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Machado De Assis E Oliveira Lima
LEITURAS ENTRE ACADÊMICOS: MACHADO DE ASSIS E OLIVEIRA LIMA Ao cair da tarde, depois das quatro, encontrava-se invariavelmente o autor em casa do seu antigo editor, na livraria Garnier, onde tem sua sede um círculo, diria um cenáculo se não fosse franco a todas as opiniões e aberto a todas as idéias. Estes "five o'clocks" intelectuais já se tornaram mesmo uma tradição, pois que datam de meio século. Machado de Assis, que lhes ficou de todo tempo fiel, serviu de traço de união entre épocas diferentes e gerações também diferentes. O depoimento é do historiador e diplomata Oliveira Lima, mas também poderia ser validado por um Joaquim Nabuco, um Euclides da Cunha, um Graça Aranha, entre outros. Machado de Assis, já reconhecido entre seus pares como o grande mestre da literatura brasileira, de certa forma oficializou esse círculo da livraria Garnier com a criação da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Na passagem do século XIX para o XX, as relações entre o velho Machado e os escritores em início de carreira ou em plena maturidade concretizavam-se a partir de artigos na imprensa, conferências, ou cartas, quando mais de um colega se encontrava em serviço diplomático no exterior. O caso de Oliveira Lima, membro da ABL desde 1897, não seria diferente: o diplomata, que passou a maior parte da sua vida fora do Brasil, trocou cartas e livros com Machado. Seis das cartas do romancista ao historiador, depositadas no acervo da Oliveira Lima Library, na Catholic University of America (Washington), foram transcritas por Antonio Dimas, em 1977. -
O Instituto De Ciências Sociais E a Sociologia No Rio De Janeiro
http://dx.doi.org/10.1590/2238-38752019v10112 1 Casa de Oswaldo Cruz (COC), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil [email protected] https://orcid.org/0000-0001-6111-2645 Thiago da Costa Lopes I O INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E A SOCIOLOGIA NO RIO DE JANEIRO: ENTREVISTA COM ALZIRA ALVES DE ABREU A entrevista que se vai ler foi concedida pela socióloga Alzira Alves de Abreu em dezembro de 2018, no Rio de Janeiro, como parte da iniciativa da revista Sociologia & Antropologia em rememorar as experiências pretéritas de ensino e pesquisa em ciências sociais da UFRJ por ocasião da comemoração dos 80 anos de existência de seu curso, completados em 2019. Como o leitor poderá perce- ber, a trajetória de Alzira se entrelaça com momentos significativos por que passaram as ciências sociais no Rio de Janeiro em seus esforços de institucio- nalização acadêmica e consolidação enquanto campo disciplinar, especialmen- abr., 2020 abr., te com as atividades investigativas conduzidas no interior do Instituto de Ci- – ências Sociais (ICS), centro de pesquisas da antiga Universidade do Brasil (atu- al UFRJ), criado em 1958. Nesse sentido, seu depoimento, além de constituir 324, jan. 324, – fonte importante para o resgate da memória da instituição, fornece pistas sugestivas para os estudiosos interessados em ampliar a compreensão que se tem da história daquelas disciplinas na cidade. Nascida em uma família de imigrantes portugueses de classe média, Al- zira ingressou no curso de história e geografia da Faculdade Nacional de Filoso- fia (FNFi) da Universidade do Brasil em 1954 (Abreu, 2012). Na instituição, apro- ximou-se das ciências sociais sobretudo a partir da antropologia − cuja carga horária era considerável na grade curricular, sendo ministrada nos três primei- ros anos do curso −, assistindo às aulas de Marina São Paulo de Vasconcellos, catedrática interina, e de Darcy Ribeiro, que então lecionava etnografia brasilei- ra e língua tupi. -
