Aílton Krenak
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Do Teatro Ao Cinema – Três Olhares Sobre O Auto Da Compadecida1
Do Teatro ao Cinema – três olhares sobre o Auto da Compadecida1 Cláudio Bezerra2 Universidade Católica de Pernambuco Sinopse O presente trabalho faz um estudo comparativo das três adaptações cinematográficas da peça Auto da Compadecida, do escritor Ariano Suassuna. A análise observa e compara as características gerais dos três filmes em relação a alguns elementos narrativos como fábula, trama, caracterização dos personagens, presença do narrador, pontos de vista e montagem. Sem qualquer julgamento de valor, procura-se entender a adaptação como um processo que envolve opções estéticas pessoais, relacionadas a certas tendências dominantes na linguagem audiovisual. Palavras-chave: cinema; adaptação; narrativa; Auto da Compadecida. Introdução A transposição de um texto literário ou dramático para o audiovisual, chamada adaptação3, é uma operação complexa e envolve uma série de detalhes, sutilezas e possibilidades criativas, muitas vezes não levadas em consideração quando da análise de obras adaptadas. Durante muito tempo, o debate em torno da adaptação esteve concentrado no problema da fidelidade ao texto de origem e, não raro, os críticos julgavam o trabalho do cineasta com critérios específicos ao campo literário (as propriedades sensíveis do texto) e procuravam sua tradução no que é específico do cinema (fotografia, trilha, ritmo da montagem, composição das personagens, etc). Mas, os estudos sobre as adaptações têm passado por um processo evolutivo, com novos aportes teóricos sendo incorporados à análise cinematográfica. É nesse contexto em que a metalinguagem tem sido apontada como um elemento central para o entendimento da obra fílmica, e as análises das adaptações passaram a dar uma atenção especial aos deslocamentos entre as culturas. Através da metalinguagem, a adaptação de um texto 1 Trabalho apresentado ao NP 07 – Comunicação Audiovisual, do IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom. -
Uma Dama Na Cena Livre
UMA DAMA NA CENA LIVRE Eva Wilma, uma dama da arte de interpretar, vê possibilidade de a programação de televisão, principalmente das educativas, ajudar na conquista do direito à cidadania Eva Wilma Buckup, nos primeiros anos domada. No vigor de sua sabedoria, Eva da década de 50, foi bailarina do Balé Quar- Wilma tem apostado no trabalho de qualida- to Centenário; começou sua carreira, simul- de e no respeito ao público, o que pode ser taneamente, no teatro, no cinema e na televi- constatado no trabalho que ora realiza no são. Trabalhou, durante dez anos, com seriado para televisão Mulher. Sua garra e Cassiano Gabus Mendes, na TV Tupi, na co- talento poderão ser vistos em novos traba- média de costumes Alô, doçura!, sem dúvida lhos no teatro e, quem sabe, futuramente, um dos programas precursores de nossa tele- também no cinema. dramaturgia. Confissões de Penélope (1970) Por Roseli Fígaro foi outro seriado de sucesso, do qual partici- pou por mais de dois anos. No cinema, tra- Revista Comunicação & Educação: balhou com Procópio Ferreira, Roberto e Eva, você começou sua carreira artística co- Reginaldo Farias, Luís Sérgio Person, entre mo bailarina, fale um pouco dessa sua expe- outros, em produções como O craque, Chico riência. Como você chegou ao teatro e à te- Viola não morreu, A ilha e São Paulo SIA. levisão? Como as diferentes linguagens, a No teatro, ao lado de José Renato, participou da música e a do teatro, contribuíram na sua do nascimento do Teatro de Arena e traba- formação? lhou, entre outras, nas peças Esta noite é Eva Wilma: Eu tinha muito estímulo nossa, O demorado adeus, Uma mulher e três em casa. -
DP Jangada 2014
