Ariel Rolim Oliveira Angola Em Guerras: Jonas Savimbi E As
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E-Revista De Estudos Interculturais Do CEI – ISCAP N.º 3, Maio De 2015
E-Revista de Estudos Interculturais do CEI – ISCAP N.º 3, maio de 2015 OS RETORNADOS – AGENTES DA INTERCULTURALIDADE COLONIAL Eurico Barros CEI – Centro de Estudos Interculturais Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto Artigo realizado no âmbito da Bolsa de Integração na Investigação Científica e Desenvolvimento - IPP/Santander Totta [email protected] Resumo A questão dos retornados é ainda uma questão sensível na nossa sociedade. Alguns de nós conhecemos alguém, familiares ou amigos, que tiveram de fugir do Ultramar. No espaço de poucas décadas, o território ultramarino passava de Terra Prometida a pesadelo, com milhares de colonos a terem de regressar à metrópole, muitos apenas com a roupa que traziam colada ao corpo. Este artigo divaga sobre as razões pelas quais se iniciou a colonização de África, enumera os principais problemas da ocupação efectiva, principalmente no início do século passado, e fala sobre a vida social e económica no Ultramar até à independência dos territórios, com foco no caso angolano. Aborda ainda histórias contadas na primeira pessoa de situações sobre a fuga das colónias até à chegada a Portugal. Palavras-chave: Retornados; História de Portugal; Ultramar; Guerra Colonial; Angola; Moçambique; Estado Novo. Abstract The issue of the returnees is still a sensitive one in the Portuguese society. Some of us know someone, relatives or friends, who had to escape from the war overseas. Within a few decades, the overseas territory shifted from Promised Land to nightmare, with thousands of settlers returning to the metropolis, many of them only having what they were wearing. This article presents the reasons behind the colonization of Africa, lists the 1 central problems of the land occupation, mainly in the beginnings of the last century, and talks about the economic and social life overseas until the independence of the African territories, focusing on Angola’s case. -
Guerra Em Angola As Heranças Da Luta De Libertação E a Guerra Civil
ACADEMIA MILITAR DIRECÇÃO DE ENSINO Mestrado em Ciências Militares – Especialidade de Cavalaria Trabalho de Investigação Aplicada GUERRA EM ANGOLA AS HERANÇAS DA LUTA DE LIBERTAÇÃO E A GUERRA CIVIL Elaborado por: Asp Tir Cav Feliciano Paulo Agostinho (RA) Orientador: TCor Cav Francisco Amado Rodrigues Lisboa, Setembro de 2011 ACADEMIA MILITAR DIRECÇÃO DE ENSINO Mestrado em Ciências Militares – Especialidade de Cavalaria Trabalho de Investigação Aplicada GUERRA EM ANGOLA AS HERANÇAS DA LUTA DE LIBERTAÇÃO E A GUERRA CIVIL Elaborado por: Asp Cav Feliciano Paulo Agostinho (RA) Orientador: TCor Cav Francisco Amado Rodrigues Lisboa, Setembro de 2011 DEDICATÓRIA À minha família, em especial à minha mãe, esposa e filha. Muito obrigado pelo amor, carinho e apoio prestados. GUERRA EM ANGOLA - AS HERANÇAS DA LUTA DE LIBERTAÇÃO E A GUERRA CIVIL iii AGRADECIMENTOS Manifesto o contentamento por todo o apoio prestado à realização deste trabalho de investigação. O meu muito obrigado: Ao Comandante da Academia Militar, Tenente-General Paiva Monteiro, por permitir que esta investigação fosse possível; Ao Tenente-Coronel de Cavalaria Francisco Amado Rodrigues, meu orientador, por todo o esclarecimento e orientação concedidos; À direcção do curso de cavalaria, na pessoa do Tenente-Coronel de Cavalaria Henrique Mateus, pelo apoio, disponibilidade e partilha de conhecimentos; À Chancelaria de Angola em Portugal, pelo apoio material e financeiro prestado durante a sua realização; Ao Tenente-Coronel de Cavalaria Paulo Ramos, na ajuda da escolha do tema e na elaboração da questão principal; Ao Tenente-Coronel de Infantaria António Marracho, pelo apoio inicial, na definição e estrutura do trabalho; Ao Tenente de Artilharia Agostinho Silva, pela compreensão, apoio e dedicação; À Biblioteca Nacional do Palácio Gouveia e ao Museu da República e Resistência, por toda a atenção prestada durante as pesquisas; À Biblioteca da Academia Militar, em especial à Sra. -
