Elizandra Maria Ourico Garcia
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Conselho De Ministros ––––––
© Todos os direitos reservados. A cópia ou distribuição não autorizada é proibida. 2754 I Série — no 119 «B.O.» da República de Cabo Verde — 19 de outubro de 2020 CONSELHO DE MINISTROS do Decreto-Legislativo nº 1/2006, de 13 de fevereiro, na nova redação que lhe foi dada pelo Decreto-Legislativo nº –––––– 6/2010, de 21 de junho, e Decreto-Legislativo nº 4/2018, de 6 de julho, e no artigo 72º do Decreto-lei nº 43/2010, Resolução nº 142/2020 de 27 de setembro; e de 19 de outubro Nos termos do nº 2 do artigo 265º da Constituição, o Governo aprova a seguinte Resolução: Cabo Verde, enquanto país pequeno, insular e arquipelágico, agravado pelas suas vulnerabilidades económica e Artigo 1º ambiental, exige estratégias adequadas de gestão dos seus recursos naturais. Aprovação É nesta linha de preocupações que Cabo Verde ratificou É aprovado o Plano de Gestão do Complexo de Áreas a Convenção sobre a Diversidade Biológica em 1995 e Protegidas da ilha do Maio, adiante designado CAPM, em 1999 elaborou a Estratégia Nacional e Plano de Acão cujos Regulamentos e carta síntese de zonamento se sobre a Biodiversidade. publicam em anexo à presente Resolução, da qual fazem parte integrante. Em 2003, foi publicado o Decreto-lei nº 3/2003, de 24 de Artigo 2º fevereiro, alterado pelo Decreto-lei nº 44/2006, de 28 de agosto, sobre o regime jurídico de espaços naturais, que cria Natureza jurídica e âmbito 47 áreas protegidas, com 6 categorias: Parque Nacional, Parque Natural, Reservas Naturais, Paisagem Protegida, 1- O Plano de Gestão do CAPM são instrumentos Monumento Natural e Sítios de Interesse Científico. -
Inventário Dos Recursos Turísticos Da Ilha Do Maio
INVENTÁRIO DOS RECURSOS TURÍSTICOS DA ILHA DO MAIO JANEIRO/ 2015 Elaborado por : AJD - Consultorias em Turismo Cidade: Assomada / Santa Catarina Telm: 9222590/9864539/9932095 Email: [email protected] ÍNDICE APRESENTAÇÃO..........................................................................................................9 I. Objectivos..............................................................................................................9 II. Metodologia.........................................................................................................10 CAPITULO I – ENQUADRAMENTO GERAL 1. Breve Historial da ilha.............................................................................12 1.1 Clima.................................................................................................12 1.2 Fauna e Flora.....................................................................................13 CAPITULO II – ILHA DO MAIO 1. Caracterização da ilha do Maio...........................................................................15 1.1 Município do Maio.......................................................................................15 1.2 Nome............................................................................................................16 1.3 Presidente.....................................................................................................16 1.4 Divisão Administrativa................................................................................16 1.5 Aspétos Geográficos ...................................................................................16 -
Guia De Recursos Naturais E Patrimoniais Ilha Do Maio Cabo Verde
ILHA DO MAIO CABO VERDE GUIA DE RECURSOS NATURAIS E PATRIMONIAIS MAIO ISLAND CABO VERDE GUIDE TO NATURAL RECOURCES AND PATRIMONIAL Índice Câmara do Maio City Council of Maio 7 Fundação Maio Biodiversidade Maio Biodiversity Foundation 9 Caracterização da Ilha do Maio Characterization of Ilha do Maio 11 Bem-vindos Welcome 13 Cuidados a ter Be aware of 15 Legenda Legend 16 Recursos naturais e culturais 18 Natural and cultural resources 18 Cidade do Porto Inglês 20 Reserva Marinha das Casas Velhas 21 Marine Reserve of Casas Velhas 21 Paisagem Protegida das Salinas do Porto Inglês 25 Protected Landscape of Salinas do Porto Inglês 25 Morro 26 Reserva Natural da Praia do Morro 28 Natural