Dossier de presse 13/03/2014 UNE PROGRAMMATION EXCEPTIONNELLE EN 2014 ! Ce printemps brésilien au cinéma l’Arlequin sera placé sous le signe de l’Histoire, qui se conjuguera au présent et au passé. La ferveur liée à la Coupe du monde sera teintée du souvenir d’une période plus sombre, celle de la dictature. Le 1er avril 2014, date d’ouverture du festival, retentiront les 50 ans du Coup d’État militaire du 1er avril 1964. Le monde entier ayant les yeux rivés sur le Brésil, le Festival du Cinéma Brésilien de Paris s’est donc exceptionnellement choisi 2 thèmes pour l’édition 2014 : - Le football et la dictature. Au programme, des hommages, des débats avec les équipes des films, des avant- premières mondiales, des séances jeune public et des rencontres professionnelles. À travers une sélection des meilleures productions du cinéma brésilien, cette 16ème édition questionnera la construction d’une identité brésilienne mouvante qui s’est formée et continue de se transformer grâce à l’un, malgré l’autre, et inversement. Venez découvrir le florilège des meilleurs fictions et documentaires brésiliens au cinéma l’Arlequin du 1er au 8 avril 2014. Pour la programmation complète et détaillée, rendez-vous sur le site internet du festival ! http://www.festivaldecinemabresilienparis.com - La soirée d’ouverture - Deux films qui illustrent la diversité des cultures brésiliennes : Serra Pelada, le nouveau film d’Heitor Dhalia, nous fera voyager au cœur de la forêt amazonienne, à la fin des années 1970, quand des milliers de brésiliens ont participé à une gigantesque ruée vers l’or. -
História Do Cinema Brasileiro
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE ARTES DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL Plano de Ensino Universidade Federal do Espírito Santo Campus Goiabeiras Curso: Cinema e Audiovisual Departamento Responsável: Comunicação Social Data de Aprovação (art. nº 91): Reunião do Departamento de Comunicação Social (Remota), em 3 de setembro de 2020. Docentes Responsáveis: Alexandre Curtiss Fabio Camarneiro Qualificação / atalho para o Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3817609373788084 (Alexandre Curtiss) http://lattes.cnpq.br/5820527580375928 (Fabio Camarneiro) Disciplina: TÓPICOS ESPECIAIS EM AUDIOVISUAL I Código: COS 10416 (Tópicos em História do Cinema Brasileiro) Carga Horária Pré-requisito: Não possui Semestral: 60h Distribuição da Carga Horária Semestral Créditos: 03 Teórica Exercício Laboratório 30 30 0 Aspectos estéticos, históricos e políticos do cinema brasileiro. Tópicos da história do cinema brasileiro: o período silencioso, as chanchadas, o cinema de estúdio, o Cinema Novo, o cinema marginal, o documentário, a Embrafilme, o cinema da retomada e o cinema contemporâneo. Diretores pretos e diretoras mulheres. Objetivos: Capacitar os estudantes a compreender a periodização do cinema brasileiro conforme a historiografia clássica e ser capaz de criticá-la. Capacitar os estudantes a estabelecer relações entre os contextos históricos e políticos e a produção cultural cinematográfica. Capacitar os estudantes a debater as especificidades do cinema brasileiro frente à América Latina e à produção mundial. Conteúdo Programático HISTÓRIA -
Literatura Traduzida.Indd
Literatura traduzida e literatura nacional Literatura traduzida e literatura nacional org. Andréia Guerini Marie-Hélène C. Torres Walter Carlos Costa © 2008 Andréia Guerini, Marie-Hélène C. Torres, Walter Carlos Costa Produção editorial Debora Fleck Isadora Travassos Marília Garcia Valeska de Aguirre Editora-assistente Larissa Salomé Revisão Andréia Guerini Andréa Padrão Eduardo Carneiro Júlio Monteiro Walter Carlos da Costa Editoração eletrônica Tui Villaça CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ L755 Literatura traduzida e literatura nacional / organização Andréia Gue- rini, Marie-Hélène C. Torres, Walter Carlos Costa. Rio de Janeiro: 7Letras, 2008. 210p. Inclui bibliografi a ISBN 978-85-7577-515-8 1. Tradução e interpretação. 2. Literatura brasileira – Traduções. 3. Tradução e interpretação – Brasil. I. Guerini, Andréia, 1966-. II. Tor- res, Marie-Hélène Catherine. III. Costa, Walter Carlos. 08-3056. cdd: 418.02 cdu: 81’25 Viveiros de Castro Editora Ltda. (21) 2540-0076 R. Jardim Botânico 600 sl. 307 [email protected] Rio de Janeiro - RJ cep 22461-000 www.7letras.com.br SUMÁRIO Literatura traduzida e literatura nacional .................................9 Os organizadores Literatura brasileira traduzida Exportar tradução literária do Brasil: como é possível?........................15 Luiza Lobo Tradução da cultura: literatura brasileira traduzida em francês.............31 Marie-Hélène C. Torres O papel da patronagem na difusão da literatura brasileira: o programa de apoio à tradução da Biblioteca -