“Angolano Segue Em Frente”: Um Panorama Do Cenário Musical Urbano De Angola Entre As Décadas De 1940 E 1970
1 UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E FILOSOFIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA AMANDA PALOMO ALVES “ANGOLANO SEGUE EM FRENTE”: UM PANORAMA DO CENÁRIO MUSICAL URBANO DE ANGOLA ENTRE AS DÉCADAS DE 1940 E 1970 NITERÓI 2015 2 AMANDA PALOMO ALVES “ANGOLANO SEGUE EM FRENTE”: UM PANORAMA DO CENÁRIO MUSICAL URBANO DE ANGOLA ENTRE AS DÉCADAS DE 1940 E 1970 Tese apresentada ao Programa de Pós- Graduação em História da Universidade Federal Fluminense, como requisito para a obtenção do título de Doutora em História. Orientador: Prof. Dr. Marcelo Bittencourt NITERÓI 2015 3 Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca Central do Gragoatá A474 Alves, Amanda Palomo. "Angolano segue em frente": um panorama do cenário musical urbano de Angola entre as décadas de 1940 e 1970 / Amanda Palomo Alves. – 2015. 216 f.; il. Orientador: Marcelo Bittencourt. Tese (Doutorado) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Departamento de História, 2015. Bibliografia: f. 203-216. 1. História de Angola. 2. Música. 3. Movimento Popular de Libertação de Angola. I. Bittencourt, Marcelo. II. Universidade Federal Fluminense. Instituto de Ciências Humanas e Filosofia. III. Título. CDD 967.3 4 AMANDA PALOMO ALVES “ANGOLANO SEGUE EM FRENTE”: UM PANORAMA DO CENÁRIO MUSICAL URBANO DE ANGOLA ENTRE AS DÉCADAS DE 1940 E 1970 Tese apresentada ao Programa de Pós- Graduação em História da Universidade Federal Fluminense, como requisito para a obtenção do título de Doutora em História. Aprovada em 18 de maio de 2015. BANCA EXAMINADORA ________________________________________ Prof. Dr. Marcelo Bittencourt – UFF (orientador) ________________________________________ Prof. Dr. Alexandre Felipe Fiuza – UNIOESTE (examinador externo) ________________________________________ Prof. -
Oa Taque À Vila Alice, Luanda 19751
View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk brought to you by CORE provided by Cadernos Espinosanos (E-Journal) Sankofa. Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana Ano VI, NºXII, Dezembro/2013 Masculinidades coloniais no fim do império português: o a taque à Vila Alice, Luanda 19751 Margarida Paredes2 Resumo: Este trabalho reflete sobre o Ataque à Vila Alice, ataque conduzido em Luanda, Angola, pelas Forças Armadas Portuguesas no dia 27 de Julho de 1975 contra o MPLA, Movimento Popular de Libertação de Angola. A reflexão enquadra esta ação militar num quadro de violência colonial ligada a arquétipos predominantemente masculinos e a paradigmas de masculinidades transversais a hierarquias de raça e género destinadas a humilhar e inferiorizar os africanos. Do ponto de vista da História e da Memória, no que diz respeito à análise de factos apurados na investigação historiográfica são confrontadas fontes escritas versus fontes orais. Na análise crítica e reflexiva, o trabalho centra-se fundamentalmente na desconstrução racial e genderizada3 do Ataque. Palavras-chave: memória, história oral, testemunhos, racismo, género, masculinidades, colonialismo português Abstract: This study reflects upon the Attack on Vila Alice, an attack launched in Luanda, Angola, by the Portuguese Armed Forces on 27 July 1975 against the MPLA – the Popular Movement for the Liberation of Angola. The military strike will be looked at from within the framework of colonial violence linked to the predominantly masculine archetypes and the transversal paradigms of masculinity evident throughout the racial and gender hierarchies, and aimed at humiliating and belittling the Africans. From the perspective of History and Memory, where the analysis of facts has been made in historiographical research, written sources are compared with oral sources. -
