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Povos, Cultura E Língua No Ocidente Peninsular: Uma Perspectiva, a Partir Da Toponomástica
Acta Palaeohispanica IX Palaeohispanica 5, (2005), pp. 793-822 POVOS, CULTURA E LÍNGUA NO OCIDENTE PENINSULAR: UMA PERSPECTIVA, A PARTIR DA TOPONOMÁSTICA Amílcar Guerra Estes encontros regulares da comunidade científica que se dedica aos estudos das línguas e culturas paleohispânicas, têm, desde logo, o grande mérito de terem contribuído, ao longo de mais de trinta anos, para uma actualização periódica dos conhecimentos e uma avaliação dos progressos da investigação nos diversos domínios que lhe dizem res- peito. Respondendo a uma solicitação da comissão organizadora, pro- ponho-me aqui trazer algumas questões de natureza linguística e cultu- ral respeitantes ao Ocidente Hispânico, em particularmente relaciona- das com topónimos e etnónimos dessa área, a aspecto a que dediquei, nos últimos anos, uma atenção particular. Tendo em vista esse objectivo, tratar-se-ão aspectos que concernem duas vertentes distintas, mas complementares, da investigação. Numa primeira parte abordam-se questões que se prendem com o próprio repertório onomástico, em particular as mais recentes novidades, em boa parte ainda não presentes nas mais vulgarizadas recolhes do mate- rial linguístico associado à geografia antiga. Por outro lado, apresentam- se alguns dos elementos mais característicos da realidade em análise, entre eles alguns sufixos e elementos comuns na formação dos NNL do Ocidente. A. O REPERTÓRIO 1. Quando, no início dos anos ’90, me propus recolher e analisar de forma sistemática a documentação antiga respeitante aos povos e lugares do Ocidente hispânico, o panorama da investigação era substancialmente diferente do actual. Ao contrário do acontecia então com a onomástica pessoal, realidade que, especialmente graças primeiro aos esforços de Palomar Lapesa (1956) e depois, sobretudo, de Albertos (1966, 1976, ActPal IX = PalHisp 5 793 Amílcar Guerra 1979) e Untermann (1965), tinha sido objecto de estudos sistemáticos tanto a nível do repertório e da análise linguística, a documentação rela- tiva à realidade geográfica encontrava-se apenas parcelarmente tratada. -
1 Settlement Patterns in Roman Galicia
Settlement Patterns in Roman Galicia: Late Iron Age – Second Century AD Jonathan Wynne Rees Thesis submitted in requirement of fulfilments for the degree of Ph.D. in Archaeology, at the Institute of Archaeology, University College London University of London 2012 1 I, Jonathan Wynne Rees confirm that the work presented in this thesis is my own. Where information has been derived from other sources, I confirm that this has been indicated in the thesis. 2 Abstract This thesis examines the changes which occurred in the cultural landscapes of northwest Iberia, between the end of the Iron Age and the consolidation of the region by both the native elite and imperial authorities during the early Roman empire. As a means to analyse the impact of Roman power on the native peoples of northwest Iberia five study areas in northern Portugal were chosen, which stretch from the mountainous region of Trás-os-Montes near the modern-day Spanish border, moving west to the Tâmega Valley and the Atlantic coastal area. The divergent physical environments, different social practices and political affinities which these diverse regions offer, coupled with differing levels of contact with the Roman world, form the basis for a comparative examination of the area. In seeking to analyse the transformations which took place between the Late pre-Roman Iron Age and the early Roman period historical, archaeological and anthropological approaches from within Iberian academia and beyond were analysed. From these debates, three key questions were formulated, focusing on -
Forma E Narrativa- Uma Reflexao Sobre a Problemática Das Periodizaçoes Para a Escrita De Uma História Dos Celtas
