Estudo Socioeconomico 2004 Guapimirim.Pdf
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Descrição Caracterização Ambiental Aspectos Culturais E Históricos Uso
Análise da Região da Unidade de Conservação Descrição Caracterização ambiental Aspectos culturais e históricos Uso e ocupação da terra e problemas ambientais decorrentes Características da população Visão das comunidades sobre a UC Alternativas de desenvolvimento econômico sustentável Legislação municipal pertinente potencial de apoio à UC Plano de Manejo do Parque Nacional da Serra dos Órgãos 2.1 Descrição da área O Parque Nacional da Serra dos Órgãos protege áreas dos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, estando localizado a aproximadamente 16 Km ao norte da Baía de Guanabara, no Estado do Rio de Janeiro. A área considerada nesta análise regional é composta pela área total dos quatro municípios em que está inserido o PARNASO. Os municípios de Petrópolis e Teresópolis estão na região Serrana do estado e Magé e Guapimirim são considerados parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O município com maior área na UC é Petrópolis, seguido de Guapimirim e Magé. Teresópolis, apesar de ser o município mais fortemente associado ao parque e de abrigar a sede da unidade, é o município com a menor área no PARNASO (Tabela 2.1). Tabela 2.1: Percentual das Áreas dos municípios no Parque Nacional Serra dos Órgãos. Área do parque Área total do % do por município % do parque município município no Município (em hectares) no município (em hectares) parque Teresópolis 1422 13,34% 772.900 0,18% Petrópolis 4.600 43,18% 796.100 0,58% Magé 1870 17,56% 386.800 0,48% Guapimirim 2761 25,92% 361.900 0,75% Região 10.653 100% 2.317.700 -
População E Território No Antigo Município De Iguaçu (1890/1910)
DOI http://dx.doi.org/10.20947/S0102-3098a0024 Nota de Pesquisa Baixada Fluminense como vazio demográfico? População e território no antigo município de Iguaçu (1890/1910) Lúcia Silva* O município de Iguaçu ocupava o que atualmente é denominado de Baixada Fluminense, englobando o que hoje são os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti, com um território que representava 35% da atual região metropolitana do Rio de Janeiro. A noção de Baixada Fluminense unifica o que as emancipações fragmentaram, já que a região no final do século XIX era um município com atividades rurais e, ao longo do século XX, transformou-se em periferia urbana. Chama a atenção a afirmação recorrente dos pesquisadores que estudam a região acerca da existência de um vazio demográfico que teria ocorrido no final do século XIX (1890/1910). O objetivo deste texto é apresentar os principais argumentos utilizados na construção da imagem de vazio demográfico e, com base nos dados obtidos nos censos, oferecer alguns elementos que questionam essa leitura na forma como é enunciada, pois a principal tese é a de que a região da Baixada (como um todo) ficou despovoada e, com as terras vazias, foi ocupada desordenadamente por uma população urbana fugindo dos altos preços da capital federal. Esta leitura recorrente obscurece outras dinâmicas existentes no território, além da própria história da região. Palavras-chave: Baixada Fluminense. População. Ocupação. História. * Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Nova Iguaçu-RJ, Brasil ([email protected]). R. bras. -
Regiões Hidrográficas Do Estado Do Rio De Janeiro
