De Gregorio De Matos a Caetano Veloso E
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Reinterpretando As Culturas Ditas Populares Via Torquato Neto Revista Brasileira De Estudos Da Presença, Vol
Revista Brasileira de Estudos da Presença ISSN: 2237-2660 Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fontenele, Weslley Sobre Não Folclorizar o Popular: reinterpretando as culturas ditas populares via Torquato Neto Revista Brasileira de Estudos da Presença, vol. 8, núm. 4, 2018, Outubro-Dezembro, pp. 788-806 Universidade Federal do Rio Grande do Sul DOI: 10.1590/2237-266072820 Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=463558199007 Como citar este artigo Número completo Sistema de Informação Científica Redalyc Mais informações do artigo Rede de Revistas Científicas da América Latina e do Caribe, Espanha e Portugal Site da revista em redalyc.org Sem fins lucrativos acadêmica projeto, desenvolvido no âmbito da iniciativa acesso aberto E‐ISSN 2237‐2660 Sobre Não Folclorizar o Popular: reinterpretando as culturas ditas populares via Torquato Neto Weslley FonteneleI IUniversidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Rio de Janeiro/RJ, Brasil RESUMO – Sobre Não Folclorizar o Popular: reinterpretando as culturas ditas popula- res via Torquato Neto – O artigo faz uma análise do único registro em áudio (1968) do piauien- se Torquato Neto, o qual aponta, em diálogo com o contexto experimental da Tropicália (Süs- sekind, 2007), um outro ponto de vista para repensar as criações e estudos ligados às culturas ditas populares, uma vez que tais manifestações são quase sempre circunscritas exclusivamente ao campo do Folclore. Partindo da relação entre local e global (Anjos, 2005) e do conceito de antropofagia co- mo mecanismo de proposição de uma arte brasileira que incorporaria tanto os mitos estrangeiros quanto os nacionais, discute-se o projeto poético de, como diz Torquato, não folclorização do popu- lar. -
A Canção Tropicalista: Um Percurso Crítico Belo Horizonte 2015
Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Música Pedro Henrique Dutra Martins Rocha Elias A canção tropicalista: um percurso crítico Belo Horizonte 2015 Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Música Pedro Henrique Dutra Martins Rocha Elias A canção tropicalista: um percurso crítico Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Música da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Música. Linha de pesquisa: Música e Cultura Orientador: Prof. Dr. Flavio Terrigno Barbeitas Coorientador: Prof. Dr. Marcos Rogério Cordeiro Fernandes Belo Horizonte 2015 E42c Elias, Pedro Henrique Dutra Martins Rocha A canção tropicalista: um percurso crítico. / Pedro Henrique Dutra Martins Rocha Elias. --2015. 107 f., enc.; il. Orientador: Flavio Terrigno Barbeitas. Área de concentração: Música e Cultura. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Música. Inclui bibliografia. 1. Tropicalismo (movimento musical) 2. Antropofagia. 3. Indústria cultural. I. Barbeitas, Flavio Terrigno. II. Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Música. III. Título. CDD: 780.981 AGRADECIMENTOS Dedico estas páginas à memória de Nilza Marçal Dutra Martins, minha querida avó, que tanto fez para que eu chegasse até aqui. Agradeço: aos meus familiares, e à Camilla, por justificarem em cada gesto os laços afetivos que nos aproximam; aos professores que me acompanharam durante o trabalho, por me acolherem e inspirarem com exemplos de conhecimento e grandeza humana; aos meus amigos, pelos ouvidos e corações atentos; aos secretários do Programa, pelo auxílio sempre gentil; e à CAPES, que financiou esta pesquisa. RESUMO Este trabalho propõe o estudo da canção tropicalista como objeto de discussão e problematização da cultura no Brasil. -
1 - Estrangeirismos