Angola Background Paper
NATIONS UNIES UNITED NATIONS HAUT COMMISSARIAT HIGH COMMISSIONER POUR LES REFUGIES FOR REFUGEES BACKGROUND PAPER ON REFUGEES AND ASYLUM SEEKERS FROM ANGOLA UNHCR CENTRE FOR DOCUMENTATION AND RESEARCH GENEVA, APRIL 1999 THIS INFORMATION PAPER WAS PREPARED IN THE COUNTRY INFORMATION UNIT OF UNHCR’S CENTRE FOR DOCUMENTATION AND RESEARCH ON THE BASIS OF PUBLICLY AVAILABLE INFORMATION, ANALYSIS AND COMMENT, IN COLLABORATION WITH THE UNHCR STATISTICAL UNIT. ALL SOURCES ARE CITED. THIS PAPER IS NOT, AND DOES NOT, PURPORT TO BE, FULLY EXHAUSTIVE WITH REGARD TO CONDITIONS IN THE COUNTRY SURVEYED, OR CONCLUSIVE AS TO THE MERITS OF ANY PARTICULAR CLAIM TO REFUGEE STATUS OR ASYLUM. PREFACE Angola has been an important source country of refugees and asylum-seekers over a number of years. This paper seeks to define the scope, destination, and causes of their flight. The first and second part of the paper contains information regarding the conditions in the country of origin, which are often invoked by asylum-seekers when submitting their claim for refugee status. The Country Information Unit of UNHCR's Centre for Documentation and Research (CDR) conducts its work on the basis of publicly available information, analysis and comment, with all sources cited. In the third part, the paper provides a statistical overview of refugees and asylum-seekers from Angola in the main European asylum countries, describing current trends in the number and origin of asylum requests as well as the results of their status determination. The data are derived from government statistics made available to UNHCR and are compiled by its Statistical Unit. Table of Contents 1. -
A Entrevista Na Rádio Nacional De Angola-Luanda
UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Artes e Letras A Entrevista na Rádio Nacional de Angola-Luanda: diagnóstico e proposta de técnicas de entrevista Angelina Nassinda Domingas Canjengo Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Jornalismo (2º ciclo de estudos) Orientadora: Profª. Doutora Anabela Maria Gradim Alves Covilhã, maio de 2019 ii Dedicatória Aos meus Pais pela vida; Os meus filhos pelo amor; Ao meu esposo pela cumplicidade; iii iv Agradecimentos A Deus por nunca me deixar só, por todos os dias colocar-me em pé e fazer-me perceber que a força e a fé nos encaminham para os grandes desafios da vida. Aos meus Pais António Salomão Canjengo e Custódia Canjengo, pelo amor, dedicação e ensinamentos; À minha orientadora Doutra Anabela Gradim, muito obrigada pela prontidão, por todas as instruções e por partilhar comigo a sua sabedoria; Ao professor José Carvalheiro, pelos ensinamentos, compreensão e paciência; Ao Doutor Adão do Nascimento (em memória) obrigada por todo o aprendizado; Ao Projeto Multissectorial para a retificação do Acordo Ortográfico de 1990, com vista a sua ratificação, em especial a Dra. Paula Henriques; Ao Instituto Nacional de Bolsas de Estudo (INAGBE) pela oportunidade; Aos meninos de ouro (São, Rucarson, Necácia, Lukénia, Nélio e Abigail) pelo carinho, encorajamento e conforto; Ao meu esposo Nelson Dala por sempre me fazer acreditar que sou capaz. Agradeço aos que contribuíram para a minha tranquilidade e cuidaram de tudo (Celestino, Raposo, Didinha, Olávia, Soira, João de Sousa, Brenda, Leo, Didy sob a supervisão dos Pais António Canjengo, Custódia Canjengo, Manuel Dala e Cristina Maria); Aos “vencedores” Dinis Paulo e João Leandro por apoiarem-me com a nossa Abigail, pela irmandade, sorrisos, choros e frustrações durante toda a formação na Covilhã; As minhas, Carla Carisa e Celmira Barros, aos meus “lisboetas”, Almirzinho, Beto e Lú e as “covilhenses” Catarina Lima e Poliana Simões; A todos que direta ou indiretamente contribuíram para a conclusão desta dissertação. -