FORMA E NARRATIVA- UMA REFLEXAO SOBRE A PROBLEMÁTICA DAS PERIODIZAÇOES PARA A ESCRITA DE UMA HISTÓRIA DOS CELTAS Dominique Vieira Coelho dos Santos80 RESUMO Este artigo apresenta uma reflexão acerca do modo pelo qual os historiadores produzem suas narrativas sobre os celtas a partir da construção de formas e periodizações. Palavras-chave: Narrativa – Periodização – Celtas. ABSTRACT This paper presents a discussion on the way historians produce their narratives about the Celts by building frames and periodization. Keywords: Narrative. Frames – Periodization – Celts. 1 DENTRE OUTRAS COISAS, O HISTORIADOR NARRA Aprendemos com Roland Barthes que o discurso histórico trabalha em cima de um esquema semântico de dois termos: referente e significante. Apesar do fato nunca ter mais do que uma existência linguística, o historiador o apresenta como se ele fosse o real. Assim, o discurso histórico visa preencher o sentido da história. O historiador reúne 80 Professor titular em História Antiga e Medieval da Universidade de Blumenau- FURB, Coordenador do Laboratório Blumenauense de Estudos Antigos e Medievais (www.furb.br/labeam) 203 menos fatos do que significantes e aí os relata, organiza-os com a finalidade de estabelecer um sentido positivo. Todo enunciado histórico comporta existentes e ocorrentes. São seres, unidades e predicados reunidos de forma a produzir unidades de conteúdo. Eles não são nem o referente puro e nem o discurso completo, são coleções usadas pelos historiadores. A coleção de Heródoto, por exemplo, é a da guerra. Barthes diz que os existentes da obra do historiador grego são: dinastias, príncipes, generais, soldados, povos e lugares; seus ocorrentes são: devastar, submeter, aliar-se, reinar, consultar um oráculo, fazer um estratagema, etc. -
Novos Dados Sobre a Organização Social Castreja (*)
NOVOS DADOS SOBRE A ORGANIZAÇÃO SOCIAL CASTREJA (*) Armando Coelho F. da Silva No âmbito de um programa de investigação que temos em curso com objectivos determinados sobre a cultura dos castros do Noroeste de Portugal, pretendemos neste trabalho fazer algumas reflexões sobre aspectos da organização social castreja, que um conjunto de novos dados parece possibilitar, tentando a sua integração total acOmpanhada por um controle no terreno, que o conhecimento da região nos vem avalizando. A —SOBRE O GRUPO FAMILIAR Da conjugação dos dados arqueológicos e epigráficos com os forneci- dos pelas fontes clássicas, com relevo primordial para a Geografia de Estrabão O, e tomando em consideração os contributos da antropologia cultural (2), cada vez mais se vem conseguindo definir as características do grupo familiar da sociedade castreja, continuando, porém, a ser da arqueologia de quem poderão resultar elementos mais decisivos para o seu esclarecimento, para o que, por nossa parte, tencionamos, proxima- mente, apresentar uma análise arqueológica específica (3), limitando-nos por ora às seguintes notas sobre o assunto: 1. Parece um dado inequivocamente documentado pela arqueologia que a unidade doméstica se encontra na base da sociedade, facto bem expresso nos sistemáticos núcleos de várias construções circulares e angu- lares em torno de um pátio com acesso para um arruamento, que as esca- vações nos têm revelado. A Citânia de Sanfins (Paços de Ferreira, Porto), onde uma análise arquitectónica e urbanística nos mostrou à evidência por toda a área esca- vada, excepto nos sectores com reconstruções e remeximentos mais recen- tes, 33 núcleos em cerca de 120 casas, cada qual ocupando uma área média entre 200 e 300 m2, é, neste particular, um caso bem significativo (Est. -
Tese Completa
Pedro Miguel Reis da Silva Povoamento Proto-Histórico do alto Tâmega: as mudanças do I milénio a.C. e a resistência do substrato indígena Dissertação de Mestrado em Arqueologia Faculdade de Letras da Universidade do Porto Porto 2010 Índice 1.Introdução ..................................................................................................................... 1 2.Metodologia ................................................................................................................... 2 3. Alto Tâmega: Perspectivas Geomorfológicas ........................................................... 3 4. Antecedentes Históricos ............................................................................................ 10 5. A cultura castreja no NW e no alto Tâmega: enquadramento teórico ................ 17 6. Inventário ................................................................................................................... 27 7. Os Povoados e os seus sistemas defensivos ............................................................. 45 7.1 Castro de Carvalhelhos ............................................................................... 46 7.2 Castro de Ribas ............................................................................................ 48 8. Lugares centrais pólos de hierarquia e controlo do território ............................... 51 9. O substrato indígena da região, a partir da Epigrafia ........................................... 55 10. Os populi do alto Tâmega ....................................................................................... -
