Feminismos Em Portugal (1947-2007)
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MARIA LAMAS (Maria Da Conceição Vassalo E Silva Da Cunha Lamas) (Torres Novas, 1893 - Lisboa, 1983)
MARIA LAMAS (Maria da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas) (Torres Novas, 1893 - Lisboa, 1983) Lema: “Sempre mais alto” (usado em ex-libris pessoal: representação de Cristo, em enquadramento quadrangular, sentado com a cabeça e braços levantados erguendo um coração) Distinguiu-se, através da sua atividade profissional, cívica e política pela integridade do seu carácter, pela fé e coragem da afirmação dos seus ideais e pela coerência entre o seu pensamento e ação guiados pelos princípios dos direitos das mulheres e das crianças, harmonização das diferenças entre géneros e da liberdade de expressão e pensamento. A sua bandeira era a Paz entendida como a liberdade básica que permite o exercício de todos os direitos; ideal mais alto onde convergiam a fraternidade, a tolerância e a solidariedade. Nasceu a 6 de outubro de 1893 em Torres Novas, filha de Manuel Caetano da Silva e de sua mulher, Maria da Encarnação Vassalo e Silva. Completou os seus estudos no Colégio Religioso Jesus, Maria, José, em Torres Novas. Poucos dias depois de completar os 18 anos casa, civilmente, na Administração do Concelho de Torres Novas, com Teófilo José Pignolet Ribeiro da Fonseca, oficial da Escola Prática de Cavalaria de Torres Novas, de quem teve duas filhas. Divorciam-se em 1920. Casa segunda vez, em 1921, com o jornalista Alfredo da Cunha Lamas, de quem teve outra filha e de quem se vem a separar definitivamente em 1936. Após o divórcio, em 1920, ruma a Lisboa e trabalha 2 anos, como diretora adjunta na Agência Americana de Informação, depois redatora na agência de notícias. -
Biografia De Jorge Sampaio, Alguns Dos Tempos a Que a História Se Refere, Outros Que Só Mais Tarde Conheci
1 BIOGRAFIA JORGE SAMPAIO 1. - Antes da campanha eleitoral que o levou a um segundo mandato como PR, o Presidente-candidato convidou-me para uma das Comissões da sua candidatura. Não me recordo qual, nem isso interessa. Disse ao emissário, o nosso Amigo comum Miguel Galvão Teles, que lamentava não poder aceitar, mas já tinha assinado um papel qualquer de compromisso público com a candidatura de António Abreu. Acrescentei que, se este desistisse antes da votação, como eu esperava, ficaria satisfeito por poder votar no Jorge Sampaio. Afinal, o António Abreu foi a votos e eu votei nele. Entretanto, escrevi ao meu Amigo Jorge Sampaio a explicar a razão que me impediu de aceitar o convite, lamentando não ter podido dar-lhe o meu voto. No dia da tomada de posse do Presidente Jorge Sampaio, encontrei nos corredores do Palácio de S. Bento o Miguel Galvão Teles, que fez um ar muito admirado e perguntou: ”O que faz você aqui?” Eu respondi-lhe que na minha terra se diz que aos casamentos e aos baptizados só vão os convidados… O Miguel abriu um grande sorriso e comentou: “Vocês são dois tipos muito especiais. Você deu-lhe uma tampa; ele convida-o para a tomada de posse e você vem. São dois tipos muito especiais. Fico muito satisfeito por vê-lo aqui”. E eu também, respondi. E cada um foi para o seu lugar. Conheço o ilustre biografado desde 1962. Já lá vão cinquenta anos, meu Caro. Nunca convivemos de perto nem frequentámos os mesmos ambientes. Mas creio poder dizer que, desde então, se estabeleceu entre nós uma amizade cimentada no respeito e na consideração recíprocos, que se têm acrescentado com o passar dos anos. -
Revista Os Nossos Filhos: Resistência E Oposição Ao Estado Novo – Um Olhar Sobre As Ligações Sociais E Profissionais Da Sua Autora