Reserve of Praia do Morro 28 Calheta 30 Morrinho 34 Cascabulho 36 Parque Natural do Norte da Ilha do Maio 38 Norte da Ilha do Maio Natural Park 38 Pedro Vaz | Praia Gonçalo | Santo António 44 Paisagem Protegida de Monte Penoso e Monte Branco 49 Protected Landscape of Monte Penoso and Monte Branco 49 Alcatraz | Pilão Cão 50 Reserva Natural da Lagoa Cimidor 53 Natural Reserve of Lagoa Cimidor 53 Ribeira D. João 54 Figueira 58 Paisagem Protegida de Barreiro e Figueira 59 Protected Landscape of Barreiro and Figueira 59 Barreiro 62 Principais Festas Main Festivals 67 Ficha técnica Credits 69 | 5 O município do Maio aposta na afirmação da ilha como destino turístico sustentável e solidário. A valorização do património ambiental e cultural da ilha do Maio é genuinamente assumida como um eixo estratégico do desenvolvimento local. A cooperação e as parcerias que têm vindo a ser estabelecidas, bem como os projetos implementados para potenciar o desenvolvimento do Maio – contribuindo para mitigar a pobreza e a acelerar o desenvolvimento sustentável – estão em sintonia com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e na obtenção de objetivos comuns. -
Japan International Cooperation Agency (JICA)
No. Republic of Cape Verde Ministry of Tourism, Industry and Energy Power Transmission and Distribution System Development Project in The Republic of Cape Verde Final Report July 2010 JAPAN INTERNATIONAL COOPERATION AGENCY Chubu Electric Power Co., Inc. IDD JR 10-062 Preface In response to the request from the Government of the Republic of Cape Verde, the Government of Japan decided to conduct the "Power Transmission and Distribution System Development Project in The Republic of Cape Verde" and entrusted the Study to the Japan International Cooperation Agency (JICA). JICA sent a Study Team, led by Mr. Keiji SHIRAKI and organized by Chubu Electric Power Co., Inc. to Cape Verde three times from November 2009 to May 2010. The Team held a series of discussions with officials from the Ministry of Tourism, Industry and Energy and conducted related field surveys. After returning to Japan, the Team conducted further studies and compiled the final results in this report. I hope that the report will contribute to the development of power system facilities, stable power supply in Cape Verde, and the enhancement of amity between our two countries. I would also like to express my sincere appreciation to the officials concerned for their close cooperation throughout the Study. July 2010 Atsuo KURODA Vice President Japan International Cooperation Agency July 2010 Atsuo KURODA Vice President Japan International Cooperation Agency Tokyo, Japan Letter of Transmittal We are pleased to submit to you the final report for the “Power Transmission and Distribution System Development Project in The Republic of Cape Verde”. The study was implemented by Chubu Electric Power Co., Inc. -
Environment and Social Assessment Study of the Tourism Sector in Cape Verde 2
Environment and Social Assessment Public Disclosure Authorized Study of the Tourism Sector in Cape Verde Public Disclosure Authorized Public Disclosure Authorized Final Report MINISTRY OF FINANCE Special Projects Management Unit RFP NO.: CTDP /01/2017 WORLD BANK / INTERNATIONAL DEVELOPMENT ASSOCIATION May 2018 Public Disclosure Authorized MundiServiços – Companhia Portuguesa de Quaternaire Portugal, Consultoria para o Serviços e Gestão, Lda. Desenvolvimento SA Rua José Dias Coelho nº36B Rua Tomás Ribeiro, 412 - 2º 1300-329 Lisboa / Portugal 4450-295 Matosinhos / Portugal Tel: + 351 213 617 230 / Fax: + 351 213617239 Tel: + 351 229 399 150 / Fax: + 351 22 399 159 E-mail: [email protected] E-mail: [email protected] Website: http://www.mundiconsulting.net Website: http://www.quaternaire.pt TABLE OF CONTENTS 1 INTRODUCTION ................................................................................................................. 5 2 DIAGNOSIS......................................................................................................................... 8 2.1 Tourism ............................................................................................................................. 9 2.1.1 Current Situation ................................................................................................................. 9 2.1.2 Institutional and Legal Framework ...................................................................................... 19 2.1.3 Stakeholders’ space............................................................................................................ -