1 - Estrangeirismos Natália Cristine Prado SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros PRADO, NC. Estrangeirismos. In: O uso do inglês em contexto comercial no Brasil e em Portugal: questões linguísticas e culturais [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2015, pp. 27-70. ISBN 978-85-7983-654-1. Available from: doi: 10.7476/9788579836541. Also available in ePUB from: http://books.scielo.org/staff/book/id/rxwst/attachs/9788579836541.epub All the contents of this work, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International license. Todo o conteúdo deste trabalho, exceto quando houver ressalva, é publicado sob a licença Creative Commons Atribição 4.0. Todo el contenido de esta obra, excepto donde se indique lo contrario, está bajo licencia de la licencia Creative Commons Reconocimento 4.0. 1 ESTRANGEIRISMOS Neologismo No Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa 1.0 (2009), no verbete neologismo, encontramos a seguinte definição: “1. emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já existentes, na mesma língua ou não; 2. atribuição de novos sentidos a palavras já existentes na língua”. O Novo Dicionário Eletrôni- co Aurélio versão 7.0 (2010) traz uma definiação semelhante: “1. palavra ou expressão nova numa língua, como, p. ex., dolarizar, dolarização, no português; 2. significado novo que uma palavra ou expressão de uma língua pode assumir. [P. ex.: zebra, como ‘resultado inesperado’]”. Diferentes autores apresentam definições análogas para o vo- cábulo neologismo. Para Bechara (2009), as palavras que vão ao encontro das necessidades renovadoras da cultura, da ciência e da comunicação, de modo geral, constituem neologismos. -
Universidade De Brasília
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA HELENA PACHECO DE AMORIM MORFOLOGIMUSICALIZAR UMA ANÁLISE DA CRIAÇÃO DE NOVAS PALAVRAS NA MÚSICA BRASILEIRA BRASÍLIA, DF 2018 Introdução A ideia do presente trabalho surge com a observação da letra de Língua, de Caetano Veloso, e a formação de novas palavras criadas por ele nesta música. Decide-se então pela pesquisa de outras músicas do repertório brasileiro que contêm formação de neologismos, a fim de mostrar a facilidade com que o ser humano é capaz de formar palavras anteriormente não existentes em sua língua. Para isso, se têm por base os conceitos de Competência e Criatividade linguística apresentados por Chomsky e reforçados por outros linguistas, como Mário Eduardo Martelotta e Eduardo Kenedy. Tem-se como ponto de partida o livro Estruturas Morfológicas do Português, de Luiz Carlos de Assis Rocha, sobre os principais processos de formação de palavra com base na regra de análise estrutural (RAE) e na regra de formação de palavra (RFP). Rocha fala sobre os processos de Derivação (e suas subcategorias), Composição e Onomatopeia, porém não se aprofunda muito no processo de composição. Com isso, foram também usadas as gramáticas normativas de Cunha e Cintra e José Carlos de Azeredo, Nova Gramática do Português Contemporâneo e Gramática Houaiss da Língua Portuguesa, respectivamente. Ainda é utilizado como base teórica um artigo de Margarida Basílio que complementa os processos de formação com um tipo de cruzamento vocabular que anteriormente seria analisado como processo de Composição, também reforçando o conceito de Criatividade. A partir das especificações de cada teórico sobre os processos de formação de palavras, são analisadas as letras de doze músicas de dez cantores ou grupos musicais diferentes. -
A Vaia Viva De Augusto De Campos the Living Boo of Augusto De Campos
A VAIA VIVA DE AUGUSTO DE CAMPOS THE LIVING BOO OF AUGUSTO DE CAMPOS Isis Diana Rost1 Resumo: O enfoque deste ensaio é comentarMONUMENTO À VAIA, escrito em 1972 para compor a Navilouca, almanaque organizado por Torquato Neto e Waly Salomão. É composto por VIVA VAIA – Magnum Opus do poeta concreto Augusto de Campos, inspirado na vaia recebida por Caetano Veloso no III Festival Internacional da Canção, em 1968. Foram utilizadasprincipalmente as contribuições de CAMPOS (1993) e VELOSO (1997). Abstract: The focus of this essay is to comment on MONUMENTO À VAIA, written in 1972 to compose Navilouca, an almanac organized by TorquatoNeto and Waly Salomão. It consists of VIVA VAIA - Magnum Opus by the concrete poet Augusto de Campos, inspired by the boo received by Caetano Veloso at the III International Song Festival, in 1968. The contributionsof CAMPOS (1993) and VELOSO (1997) weremainlyused. Palavras-chave: Navilouca; Poesia Concreta; Augusto de Campos; VIVA VAIA. Keywords: Navilouca; concrete poetry; Augusto de Campos; VIVA VAIA. “Não pode haver arte revolucionária sem forma revolucionária” Vladimir Maiakovski “Minha música vai passar a se chamar ‘Beto bom de vaia”, brincou Sérgio Ricardo, nervoso frente a maior das vaias recebida por ele no III Festival de Música Popular Brasileira da Record, em 1967, pouco antes de perder as estribeiras e estourar o violão, num acesso de fúria frente à impossibilidade de executar a melodia. Este acontecimento, que termina com Sérgio Ricardo desclassificado, além do violão quebrado, teve direito a declarações de Augusto Marzagão, organizador do evento, de que a “vontade do povo é soberana”. Na primeira vez que Augusto de Campos escreve suas impressões sobre a manifestação popular que vaiava antes de escutar, comenta: o público se excedeu. -