“Novo Código Não É Presente”: Ações Coletivas E a Reforma Da Consolidação Das Leis Do Trabalho De Evaristo De Moraes Filho
1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA E ANTROPOLOGIA MARCOS AURELIO SANTANA RODRIGUES “NOVO CÓDIGO NÃO É PRESENTE”: AÇÕES COLETIVAS E A REFORMA DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO DE EVARISTO DE MORAES FILHO Rio de Janeiro Dezembro de 2018 2 “NOVO CÓDIGO NÃO É PRESENTE”: AÇÕES COLETIVAS E A REFORMA DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO DE EVARISTO DE MORAES FILHO MARCOS AURELIO SANTANA RODRIGUES Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Doutor em Ciências Humanas (Sociologia). Tese de doutorado Orientadora: Prof.ª Dr.ª Elina Gonçalves da Fonte Pessanha Co-orientadora: Prof.ª Dr.ª Regina Lúcia de Moraes Morel Rio de Janeiro Dezembro de 2018 3 Título: “NOVO CÓDIGO NÃO É PRESENTE”: AÇÕES COLETIVAS E A REFORMA DA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO DE EVARISTO DE MORAES FILHO MARCOS AURELIO SANTANA RODRIGUES Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como parte dos requisitos necessários à obtenção do título de Doutor em Ciências Humanas (Sociologia). Aprovada em: ____/____/______ _____________________________________________________________________ Prof.ª Dr.ª Elina Gonçalves da Fonte Pessanha - Orientadora PPGSA-UFRJ _____________________________________________________________________ Prof.ª Dr.ª Regina Lúcia de Moraes Morel - Co-orientadora PPGSA-UFRJ ______________________________________________________________________ Prof. Dr.ª Ângela Maria de Castro Gomes PPGH-UNIRIO ______________________________________________________________________ Prof. -
Os Vestígios Do Nobel
Opiniões Número: Depoimentos ornalornal Novos Lançamentos 229 dede Mês: Novembro Entrevista JJ Ano: 2017 LetrasLetras Literatura Infantil Preço: R$ 5,00 OsOs VestígiosVestígios dodo NobelNobel O escritor nipo-britânico Kazuo Ishiguro, de 62 anos, é o Prêmio Nobel de Literatura de 2017. A escolha foi anunciada em Estocolmo, na Suécia, pela Academia Sueca. Nascido em Nagasaki, no Japão, em 1954, Ishiguro vive na Inglaterra desde os cinco anos de idade. (Por Manoela Ferrari – págs. 10 e 11) ornalde 2 JLetras Opinião JL Editorial JL Arnaldo Niskier Não se pode entender muito a razão pela qual o Brasil jamais deu acervo JL “Os sonhos seguram o mundo” um Prêmio Nobel. Mesmo o da Paz andou perto de um brasileiro, quan- do se falava em D. Hélder Câmara ou o professor Josué de Castro. Em matéria de literatura, a Academia Brasileira de Letras, quando instada a Quando eu disse à escritora Nélida citar um nome, enviou para a Academia Sueca o de Nélida Piñon, que, Piñon, autora do famoso A república dos convenhamos, é uma bela indicação. Mas sabe-se que temos alguns sonhos, que estava de viagem a Portugal, obstáculos, o principal dos quais é a língua portuguesa. Os julgadores ela, de forma veemente, recomendou: “Não não conhecem o nosso idioma e, portanto, têm dificuldades para tomar deixe de visitar a Fundação José Saramago. conhecimento do que se passa no íntimo da nossa literatura. Mas vamos Há muito o que aprender com as obras do continuar insistindo, pois o país merece esse tipo de homenagem. Se foi único escritor em língua portuguesa que ganhou o Prêmio Nobel de possível dar o Prêmio a José Saramago, por que não se pode chegar a um Literatura.” titular brasileiro? Lembramos que, durante alguns anos, a nossa indi- De fato, a acadêmica brasileira tinha razão. -