Paleoetnografía De Gallaecia 1
Paleoetnografía de Gallaecia 1. INTRODUCCION Gallaecia nace en época de Augusto quien, en una fecha discutida’, separó Gallaecia y Asturia de la Lusitania para incorporarlas a la Citerior, siendo el Dolores Dopico Cainzos* río Duero el nuevo limite entre ambas regiones, Pilar Rodríguez AlVarez* Lusitania y Gallaecia. Este hecho aparece reflejado en Estrabón cuando dice que algunos de los l..usitanas «ahora» se llaman Kalaikoi, es decir,Gailaeci (3, 3, 2), o cuando hace referencia explícita a la remadelación de las provincias hispánicas (3. 4, 20), y afirma que «en caníraste can las de hoy (en el momento en que escribe) algunos también a éstos (gallacel) les llaman Lusitanos» (3, 3, 3). Una ínscripción de Bracara Augusta dedicada por Callaecia a un nieto de Augusto (CIL, II, 2422 ILS, 6922)2, confirma la creación de Gallaecia como región o unidad política en época de Augusto. Una región que no fue «inventada» por las romanas en función exclusivamente de unas necesidades militares y estratégicas, sino que éstos, simplemente dieron forma, existencia histórica a unos territorios que tenían una entidad cultural bien definida, la cultura castreña ~. El nombre de Cailaecia lo tomaron los romanas de un pueblo, las Cailaeci, situada al sur del con ventus Bracaraugustanus ya que, según Estrabón, las demás tribus eran pequeñas y de poca importancia (3, 3, 3,). Esta denominación Callaicus ya la había recibido el general romana Brutus por sus victorias sobre estos pueblos. Gracias a Plinio, sabemos que en el NO peninsular había tres conventus, dos de los cuales, el Lucensis y el Bracaraugustanus, nos interesan aquí porque a ellas estaban adscritos las Gallaeci. -
Mineração E Povoamento Na Antiguidade No Alto Trás-Os-Montes Ocidental
O Alto Trás-os-Montes Ocidental, com particular TRÁS-OS-MONTES NO ALTO NA ANTIGUIDADE MINERAÇÃO E POVOAMENTO incidência nos concelhos de Montalegre, Boticas e Chaves, é uma área rica em recursos minerais, destacando-se a exploração mineira de estanho e ouro. Esta obra procura contribuir para a sua melhor caracterização ao nível da geologia e mineralogia, povoamento, ourivesaria e mineração desde a Segunda Idade do Ferro à Romanização. A exploração mineira poderá justificar, por um lado, o florescimento económico do convento de Bracara Augusta e, por outro, o quadro de povoamento e novos modelos de exploração de terra. Apresenta-se, também, uma nova perspectiva sobre OCIDENTAL MINERAÇÃO o conjunto epigráfico da Serra da Padrela, Jales e Três E POVOAMENTO Minas, valorizando os aspectos sociais. CARLA MARIA BRAZ MARTINS Investigadora da Unidade de Arqueologia da NA ANTIGUIDADE NO Universidade do Minho e bolseira de Pós-Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. O seu interesse MINERAÇÃO MINERAÇÃO ALTO TRÁS-OS-MONTES científico compreende as áreas da mineração, ourivesaria e povoamento desde a Idade do Ferro à Romanização. E POVOAMENTO E POVOAMENTO Membro do CITCEM/ICS-UM, e colaboradora externa NA ANTIGUIDADE NO NA ANTIGUIDADE NO OCIDENTAL da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. ALTO TRÁS-OS-MONTES ALTO TRÁS-OS-MONTES CARLA MARIA BRAZ MARTINS OCIDENTAL OCIDENTAL CARLA MARIA BRAZ MARTINS (COORD.) CARLA MARIA BRAZ MARTINS (COORD.) CARLA MARIA BRAZ MARTINS (COORD.) (COORD.) MINERAÇÃO E POVOAMENTO NA ANTIGUIDADE NO ALTO TRÁS-OS-MONTES OCIDENTAL CARLA MARIA BRAZ MARTINS (COORD.) FICHA TÉCNICA Título: Mineração e Povoamento na Antiguidade no Alto Trás-os-Montes Ocidental Coordenação: Carla Maria Braz Martins Autores: Armando Redentor, Carla Maria Braz Martins, Eurico Pereira, Farinha Ramos, Francisco Sande Lemos, Gonçalo Passos Cruz, João Fonte, José Rodrigues, Miguel Nogueira, Susana Cosme Fotografia da capa: Castro de S. -
Estudo Histórico E Etnológico Do Vale Do Tua
