -
O Sino E O Relógio
O SINO E O RELÓGIO UMA ANTOLOGIA DO CONTO ROMÂNTICO BRASILEIRO COM TEXTOS DE Franklin Távora Bernardo Guimarães Fagundes Varela Apolinário Porto Alegre J. F. de Meneses Visconde de Taunay Nísia Floresta Joaquim Norberto de Sousa e Silva Maria Firmina dos Reis Corina Coaracy Escolástica P. de L. ORGANIZADA POR João Manuel Pereira da Silva Martins Pena Hélio de Seixas Guimarães & Vagner Camilo Justiniano José da Rocha Gentil Braga Flávio d’Aguiar Josino do Nascimento Silva Francisco de Paula Brito Casimiro de Abreu José de Alencar Joaquim Manuel de Macedo Luís Guimarães Júnior Machado de Assis & dois autores anônimos Para estabelecer o texto desta edição, atualizamos a grafia das palavras e a pontuação, optando pelas formas mais correntes. No entanto, não foram corrigidas as colocações pronominais ou concordâncias que indicavam opções estilísticas dos autores. Er- ros evidentes de composição tipográfica foram retificados. As citações de textos em línguas estrangeiras são feitas con- forme aparecem nos textos-base. As notas das edições originais tomadas como referência pa- ra transcrição dos textos foram mantidas e vêm indicadas por [N.E.O.]. As notas incluídas pelos organizadores e pelos editores estão indicadas por [N.E.]. SUMÁRIO PARTE I – FANTÁSTICO O SINO ENCANTADO Franklin Távora 27 O PÃO DE OURO Bernardo Guimarães 35 A GUARIDA DE PEDRA Fagundes Varela 67 O BAÚ Anônimo 77 MANDINGA Apolinário Porto Alegre 81 O PUNHAL DE MARFIM J. F. de Meneses 95 PARTE II – HISTÓRICO CAMIRÃ, A QUINIQUINAU EPISÓDIO DA INVASÃO PARAGUAIA EM MATO GROSSO