Relatório De Actividades 2011 2
CÂMARA MUNICIPAL RELATÓRIO DE ACTIVIDADES DO ANO DE 2011 Câmara Municipal do Maio, 31 de Janeiro de 2012 Câmara Municipal SUMÁRIO 1.Introdução 2.Sectores de Actividades 2.1. Abastecimento de Água, Saneamento e Espaços Verdes 2.1.1. Abastecimento de água 2.1.2. Saneamento 2.1.3. Espaços Verdes 2.2. Transporte, Abastecimento Público, Protecção Civil e Segurança Pública e Fiscalização 2.2.1. Transporte 2.2.2. Abastecimento Público 2.2.3. Protecção Civil e Segurança Pública 2.2.4. Fiscalização 2.3. Urbanismo, Meio Ambiente e Obras Municipais 2.3.1. Urbanismo 2.3.2. Meio Ambiente 2.3.2.1.Áreas protegidas 2.3.2.2. Intervenções nas áreas protegidas 2.3.3 Obras Municipais 2.4. Educação e Cultura 2.4.1. Educação 2.4.2. Cultura 2.5. Habitação e Promoção Social 2.5.1. Habitação 2.5.2. Promoção Social 2.6. Dinamização das Actividades Económicas 2.6.1. Energia e comunicações 2.6.2. Agro-pecuária e Silvicultura 2.6.3. Pesca 2.6.4. Indústria 2.6.5 Turismo 2.7. Saúde e Qualidade de Vida 2.7.1. Saúde 2.7.2. Qualidade de vida 2.8. Desporto e Recreação Relatório de Actividades 2011 2 Câmara Municipal 2.9 Associativismo 2.10. Administração Municipal 2.11. Informação e Comunicação 2.12. Apoio Institucional 2.13. Relações Exteriores e Cooperação Relatório de Actividades 2011 3 Câmara Municipal 1.INTRODUÇÃO A persistência da crise económica e financeira mundial teve reflexo evidente na redução das receitas de capital e na transferência do sector público, o que acabou por condicionar a execução de várias acções, sobretudo as de construção de algumas infra-estruturas municipais previstas no plano de 2011. -
Comportamento Hidrodinâmico De Aquíferos
View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk brought to you by CORE provided by Portal do Conhecimento O USO DE TÉCNICAS ISOTÓPICAS NA DISCRIMINAÇÃO DOS PROCESSOS ENVOLVIDOS NA MINERALIZAÇÃO DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS DA ILHA DE MAIO (CABO VERDE) contributo para a gestão dos recursos hídricos subterrâneos Alberto da Silva LIMA Doutor em Hidrogeologia, Centro de Investigação Geológica, Ordenamento e Valorização de Recursos, Departamento de Ciências da Terra, Universidade do Minho, 4710-057 Braga, Portugal, [email protected] RESUMO Para além dos processos naturais, a mineralização das águas subterrâneas em ambientes costeiros e insulares pode ser influenciada diretamente pela massa de água oceânica. Este processo está relacionado com o equilíbrio da chamada interface água doce/água salgada que, mesmo em condições naturais, poderá contribuir para a salinização das águas doces continentais. O presente estudo foi realizado na ilha de Maio (Cabo Verde), uma das quatro ilhas pertencentes ao grupo do sotavento. É uma das mais planas ilhas do Arquipélago, atingindo uma altitude máxima de 436 m no Monte Penoso. Inserida na região Saheliana, a ilha de Maio apresenta um clima do tipo árido, com uma precipitação média anual de 124 mm e uma temperatura média de 24,4 ºC. Os aspectos climáticos da ilha do Maio e as suas características geológicas determinam uma mineralização relativamente elevada das águas subterrâneas, com valores de condutividade eléctrica maioritariamente superiores a 1 mS/cm. Além dos factores antes referidos, a mineralização destas águas parece estar, pelo menos em alguns casos, influenciada pela fraca inclinação da interface água doce/água salgada nas áreas litorais. -
Final Report