ESTUDO HISTÓRICO E ETNOLÓGICO DO VALE DO TUA Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua Concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor Porto, 2017 VOLUMEI ESTUDO HISTÓRICO E ETNOLÓGICO DO VALE DO TUA (Concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor) COORDENAÇÃO Pedro C. Carvalho Luís Filipe Coutinho Gomes e João Nuno Marques Aproveitamento Hidroelétrico de Foz Tua Porto, 2017 VOLUMEI FICHA TÉCNICA ÍNDICE TÍTULO ESTUDOS SETORIAIS (Volume I) Estudo Histórico e Etnológico do Vale do Tua (Concelhos de Alijó, Carrazeda de Ansiães, Mirandela, Murça e Vila Flor) 4 00 Prefácios 10 01 Introdução (Pedro C. Carvalho, Luís Filipe Coutinho Gomes e João Nuno Marques) COORDENAÇÃO CIENTÍFICA 18 02 Áreas de estudo, objetivos e metodologias (Pedro C. Carvalho) Pedro C. Carvalho Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra 46 03 Pré-história (Joana Castro Teixeira) 170 04 Proto-história (Dulcineia B. Pinto) COORDENAÇÃO EXECUTIVA 240 05 Época Romana (Pedro C. Carvalho) Luís Filipe Coutinho Gomes Diretor Técnico do PSPC do AHFT pelo Consórcio Arqueohoje&Palimpsesto. Sócio gerente da Arqueohoje, Lda. ESTUDOS SETORIAIS (Volume II) João Nuno Marques Diretor Técnico do PSPC do AHFT pelo Consórcio Arqueohoje&Palimpsesto. Sócio gerente da Palimpsesto, Lda. 4 06 Alta Idade Média (Catarina Tente) 58 07 Idade Média (Ana Rita Rocha) AUTORES DESIGN GRÁFICO e PAGINAÇÃO 126 08 Época Moderna e Contemporânea (Manuel António Pereira Couto) Alejandro Beltrán Ortega João Pedro Rato e Luís Ferreira 244 09 Etnologia (Lois Ladra) Ana Rita Rocha Armando Redentor EDIÇÃO Carlos Duarte EDP, S.A. AÇÕES ESPECÍFICAS E PartILHADAS (Volume III) Catarina Tente Edições Afrontamento, Lda. -
Examen De Las Investigaciones Sobre Los Aborígenes De España Mediante La Lengua Vasca
View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk brought to you by CORE provided by Hedatuz Examen de las investigaciones sobre los aborígenes de España mediante la lengua vasca por GUILLERMO DE HUMBOLDT Traducción directa del alemán (2.ª edición) por Telesforo de Aranzadi Manuscrito (de 145 páginas en folio escritas a mitad) existente en la Biblioteca Nacional en Berlin. También existe una copia de amanuense (de 226 páginas en folio escritas a mitad) con correc- ciones de mano de Humboldt. Los manuscritos muestran una divi- sión en 74 párrafos; los presentes párrafos, 5, 19, 20, 23, 24, 29 y 43 son contracción de varios de los primitivos. El epígrafe primitivo dice: «Acerca de la utilidad, que presta el conocimiento de la lengua vasca en las investigaciones sobre los aborígenes de la Península Ibérica»; en su lugar apareció después: «Examen de las investiga- ciones sobre los aborígenes de Iberia por medio de la lengua vasca» y solo después en la copia el epígrafe definitivo. Primera impresión: Examen de las investigaciones sobre los aborígenes de Hispania mediante la lengua vasca. Por Guillermo de Humboldt. Berlin, 1821. Imp. Fernando Dümmler. VIII y 192 páginas. El índice se halla entre el prólogo y el texto. N. del T.—La nota precedente es de Alberto Leitzmann al comienzo de este trabajo, como número 3 del cuarto tomo (1820-1822) de las obras de Guillermo de Humboldt, editadas por la Academia prusiana de Cien- cias en 1905.—La traducción de D. Ramón Ortega y Frías (Madrid 1879) lleva por epígrafe: «Los primitivos habitantes de España. -
Esposende and the Origins of Castro Culture
PANEL 1 – IDENTITY(S): Man and Territory – Esposende and the origins of Castro Culture During the period between the end of the third millennium and the end of the first millennium BC, our ancestors established themselves in settlements located in high and strategic points of the vast territory that makes up the Northwestern region of the Iberian Peninsula. With distinct chronologies and geographical specificities, each settlement had its own particularity and a development that did not necessarily conform with each other. In the Northern part of Portugal, from the end of the Bronze Age up until the conquest of Rome, a very specific cultural reality was established, generically called “Cultura Casteja” or “Castro Culture”, because one of its most emblematic features is the fact that it is a settlement organized in fortified villages: the “Castros” and the “Citânias” or “Cividades”. Based on this reality, the current exhibition “IDENTITY (S): Man and Territory – Esposende and the origins of Castro Culture” will address issues of land management and occupation, that are inseparable from the potential of its surrounding territory for the acquisition and production of means of subsistence, the existence of areas with