Revista Os Nossos Filhos: resistência e oposição ao Estado Novo – Um olhar sobre as ligações sociais e profissionais da sua autora ANA MARIA PESSOA * Resumo O presente texto analisa Os Abstract This study analyzes Os Nossos Filhos (1942-1958) e defende Nossos Filhos (1942-1958) and supports que esta revista de educação feminina the thesis that this feminine magazine deve ser vista como uma publicação must be seen as a political resistance produzida num contexto de oposição programme, in opposition to the one e de resistência ao Estado Novo. Nela defined by the Estado Novo [political se defende um programa de educação Portuguese period 1933-1974]. It para as mães e as crianças alternativo describes an alternative educational ao que era plasmado nas revistas que o curriculum for mothers and children regime apoiava. very different from the one this political regime used to support and to impose. Palavras-chave: imprensa feminina; Keywords: women press; women educação feminina; oposição política education; political opposition – 20th no século XX; Maria Lúcia Namorado. century; Maria Lúcia Namorado. * Instituto Politécnico de Setúbal, Escola Superior de Educação [email protected] 98 Faces de Eva – Estudos A revista Os Nossos Filhos (205 números, com periodicidade mensal entre 1942 e 1958 e anual até 1964) foi objeto de análise parcial, na dissertação de mestrado de Ana Maria Borges (2003). Aí, como em textos posteriores, foi colocada no conjunto das revistas ditas femininas e sobretudo de edu- cação feminina ou familiar, publicadas durante o Estado Novo. Em 2006, numa tese de doutoramento, defendi que a referida revista deveria ser vista como uma proposta sistematizadora de educação das mães e das crianças, num contexto de oposição e de resistência a esse mesmo regime. -
De Francine Benoît E Algumas Das Suas Redes De Sociabilidade: Invisibilidades, Género E Sexualidade Entre 1940 E 1960
View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk brought to you by CORE provided by Repositório da Universidade Nova de Lisboa De Francine Benoît e algumas das suas redes de sociabilidade: Invisibilidades, género e sexualidade entre 1940 e 1960 Helena Margarida Lopes da Silva Braga Dissertação de Mestrado em Ciências Musicais Setembro,2013 De De Francine Benoît… Braga, HL, Setembro, 2013 Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências Musicais, realizada sob a orientação científica da Professora Doutora Paula Gomes Ribeiro Dedico este trabalho à memória de Francine Benoît. Também a todas as mulheres invisibilizadas, menosprezadas, subestimadas, ignoradas e retiradas da narrativa histórica pelo simples facto de serem mulheres. For only by looking at what´s in front of us do we undo the repressive magic of the naysayers – all of those who would wish the lesbian away. […] And once we begin to look, we may find her looking back at us: making eye contact, delighted to be seen at last. […] Like a ghost come back to life, or Garbo in her greatest role, the lesbian offers us new and vital information about what it is to be human. (Castle, 1993: 19) AGRADECIMENTOS Agradeço profundamente à minha família, particularmente à minha mãe e avó, sem as quais este trabalho nunca teria existido. Agradeço à Professora Doutora Paula Gomes Ribeiro o entusiasmo demonstrado desde Setembro 2011, antes mesmo de existir um projecto concreto, e também o acompanhamento atento e o estímulo, que foram também resultados de um convívio frequente e profícuo. Agradeço ao Professor Doutor José Manuel Bettencourt da Câmara a sua sólida amizade, o seu amor e dedicação à música, sem os quais eu não seria (a) musicóloga (que hoje sou). -
R Evista D E H Istó Ria D As Id Eias
Rui Bebiano, Nota de Apresentação s a Gilson Charles dos Santos, Cícero e o itinerário simbólico do regresso do exílio i Bruno Romano Rodrigues, “Emissário de um rei descon hecido”: e d Sentidos do exílio no Sebastianismo concebido por D. João de Castro (1604-1605) I Daniel Seixas Melo, Do intelectual exilado: o legado humanístico de Jaime Cortesão s Elsa Rita dos Santos, Exílio e liberdade na poesia de Manuel Alegre a d Thiago Fidelis, Heloísa Paulo, A bordo do Santa Maria: a luta anticolonialista e a oposição portuguesa pelas páginas de Ultima Hora (1961) a i Adelaide Vieira Machado, A Goan reading of the cultural impact of the Colonial Act: r Introducing intellectuals and periodic press through the Anglo-Lusitano of July 7, 1934 ó Víctor Barros,O Exílio Colonial e os seus Fantasmas (Memórias, Figuraçõ es e Ausências) t s Miguel Cardina, A deserção à guerra colonial: história, memória e política i Eduardo Moura Oliveira, Dimensões políticas e linguísticas do exílio H em escritores centro-europeus do século XX e Sónia Vespeira de Almeida, Sónia Ferreira, Arquivar o exílio, contrariar o silêncio: d memórias, objetos e narrativas de tempos incertos a Susana Martins, O exílio português no Marrocos independente: t s dinâmicas e protagonistas i Victor Pereira, Les Portugais en France pendant mai-juin 1968 v e R Varia Vítor Neto, Natália Correia e a PIDE: Vigilância e Controlo Ana Bela Morais, Portugal no contexto marcelista. A receção de filmes brasileiros (1968-1974) Recensões Críticas Normas para os autores/Guidelines for authors Próximo número: História em regimes ditatoriais 20 0 2 e - Exílios e Exilados i r é S ª . -