REGIÕES HIDROGRÁFICAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 44°0'0"W 43°0'0"W 42°0'0"W 41°0'0"W NN Conselho Estadual de Recursos Hídricos Paulo Canedo - Presidente do Conselho Estadual de Recursos Hídricos io Ita R b Resolução nº18 CERHI-RJ publicada em D.O. de 15 de fevereiro de 2007 ap oa na OO LL o ur eirão do O Legenda: RREEGGIIÕÕEESS HHIIDDRROOGGRRÁÁFFIICCAASS DDOO EESSTTAADDOO DDOO RRIIOO DDEE JJAANNEEIIRROO R ib R !. Sede de município i be irã ÆÆ o SS V ão A ar Limite de município ir ra re be ta -S i a o ca i a R n r n a e t Curso d'água !. v n n a I S Porciúncula Varre-Sai o o ã r g !. i a e S t r S Lago, lagoa e laguna s e " i r " b V i ó 0 0 ' C ' la R 0 e o 0 ° B ã ° ç a 1 o i ng 1 e ti 2 g pi 2 Alagado re c ra r n Pi ó o o ESPÍRITO SANTO C C ã eir !. o ib ã R ABRANGÊNCIA DAS REGIÕES HIDROGRÁFICAS ir Natividade e ib BAÍA DA ILHA GRANDE C R ór o rego r R d Bacias Contribuintes à Baía de Parati, Bacia do a e a p C b os a Mambucaba, Bacias Contribuintes à Enseada o o c í !. d ti u RH I Total: Parati e Angra dos Reis u b de Bracuí, Bacia do Bracuí, Bacias Contribuintes o Bomb Jesus dmo Itabapoana lã a a a J B i Muria a a à Baía da Ribeira, Bacias da Ilha Grande. -
Duke University Dissertation Template
‘Christ the Redeemer Turns His Back on Us:’ Urban Black Struggle in Rio’s Baixada Fluminense by Stephanie Reist Department of Romance Studies Duke University Date:_______________________ Approved: ___________________________ Walter Migolo, Supervisor ___________________________ Esther Gabara ___________________________ Gustavo Furtado ___________________________ John French ___________________________ Catherine Walsh ___________________________ Amanda Flaim Dissertation submitted in partial fulfillment of the requirements for the degree of Doctor of Philosophy in the Department of Romance Studies in the Graduate School of Duke University 2018 ABSTRACT ‘Christ the Redeemer Turns His Back on Us:’ Black Urban Struggle in Rio’s Baixada Fluminense By Stephanie Reist Department of Romance Studies Duke University Date:_______________________ Approved: ___________________________ Walter Mignolo, Supervisor ___________________________ Esther Gabara ___________________________ Gustavo Furtado ___________________________ John French ___________________________ Catherine Walsh ___________________________ Amanda Flaim An abstract of a dissertation submitted in partial fulfillment of the requirements for the degree of Doctor of Philosophy in the Department of Romance Studies in the Graduate School of Duke University 2018 Copyright by Stephanie Virginia Reist 2018 Abstract “Even Christ the Redeemer has turned his back to us” a young, Black female resident of the Baixada Fluminense told me. The 13 municipalities that make up this suburban periphery of -
Plano De Manejo Do Parque Estadual Dos Três Picos – PETP
3 30/40/100/5 3/8/30/0 PLANO80/25/100/10 DE MANEJO PARQUE ESTADUAL DOS TRÊS PICOS (PETP) RESUMO EXECUTIVO 2013 4 GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Sérgio Cabral Governador Luiz Fernando Pezão Vice-Governador SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE – SEA Carlos Minc Secretário de Estado do Ambiente INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE – INEA Marilene Ramos Presidente Denise Rambaldi Vice-Presidente André Ilha Diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas – DIBAP Daniela Pires e Albuquerque Coordenadora de Mecanismos de Proteção à Biodiversidade – COMBIO Patricia Figueiredo de Castro Gerente de Unidades de Conservação de Proteção Integral – GEPRO Eduardo Ildefonso Lardosa Chefe do Serviço de Planejamento e Pesquisa – SEPES Sergio Poyares Chefe do Parque Estadual dos Três Picos – PETP 5 Equipe Técnica do Plano de Manejo Revisão Marco Aurélio Brancato Consultor Principal Nacional do PPMA/RJ – GITEC Consult GmbH Jonas André Soares Marien Especialista em Planejamento de