I Knew That Music Was My Language, That Music Would Take Me to See the World, Would Take Me to Other Lands
"I knew that music was my language, that music would take me to see the world, would take me to other lands. For I thought there was the music of the earth and the music from heaven." Gil, about his childhood in the city where he lived, in Bahia, where he used to race to the first clarinet sound of the band, which started the religious celebrations, and seemed to invade everything. His career began with the accordion, still in the 50s, inspired by Luiz Gonzaga, the sound of the radio and the religious parades in town. Within the Northeast he explored a folk country sound, until Joao Gilberto emerges, the bossa nova, as well as Dorival Caymmi, with its coastal beach sound, so different from that world of wilderness he was used to. Influenced, Gil leaves aside the accordion and holds the guitar, then the electric guitar, which harbors the particular harmonies of his work until today. Since his early songs he portrayed his country, and his musicianship took very personal rhythmic and melodic forms. His first LP, “Louvação” (Worship) , released in 1967, concentrated his particular ways of translating regional components into music, as seen in the renown songs Louvação, Procissão, Roda and Viramundo. In 1963 after meeting his friend Caetano Veloso at the University of Bahia, Gil begins with Caetano a partnership and a movement that contemplated and internationalized music, theater, visual arts, cinema and all of Brazilian art. The so-called Tropicália or Tropicalist movement, involves talented and plural artists such as Gal Costa, Tom Ze, Duprat, José Capinam, Torquato Neto, Rogério Duarte, Nara Leão and others. -
Literatura E Cinema — Espaço/Tempo Entre Palavras E Imagens
Universidade Federal da Grande Dourados LITERATURA E CINEMA — ESPAÇO/TEMPO ENTRE PALAVRAS E IMAGENS LITERATURE AND CINEMA — SPACE/TIME BETWEEN WORDS AND IMAGES Cláudio Benito Oliveira Ferraz1 RESUMO: Experimentamos aqui focar a relação do texto escrito com a lógica das imagens cinematográfi cas para assim ampliar a potência dos estudos sobre tempo e espaço, notadamente pela geografi a. Para articular a isso se usará dos fi lmes: O Código Da Vinci (Ron Howard. EUA, 2006, 149min.) na relação com o livro do mesmo de nome de Dan Brow (2004) e de Ano Passado em Marienbad (Alain Resnais. França, 1961, 93 min.) com o respectivo texto escrito por Alain Robbe-Grillet (1988). A linha de abordagem será a tensão do sentido espacial presente entre as experiências estéticas da literatura com os processos de criação cinematográfi ca, o objetivo é criar outros pensamentos tanto para as artes quanto para a ciência. Para auxiliar nosso estudo se agenciará os referenciais e conceitos elaborados por Gilles Deleuze e Felix Guatt ari. Palavras-chave: Literatura; Cinema; Adaptar; Espaço; Tempo. ABSTRACT: We try here to focus on the relationship of writt en text with the logic of cinematographic images in order to extend the power of studies about time and space, mainly in relation to geography. To exemplify it will use the fi lms The Da Vinci Code (Ron Howard. USA, 2006, 149 min.) in relation to the book of the same name writt en by Dan Brown (2004) and Last Year in Marienbad (Alain Resnais. France, 1961, 93 min.) and the text writt en by Alain Robbe-Grillet (1988 [1961]). -
Brazilian Middle-Class Music: Tradition, Hibridity and Community in the Development of Mpb
