TATJANE GARCIA DE MEIRA ALBACH.Pdf
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A Rainha Quelé: Raízes Do Empretecimento Do Samba1
A RAINHA QUELÉ: RAÍZES DO EMPRETECIMENTO DO SAMBA1 “Quelé” Queen: The Roots of the Samba Blackening Dmitri Cerboncini Fernandes* RESUMO Neste artigo analiso o advento de Clementina de Jesus ao cenáculo artístico na década de 1960. Seu surgimento possibilitou que certo nacionalismo de esquerda, até então propugnado de modo unívoco por um grupo de intelectuais e ativistas das artes populares, descobrisse uma nova feição, a que viria a ser considerada a mais “autêntica”: a afro-negro-brasileira. A partir deste ponto abria-se uma via aos movimentos negros e aos construtos que davam conta da categorização do outrora “nacional-universal” samba: o “verdadeiro” samba encontrava doravante a sua raiz exclusivamente afro-negra, ao passo que, de outro lado, o que se pode denominar imprecisa e vagamente de “cultura” afro-brasileira – ideário que em partes subsidiou a formação do Movimento Negro Unificado – o seu símbolo-mor nas artes nos anos 1970-80: o samba “verdadeiro”. Palavras-chave: Movimento Negro, Samba, Sociologia da Arte. ABSTRACT In this article I analyse the advent of Clementina de Jesus within the artistic cenacle of the 1960s. Her rise made possible that a certain left-wing nationalism, thus far advocated univocally by a group of intellectuals and activists from the popular arts, discovered a new feature, one that would come to be considered 1 Uma primeira versão deste artigo foi apresentada no 36.º Encontro anual da Anpocs, Grupo de Trabalho 30 – Relações Raciais: desigualdades, identidades e políticas públicas, em outubro de 2012. Agradeço as críticas e sugestões de Walter Risério. * Professor Adjunto II de Ciências Sociais na Universidade Federal de Juiz de Fora. -
Data Hora Música Intérprete Compositor Programa Vivo Mec. 01/07/2019 02:01:14 CONCERTO PARA VIOLINO EM RÉ MAIOR ORQUESTRA DE
Relatório de Programação Musical Razão Social: Empresa Brasil de Comunicação S/A - EBC CNPJ: 09.168.704/0001-42 Nome fantasia: Rádio MEC AM BRASÍLIA - Dial: 800kHZ - UF:DF Execução Data Hora Música Intérprete Compositor Programa Vivo Mec. ORQUESTRA DE CÂMARA LES INVENTIONS TOUCHEMOULIN (Joseph)(1727- 01/07/2019 02:01:14 CONCERTO PARA VIOLINO EM RÉ MAIOR VIOLINO: DANIEL SEPEC Programação Musical X 1801)(França) DIREÇÃO: PATRICK AYRTON HARMONIZAÇÃO PARA INSTRUMENTOS DE SOPRO CONJUNTO DE CÂMARA MOZZAFIATO MOZART (Wolfgang Amadeus) (1756-1791) 01/07/2019 02:22:43 Programação Musical X SOBRE TEMAS DA ÓPERA: "AS BODAS DE FIGARO" DIREÇÃO: CHARLES NEIDICH (Áustria) Piano: Christopher Hinterhuber CONCERTO PARA PIANO e ORQUESTRA EM LÁ 01/07/2019 02:41:48 ORQUESTRA FILARMÔNICA REAL DE LIVERPOOL RIES (FERDINAND)(1784-1838)(Alemanha) Programação Musical X MENOR, OP. 132 - "ADEUS À INGLATERRA". REGENTE: UWE GRODD QUARTETO "VOKALZEIT" e Composições de Weber, Schumann, Heinrich 01/07/2019 03:17:15 SELEÇÃO DE CANÇÕES FOLCLÓRICAS ALEMÃS Programação Musical X TROMPISTAS DA ORQUESTRA FILARMÔNICA DE BERLIM Werner, (1841 - 1904) 01/07/2019 03:27:46 QUINTETO DE CORDAS EM LÁ MENOR, OPUS 1 MEMBROS DO OCTETO DA FILARMÔNICA DE BERLIM DVORÁK (Antonín)(1841 - 1904)(República Programação Musical X Checa) ORQUESTRA SINFÔNICA NACIONAL DO BRASIL - UFF LEOPOLDO MIGUEZ (1850-1902)(Rio de 01/07/2019 03:56:12 "AVE LIBERTAS" - Poema Sinfônico Programação Musical X REGENTE: LÍGIA AMADÍO Janeiro) PRELÚDIO DA ÓPERA "OS MESTRES CANTORES DE THE LONDON CLASSICAL PLAYERS WAGNER (Richard) (1813-1883) (Austria - 01/07/2019 04:15:52 Programação Musical X NÜREMBERG" REGENTE: ROGER NORRINGTON Italia) LISZT (Franz) (1811-1886)(Hungria- 01/07/2019 04:24:36 SONATA EM SI MENOR S.178 PIANO: ARNALDO COHEN Programação Musical X Alemanha) DOS CAMPOS e BOSQUES DA BOÊMIA - POEMA ORQUESTRA FILARMÔNICA DE ISRAEL SMETANA(Bedrich)(1824 - 1884)(República 01/07/2019 04:55:34 Programação Musical X SINFÔNICO DO CICLO "A MINHA PÁTRIA". -