UC – DIBAP – INEA Monise Aguillar Faria Magalhães Analista de Projetos Especiais – GEPRO – DIBAP – INEA Equipe de Apoio Alceo Magnanini – DIBAP Alessandro Rifan – Uso Público – PETP André Ilha – Diretor – DIBAP Daniela Pires e Albuquerque – COMBIO – DIBAP Eduardo Ildefonso Lardosa – SEPES – GEPRO – DIBAP José Luiz Rogick – Uso Público – PETP Marcelo Felippe – Coordenador Adm. Financeiro – PPMA/RJ – DIBAP Octacílio da Conceição Júnior – PETP Patricia Figueiredo de Castro – Gerente – GEPRO – DIBAP Paulo Schiavo Junior – Vice-Presidente (2009-2011) – INEA Theodoros Ilias Panagoulias – Chefe -
Um Olhar Sobre a Baixada: Usos E Representações Sobre O Poder Local E Seus Atores
Um Olhar Sobre a Baixada: usos e representações sobre o poder local e seus atores Alessandra Siqueira Barreto Este artigo1 pretende apresentar a Baixada Fluminense e, a partir de sua história, UFU analisar o surgimento de novos atores sociais dentro da elite política local. Ele está dividido em três partes: (1) identificação de sua configuração física e social e das imagens consumidas sobre a região; (2) apresentação da Baixada enquanto unidade de análise política; e (3) apreensão, através da trajetória de um político local, da ação política, de sua organização e dos projetos individuais e coletivos envolvidos. UMA DEFINIÇÃO À primeira vista, a Baixada Fluminense pode parecer absolutamente homogênea. Mas esta é a Baixada vista apenas por quem passa pela Rodovia Presidente Dutra. Não se consegue distinguir seus municípios, bairros, sua gente. Lança-se um olhar de hesitação frente àquelas casas com tijolos à mostra, mal pintadas, construídas umas em cima das outras. É uma paisagem monótona que possui a estética da escassez2. De um lado e de outro a mesma cena: do abandono e da pobreza. É tomada muitas vezes por favela, como sinônimo de área degradada física, moral, social e politicamente. É apresentada como exemplo terrível de um cotidiano de violência e privação. Mas o que haveria por detrás de símbolos e representações que há décadas marcam a história e a vida das pessoas dessa região? Ou melhor, podemos falar em uma só Baixada? Ainda hoje uma definição única sobre a Baixada Fluminense é problemática já que opera entre delimitações de ordens diversas. A geográfica a identifica como uma 44 Campos 5(2):45-64, 2004. -
Murder and Actual Bodily Harm in Itaborai, Brazil: Brazil: and Actual Bodily Harmitaborai, in Murder Scales Analysis at Different 2 2
DOI: 10.1590/1413-81232018232.00072016 463 Murder and actual bodily harm in Itaborai, Brazil: FREE THEMES analysis at different scales Edinilsa Ramos de Souza 1 Heitor Levy Ferreira Praça 2 Eliane Santos da Luz 2 Paulo Chagastelles Sabroza 2 Liana Wernersbach Pinto 1 Abstract An ecological study aimed at analyz- ing homicide rates and actual bodily harm was conducted in Itaboraí, in the years 2010 to 2011. The entire municipality was used in the study covering critical and non-critical areas. The data came from the Information System for the Public Security Institute in Rio de Janeiro state. The ter- ritories were identified and defined by referring to studies on illegal occupations of areas. The snow- balling method was used for the social recognition of poor conditions. The morphological differen- tiation of urban and housing standards marked the locations. The areas were georeferenced, and the problems were located geographically and or- ganized according to their corresponding critical area. We calculated the municipal rates using population estimates from IBGE. For the crit- ical areas, we obtained estimates of the number of households multiplied by a factor equal to the average household density in the corresponding census tract. There was a decrease in homicide 1 Departamento de Estudos rates and a rise in actual bodily harm in Itaboraí. sobre Violência e Saúde We also found that there was an increased risk of Jorge Careli, Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), bodily injury in critical areas with the worst liv- Fiocruz. Av. Brasil 4036/7º, ing conditions, suggesting the existence of social Manguinhos. -