5* ', m ‘ )T‘ LIBRARY (7 Michigan State 9m University This is to certify that the thesis entitled BRAZILIAN MIDDLE-CLASS MUSIC: TRADITION, HIBRIDITY AND COMMUNITY IN THE DEVELOPMENT OF MPB presented by LUCIANO SIMOES SILVA has been accepted towards fulfillment of the requirements for the Master of degree in College of Music Arts ,4/2, 2" _ ‘ . ,_ Major Professor’s Signatufe 4/ ,I / ‘/ " / -’ 25w 2,7 - / Date MSU is an afflnnative-action. equal—opportunity employer 3--u-o-n-—-----u--.-.-n—n-I-I-I--.-—.-... PLACE IN RETURN BOX to remove this checkout from your record. To AVOID FINES return on or before date due. MAY BE RECALLED with earlier due date if requested. DATE DUE DATE DUE DATE DUE 5/08 K:lProj/Acc&Pres/ClRC/DateDue.indd BRAZILIAN MIDDLE-CLASS MUSIC: TRADITION, HIBRIDITY AND COMMUNITY IN THE DEVELOPMENT OF MPB By Luciano Simoes Silva A THESIS Submitted to Michigan State University in partial fulfillment of the requirements for the degree of MASTER OF ARTS College of Music 2008 ABSTRACT BRAZILIAN MIDDLE-CLASS MUSIC: TRADITION, HYBRIDITY AND COMMUNITY IN THE DEVELOPMENT OF MPB By Luciano Simoes Silva The Brazilian musical genre known as MPB was created in the late-1950s by members of the rising Brazilian middle class. In this thesis I will argue that MPB has been for fifiy years the cultural form par excellence of the urban and educated Brazilian middle class. The intersection of Nestor Garcia Canclini’s theory of hybrid cultures, Erie Hobsbawm and Terence Ranger’s theory of invented traditions, and Benedict Anderson’s theory of imagined communities will provide an interpretative framework within which the development of MPB and its interaction with the middle class can be more clearly and fully understood. -
Pourriez-Vous M&Rsquo;Indiquer Un Ou Plusieurs CD Contenant De La Poésie Brésilienne Mise En Musique
Pourriez-vous m’indiquer un ou plusieurs CD contenant de la poésie brésilienne mise en musique ? littéJe recherche un ou plusieurs CD contenant de la poésie brésilienne (voire d’autres textes issus de la littérature brésilienne) mise en musique ainsi que des documentaires (DVD) sur la littérature brésilienne. Pourriez-vous m’aider ? Notre réponse du 05/11/2015 : Votre question nous a donné du fil à retordre car nous n’avons pas repéré d’emblée de disque d’anthologie de la poésie brésilienne. Une recherche en brésilien (de cuisine) nous a finalement permis de trouver une Anthologie de poésies chantées sur un site de poésie brésilien Poesia.net qui pourra déjà vous donner des pistes d’autant qu’il cite les CDs : http://www.algumapoesia.com.br/poesia3/poesianet299.htm • « José » Poema de Carlos Drummond de Andrade in José (1942) Música de Paulo Diniz in LP Paulo Diniz, E Agora José (1972) • « Tema de Os Inconfidentes » Poema de Cecília Meireles (montagem de trechos dos Romances V, LIX e XXXI) do Romanceiro da Inconfidência (1953) Música de Chico Buarque, feita para o espetáculo teatral Os Inconfidentes, de Flávio Rangel, estreado em julho de 1968 in LP Chico Buarque de Hollanda n. 4 (1970) • « Canção Amiga » Poema de Carlos Drummond de Andrade in Novos Poemas (1948) Música de Milton Nascimento in LP Clube da Esquina 2 (1978) • « Tem Gente com Fome » Poema de Solano Trindade Música de João Ricardo in LP Ney Matogrosso, Seu Tipo (1979) • « Circuladô de Fulô » Trechos do poema « Galáxias », de Haroldo de Campos in Xadrez de Estrelas (1976) Música de Caetano Veloso in LP Caetano Veloso, Joia (1975) • « Cota Zero » Poema de Carlos Drummond de Andrade in Alguma Poesia (1930) Música de Belchior in CD Belchior, As Várias Caras de Drummond (2004) • « Trem de Ferro » Poema de Manuel Bandeira in Estrela da Manhã (1936) Música de Antonio Carlos Jobim in CD Olivia Hime, Estrela da Vida Inteira – Manuel Bandeira (1986) • « Funeral de um Lavrador » Poema de João Cabral de Melo Neto in Morte e Vida Severina (1955) Música de Chico Buarque in LP Chico Buarque de Holanda Vol. -
Dissertação De Mestrado
MAX JEFFERSON DOS SANTOS A POÉTICA CONTEMPORÂNEA DE CAETANO VELOSO POR MEIO DA LEITURA DE QUATRO CANÇÕES UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS FACULDADE DE LETRAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS E LINGÜÍSTICA Maceió, agosto de 2008. MAX JEFFERSON DOS SANTOS A POÉTICA CONTEMPORÂNEA DE CAETANO VELOSO POR MEIO DA LEITURA DE QUATRO CANÇÕES Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística, da Universidade Federal de Alagoas, para obtenção do título de Mestre, na área de Concentração Literatura Brasileira. Orientador: Prof. Dr. Roberto Sarmento Lima UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS FACULDADE DE LETRAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS E LINGÜÍSTICA Maceió, agosto de 2008. Catalogação na fonte Universidade Federal de Alagoas Biblioteca Central Divisão de Tratamento Técnico Bibliotecária Responsável: Helena Cristina Pimentel do Vale S237p Santos, Max Jefferson dos. A poética contemporânea de Caetano Veloso por meio da literatura de quatro canções / Max Jefferson dos Santos, 2008. 