Baixe Aqui O Folder Institucional
Desde 1978 trabalhando o presente pelo futuro BORÉ: flauta Tupi usada para chamar a tribo dispersa a lutar em legítima defesa. apresentação OBORÉ nasce em 1978 como uma cooperativa de jornalistas e artistas paraA colaborar com os movimentos sociais e de trabalhadores urbanos e rurais na montagem de seus departamentos de imprensa e na produção de jornais, boletins, revistas, campanhas e planejamento de comunicação. Foto: Ricardo Alves Foto: Fotos: Nivaldo Honório Nivaldo Fotos: Curso Correspondentes da Cidadania com comunicadores da rádio comunitária de Heliópolis olta-se à área da formação através de cursos modulares de complementação universitária paraV estudantes de Jornalismo; encontros temáticos para profissionais de comunicação e atividades de capacitação para radialistas, comunicadores comunitários, entidades, dirigentes e gestores. tualmente, além da formação, dedica-se a consultoria de análise e planejamento de comunicaçãoA e gestão de projetos na área da comunicação e das artes, especialmente no diálogo com as políticas públicas como Saúde, Educação, Cultura e Direitos Humanos. Rodas de Conversa do Prêmio Vladimir Herzog Foto: Alice Vergueiro Foto: Parte da equipe fundadora na primeira sede da OBORÉ, em Perdizes: da esquerda para a direita: Sergio Gomes, Nancy Moraes, Jaime Prades, Flávia Castro e Castro, Lilica, Marco Damiani, Carmem, Aílton Krenak, Glauco, Ricardo Paoletti, Laerte, Reinado Bellintani. os anos de 1990, passa a atuar com o Nrádio enquanto veículo de valorização da diversidade cultural brasileira. Seminários sobre -
Os Múltiplos Lugares De Roberto Farias
Este livro foi impresso pela Gráfica Stamppa LTDA. Formato 180 x 250 mm, Miolo 220 págs. em Couche Matte LD - IMP 90 g/m2, 1x1 cores, Miolo 48 págs. em Couche Matte LD - IMP 90 g/m2, 4x4 cores, Capa Supremo LD 300 g/ m2, 4x1 cores, Heliográfica PB (Miolo), Heliográfica Colorida (Miolo) e utilizou as fontes Adobe Garamond Pro, Century, Helvética e Helvética Narrow. Ministério da Cultura apresenta Banco do Brasil apresenta e patrocina HADIJA CHALUPE DA SILVA SIMPLÍCIO NETO (org.) OS MÚLTIPLOS LUGARES DE ROBERTO FARIAS 1ª edição Rio de Janeiro Jurubeba Produções 2012 O Ministério da Cultura e o Banco do Brasil apresentam Os múltiplos lugares de Roberto Farias, retrospectiva completa dos seus longas-metragens, acompanhada de outros títulos de sua filmografia além da função de diretor. Roberto Carlos em A programação inclui também parte de sua extensa atividade na televisão no intuito de demonstrar a diversidade de funções e papéis desempenhados por esse autêntico homem de cinema. Este ano, comemora-se 80 anos deste realizador, nascido em Nova Friburgo na década de 1930. Sua trajetória pessoal e profissional confunde-se com a própria história do cinema e do audiovisual brasileiro das últimas sete décadas. Diretor, produtor, distribuidor, empresário, articulador de políticas públicas (1967) para o desenvolvimento do audiovisual, o percurso de Roberto Farias começa dentro da chanchada, move-se com o Cinema Novo, a gestação da Embrafilme, passa pelos primeiros diálogos do cinema com a televisão e chega até os dias de hoje. Do trabalho como assistente em diversas produções e de seu primeiro longa, Rico ri à toa (1957), até Os Trapalhões no Auto da Compadecida (1988), chegando aos muitos projetos para a televisão, os diferentes lugares ocupados Roberto Farias durante as filmagens de ritmo de aventura por Roberto Farias espelham sua rara versatilidade e autoridade na definição dos limites e possibilidades do trabalho audiovisual. -
B Au H Au S Im a G Inis Ta a U S S Te Llung S Füh Re R Bauhaus Imaginista