Environment and Social Assessment Study of the Tourism Sector in Cape Verde Final Report MINISTRY OF FINANCE Special Projects Management Unit RFP NO.: CTDP /01/2017 WORLD BANK / INTERNATIONAL DEVELOPMENT ASSOCIATION May 2018 MundiServiços – Companhia Portuguesa de Quaternaire Portugal, Consultoria para o Serviços e Gestão, Lda. Desenvolvimento SA Rua José Dias Coelho nº36B Rua Tomás Ribeiro, 412 - 2º 1300-329 Lisboa / Portugal 4450-295 Matosinhos / Portugal Tel: + 351 213 617 230 / Fax: + 351 213617239 Tel: + 351 229 399 150 / Fax: + 351 22 399 159 E-mail: [email protected] E-mail: [email protected] Website: http://www.mundiconsulting.net Website: http://www.quaternaire.pt TABLE OF CONTENTS 1 INTRODUCTION ................................................................................................................. 5 2 DIAGNOSIS......................................................................................................................... 8 2.1 Tourism ............................................................................................................................. 9 2.1.1 Current Situation ................................................................................................................. 9 2.1.2 Institutional and Legal Framework ...................................................................................... 19 2.1.3 Stakeholders’ space............................................................................................................. 21 2.1.4 Summary of Opportunities, -
Relatório De Actividades 2012 2
CÂMARA MUNICIPAL RELATÓRIO DE ACTIVIDADES DO ANO DE 2012 Câmara Municipal do Maio, 11 de Fevereiro de 2013 Câmara Municipal SUMÁRIO 1.Introdução 2.Sectores de Actividades 2.1. Abastecimento de Água, Saneamento e Espaços Verdes 2.1.1. Abastecimento de água 2.1.2. Saneamento 2.1.3. Espaços Verdes 2.2. Transporte, Abastecimento Público, Protecção Civil e Segurança Pública, e Fiscalização 2.2.1. Transporte 2.2.2. Abastecimento Público 2.2.3. Protecção Civil e Segurança Pública 2.2.4. Fiscalização 2.3. Urbanismo, Meio Ambiente e Obras Municipais 2.3.1. Urbanismo 2.3.2. Meio Ambiente 2.3.3 Obras Municipais 2.4. Educação e Cultura 2.4.1. Educação 2.4.2. Cultura 2.5. Habitação e Promoção Social 2.5.1. Habitação 2.5.2. Promoção Social 2.6. Dinamização das Actividades Económicas 2.6.1. Energia 2.6.2. Agro-pecuária e Silvicultura 2.6.3. Pesca 2.6.4. Indústria 2.6.5 Turismo 2.7. Saúde 2.8. Desporto e Recreação 2.9 Associativismo 2.10. Administração Municipal Relatório de Actividades 2012 2 Câmara Municipal 2.11. Informação e Comunicação 2.12. Apoio Institucional 2.13. Relações Exteriores, Emigração e Cooperação 3.Constrangimentos 4.Anexos Relatório de Actividades 2012 3 Câmara Municipal 1.INTRODUÇÃO O ano de 2012, à semelhança do que vinha acontecendo nos anos anteriores, ficou marcado por uma redução significativa das receitas de capital e das transferências do sector público, explicada, em parte, por influência directa da crise económica e financeira mundial. Ainda assim, conseguimos materializar boa parte das iniciativas previstas no Plano de Actividades, referente ao mesmo ano, com destaques para a aprovação do Plano Director Municipal (PDM), do Plano de Desenvolvimento Urbano (PDU) do Morro, a conclusão e entrada em funcionamento do laboratório de controlo de qualidade de água, o início da reabilitação do Forte S. -
Brochura Flora | Fauna Ilha Do Maio Cabo Verde
ILHA DO MAIO CABO VERDE FLORA | FAUNA MAIO ISLAND CABO VERDE FLORA | FAUNA Índice Câmara do Maio City Council of Maio 7 Fundação Maio Biodiversidade Maio Biodiversity Foundation 9 Caracterização da Ilha do Maio Characterization of Ilha do Maio 11 Bem-vindos Welcome 13 Cuidados a ter Be aware of 15 Legenda Legend 16 Recursos naturais e culturais 18 Natural and cultural resources 18 Flora 20 Fauna 23 Répteis - Lagartos 23 Reptiles - Lizards 23 Aves de rapina 25 Birds of prey 25 Aves de caça 27 Game birds 27 Aves - pássaros e outras 28 Passerine birds and others 28 Aves limícolas 29 Wader birds 29 Aves aquáticas 31 Waterbirds 31 Aves marinhas 34 Seabirds 34 Répteis - Tartarugas marinhas 34 Reptiles - Sea turtles 34 Tubarões 36 Sharks 36 Mamíferos marinhos 38 Marine mammals 38 Ficha técnica 41 Credits 41 | 5 O município do Maio aposta na afirmação da ilha como destino turístico sustentável e solidário. A valorização do património ambiental e cultural da ilha do Maio é