Gentil Viana
Morreu mais um valoroso angolano: GENTIL VIANA Para que gente valorosa que marcou uma época de inúmeras lutas pela liberdade no Mundo não caia no olvido das gerações que usufruem o fruto desses sacrifícios; para que os angolanos aprendam a conhecer a sua história e as injustiças praticadas pelos que ascenderam ao poder, traço aqui uma breve biografia de Gentil Viana. É um preito de homenagem, é um acto de justiça. Para que conste. Nascido na capital de Angola, em Novembro de 1935, Gentil Ferreira Viana começou jovem, ainda no liceu de Luanda, a lutar pela identidade angolana nos moldes que eram possíveis naqueles tempos em que o fascismo português exercia feroz repressão política em Portugal e nas suas colónias. Seguia as pisadas do seu pai, Gervásio Viana, um dos fundadores da Liga Nacional Africana. Em 1954 foi para Portugal fazer os seus estudos universitários (em Angola não havia então universidade), onde viria a concluir o curso de direito. Como estudante universitário participou em várias acções políticas em prol do nacionalismo angolano. Possuidor de uma inteligência invulgar e de grande capacidade de análise propôs rupturas com a maneira como os vários estudantes e intelectuais “mais velhos” das colónias portuguesas entre os quais Amílcar Cabral, Agostinho Neto, Lúcio Lara faziam política na metrópole colonial. Gentil Viana defendia a posição de que os nacionalistas das colónias portuguesas não deviam participar intimamente na luta política portuguesa mas, sim, organizar-se de modo autónomo para a luta anti-colonial e para o reforço do movimento nacionalista em cada uma das colónias portuguesas. Pondo em prática as suas ideias, Viana traçou um programa para que estudantes de consciência nacionalista tomassem a direcção da Casa dos Estudantes do Império, uma associação que albergava, no geral, elementos de uma minoria privilegiada e que o governo fascista pretendia que fosse apolítica. -
(Re)Inserção Social Dos Angolanos De Ascendência Portuguesa À Luz Dos Estudos Pós-Coloniais
Carolina Barros Tavares Peixoto Ser, não ser, voltar a ser ou tornar-se? Uma reflexão sobre a (re)inserção social dos angolanos de ascendência portuguesa à luz dos estudos pós-coloniais Tese de Doutoramento em Pós-Colonialismos e Cidadania Global, apresentada à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra para obtenção do grau de Doutora Orientadores: Professor Doutor Boaventura de Sousa Santos e Professora Doutora Maria Paula Meneses Coimbra, 2015 Agradecimentos À Maria Paula Meneses e Boaventura de Sousa Santos, que no processo de supervisão do desenvolvimento desta tese de doutoramento sempre me incentivaram a superar meus limites, o meu muito obrigado. Foi um grande privilégio poder contar com os seus exemplos e conselhos nesta importante etapa do meu crescimento profissional e pessoal. Ao Prof. Dr. Victor Kajibanga e ao Prof. Dr. Fidel Reis agradeço por apoiarem institucionalmente, através da Universidade Agostinho Neto, a realização do estágio doutoral que permitiu o desenvolvimento de meu trabalho de campo em Angola. Ao Gilson, o grande kamba que me ajudou a encontrar condições para realizar o trabalho de campo em Angola; à mana Egídia por me receber como se eu fosse da família; à Angélica e ao João pelo mecenato; à Akira por me ensinar a não me perder por Luanda; aos Brunos pela amizade compartilhada e muito mais; aos inesperados amigos Ziza, pela foto da capa e todo o resto!; e Koque, por transformar meu sonho de conhecer Benguela e me aproximar da ‘Angola profunda’ em realidade; e a todos/as os/as angolanos/as que aceitaram compartilhar comigo as suas memórias e perspectivas sobre a história e a situação atual de seu país o meu muitíssimo obrigada. -