Pau-De-Arara, Cabeça-Chata
t Quinta-feira, 31 de outubro de 1996 O GLOBO OPINIÃO* 7 Pau-de-arara, cabeça-chata JOSÉSARNEY pois, o cearense "cabeça-chata", o "arataca", o "pau- vidão". Acabada esta, iniciou-se, com a ajuda da ser mar Cavalcanti, Manuel Diegue Júnior, Glauber Ro de-arara", o "paraíba". Hoje, finalmente, nordestino ca impiedosa naquelas vastas regiões, a corrente mi cha, Ariano Suassuna, Ferreira Gullar, Dias Gomes, história do homem é a história da discri é sinal de atrasado, provinciano. gratória que iria substituir a escravidão, sob outras Barbosa Lima Sobrinho... ao lado de Guimarães Ro minação. Desde que surgiu na face da Ter Eu fui presidente da República e senti na carne o capas. Esse sistema, com a industrialização, vigorou sa — mineiro, mas garimpeiro da mesma fonte. Pois ra, apareceram meios e modos de segregar, peso dessa discriminação. Não perdoavam que um e foi mantido. Hoje, com a modernização, o proces bem, agora surge a tentativa de destruição destes Aí.d e excluir, de separar. Este sentimento con- homem do Nordeste, um "pau-de-arara", pudesse so de desemprego estrutural, com a liberação de nomes numa manifestação racista e segregacionis- : funde-se com o sentimento de egoísmo, de ódio, de ocupar aquele posto. No fundo, esse sentimento co mão-de-obra, os desempregados, em sua maioria ta. "A subliteratura do regionalismo"—assim se ata Í superioridade, e é a negação do próprio homem: meçava nos grandes líderes políticos que tinham vi nordestinos, foram expulsos para a periferia das ca — e por aí saem esses reacionários sem nenhuma ^Amai-vos uns aos outros", foi a sentença cristã da sibilidade e espaço nos editoriais de ai- ^^^^^^ ,^^____ grandes cidades, onde se localizam es- contribuição dada ao país, por esnobásmo puro, mo * revolução moral, mas, também, social. -
Brazilian Images of the United States, 1861-1898: a Working Version of Modernity?
Brazilian images of the United States, 1861-1898: A working version of modernity? Natalia Bas University College London PhD thesis I, Natalia Bas, confirm that the work presented in this thesis is my own. Where information has been derived from other sources, I confirm that this has been indicated in the thesis. Abstract For most of the nineteenth-century, the Brazilian liberal elites found in the ‘modernity’ of the European Enlightenment all that they considered best at the time. Britain and France, in particular, provided them with the paradigms of a modern civilisation. This thesis, however, challenges and complements this view by demonstrating that as early as the 1860s the United States began to emerge as a new model of civilisation in the Brazilian debate about modernisation. The general picture portrayed by the historiography of nineteenth-century Brazil is still today inclined to overlook the meaningful place that U.S. society had from as early as the 1860s in the Brazilian imagination regarding the concept of a modern society. This thesis shows how the images of the United States were a pivotal source of political and cultural inspiration for the political and intellectual elites of the second half of the nineteenth century concerned with the modernisation of Brazil. Drawing primarily on parliamentary debates, newspaper articles, diplomatic correspondence, books, student journals and textual and pictorial advertisements in newspapers, this dissertation analyses four different dimensions of the Brazilian representations of the United States. They are: the abolition of slavery, political and civil freedoms, democratic access to scientific and applied education, and democratic access to goods of consumption. -
