Castro Alves

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POR QUE TRABALHAR COM CASTRO ALVES? POR QUE TRABALHAR COM POESIA E COM POETAS? Para uma, no entanto, guardou ele suas melhores • considerado um gênio palavras, as mais doces, as mais ternas, as mais belas. • homem que ama e é amado Essa noiva tem um nome lindo, negra: Liberdade. • alguém que luta pela liberdade “Quero é escrever sobre Castro Alves com amor, rada à de seus antecessores. A figura feminina, antes “Pretendo que a poesia tenha a virtude de, em O poeta José Paulo Paes evidencia a diferença Vê no céu, ele brilha, é a mais poderosa das estre- • poeta de seu tempo como um homem do povo, escrever com esse amor abstrata e idealizada, passa a ser concreta, real — na meio ao sofrimento e ao desamparo, acender uma entre ensinar prosa, narrativa mais direta, que moti- las. Mas o encontrarás também nas ruas de qualquer • poeta de valores humanitários que dá a verdadeira compreensão, que nos faz sen- maioria das vezes, inspirada em Eugênia Câmara, a luz qualquer, uma luz que não nos é dada, que não va a identificação dos alunos através das ações de cidade, no quarto de qualquer casa. Seja onde for que tir muito mais o que há de humano e de grande e grande paixão do poeta. Castro Alves era um perso- desce dos céus, mas que nasce das mãos e do espíri- seus personagens, e poesia, matéria mais apurada, haja jovens, corações pulsando pela humanidade, em A partir dessas características, elencadas no tex- de gênio num poeta, que todos os tratados de teo- nagem fascinante. Por onde quer que passasse, sua to dos homens.” pois a “poesia tende a chamar a atenção do leitor qualquer desses corações encontrarás Castro Alves.” to e identificadas pelos alunos, é que faremos a lei- ria poética, e que todos os arquivos, por mais volu- belíssima figura, o dom para a oratória, as idéias, para as surpresas que podem estar escondidas na lín- Ferreira Gullar tura investigativa do livro: mosos, por mais bem fichados. Que, ao lado dos avançadas para a época, arrebanhavam imediata- gua que ele fala todos os dias sem se dar conta”. Puxa! Depois de um convite desse... só nos resta • Será que tudo que Jorge Amado relata é ver- meticulosos historiadores, se danem os críticos e mente uma legião de admiradoras, que o adulavam, “O poeta é um fingidor. Esse ir e vir que a poesia exige promove uma am- ir buscar, no livro, as justificativas de tão comovente dade? CASTRO ALVES analistas. Castro Alves era feito doutro barro.” o admiravam e a cujos sentimentos, vez ou outra, ele Finge tão completamente pliação do ato de ler, desencadeia novas posturas e elogiosa descrição! • Será que realmente Castro Alves tocava fundo Jorge Amado correspondia com maior ou menor intensidade (exce- Que chega a fingir que é dor diante dos textos. Ao leitor não cabe mais aguardar De Myriam Fraga Partindo desse trecho, sugerimos que os alunos no coração das pessoas que o ouviam? ção sempre feita à atriz Eugênia Câmara). A dor que deveras sente” passivamente os acontecimentos; ao contrário, ele é identifiquem as principais características do poeta, • Será que um jovem pode mudar os anseios, os Temas como liberdade, amor, desilusão, enga- Fernando Pessoa chamado a descobrir os caminhos, a construir e re- relatadas por Jorge Amado: rumos, os pensamentos de uma época? jamento político e outros afins tocam de perto nos- Só por esses diferenciais, Castro Alves já ocupa- construir o poema a cada verso e crescer com ele! • homem valente so coração. Acrescente-se a isso uma personalidade ria lugar de destaque em nossas letras, mas dessas Caro colega professor A linguagem poética é gestada e construída de SUPLEMENTO DIDÁTICO • estrela que brilha no firmamento Só lendo para saber... forte, que rompeu vários tabus de sua época, uma posturas inovadoras surgem também novas formas modo muito intenso, muito condensado, é carre- • homem belo, justo, compromissado Vamos lá? figura que, além de bonita, era carismática e de trabalhar o texto poético, novos “tons”, novos Nos dias de hoje, parece-nos que cada vez mais gada de significação. É preciso ler e reler os poe- marcante. Um jovem idealista que amou e foi ama- apelos lingüísticos. Vejamos, então, outras caracte- os jovens afastam-se da poesia. Quais seriam as ra- mas, muitas vezes. É preciso conviver com os seus do por várias mulheres. Uma voz que contagiava as rísticas do autor e de sua obra. zões? Há inúmeras, com certeza, mas arriscaremos ritmos, suas pulsações. Conviver com as suas conste- massas e lotava as praças. Um poeta que prometia • A linguagem apelativa: Castro Alves era um ho- algumas: lações de imagens. Com as suas redes de significa- APROXIMAÇÃO DA OBRA ser um dos maiores nomes de nossa literatura, caso mem do seu tempo, e a poesia então cultivada era a • mesmo sem conhecer o texto poético, acabam ção. Como diria o mestre Drummond: “Convive com sua