natural resources, the control and defense of their territories, land and river passages, as well as river and maritime navigation. Gallaecian - Lusitanian warrior (Reconstruction) Provenance: Statue of Castro of Outeiro do Lesenho, Boticas (top part) Statue of Castro of Monte Mozinho, Penafiel (bottom part) Source: “A cultura castreja no Noroeste de Portugal” de Armando Coelho F. da Silva (2007), p. 683. PANEL 2 - Pre-Roman Populations in the Iberian Peninsula The pre-Roman “populi” in the present territory of Portugal Throughout the first millennium BC the Iberian Peninsula witnessed the arrival of several groups of people, who coexisted with the indigenous population and inhabited different regions. -
Lenguas Indoeuropeas Prerromanas En El Noroeste Peninsular
Acta Palaeohispanica X Palaeohispanica 9 (2009), pp. 163-174 I.S.S.N.: 1578-5386. LENGUAS INDOEUROPEAS PRERROMANAS EN EL NOROESTE PENINSULAR Juan Luis García Alonso En el ámbito de la Paleohispanística la contribución de los estu- dios lingüísticos puede ser muy valiosa. Generalmente, sin duda, lo es. La arqueología tiene argumentos que se pueden tocar, que se pueden sentir. La historia antigua nos trae su propio mundo y lenguaje científico, que nos proporcionan sus propios frutos. La lingüística histórica tiene su propio ba- gaje. El problema principal de la lingüística en este entorno es que trabaja- mos sobre lenguas práctica o totalmente desconocidas. Paradójicamente es precisamente este desconocimiento lo que convierte a la lingüística y los lingüistas en un elemento imprescindible en esta empresa colectiva. En la Hispania antigua hay lenguas de textos abundantes y filiación desconocida o altamente dudosa (ibérico, tartésico). Con ellas los lingüistas se sienten con frecuencia como un humilde curandero ante un bypass coronario de un pa- ciente al borde de la muerte sobre la mesa de operaciones. Desesperados y paralizados por la duda, por la inseguridad. En la Hispania antigua hay también textos en lenguas desconocidas pero de filiación conocida o probable. El hecho de que un texto esté escrito en una lengua que muestra rasgos claros de pertenecer a la familia lingüística céltica, o de modo menos preciso, a la gran familia indoeuropea, posibilita una capacidad de trabajo mucho más fructífera y muchas más opciones ante la operación quirúrgica. La lingüística histórica, la lingüística indoeuropea, la lingüística céltica, han creado a lo largo de décadas una serie de conoci- mientos, de recursos, que dotan de herramientas al lingüista y le permiten abordar la tarea con ciertas garantías. -
El Municipium Romano De Aquae Flaviae Y Su Problemática»
EL MUNICIPIUM ROMANO DE AQVAE FLAVIAE Y SU PROBLEMÁTICA 1 THE ROMAN MUNICIPIUM OF AQVAE FLAVIAE AND ITS PROBLEMATIC Diana FONSECA SORRIBAS 2 Universitat Autónoma de Barcelona RESUMEN: Aquae Flaviae es una ciuitas romana del noroeste peninsular que destaca por ser un núcleo plenamente romano, de categoría municipal y con desarrollo urbano. A pesar de ello, tenemos un conocimiento muy deficiente de esta ciudad, tanto a nivel arqueológico como histórico. En este artículo pretendemos exponer un estado de la cuestión sobre su problemática PALABRAS CLAVE: Noroeste peninsular, municipium , urbanismo, termalismo romano ABSTRACT: In this paper, we want to explain about the roman ciuitas of Aquae Flaviae , its historic development and its problematic KEY WORDS: Northwestern peninsula, municipium , town-planning, roman thermalism El noroeste peninsular es una región rica en manifestaciones de termalismo y que cuenta con un número importante de asentamientos romanos vinculados a la explotación de este valioso recurso natural. En el conjunto de estos asentamientos, destaca por su importancia y por sus características la ciuitas de Aquae Flaviae , actualmente Chaves (Vila Real, Portugal). Esta ciuitas es el único municipium de todo el noroeste que no presenta dudas, puesto que, como veremos, los hallazgos epigráficos lo confirman con total claridad. También, es destacable por su naturaleza urbana, puesto que en el noroeste la urbanización prácticamente se limitó a las capitales conventuales. Esta ciudad romana del norte de Portugal se emplaza geográficamente en la región del Trâs-os-Montes, concretamente en una pequeña elevación a orillas del río Tâmega, zona fértil y donde abundan las surgencias termales, además de ser una región minera aurífera.