Cazuza: Música, Poesia E Spleen
Cazuza: música, poesia e spleen Leandro Garcia Rodrigues O recente sucesso do filme Cazuza O Tempo não Pára tem despertado inúmeras críticas e debates; Cazuza, que foi uma espécie de ícone para a sua geração, estava sendo apresentado para outros jovens que o conheciam insuficientemente através de uma ou outra canção tocada nas rádios ou em coletâneas. Para outros parceiros da época do artista pareceu mesmo que o tempo tinha voltado através das músicas e dos cenários que tão bem reconstituíram aqueles anos. Os anos 80 As avaliações acerca da década de 80 já fazem parte de acalorados debates e tentativas de se estabelecer em conceitos interpretativos sobre essa época. A Geração Coca-Cola, para usar uma expressão de Renato Russo, cada vez mais é colocada no divã desesperado dos analistas culturais; todos têm demonstrado uma certa unanimidade em reconhecer sua principal característica: a de ser um gap, ou seja, um espaço vazio e paradoxalmente produtivo, tenso em suas experimentações estilísticas, o que poderia ser comparado, respeitando-se os limites, à idéia do entre-lugar defendida por Silviano Santiago anos antes. É neste espaço, aparentemente vazio ideologicamente, que vemos surgir, de forma sintomática, inúmeras manifestações artísticas, particularmente o Rock Brasil. Testemunha pessoal da Ditadura, essa geração viu florescer um ardor de liberdade iniciado com a abertura da Anistia, em 1979, e com o movimento das Diretas Já, em 1984. A primeira eleição presidencial após o Regime de 64 coincidiu com o próprio Rock in Rio I, o ano era 1985 e já antes a empolgação do “poder jovem” podia ser observada, que o diga o showmício de Leonel Brizola, realizado pelo Barão Vermelho em 1982. -
A Escuta Opositora De Canções Brasileiras: Negociando Sentidos Entre Performances E Versões
A escuta opositora de canções brasileiras: Negociando sentidos entre performances e versões The oppositional listening regarding Brazilian songs: Negotiating meanings between performances and versions Lucianna Furtado Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGCOM-UFMG) e mestre pela mesma instituição. Integrante do Coragem - Grupo de Pesquisa em Comunicação, Raça e Gênero; e do Escutas - Grupo de Pesquisa e Estudos em Sonoridades, Comunicação, Textualidades e Sociabilidade. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Laura Guimarães Corrêa Professora Doutora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFMG, com vínculo à linha Processos Comunicativos e Práticas Sociais. Integra a diretoria do Centro Internacional de Semiótica e Comunicação (CISECO) e coordena o Grupo de Pesquisa em Comunicação, Raça e Gênero (Coragem). Submetido em 22 de Março de 2020 Aceito em 29 de Maio de 2020 RESUMO A partir do conceito de olhar opositor de bell hooks e de leitura negociada em Stuart Hall, este artigo reflete sobre versões de canções brasileiras (ligadas ao samba, especialmente) em que as ouvintes e intérpretes subvertem sentidos ao contestar discursos, masculinos em sua maioria, marcados pelo sexismo, pela heteronormatividade, pelo racismo e pelo classismo, entre outras formas de opressão, presentes na música popular. Compreendendo o samba como forma afro-brasileira marcada por histórias de resistência, as versões contestadoras que destacamos não pretendem anular a versão de base, mas propõem uma negociação – política, musical – com os sentidos dominantes ou preferenciais. PALAVRAS-CHAVE: Racismo; Sexismo; Interseccionalidade; Versões musicais; Samba. Dossiê A Música e suas Determinações Materiais – https://revistaecopos.eco.ufrj.br/ ISSN 2175-8689 – v. -
Título Do Trabalho: (Fonte Times, Tamanho 16, Justificado)