Relatório De Actividades NAM 2011
Associação – Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! (NAM) RELATÓRIO DE ACTIVIDADES Exercício de 2011 Introdução Este relatório abrange o período correspondente ao exercício de 2011 e aos meses de Janeiro a Março de 2012. A inclusão destes três meses de 2012 resulta do facto de o mandato dos órgãos sociais terminar em Maio próximo, mês em que ocorrerão as respetivas eleições. Este relatório reproduz parte do relatório que vos foi enviado por ocasião da última assembleia geral que se realizou em 17 de Setembro de 2011 que legalmente dizia respeito ao ano de 2010 mas se considerou vantajoso, para uma melhor e mais actualizada informação dos associados alargá-la aos meses de Janeiro a Agosto de 2011. Actividade desenvolvida A - Exposição do Aljube Um dos objetivos principais do NAM indicados no seu programa eleitoral foi a sua participação na realização da exposição A voz das vítimas, na antiga cadeia do Aljube. A exposição foi organizada pela Fundação Mário Soares, pelo Instituto de História Contemporânea da FCSH da UNL e pelo Movimento Cívico Não apaguem a Memória!. Teve o apoio inicial decisivo da Câmara Municipal de Lisboa, da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, do Secretário de Estado da Cultura e ainda de outras entidades a seguir referidas. A exposição contou ainda com importantes parcerias com a Rádio e Televisão de Portugal e a Direcção-Geral de Arquivos. Associação – Movimento Cívico Não Apaguem a Memória! (NAM) – Sítio: http://maismemoria.org - email: [email protected] Na sequência do entendimento havido entre as três entidades responsáveis pela exposição foi assinado um protocolo entre elas, que definiu as estruturas e formas de coordenação de toda a atividade e as tarefas de cada uma. -
Interior Das Redacções, Na Década Em Que O Mundo De Diana
as primeiras mulheres repórteres Isabel Ventura as primeiras mulheres repórteres Portugal nos anos 60 e 70 Prefácio de Fernando Alves lisboa: tinta ‑da ‑china MMXII Índice 9 Agradecimentos 11 Prefácio, por Fernando Alves 17 Introdução 25 Parte I: Objectivos 27 Objectivos gerais e específicos 37 Parte II: Problemáticas 45 Parte III: As mulheres e o Estado Novo 47 A categoria género e as fontes orais nos estudos sobre as mulheres 53 Enquadramento do tema 73 O contexto histórico 135 Parte IV: As jornalistas 137 Perfis das jornalistas 141 Alice Vieira: «Não há jornalistos.» 147 Edite Soeiro: «Três dias depois de o © 2009, Isabel Ventura e meu filho nascer já estava a trabalhar.» Edições tinta ‑da ‑china, Lda. Rua João de Freitas Branco, 35A 153 Diana Andringa: «As jornalistas 1500 ‑627 Lisboa não eram mulheres… eram jornalistas.» Tels.: 21 726 90 28/9 | Fax: 21 726 90 30 E ‑mail: [email protected] 159 Leonor Pinhão: «Os dirigentes www.tintadachina.pt desportivos achavam graça ser uma miúda e estar ali.» Título: As Primeiras Mulheres Repórteres — Portugal nos anos 60 e 70. 165 Maria Antónia Palla: «Ela escreve Autora: Isabel Ventura como um homem.» Prefácio: Fernando Alves Revisão: Tinta ‑da ‑china 169 Maria Teresa Horta: «Li Simone de Capa e composição: Tinta‑da‑china Beauvoir aos 14 anos e isso mudou 1.ª edição: Julho de 2012 a minha vida.» isbn: 978 ‑989 ‑671 ‑003 ‑3 Depósito Legal n.º 345912/12 175 Conclusões 185 Notas 199 Bibliografia Agradecimentos Esta obra é fruto de um esforço colectivo, pois benefi‑ ciou do contributo de várias pessoas. -
Ibero-Americanos