The Angolan Revolution, Vol.2, Exile Politics and Guerrilla Warfare (1962-1976)
The Angolan revolution, Vol.2, Exile Politics and Guerrilla Warfare (1962-1976) http://www.aluka.org/action/showMetadata?doi=10.5555/AL.SFF.DOCUMENT.crp2b20034 Use of the Aluka digital library is subject to Aluka’s Terms and Conditions, available at http://www.aluka.org/page/about/termsConditions.jsp. By using Aluka, you agree that you have read and will abide by the Terms and Conditions. Among other things, the Terms and Conditions provide that the content in the Aluka digital library is only for personal, non-commercial use by authorized users of Aluka in connection with research, scholarship, and education. The content in the Aluka digital library is subject to copyright, with the exception of certain governmental works and very old materials that may be in the public domain under applicable law. Permission must be sought from Aluka and/or the applicable copyright holder in connection with any duplication or distribution of these materials where required by applicable law. Aluka is a not-for-profit initiative dedicated to creating and preserving a digital archive of materials about and from the developing world. For more information about Aluka, please see http://www.aluka.org The Angolan revolution, Vol.2, Exile Politics and Guerrilla Warfare (1962-1976) Author/Creator Marcum, John Publisher Massachusetts Institute of Technology Press (Cambridge) Date 1978 Resource type Books Language English Subject Coverage (spatial) Angola, Portugal, Congo, Zambia, Congo, the Democratic Republic of the, North Africa (region), Cuba, South Africa, United States, U.S.S.R. Coverage (temporal) 1962 - 1976 Source Northwestern University Libraries, Melville J. Herskovits Library of African Studies, 967.3 M322a, v. -
Dossier De Imprensa – Agostinho Neto – O Perfil De Um Ditador
DOSSIER DE IMPRENSA CARLOS PACHECO AGOSTINHO NETOO PERFIL DE UM DITADOR A História do MPLA em Carne Viva © NOVA VEGA, 1.ª EDIÇÃO LISBOA, JULHO DE 2016 DOSSIER DE IMPRENSA SOBRE O LIVRO O autor é sobejamente conhecido pela sua obra historiográfica, pois neste últimos anos tem vindo a debruçar-se sobre vários períodos da história angolana. Salientem-se os títulos: MPLA, um Nascimento Polémico. As Falsificações da História (1997), Repensar Angola (2000) e Angola, Um Gigante com Pés de Barro e outras reflexões sobre a África e o mundo (2010), todos publicados sob a chancela Vega. Mas com o presente livro o autor pretende ir mais longe. Escorado numa aturada investigação realizada na Torre do Tombo que durou muitos anos, Carlos Pacheco solta um grito de denúncia sobre aquilo que ele considera ser a conduta autocrática de Agostinho Neto no seio do movimento que lutou pela libertação de Angola, o MPLA, bem como a prática persecutória levada a efeito pelo falecido líder angolano contra alguns dos seus rivais. Tal circunstância conduziu a alguns acontecimentos sangrentos, ainda no período da luta armada, como sejam, por exemplo, o caso Costa Sozinho, ou as execuções de Lourenço António Casimiro, de Matias Miguéis e José Miguel, entre muitos casos perturbadores descritos no livro. Já no período após a independência, o autor não deixa de fazer referência ao trágico “27 de Maio”, que se saldou pela morte de Nito Alves e de muitos outros militantes. No livro referem-se também casos de corrupção, de indisciplina e de dissidência, bem como inúmeros casos de comportamento hostil de chefes guerrilheiros para com as populações que viviam nas suas aldeias nas matas, os quais se traduziram pela morte de elementos civis, roubos das suas produções agrícolas, rapto e violação de mulheres. -