XXIII Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música – Natal – 2013 Um percurso do baião na música popular brasileira através de três estudos de caso MODALIDADE: PAINEL José Roberto Zan Universidade Estadual de Campinas – [email protected] Resumo: Dentro da vasta e diversificada produção da música popular brasileira, o baião aparece como um segmento musical fortemente ligado às ideias de “tradição” e de “brasilidade”. O conhecimento desse repertório e de seus elementos musicais constitutivos (como levada rítmica, escalas e padrões melódicos) parece se constituir numa espécie de pré-requisito para se tocar música “autenticamente” brasileira. Contudo, um exame histórico revela que, ao longo de sua formatação na indústria fonográfica, o baião foi sendo revestido de diferentes significados de acordo com os contextos em que aparecia e com os modos como foi apropriado pelos músicos populares. Cada um dos trabalhos que compõe esse painel trabalha com canções ou temas instrumentais ligados ao baião produzidos em três períodos diferentes: o primeiro abordando os anos 1960; o segundo retornando aos anos 1940 e 1950; e o terceiro contemplando a década de 1970. Busca-se perceber de que modo os compositores e intérpretes trabalharam com elementos ligados a esse segmento musical e de quais sentidos ele se revestia em cada contexto. Palavras-chave: Baião. História da música popular brasileira. Análise musical. Mass song, instrumental music and MPB: a journey of baião. Abstract: Inside the large and varied Brazilian popular music production, baião appears as a musical segment strongly connected to ideas of “tradition” and “Brazilianess”. Knowing this repertoire and its constitutive musical elements (such as grooves, scales and melodic patterns) is presented as a precondition for playing “genuinely” Brazilian music. -
A Moda Refletida No Espelho Da MPB Fashion Reflects in Brazilian Popular Music Mirror
[ 66 ] ] artigos [ [ 67 ] artigo] A moda refletida no espelho da MPB Fashion reflects in brazilian popular music mirror [ FRED GÓES ] É carioca, prof. doutor da Faculdade de Letras da UFRJ, pós-doutor da Universidade de Tulane, EUA, pesquisador CNPq, Conselheiro titular do Conselho de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, compositor letrista, [ 68 ] ensaísta, contista, dramaturgo. Autor de 12 livros e colaborador de revistas culturais especializadas. Tem mais de 60 canções gravadas por renomados intérpretes da MPB. [resumo] No presente artigo busca-se colocar em foco a recor- rência com que a moda é mencionada nos versos da música popular brasileira, revelando hábitos e costumes da sociedade em diferentes momentos da nossa história , servindo como do- cumento de época. [ palavras-chave ] moda; música popular brasileira; estudos culturais. [abstract] The aim in the present article is to focalize how frequent fashion world is present in Brazilian popular music words (rhymes) and how this presence reveals social customs and habits in different moments of our history as a sort of period document. [key words] fashion; brazilian popular music; cultural studies. A música popular brasileira tem um lugar de grande relevância na for- mação cultural da nossa gente. Fomos educados fazendo um percurso singular, aos saltos, ultrapassando etapas funda- mentais. Analfabetos, iletrados e, por- Os versos da marchinha evidenciam tanto, sem tradição livresca, acabamos que a “Paris tropical” idealizada por Pe- “alfabetizados” pelo rádio que, nos anos reira Passos (o Rio de Janeiro) não perdia 1930 do século XX, era já o mais po- tempo quando o assunto era moda: pular meio de comunicação, ainda que recém-inaugurado na década anterior Tudo à la garçonne (Pedro de Sá (1922). -
É Possível Pensar O Samba Por Meio Da Filosofia? Resenha De SILVA, Wallace Lopes (Org.)