Pesquisa Para O SUS: Mais Qualidade Na Saúde
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro Ano 2 - nº 5 | maio - junho - julho de 2005 Foto: Regivaldo Freitas Pesquisa para o SUS: mais qualidade na saúde O primeiro edital lançado pela FAPERJ Foram avaliadas propostas dentro dos em parceria com o Ministério da Saúde – seguintes temas: pesquisa em avaliação e Pesquisa para o SUS: Gestão Comparti- incorporação tecnológica nas áreas estra- lhada em Saúde – representa um potencial tégicas da saúde; análise das condições de impacto de qualidade no sistema de saúde saúde da população do Estado do Rio de fluminense. Trata-se de iniciativa inédita do Janeiro; avaliação e monitoramento dos sis- governo do estado que busca aproximar e temas municipais de saúde; pesquisa em promover a cooperação entre pesquisado- dengue e leishmaniose. As áreas foram de- res da área básica e profissionais da área da finidas com base nas prioridades em saúde saúde. Os 46 projetos contemplados já re- do Governo do Estado do Rio de Janeiro e ceberam os termos de outorga, incluindo uma na Agenda Nacional de Prioridades de Pes- rede de pesquisa em diagnóstico molecular, quisa em Saúde, visando fortalecer a ges- 57ª Reunião da SPBC: o centro Dragão do Mar será palco de eventos em Fortaleza. com ênfase nas doenças cardiovasculares, tão do SUS e a melhoria das condições de Pelo 8º ano, a FAPERJ participa do encontro, que este ano terá a cultura como tema. Pág.5 infecciosas e parasitárias. vida da população brasileira. Pág. 3 Foto: Arquivo/Sítio Roberto Burle Marx Difusão Científica Internacional -
UF Código Do Município Nome Do Município Código INEP Nome Da Escola Rede
UF Código do Município Nome do Município Código INEP Nome da Escola Rede AC 1200104 BRASILEIA 12016365 ESC FRANCISCO PEDRO DE ASSIS Estadual AC 1200138 BUJARI 12009466 ESC JOSE CESARIO DE FARIAS Municipal AC 1200203 CRUZEIRO DO SUL 12000370 ESC CORA CORALINA Estadual AC 1200302 FEIJO 12004766 ESC PEDRO MOTA LEITAO Municipal AC 1200336 MANCIO LIMA 12000655 ESC GLORIA SORIANO ROSAS Municipal AC 1200336 MANCIO LIMA 12001961 ESC BELARMINO DE MENDONCA Estadual AC 1200351 MARECHAL THAUMATURGO 12002828 ESC MARNIZIA CRUZ Municipal AC 1200385 PLACIDO DE CASTRO 12010154 ESC ELIAS MANSOUR SIMAO Municipal AC 1200385 PLACIDO DE CASTRO 12010340 ESC JOSE VALMIR DE LIMA Municipal AC 1200385 PLACIDO DE CASTRO 12010391 ESC MANOEL BARROS Estadual AC 1200385 PLACIDO DE CASTRO 12010855 ESC LIGIA CARVALHO DA SILVA Municipal AC 1200807 PORTO ACRE 12018546 ESC NILCE MACHADO DA ROCHA Municipal AC 1200393 PORTO WALTER 12003050 ESC BORGES DE AQUINO Estadual AC 1200393 PORTO WALTER 12020400 ESC MANOEL MOREIRA PINHEIRO Municipal AC 1200401 RIO BRANCO 12014001 ESC SANTO ANTONIO II Estadual AC 1200401 RIO BRANCO 12021245 ESC CLAUDIO AUGUSTO F DE SALES Estadual AC 1200427 RODRIGUES ALVES 12025615 ESC SANTA CLARA Municipal AC 1200427 RODRIGUES ALVES 12027120 ESC PADRE RAIMUNDO AGNALDO P TRINDADE Municipal AC 1200435 SANTA ROSA DO PURUS 12029009 ESC DR CELSO COSME SALGADO Municipal AL 2700102 AGUA BRANCA 27000095 ESCOLA ESTADUAL MONSENHOR SEBASTIAO ALVES BEZERRA Estadual AL 2700102 AGUA BRANCA 27000613 ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL SANTA ANA Municipal AL 2700102 -
Entrevista Com Evaristo De Moraes Filho 08 / 12 / 1992 Página 1 De 31