vida não fosse tão tragicamente interrompida. poesia oratória, aquela destinada a comover, incitar, por rotulá-lo como “careta”, coisa ultrapassada; teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência, Sempre que entramos em contato com um livro • O que transmite a postura do poeta, represen- Elaborado por Temos aí algumas entre muitas outras razões para impressionar. Ele soube, como ninguém, manter sua • ao depararem com as características de tal tex- se obscuros. Calma, se te provocam”. pela primeira vez, devemos folheá-lo à vontade... tada nessa estátua? conhecer mais de perto esse notável jovem poe- platéia atenta, em permanente estado de alerta para to, estranham desde a forma até o conteúdo; É preciso ler de modo atento, conhecendo e re- Como é a capa? Quantas páginas? Há ilustra- • Quais dados já conhecidos, a partir do texto de ta, conhecido mundialmente como o “Poeta dos o que estava declamando. Seu mérito, pois, está em • durante a escolaridade entram mais em conta- Jô Fortarel (Bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo, conhecendo as dimensões do poema: a dimensão ções? É dividido por capítulos? Essa primeira apro- Jorge Amado, podem ser verificados por essa ima- Escravos”. ter sabido utilizar magistralmente os recursos estís- to com textos em prosa do que com textos poéticos; professora de Literatura em escolas particulares e em cursinhos pré- da sonoridade, a das imagens, a dos significados. ximação física serve para quebrar o gelo, para que gem? Há dois aspectos relevantes, porque inovadores ticos da língua para cativar o leitor/ouvinte. • a prosa, menos hermética do que a poesia, é vestibulares). A linguagem poética não é linear, unívoca, de o aluno se aproprie mais do material, enfim, é o Solicite-lhes que registrem essas informações. e ousados, que devem ser ressaltados quando se • As figuras de linguagem: o poeta/declamador mais fácil de ser compreendida; a poesia, em con- apenas um significado. Ela tem muitas vozes, mui- início de um rico relacionamento... Em seguida, seria interessante que um dos alunos estuda Castro Alves: usou e abusou de antíteses, paradoxos, hipérboles, trapartida, exige de seu leitor um certo esforço tos sentidos. Essa plurivocidade é parte de sua ri- Após esse primeiro momento de exploração, fizesse a leitura do texto introdutório (página 2). O • É o primeiro poeta a apresentar temática so- prosopopéias, paralelismos, apóstrofes, exclama- para ser decifrada, um mergulhar nas ondas me- “Oh! Bendito o que semeia queza expressiva. Este é o desafio: “Trouxeste a peça a eles que observem atentamente a foto da objetivo é levá-los a perceber que seus registros não cial em suas produções. ções e amplificações, no intento de ser o porta-voz tafóricas. Livros... livros à mão cheia... chave?”. página 3: se distanciam muito do relato da autora. E manda o povo pensar! O Romantismo retrata o Brasil de maneira idea- de seu povo. A partir dessas hipóteses, talvez se imponha O leitor de poesia deve desenvolver sensibilida- lizada: nosso índio é herói, nossas terras têm pal- O livro caindo n’alma • A sonoridade das palavras: o poeta/declamador uma nova questão: por que o próprio professor de de para leitura dos símbolos, das novas relações meiras e sabiás etc. Castro Alves, principal repre- para atingir seu leitor/ouvinte torna-se um “compo- Língua Portuguesa acaba dando mais ênfase ao es- É germe — que faz a palma, sugeridas pelas palavras. A cada leitura, o poema sentante da 3a geração romântica, diferencia-se de sitor musical”, utilizando sem parcimônia recursos tudo da prosa em detrimento da poesia? se revela novo. O MOMENTO DA LEITURA DO LIVRO É chuva — que faz o mar. seus antecessores por apresentar uma visão mais que sugerem musicalidade, como a aliteração e a [...] ampla de seu papel como poeta: não se restringe assonância. Trabalhe primeiramente com os dados biográfi- Os grupos devem ler atentamente o texto, reco- Bravo! A quem salva o futuro à explosão de sentimentos líricos egocêntricos, o • A visualidade poética: há em sua poesia uma O MOMENTO DA SENSIBILIZAÇÃO: O PRIMEIRO CONTATO COM O LIVRO cos e, posteriormente, com os excertos poéticos ci- nhecer os dados mais importantes, tanto na vida Fecundando a multidão!... chamado culto do “eu”, mas lança-se a novos te- preocupação em fazer com que o leitor/ouvinte tam- tados no livro. pessoal como na vida profissional de Castro Alves, e Num poema amortalhada mas bem mais abrangentes, como os ideais repu- bém consiga “ver” os cenários descritos. Dessa forma, Outro baiano notável, o grande Jorge Amado ta-te aqui, dá-me a tua mão, vou te contar a histó- expor em sala, para que os amigos se apropriem do Nunca morre uma nação.” blicanos, o abolicionismo, a luta de classes, a igual- a natureza é presença marcante em sua obra, em seu (também presente na Coleção Mestres da Literatu- ria de um homem valente.