UFSM Voluntas: Revista Internacional de Filosofia DOI: 10.5902/2179378639984 Santa Maria, v.10, p. 261-264 ISSN 2179-3786 Dossiê Interfaces da Filosofia Africana Submissão: 10/09/2019 Aprovação: 10/09/2019 Publicação: 30/09/2019 É possível pensar o samba por meio da filosofia? Resenha de SILVA, Wallace Lopes (Org.). Sambo, logo penso: afroperspectivas filosóficas para pensar o samba. Rio de Janeiro: Hexis/Fundação Biblioteca Nacional, 2015. Nilton José Sales Sávio* E se pensássemos o samba por meio da filosofia? Uma análise possível? Bom, talvez estranharíamos um pouco, na medida em que parece não ser algo da alçada do pensamento filosófico como o conhecemos. Ora, provavelmente nunca diríamos algo desse gênero, se no lugar do samba estivesse a música erudita, por quê? Existiria um limite do que podemos ou não pensar filosoficamente? Alguns até argumentarão que seria possível, pouco provável, mas possível, estudar o samba, desde que fosse por meio da estética. E se quiséssemos mais? Ir mais longe? Pensar a ética pelo/no samba? Com certeza, isso não seria possível se ficássemos restritos a formação que a academia nos proporciona, aos sistemas que nos apresentam. Devemos nos questionar sobre esses sistemas: por que o grupo de autores não poderia ser expandido? Por que os temas não são ampliados? Por que temos dificuldade em encontrar uma filosofia legitimamente brasileira? A obra organizada por Silva é precisamente uma resposta a esse modo de se fazer filosofia, que propõe considerar inclusive a forma como são construídos os sistemas, como as regras são dadas e de onde elas vêm. Ao longo dos seus onze capítulos, compostos por artigos de diversos autores, a filosofia afroperspectivista é apresentada, de forma dinâmica, séria e muito original, mesmo incômoda. -
Franciscoisraeldecarvalho TESE
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES DEPARTAMENTO DE LETRAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DA LINGUAGEM LITERATURA COMPARADA Francisco Israel de Carvalho A IMAGEM BARROCA DE CARMEN MIRANDA NO CENÁRIO DA MODERNIDADE Natal /RN 2017 FRANCISCO ISRAEL DE CARVALHO A IMAGEM BARROCA DE CARMEN MIRANDA NO CENÁRIO NA MODERNIDADE Tese apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Estudos da Linguagem – PPgEL, do Departamento de Letras da Universidade do Rio Grande do Norte, como requisito parcial para obtenção do título de doutor. Orientador: Prof. Dr. Francisco Ivan da Silva Natal/RN 2017 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Sistema de Bibliotecas - SISBI Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes – CCHLA Carvalho, Francisco Israel de. A imagem barroca de Carmen Miranda no cenário da modernidade / Francisco Israel de Carvalho. - Natal, 2017. 373f.: il. color. Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem. Orientador: Prof. Dr. Francisco Ivan da Silva. 1. Miranda, Carmen - 1909-1955 - Tese. 2. Barroco - Tese. 3. Antropofagia - Tese. 4. Carnavalização - Tese. 5. Samba - Tese. 6. Cinema - Tese. I. Silva. Francisco Ivan da. II. Título. RN/UF/BS-CCHLA CDU 7.034.7(81) FRANCISCO ISRAEL DE CARVALHO A IMAGEM BARROCA DE CARMEN MIRANDA NO CENÁRIO DA MODERNIDADE Tese apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de doutor, em Estudos da Linguagem – Literatura Comparada – da Universidade Federal do Rio Grande do Norte Aprovado em 31/Maio/2017 BANCA EXAMINADORA ____________________________________________________ Prof. -
Tessituras Artísticas