ESTUDOS IBERO-AMERICANOS SEÇÃO LIVRE http://dx.doi.org/10.15448/1980-864X.2017.3.27847 Ordens honoríficas e semipresidencialismo: a Ordem da Liberdade e os Presidentes da República Portuguesa (1976-2017) Honorary orders and semi presidentialism: the Order of Freedom and the Presidents of the Portuguese Republic (1976-2017) Órdenes honoríficas y semi-presidencialismo: la Orden de la Libertad y los Presidentes de la Republica Portuguesa (1976-2017) Filipa Raimundo* Resumo: Este artigo analisa a forma como os Presidentes da República Portuguesa (PR) têm usado o estatuto de grão-mestres da Ordem da Liberdade (OL), uma ordem honorífica criada com o fim da ditadura para homenagear quem lutou pela liberdade e pela democracia, com base nas 501 condecorações atribuídas entre 1977 e 2017. A pergunta a que o artigo se propõe responder é a seguinte: Será que a OL é usada pelos PR como recompensa política ou de forma meramente simbólica? Os resultados sugerem que a dimensão simbólica prevalece, mas a análise do perfil dos condecorados e dos mandatos presidenciais revela padrões que não permitem abandonar totalmente a hipótese da instrumentalização da ordem. Palavras-chave: Ordens honoríficas; Memória; Semipresidencialismo; Portugal; Democracia. Abstract: This article analyses the way in which the Presidents of the Portuguese Republic have been using the Order of Freedom, an honorific order created after the break down of the dictator ship to honor those who fought for freedom and democracy, based on the 501 decorations awarded between 1977 and July 2017. The question that this article ask sis: Is the Order of Freedom used as a political reward or merely symbolically? The results show that the symbolic dimension prevails but the analysis of the profile of the decorated and of the presidential mandates reveals patterns that do not allow us to abandon the hypothesis of the instrumentalization of the order. -
Francisco Salgado Zenha Uma Consciência Incómoda
UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR Ciências Sociais e Humanas Francisco Salgado Zenha Uma Consciência Incómoda José Eduardo Correia dos Santos Dixo Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Ciência Política (2º ciclo de estudos) Orientador: Prof. Doutor André Barata Nascimento Covilhã, outubro de 2013 ii Dedicatória À Magda, por ter sido a âncora que me permite sonhar sem levantar os pés do chão. À Maria e à Eva por me encherem de orgulho e da alegria de ser pai. À memória da minha Mãe, que me ensinou que a maior vitória dos sonhos não é a sua realização, mas o prazer de os perseguirmos. iii iv Agradecimentos Uma dissertação de mestrado como esta que agora se apresenta, apesar do trabalho solitário que em si mesmo encerra, não teria sido possível sem o contributo voluntário ou involuntário, consciente ou inconsciente, de todos os que, no decurso dos dois últimos anos comigo direta e indiretamente comigo interagiram. Na impossibilidade de a todos individualmente agradecer aqui deixo expresso o meu agradecimento pelo contributo, ainda que reduzido, que me deram. No entanto, duas pessoas há sem as quais esta empreitada não teria chegado a bom porto e, como tal exige o público reconhecimento. Assim, e em primeiro lugar, a presente dissertação não teria sido possível sem o apoio, disponibilidade e a crítica sempre construtiva do Professor Doutor André Barata que aceitou ser meu orientador, aturando, com infinita paciência, a minha caótica forma de trabalhar nela e os meus sucessivos atrasos nos prazos de entrega, motivados sobretudo pelos inúmeros problemas que, a nível profissional, deparo no dia-a-dia e que exigem, da minha parte, um esforço na sua resolução. -
Cristina Marques Nogueira Knowledge and the Experience Of