Entrevista com Evaristo de Moraes Filho 08 / 12 / 1992 Página 1 de 31 ENTRE O DIREITO E AS CIENCIAS SOCIAIS: UMA EXPERIENCIA CENTRAL NA HISTORIA DOS ESTUDOS SOBRE TRABALHO E TRABALHADORES NO BRASIL José Sergio Leite Lopes A entrevista que se segue foi feita em 1992 para uma pesquisa então em andamento sobre a história social da sociologia do trabalho e dos trabalhadores. Como autor de um dos primeiros e mais importantes livros sociológicos sobre o sindicalismo no Brasil e como observador direto e privilegiado de parte da história do direito social no país, Evaristo de Moraes Filho se constituía em um entrevistado estratégico para a pesquisa. Como mostra a entrevista, não somente o livro O Problema do sindicato único no Brasil; seus fundamentos sociológicos domina a temática, o instrumental e a literatura do direito social e da sociologia , como a própria trajetória de seu autor, entre a Faculdade Nacional de Direito e a Faculdade Nacional de Filosofia, constrói a ponte entre essas duas áreas de conhecimento, essencial para o entendimento das relações entre o sindicalismo e o Estado no Brasil. Depois, o próprio Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Brasil, experiência inter-institucional original e de curta duração tão associada à trajetória de nosso entrevistado, assegurava essa ligação entre o direito e as ciências sociais – incorporadas em Evaristo como representante no ICS da Faculdade de Direito – sob a prevalência das ciências sociais. Talvez a força mesma dessa interconexão entre direito e ciências sociais que peculiariza a contribuição de Evaristo fosse paradoxalmente a fonte do esquecimento de seu livro pioneiro de 1952 sobre o sindicalismo na literatura subseqüente de sociologia do trabalho que se constitui em São Paulo. -
BOLETIM INFORMATIVO De Agosto De 2011
P E N C L U B E D O B R A S I L Há 75 anos promovendo a literatura e defendendo a liberdade de expressão Boletim Informativo Rio de Janeiro – Ano I – Agosto de 2011 – Edição Online Fundado em 1936 Continuam abertas inscrições ao Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil 2011 Criado, pela primeira vez, em 1938, dois anos após a fundação do PEN Clube do Brasil, o Prêmio Literário, nesta nova edição 2011, será oferecido em três categorias: Poesia, Ensaio e Narrativa (inclusive Literatura Infanto-juvenil). O vencedor de cada categoria receberá um belo troféu em metal nobre concebido e executado pelo escultor Cavani Rosas, além de expressivo valor em dinheiro e certificado de participação. As inscrições se acham abertas até 30 de setembro. O Regulamento e a Ficha de Inscrição poderão ser obtidos em nosso portal da Internet – http://www.penclubedobrasil.org.br –, solicitados por e- mail ou diretamente na sede social (endereços indicados no final deste Boletim). Novo visual da página do PEN Clube do Brasil no ar É com satisfação que comunicamos aos sócios e amigos do PEN Clube que, a partir de hoje, o nosso portal da Internet circula com nova formatação e maiores recursos de acesso e visibilidade. DESTAQUES DO MÊS Astrid Cabral lança novo livro de poesia Declarou certa vez Astrid Cabral que, entre tantas funções da poesia, deve entendê-la como “uma conversa ao pé do ouvido que mexa com a alma, as raízes do ser." Com o seu mais recente livro Intramuros, de saída, percebe-se, pela carga semântica do título, esse sugestivo tom de intimidade a que se referiu a poetisa. -
Os Intelectuais E a Liga De Defesa Nacional: Entre a Eugenia E O Sanitarismo? (Rj, 1916-1933)1