bauhaus imaginista bauhaus imaginista Ausstellungsführer Corresponding S. 13 With C4 C1 C2 A D1 B5 B4 B2 112 C3 D3 B4 119 D4 D2 B1 B3 B D5 A C Walter Gropius, Das Bauhaus (1919–1933) Bauhaus-Manifest, 1919 S. 24 S. 16 D B Kala Bhavan Shin Kenchiku Kōgei Gakuin S. 29 (Schule für neue Architektur und Gestaltung), Tokio, 1932–1939 S. 19 Learning S. 35 From M3 N M2 A N M3 B1 B2 M2 M1 E2 E3 L C E1 D1 C1 K2 K K L1 D3 F C2 D4 K5 K1 G D1 K5 G D2 D2 K3 G1 K4 G1 D5 I K5 H J G1 D6 A H Paul Klee, Maria Martinez: Keramik Teppich, 1927 S. 57 S. 38 I B Navajo Film Themselves Das Bauhaus und S. 58 die Vormoderne S. 41 J Paulo Tavares, Des-Habitat / C Revista Habitat (1950–1954) Anni und Josef Albers S. 59 in Amerika S. 43 K Lina Bo Bardi D und die Pädagogik Fiber Art S. 60 S. 45 L E Ivan Serpa und Grupo Frente Von Moskau nach Mexico City: S. 65 Lena Bergner und Hannes Meyer M S. 50 Decolonize Culture: Die École des Beaux-Arts F in Casablanca Reading S. 66 Sibyl Moholy-Nagy S. 53 N Kader Attia G The Body’s Legacies: Marguerite Wildenhain The Objects und die Pond Farm S. 54 Colonial Melancholia S. 70 Moving S. 71 Away H G H F1 I B J C F A E D2 D1 D4 D3 D3 A F Marcel Breuer, Alice Creischer, ein bauhaus-film. -
THE ALLIANCE of the PEOPLES of the FOREST Have Livecl in This Place for a Long Time, a Very Long Time, Since Lhe Time R the World Did Not Yet Have This Shape
THE ALLIANCE OF THE PEOPLES OF THE FOREST have livecl in this place for a long time, a very long time, since lhe time r the world did not yet have this shape. We leamed with the ancients that ,,e a tiny part oi this immense universe, lellow fravellers with ai/ the _ ~Is, the plants anel the walers. We are ali a part of lhe whole, we cannot d or deslroy our home. And now we want lo talk lo those who cannot yet rge to see lhe world in this way, to say to them that together we have to ,are oi the boat in which we are ali sailing." · · Ailton Krenak President, Alliance of 'the Peoples of the Forest 1 THE SECON·D MURDER. J . OF t CHI_CO MENDES hy · Osmarino Amâncio Rodrigues 1 ' LETTERS FROM THE AMAZON # 1 PRE'FACE Despite the intemational outpouring of indignation and mobilization. in defense of the Amazon Rainforest since the murder of unionist and environmentalist leader Chico Mendes in December, 1988, the basic proposals for which Chico struggled and died - ngrarianreform combÚied with defense of nature - continue to conflict with the ituerests of those ioho, want the deoostation. of the Forest and the extinction of its inhabiuuus. Those ituerests, represented by the· right-wing organization UDR (Ruralist Democratic Union), bocked by Brazil's economic and social policies, uiere ultimately responsiblefor Chieo's assassinàtion ond continue claiming more oictims. Osmarino Amiincio Rodrigues, Chicos successor as Secretary of the National Council of Rubber Tappers, is under death threa; along with ttJienty-one otherunioti · leaders in Acre. -
Trafalgar Square Publishing Spring 2016 Don’T Miss Contents
Trafalgar Square Publishing Spring 2016 Don’t Miss Contents Animals/Pets .....................................................................120, 122–124, 134–135 28 Planting Design Architecture .................................................................................... 4–7, 173–174 for Dry Gardens Art .......................................................8–9, 10, 12, 18, 25–26 132, 153, 278, 288 Autobiography/Biography ..............37–38, 41, 105–106, 108–113, 124, 162–169, 179–181, 183, 186, 191, 198, 214, 216, 218, 253, 258–259, 261, 263–264, 267, 289, 304 Body, Mind, Spirit ....................................................................................... 33–34 Business ................................................................................................... 254–256 Classics ....................................................................................43–45, 47–48, 292 Cooking ......................................................1, 11, 14–15, 222–227, 229–230–248 Crafts & Hobbies .............................................................................21–24, 26–27 85 The Looking Design ......................................................................................................... 19–20 Glass House Erotica .................................................................................................... 102–103 Essays .............................................................................................................. 292 Fiction ...............................................42, -