TESSITURAS ARTÍSTICAS Quando o Tiê Virou Melodia: Uma radiobiografia de Dona Ivone Lara1 Elaine Gonzaga de Oliveira2 Resumo: As mulheres negras sempre estiveram presentes no processo de formação da 93 cultura brasileira. Literatura, teatro, cinema, artes plásticas e música. Suas presenças, porém, acabam reduzidas ao âmbito de suas comunidades imediatas, como a família, vizinhança e amigos. Suas produções são pouco disseminadas e analisadas. No campo da música, algumas dessas mulheres negras são verdadeiras guardiãs das tradições orais da musicalidade negra. Mesmo se deslocando e se expressando dentro de ambientes racistas e patriarcais, elas mantêm vivas as memórias por meio da força de suas músicas e, ainda, se tornando pilares de sustentação da ancestralidade. Dona Ivone Lara é uma dessas mulheres. Filha de uma cantora e de um violonista, traz a arte dentro de si. Sua genialidade fez com que ela disseminasse, mesmo que tardiamente, sua música por todo mundo e deixasse de ser Yvonne, a prima de Fuleiro, esposa de Oscar, para se tornar a Dona Ivone Lara, a Dona da Melodia. Voa, Tiê! Palavras-chave: Mulheres; Gênero; Raça; Samba; Radiobiografia. Introdução O ponto de partida desse trabalho é a vida de Dona Ivone Lara. Não somente a artista, mas, principalmente, Ivone, mulher negra, órfã e moradora de periferia. Este trabalho busca entender o lugar de algumas mulheres negras na formação dos processos culturais brasileiros. O fato de ter escolhido essa grande melodista, jongueira, cavaquinhista deu-se por ser Dona Ivone, ainda, uma sambista sem igual, respeitavelmente reconhecida no meio musical. 1 Este trabalho é um extrato do Trabalho Final de Curso, apresentado em forma de projeto experimental, que deu origem ao programa de rádio “O Tiê que virou Melodia – Uma radiobiografia de Dona Ivone Lara”. -
“Saudade De Itapoã”, De Dorival Caymmi, E “Estação Derradeira”, De Chico Buarque
View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk brought to you by CORE provided by Revistas URI - FW (Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões,... O SOM QUE VEM DA RUA: AS CIDADES NO DISCURSO DAS CANÇÕES “SAUDADE DE ITAPOÔ, DE DORIVAL CAYMMI, E “ESTAÇÃO DERRADEIRA”, DE CHICO BUARQUE Alfredo Werney Lima Torres 1 José Wanderson Lima Torres2 Resumo: As cidades sempre estiveram presentes no discurso da canção popular brasileira, que é um gênero musical eminentemente urbano. Partindo do conceito de cidade na perspectiva de autores como Roland Barthes (1987), Néstor García Canclini (2005) e Herom Vargas (2015), este artigo pretende compreender as estratégias discursivas e musicais utilizadas por Chico Buarque e Dorival Caymmi para representar o Rio de Janeiro e a Bahia, respectivamente. A partir da análise das canções “Estação derradeira” (Chico Buarque) e “Saudade de Itapoã” (Dorival Caymmi), notamos que há um contraste entre o olhar do compositor carioca e o do baiano. Este sempre evita as oposições e a crítica, sinalizando uma Bahia pré-industrial e pré-moderna, um lugar mítico onde o homem convive em total harmonia com a natureza; enquanto aquele, pautado por um olhar mais dialético e por uma visão crítica da cultura e da sociedade, revela os variados contrastes sociais que existem na formação do Rio de Janeiro. Palavras-chave: Canção popular. Cidade. Chico Buarque. Dorival Caymmi Introdução “Tem mais samba no som que vem da rua”, disse-nos o sujeito lírico de uma das primeiras canções de Chico Buarque, presente no disco inaugural de sua trajetória artística, Chico Buarque de Hollanda (1966). -
Rádio Mec Am Rio De Janeiro