119 f. : il. Orientador: Roberto Sarmento Lima. Dissertação (mestrado em Letras e Lingüística: Estudos Literários) – Universi- dade Federal de Alagoas. Faculdade de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística. Maceió, 2008. Bibliografia: f. 78-83. Anexos: f. 84-119. 1. Veloso, Caetano, 1942- .– Crítica e interpretação. 2. Crítica literária. 3. Poesia brasileira contemporânea. I. Título. CDU: 869.0(81).09 DEDICATÓRIA A todos que vêem – nas canções – a noção de poética. Principalmente, aos que não colocam as coisas no mesmo campo, para que não se perca o rigor que estudo exige. Aos familiares que estiveram mais próximos da real execução deste trabalho. À inestimável amiga Caroline Blanca Maciel Marinho, por me presentear com um dos livros de Caetano – Letra só –, cuja consulta foi fundamental para este trabalho. -
Simpósio At057
ISBN 978-85-7946-353-2 SIMPÓSIO AT057 PIPOCA MODERNA: A CANÇÃO COMPOSTA DE MELANCOLIA E FIRMEZA OLIVEIRA, Leonardo Davino de UERJ [email protected] Resumo: Em Verdade tropical (1997), o cancionista Caetano Veloso escreve que “a visão dos miseráveis do Nordeste, a mordaça da ditadura num estado onde a consciência política tinha chegado a um impressionante amadurecimento (...) e onde as experiências de arte engajada tinham ido mais longe, e as audições de mestres cirandeiros nas praias, mas sobretudo da Banda de Pífanos de Caruaru (um grupo musical de flautistas toscos do interior de Pernambuco, cuja força expressiva e funda marca regional aliavam-se a uma inventividade que não temia se autoproclamar moderna - a peça que mais nos impressionou chamava-se justamente “Pipoca moderna”) deixaram-no [Gilberto Gil] exigente para com a eficácia de nosso trabalho” (p. 130). Esta apresentação pretende apresentar uma análise comparada das seguintes versões de “Pipoca moderna”: Gilberto Gil, Expresso 2222 (1972); Caetano Veloso, Joia (1975); Caetano Veloso, ensaios para Outras palavras (1981); e Simone Mazzer, Simone Mazzer & Cotonete (2017). Para tanto, utilizaremos as reflexões de Luiz Tatit (2016) acerca das “figuras entoativas” e dos “processos de compatibilidade entre letra e melodia”; bem como de Fernanda Teixeira de Medeiros (2001) sobre ritmo e voz. O objetivo é compreender a canção “Pipoca moderna” no projeto caetânico-tropicalista de “transmitir a paisagem da região tanto quanto o sentimento básico dos seus habitantes: um misto -
O Pronome Você E Sua Variante Cê: Um Estudo (Socio)Funcional
O PRONOME VOCÊ E SUA VARIANTE CÊ: UM ESTUDO (SOCIO)FUNCIONAL Warley José Campos Rocha1 Lorenna OIiveira dos Santos2 Valéria Viana Sousa3 RESUMO No presente artigo, descrevemos o estudo de base sociofuncionalista, desenvolvido a partir de uma amostra composta por dois corpora orais da comunidade de Vitória da Conquista – BA, visando comprovar a variação das formas linguísticas você e cê no referido vernáculo. Para realização desta pesquisa, consideramos oito variáveis independentes, três sociais e cinco linguísticas. Localizamos 405 (quatrocentos e cinco) ocorrências das duas variantes em estudo, sendo 58% delas de você e 42% de cê. Após o tratamento dos dados, o programa GoldVarb selecionou quatro variáveis como mais significativas estatisticamente, a saber: idade, sexo, escolaridade e paralelismo pronominal. Comprovamos a coocorrência das duas formas em foco, confirmando a hipótese geral desse trabalho. Esses resultados obtidos nos levam a considerar que as formas se encontram em variação estável. Além disso, a despeito da forma você ser favorecida pelas mulheres, o que a caracterizaria como de prestígio, não julgamos a forma sincopada cê como estigmatizada, já que os informantes mais escolarizados, por seu turno, favoreceram o seu uso em nossa amostra. Palavras-chave: Sociofuncionalismo. Você. Cê. ABSTRACT In this paper, we describe a sociofunctionalist study, which was developed from a sample built by two oral corpora of Vitória da Conquista – BA, in order to prove the variation of the two linguistic forms você and cê. To perform this research, we considered eight independent variables, three social variables and five linguistic ones. We found 405 occurrences, 58% of você and 42% of cê.