OS INTELECTUAIS E A LIGA DE DEFESA NACIONAL: ENTRE A EUGENIA E O SANITARISMO? (RJ, 1916-1933)1 Magali Gouveia Engel. Profª Adjunta da FFFP/UERJ. RESUMO: Em 7 de setembro de 1916, um grupo de intelectuais fundaram, na capital republicana, a Liga de Defesa Nacional. Tratava-se de uma iniciativa onde se evidenciavam, de um lado, os novos enfoques da questão nacional emergentes, a partir das ideias difundidas pelo movimento sanitarista e, de outro, a presença de referenciais eugênicos presentes no ideal de corpos militarizados e, portanto, física e mentalmente saudáveis. Pretendo, portanto, investigar os fundamentos que alicerçaram a articulação entre dois enfoques, a princípio antagônicos, expressa nos diagnósticos e prognósticos para o Brasil formulados e/ou difundidos por nomes expressivos da intelectualidade da época, com ênfase nas concepções defendidas pelo escritor Coelho Netto e pelo médico Miguel Couto – ambos integrantes da referida instituição. Palavras chave: Intelectuais, sanitarismo, eugenia. ABSTRACT On September 7, 1916, a group of intellectuals founded the League of National Defense in the Brazilian capital. It was an initiative where both new approaches to emerging national questions arisen from the ideas disseminated by the sanitary movement were brought up, as well as the presence of eugenic references in the ideal of militarized forces, in order to create physical and mental Elath awareness. Therefore, I intend to investigate the principles that structured the seemingly antagonistic articulation between two perspectives, expressed in the diagnostics and prognosis for Brazil, formulated and / or disseminated by intelectual representatives of the time period, with emphasis on the concepts defended by the writer Coelho Netto, and the Doctor Miguel Couto - both members of the LDN. -
Revista Brasileira 102 Internet.Pdf
Revista Brasileira FASE IX • JANEIRO-FEVEREIRO-MARÇO 2020 • ANO III • N.° 102 ACADEMIA BRASILEIRA REVISTA BRASILEIRA DE LETRAS 2020 D IRETORIA D IRETOR Presidente: Marco Lucchesi Cicero Sandroni Secretário-Geral: Merval Pereira C ONSELHO E D ITORIAL Primeiro-Secretário: Antônio Torres Arnaldo Niskier Segundo-Secretário: Edmar Bacha Merval Pereira Tesoureiro: José Murilo de Carvalho João Almino C O M ISSÃO D E P UBLI C AÇÕES M E M BROS E FETIVOS Alfredo Bosi Affonso Arinos de Mello Franco, Antonio Carlos Secchin Alberto da Costa e Silva, Alberto Evaldo Cabral de Mello Venancio Filho, Alfredo Bosi, P RO D UÇÃO E D ITORIAL Ana Maria Machado, Antonio Carlos Secchin, Antonio Cicero, Antônio Torres, Monique Cordeiro Figueiredo Mendes Arnaldo Niskier, Arno Wehling, Carlos R EVISÃO Diegues, Candido Mendes de Almeida, Vania Maria da Cunha Martins Santos Carlos Nejar, Celso Lafer, Cicero Sandroni, P ROJETO G RÁFI C O Cleonice Serôa da Motta Berardinelli, Victor Burton Domicio Proença Filho, Edmar Lisboa Bacha, E D ITORAÇÃO E LETRÔNI C A Evaldo Cabral de Mello, Evanildo Cavalcante Estúdio Castellani Bechara, Fernando Henrique Cardoso, Geraldo Carneiro, Geraldo Holanda ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS Cavalcanti, Ignácio de Loyola Brandão, João Av. Presidente Wilson, 203 – 4.o andar Almino, Joaquim Falcão, José Murilo de Rio de Janeiro – RJ – CEP 20030-021 Carvalho, José Sarney, Lygia Fagundes Telles, Telefones: Geral: (0xx21) 3974-2500 Marco Lucchesi, Marco Maciel, Marcos Setor de Publicações: (0xx21) 3974-2525 Vinicios Vilaça, Merval Pereira, Murilo Melo Fax: (0xx21) 2220-6695 Filho, Nélida Piñon, Paulo Coelho, Rosiska E-mail: [email protected] Darcy de Oliveira, Sergio Paulo Rouanet, site: http://www.academia.org.br Tarcísio Padilha, Zuenir Ventura.