RAZÃO SOCIAL: EMPRESA BRASIL DE COMUNICAÇÃO CNPJ: 09.168.704/0001-42 CIDADE:RIO DE NOME FANTASIA: RÁDIO MEC AM DIAL: 800 JANEIRO UF: RJ PROGRAMA AUTOR EXECUÇÃO DATA MÚSICA INTÉRPRETE HORA AO VIVO MECÂNICA 01/01/2018 01:00:38 PAIXÃO E PRAZER ARLINDO CUZ/MARIA RITA ARLINDO CRUZ PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:04:39 PELA DÉCIMA VEZ VALÉRIA LOBÃO/MARIANA BALTAR NOEL ROSA PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:07:05 ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM NEY MATOGROSSO ITAMAR ASSUMPÇÃO PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:11:11 LADEIRA DA PREGUIÇA ROSA PASSOS GILBERTO GIL PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:14:31 RIOS DE JANEIRO TÁRCIO CARDO/JOÃOBOSCO TARCÍ PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:19:24 RECONVEXO CAETANO VELOSO CAETANO VELOSO PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:23:39 AZUL LUIZA POSSI/IVETE SANGALO DJAVAN PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:26:41 SUÍTE DOS PESCADORES LEANDRO FREGONESI DORIVAL CAYMMI PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:29:53 EL QUARTO DE TULA DIOGO NOGUEIRA E LOS VAN VAN SERGIO E. SIABA PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:34:10 RAPAZ DE BEM LEILA PINHEIRO JOHNNY ALF PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:39:10 DESTINO TEM RAZÃO ZÉLIA DUNCAN XANDE DE PILARES/ZÉLIA DUNCAN PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:42:55 SEU NOME VANDER LEE VANDER LEE PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:45:53 ADEUS AMÉRICA JOYCE MORENO HAROLDO BARBOSA/GERALDOJAQUES PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:50:26 PÉROLA NEGRA NATIRRUTS E LUIZ MELODIA LUIZ MELODIA PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 01:53:51 NA VEIA DA NÊGA LUCIANA MELO/GABRIELPENSADOR JAIR OLIVEIRA/LUCIANA MELO PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 02:00:09 VAI LEVANDO CAETANO VELOSO/MARIA GADÚ CAETANO VELOSO PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 02:02:59 BYE BYE BRASIL BE BOSSA/ROBERTO MENESCAL/WANDA SÁ ROBERTO MENESCAL/CHICO BUARQUE PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 02:06:49 EXTRA CIDADE NEGRA/GILBERTO GIL GILBERTO GIL PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 02:11:37 LÁ E CÁ JANE DUBOC/LENINE LENINE PROGRAMAÇÃO MUSICAL X 01/01/2018 02:14:40 BALA COM BALAINST. -
Um Passeio Pela Narrativa Da Biografia: Cazuza a Trajetória De Um Poeta A
Revista Ibero- Americana de Humanidades, Ciências e Educação- REASE doi.org/10.51891/rease.v7i8.1935 UM PASSEIO PELA NARRATIVA DA BIOGRAFIA: CAZUZA A TRAJETÓRIA DE UM POETA A TOUR OF THE BIOGRAPHY NARRATIVE: CAZUZA THE TRAJECTORY OF A POET Jonatan da Silva Ribeiro1 RESUMO: O jovem de classe média alta, dourado pelo sol de Ipanema, inicia na década de 1980 sua grande trajetória como poeta e um importante crítico social. Cazuza, como ficou conhecido, marcou a geração do rock brasileiro e por sua sagacidade, talento e ousadia para escrever temas corriqueiros da realidade da sociedade naquele período, conquistou um lugar privilegiado na galeria dos grandes artistas brasileiros. Palavras-chave: Cazuza. Biografia. Narrativa. SUMMARY: The young man from the upper middle class, golden by the sun of Ipanema, began his great career as a poet and an important social critic in the 1980s. Cazuza, as he became known, marked the Brazilian rock generation and, due to his wit, talent and daring 425 to write common themes in the reality of society at that time, he conquered a privileged place in the gallery of great Brazilian artists. Keywords: Cazuza. Biography. Narrative. 1 INTRODUÇÃO Com o fim do regime ditatorial imposto pelos militares, em 1985, sobre a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, um clima de esperança envolve todo o Brasil, que vivera na expectativa e luta por uma democracia brasileira e volta das eleições diretas para a presidência da República. Em pleno desenrolar da abertura política com um ar de bastante festa e comemoração, por conta do primeiro presidente civil, após vinte e um anos de governo dos militares, um grande evento ocorre pela primeira vez no Brasil: o Rock in Rio.