Ailton Krenak Mediação: Profa
CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO1: IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO Palestrante: Ailton Krenak Mediação: Profa. Dra. Andréa Narciso (PPGDS/Unimontes); Profa. Dra. Mônica Maria Teixeira Amorim (PPGDS/Unimontes) O VII Congresso em Desenvolvimento Social teve a honra de contar em sua conferência de encerramento, com a presença de Ailton Krenak, importante liderança indígena, ambientalista, jornalista e escritor, que vem se destacando como um dos mais influentes pensadores da atualidade. Suas obras, baseadas no pensamento e na sabedoria indígena, tecem profundas críticas ao modelo de desenvolvimento capitalista e à ideia de separação entre a humanidade e a natureza, convocando a sociedade à necessidade urgente de imaginar e co-criar outros mundos possíveis. A conferência foi aberta pela Profa. Dra. Andréa Narciso (PPGDS/Unimontes), que retomou os principais debates realizados ao longo do Congresso, reforçou o papel da universidade como espaço de partilhas, construção de saberes diversos e plurais, contextualizou as lutas do povo norte mineiro, apresentou e saudou Ailton Krenak em nome de todos os congressistas. De sua aldeia, às margens do rio Doce, Ailton iniciou sua fala também saudando o povo norte mineiro com um abraço do Watu2 ao rio São Francisco, e convidando todas, todos e todes a pararem uns instantes suas canoas para uma conversa fraterna entre os que se permitem, nesse momento de intensa violência do estado contra a sociedade, seguir resistindo e pensando outras realidades. Com a sensibilidade de suas palavras, Ailton evocou para essa conferência virtual, em tempos de pandemia e isolamento, a imagem de um encontro acolhedor em um dos tantos terreiros das Minas Gerais, entre os que lutam e caminham juntos há tempos, tecendo uma malha de afetos e resistências. -
Flip 2: Sob a Máscara Do Fetichismo Da Mercadoria Sobre a Segunda Edição Da Festa Literária De Paraty
Sob a máscara do fetichismo da mercadoria Página 1 de 9 FLIP 2: SOB A MÁSCARA DO FETICHISMO DA MERCADORIA SOBRE A SEGUNDA EDIÇÃO DA FESTA LITERÁRIA DE PARATY Kênia Miranda[1] "O artista na época do capitalismo encontrou-se numa situação muito peculiar. O Rei Midas transformava tudo o que tocava em ouro: o capitalismo transformou tudo em mercadoria". (FISCHER, 1984, p.59) Introdução A 2ª Festa Literária de Paraty (FLIP) ocorreu entre os dias 7 e 11 de julho de 2004 no sul fluminense, numa nostálgica cidade escoadora das riquezas do café e do ouro, do período colonial. Mesmo com a decadência do ciclo do ouro e do café, a cidade de Paraty* conservou parcialmente sua arquitetura original conquistando o título de monumento histórico e nacional. A política de turismo dos setores público e privado de Paraty, que tem nessa atividade sua principal atividade econômica, é voltada para promoção de festivais os mais variados durante todo o ano. Porém, nenhum outro evento, teve ou tem a dimensão e a publicidade da Flip. O evento comercial-literário, planejado dentro dos moldes do tradicional festival literário e artístico de Hay-on-Wye, no País de Gales, contou, em sua programação oficial, com file://C:\Documents and Settings\Administrador\Meus documentos\Minhas Webs\NED... 4/9/2008 Sob a máscara do fetichismo da mercadoria Página 2 de 9 palestras de escritores brasileiros e estrangeiros, debates e atividades culturais como mostra de filmes, shows musicais e apresentações teatrais. E como não poderia deixar de ser, o centro histórico de Paraty foi tomado por tendas de editoras financiadoras da Festa que promoviam lançamentos, propagandas e vendas de livros.