O INÍCIO DA LUTA ARMADA EM ANGOLA No Dia 15 De Março De
O INÍCIO DA LUTA ARMADA EM ANGOLA No dia 15 de Março de 1961, Angola acordou sobressaltada com notícias preocupantes sobre algo de muito grave que ocorria nos distritos de Uíge, Zaire e Cuanza Norte. Os portugueses tomaram, então, conhecimento da existência da UPA (União dos Povos de Angola), movimento independentista que, acoitado no Congo ex-belga e com o apoio de algumas organizações internacionais, cometia naquela região um generalizado massacre. Hordas enlouquecidas, armadas com catanas, assassinavam selvaticamente pessoas de todas as raças, credos e idades, destruíam as estruturas económicas e viárias e incendiavam as fazendas e as povoações daquela tão vasta e rica região, fazendo do Norte de Angola um verdadeiro inferno. Desolação, casas fumegantes, estradas cortadas e cadáveres por todo o lado, era só o que a observação aérea podia detectar. As populações aterrorizadas refugiaram-se nas matas, fugiram para os países vizinhos ou acolheram-se a alguns núcleos de resistência, como Carmona, Negage, Mucaba ou Quimbele, aguardando a chegada de socorros. Por seu lado, as autoridades militares reagiram às atrocidades com as poucas forças armadas disponíveis, que unidades metropolitanas reforçaram, e sustiveram o ímpeto da UPA. A data iria marcar o início de uma longa guerra subversiva que Portugal viveu em Angola, entre 1961 e 1974, que se foi agudizando com a transformação da UPA em FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), o aparecimento, do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e, mais tarde, da UNITA (União Nacional Para a Independência Total de Angola). As catanas, que eram instrumentos de trabalho, foram substituídas por armas automáticas, minas e morteiros e as hordas deram lugar a grupos de guerrilha instruídos que enfrentavam, agora, não populações indefesas mas as FAP (Forças Armadas Portuguesas). -
Phd Thesis Title: the Roles of African States in Affecting Soviet and American Engagements with Mozambican National Liberation, 1961-1964
PhD thesis title: The roles of African states in affecting Soviet and American engagements with Mozambican national liberation, 1961-1964 Petr Labrentsev Thesis submitted for the degree of Doctor of Philosophy to the College of Business, Arts and Social Sciences Politics, History and the Brunel Law School Brunel University London, UK 1st supervisor: Dr. Martin H. Folly 2nd supervisor: Dr. Kristian Gustafson December 2015 Contents Contents …….…………………………………………………………………………1 Acknowledgments ……..………………………...……………………………………4 Abstract ……………………...……..…………………………………………………6 Abbreviations………………………………………………………………………….7 Chapter I Introduction ..………...…………………..…..……………………………………..10 Literature review Section I ……………………...………………………………………........………... 16 Key limitations of the literature……………………………………………………...21 Section II Schools of thought and analytical problems…………………………………………29 Reassessment of the roles of small political actors during the Cold War………...….36 Objectives and motivations……………..……………………………………………38 Methods Archival research Archival research - Organization, processing, and limitations……………...………39 Archival research in Portugal and the United States…….………….………………40 Methodology …………………..……………………………………………..….…. 42 Research questions……………...……………………………………………………43 Chapter II UDENAMO and Pan-African Cold War polarization: 1961 Geopolitics, foreign actors, and Mozambican nationalist movements….………...…45 Gwambe and UDENAMO……………………………………………………………49 The CONCP Casablanca Conference……………...………..……………………….53 The role of the UAR………………………………………..…………………………62