Journal of Social Science Education ©JSSE 2015 Volume 14, Number 2, Summer 2015 DOI 10.2390/jsse-v14-i2-1427 Cristina Marques Nogueira Knowledge and the Experience of Women Living Underground During the Portuguese Dictatorship “A course of instruction will be the more successful the more its individual phases assume the character of experience” Hugo Von Hofmannsthal Buch der Freunde This paper assumes that formative processes are not limited to the school context or model but that other life contexts and experiences, even if not intentionally, have educational effects. These informal formative contexts and experiences can play a key role individual´s development, resulting not only in superficial changes, but also in deep changes in terms of subjectivity and identity. Our research involves clandestine militants of the Portuguese Communist Party during the dictatorship, and explores the type of knowledge acquired during their hiding experience (1940-1974) that allowed them to resist and survive over long periods. As our focus is the experience of women, based on narrative discourses of women (or about them) we will consider the role and status of women in hiding. The discourses were collected through several published autobiographical narratives and mainly interviews where we tried to identify the learning processes, the people seen as significant for knowledge acquisition, and also how knowing, knowing how to do and knowing how to be were constructed during living in hiding. Keywords: ascertainable based on a purely theoretical calculation" -
Lisbon from Aljube the Clandestine Opposition
LISBON FROM ALJUBE THE CLANDESTINE OPPOSITION An itinerary through the clandestine houses of the dictatorship period Support texts The Clandestine Opposition. An itinerary through the clandestine houses of the dictatorship period the dictatorship houses of the clandestine through Opposition. An itinerary Clandestine The Lisboan fom Aljube Lisboan fom 1 «What was clandestinity? Clandestinity was nothing other than the passage to anonymity, Support texts and Freedom Aljube Museum Resistance with the aim of escaping the persecutions of the PIDE and fighting fascism, Salazar and his cronies, more easily.» (Aida Magro in Rose Nery Nobre de Melo, Mulheres Portuguesas na Resistência, Lisboa, Seara Nova, 1975, p. 140.) 2 3 THE CLANDESTINE HOUSE MEMORIES (MARQUES, J. A. Silva, «Relatos da Clandestinidade – O PCP visto por dentro», Lisboa, Ed. Jornal Expresso, 1976, pp. 300-302) "The "Houses of the Party" were houses rented clandestinely and inhabited by the clandestine cadres of the Communist Party. (...) The rule was those who lived in clandestinity had to rent their own "facilities". The direction designated an area within which they could search for a house and it would be in this area that they would have to find it. If they concluded that it was impossible, the direction would designate another area. In any case, the individuals would always have to find a house within an area previously delimited by the direction. This to prevent the coincidence of having two or more officials installed in the same area, with all the inconvenience that could result from it, particularly if someone was under surveillance. When renting a house, the clandestine individuals would proceed like anyone else. -
“A Banca Ao Serviço Do Povo”
RICARDO NORONHA “ A Banca ao Serviço do Povo” Política e Economia durante o PREC (1974 –75) “ A Banca ao Serviço do Povo” Política e Economia durante o PREC (1974 –75) IMPRENSA DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA http://imprensa.ihc.fcsh.unl.pt Conselho Editorial Paulo Jorge Fernandes (Coord.) Luís Trindade Álvaro Garrido Maria João Vaz Maria Alexandre Lousada Coordenação executiva Bruno Béu Inês Castaño Ivo Veiga 1ª edição: Novembro 2018 © 2018 Ricardo Noronha Revisão Bruno Béu Design Raquel Pinto, design e direcção de arte Ana Braga, design ISBN: 978-989-98388-8-8 Versão impressa da responsabilidade de Caleidoscópio – Edição e Artes Gráficas, S.A. Tiragem 200 exemplares Esta é uma obra em Acesso Aberto, disponibilizada online e licenciada segundo uma licença Creative Commons de Atribuição Não Comercial – Sem Derivações 4.0 Internacional (CC-BY-NC-ND 4.0). Financiado por Fundos FEDER através do Programa Operacional Factores de Competitividade – COMPETE e por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projeto UID/HIS/04209/2013. RICARDO NORONHA “ A Banca ao Serviço do Povo” Política e Economia durante o PREC (1974 –75) ÍNDICE Agradecimentos � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � vii Introdução � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � ix 1 Antes da revolução � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � � 27 1�1 O modelo português de subdesenvolvimento � � � � � � � � � � � �