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    ANTÔNIO FREDERICO CASTRO ALVES Antônio Frederico Castro Alves nasceu em Muritiba, Bahia, em 14 de março de 1847, e faleceu em Salvador em 6 de julho de 1871. É o patrono da cadeira n. 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães. Era filho do médico Antônio José Alves, mais tarde professor na Faculdade de Medicina de Salvador, e de Clélia Brasília da Silva Castro, falecida quando o poeta tinha 12 anos, e, por esta, neto de um dos grandes heróis da Independência da Bahia. Por volta de 1853, ao mudar-se com a família para a capital, estudou no colégio de Abílio César Borges, futuro Barão de Macaúbas, onde foi colega de Rui Barbosa, demonstrando vocação apaixonada e precoce para a poesia. Mudou-se em 1862 para o Recife, onde concluiu os preparatórios e, depois de duas vezes reprovado, matriculou-se finalmente na Faculdade de Direito em 1864. Cursou o 1º ano em 1865, na mesma turma que Tobias Barreto. Logo integrado na vida literária acadêmica e admirado graças aos seus versos, cuidou mais deles e dos amores que dos estudos. Em 1866, perdeu o pai e, pouco depois, iniciou apaixonada ligação amorosa com atriz portuguesa Eugênia Câmara, dez anos mais velha, que desempenhou importante papel em sua lírica e em sua vida. Nessa época Castro Alves entrou numa fase de grande inspiração e tomou consciência do seu papel de poeta social. Escreveu o drama Gonzaga e, em 1868, transferiu-se para o sul do país em companhia da amada, matriculando-se no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Rui Barbosa.
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  • Universidade Federal Da Paraíba Centro De Ciências

    Universidade Federal Da Paraíba Centro De Ciências

    UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS DISSERTAÇÃO DE MESTRADO VALTER GOMES DIAS JUNIOR POESIA E IDENTIDADE EM CASTRO ALVES JOÃO PESSOA 2010 VALTER GOMES DIAS JUNIOR POESIA E IDENTIDADE EM CASTRO ALVES Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, da Universidade Federal da Paraíba, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Letras, na área de concentração Literatura e Cultura. ORIENTADORA: Profa. Dra. Zélia Monteiro Bora JOÃO PESSOA 2010 D541p Dias Júnior, Valter Gomes. Poesia e identidade em Castro Alves / Valter Gomes Dias Júnior.- João Pessoa, 2013. 217f. Orientadora: Zélia Monteiro Bora Dissertação (Mestrado) – UFPB/CCHLA 1. Castro Alves, Antônio Frederico de, 1847- 1871 - crítica e interpretação. 2. Literatura brasileira - crítica e interpretação. 3. Literatura e cultura. 4. Poemas abolicionistas. 5. Identidade nacional. UFPB/BC CDU: 869.0(81)(043) VALTER GOMES DIAS JUNIOR POESIA E IDENTIDADE EM CASTRO ALVES Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, da Universidade Federal da Paraíba, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Letras, na área de concentração Literatura e Cultura. BANCA EXAMINADORA _________________________________________________________________________ Profa. Dra. Zélia Monteiro Bora – UFPB (Orientadora) _________________________________________________________________________ Profa. Dra. Maria