genuinamente assumida como um eixo estratégico do desenvolvimento local. A cooperação e as parcerias que têm vindo a ser estabelecidas, bem como os projetos implementados para potenciar o desenvolvimento do Maio – contribuindo para mitigar a pobreza e a acelerar o desenvolvimento sustentável – estão em sintonia com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e na obtenção de objetivos comuns. Através deste guia de recursos naturais e culturais, com destaque para as áreas protegidas, pretende-se simultaneamente divulgar esta riqueza e contribuir para a sua salvaguarda, utilizando a informação e a promoção dos valores como aliados na preservação dos recursos. -
Apresentação Do Powerpoint
CENTRO INTERPRETATIVO DAS SALINAS DE PORTO INGLÊS Conceito, Conteúdos e Práticas Ilha do Maio, Cabo Verde FICHA TÉCNICA Título: Centro Interpretativo das Salinas de Porto Inglês - Conceito, Conteúdos e Práticas Conceito e organização: Luísa Janeirinho e Margarida Mestre Fotografias: IMVF, Maio Biodiversidade, Lima Limão, Câmara Municipal do Maio, Tó Gomes Photography, Museu do Mundo Tradução (narrativa expositiva, em Inglês): André Mestre Agosto de 2019 ISBN: 978-989-54015-6-7 Suporte: Eletrónico; Formato: n.d O abraço das mulheres do Maio é moreno, é negro, querem inundar o mundo de mistérios e partilhar a alma é mulato, mas sem segredos inúteis ou amadurecidos versos. é, por vezes, As mulheres de todas as cores da ilha do Maio, da cor pujante da espuma as mãos castanhas e verdes das ondas do mar... carregadas de ternura, poema ardente Cheio, forte, vem com os olhos de sol e maresia, transido rumorejo de ondas, o peito solto, cintura de búzios o suave feitiço e dança silabada de melaço, do batuque nas ancas, Abraçam como se receio tivessem de, num instante, os sonhos, o fogo e os lábios adocicados, perder, no MOMENTO certo do milénio, na esperança do pão em palavras de oiro o ritmado e quente perfume da eternidade. Traz consigo, o abraço das mulheres do Maio, Jorge Carlos Fonseca (poeta e Presidente da Republica de Cabo Verde), a vastidão azul e a salmoura do arquipélago todo. in: O Albergue Espanhol, pag. 115, Edição Rosa de Porcelana, 2017 Parece que, no abraço, Tó Gomes Photografy CENTRO INTERPRETATIVO DAS SALINAS DE PORTO INGLÊS ÍNDICE 1. -
GESTÃO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS EM AMBIENTES INSULARES Caso De Estudo Da Ilha Do Maio (Cabo Verde)
GESTÃO DE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS EM AMBIENTES INSULARES caso de estudo da ilha do Maio (Cabo Verde) Alberto da Silva LIMA Doutor em Hidrogeologia, Centro de Investigação Geológica, Ordenamento e Valorização de Recursos, Departamento de Ciências da Terra, Universidade do Minho, 4710-057 Braga, Portugal, [email protected] Elizandra Maria O. GARCIA Mestre em Ordenamento e Valorização de Recursos Geológicos, Cabo Verde, + 2389953637, [email protected] RESUMO A gestão de águas subterrâneas em zonas costeiras assume particular relevância em ambientes insulares, devido a elevada proporção de terrenos adjacentes às massas de água oceânicas. Em ilhas planas, de reduzida dimensão e com clima árido ou semiárido, a problemática é ainda mais sensível, já que a escassa precipitação atmosférica e a elevada evapotranspiração potencial determinam reservas de água subterrânea muito limitadas. A estes aspectos de natureza climática, há que acrescentar a reduzida inclinação da interface água doce/água salgada e a consequente possibilidade de intrusão salina nas áreas costeiras. O presente estudo foi efectuado na ilha de Maio, a mais antiga e uma das mais planas ilhas do Arquipélago de Cabo Verde. Apresenta um comprimento máximo de 24,1 km e uma largura máxima de 16,3 km, ocupando uma área de, aproximadamente, 269 km2. A maior parte da ilha apresenta cotas muito baixas, frequentemente inferiores a 100 m. Constitui exceção o maciço central, onde se erguem algumas elevações, culminando no Monte Penoso com uma altitude de 436 m. Em termos hidrogeológicos, o escoamento geral é do tipo centrífugo e processa-se segundo gradientes hidráulicos que, nas regiões litorais, podem assumir valores muito baixos, favorecendo a intrusão salina.