Mapa Plano De Retomada Regioes 27-08
VARRE-SAI Plano de Retomada PORCIUNCULA NATIVIDADE ITAPERUNA BOM JESUS DE ITABAPOANA LAJE DO MURIAÉ Fase 1 SÃO JOSÉ DE UBÁ MIRACEMA ITALVA SÃO FRANCISCO DE ITABOPOANA SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA CARDOSO MOREIRA Fase 1 Mitigada CAMBUCI SÃO FIDÉLIS APERIBÉ SÃO JOÃO DA BARRA Fase 2 ITAOCARA CAMPOS DOS GOYTACAZES CARMO SÃO SEBASTIÃO CANTAGALO DO ALTO SANTA MARIA MACUCO MADELENA COM. LEVY SAPUCAIA GASPARIAN DUAS BARRAS SUMIDOURO CORDEIRO QUISSAMÃ PARAÍBA DO SUL TRAJANO DE MORAES TRÊS RIOS CONCEIÇÃO RIO DAS FLORES DE MACABU CARAPEBUS SÃO JOSÉ DO VALE BOM JARDIM VALENÇA DO RIO PRETO AREAL NOVA FRIBURGO MACAÉ QUATIS PATY DO ALFERES TERESÓPOLIS VASSOURAS CACHOEIRAS VOLTA RESENDE PORTO BARRA DO DE MACACU ITATIAIA REDONDA REAL PIRAÍ PETRÓPOLIS CASIMIRO ENGº PAULO DE ABREU RIO DAS OSTRAS FRONTIN MIGUEL PEREIRA GUAPIMIRIM PINHERAL BARRA PIRAÍ MENDES MANSA MAGÉ PARACAMBI JAPERÍ SILVA JARDIM RIO BONITO QUEIMADOS NOVA IGUAÇÚ BELFORDROXO RIO CLARO ITABORAÍ DUQUE DE SEROPÉDICA TANGUÁ CAXIAS MESQUITA SÃO GONÇALO IGUABA ARMAÇÃO DOS BÚZIOS SÃO JOÃO DE GRANDE NILÓPOLIS SÃO PEDRO ITAGUAI MERITI DA ALDEIA CABO FRIO SAQUAREMA ARARUAMA MANGARATIBA NITERÓI ANGRA RIO DE JANEIRO MARICÁ DOS REIS ARRAIAL DO CABO PARATY VARRE-SAI Fase 1 PORCIUNCULA NATIVIDADE ITAPERUNA BOM JESUS DE ITABAPOANA LAJE DO MURIAÉ Fase 1 SÃO JOSÉ DE UBÁ MIRACEMA ITALVA SÃO FRANCISCO DE ITABOPOANA SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA CARDOSO MOREIRA CAMBUCI SÃO FIDÉLIS APERIBÉ SÃO JOÃO DA BARRA ITAOCARA CAMPOS DOS GOYTACAZES CARMO SÃO SEBASTIÃO CANTAGALO DO ALTO SANTA MARIA MACUCO MADELENA COM. LEVY SAPUCAIA -
Rio De Janeiro, Southeast of Brazil (GLIDE: Global Unique Disaster Identifier) S " 0 ' Providencia Pirapetinga Ipuca Legend 0 Chacara Sao Domingos Itaocara Colonia
GLIDE Number: FL-2011-000002-BRA Global Map around Rio de Janeiro, southeast of Brazil (GLIDE: Global Unique Disaster Identifier) S " 0 ' Providencia Pirapetinga Ipuca Legend 0 Chacara Sao Domingos Itaocara Colonia 4 Agua Viva ° Maripa de Minas Caiapo 1 Pedro Teixeira Cambiasca 2 Rosario de Minas Trimonte Bicas Batatal Population Guarara Estrela Dalva Jaguarembe Angustura Laranjais Santo Antonio do Aventureiro Volta Grande Built-Up-Area (area) Sao Sebastiao do Paraiba Ipituna Senador Cortes Engenho Novo Estrada Nova Built-Up Area (point) Sarandira Porto Velho do Cunha Valao do Barro Pequeri BrRaeznailscenca Boa Sorte Transportation Torreoes Matias Barbosa Mar de Espanha Corrego da Prata Alem Paraiba Santa Rita da Floresta Jamapara Euclidelandia Sossego Airport/Airfield Saudade Carmo Belmiro Braga Santa Barbara do Monte Verde Simao Pereira Santana do Deserto Sao Sebastiao do Alto Santa Maria Madalena Primary Route S Cantagalo Macuco Santo Antonio do Imbe " Sapucaia 0 ' Chiador 0 Secondary Route ° Afonso Arinos Cordeiro Doutor Loreti 2 Tres Ilhas Nossa Senhora da Aparecida 2 Anta Sumidouro Duas Barras Triunfo Sao Sebastiao do Barreado Penha Longa Railroad Comendador Levy Gasparian Visconde de Imbe Monnerat Trajano de Morais Macabuzinho Manuel Duarte Boundary Porto das Flores Tres Rios Piao Conceicao de Macabu Bemposta Sodrelandia Primary/1st Order Pentagna Paraiba do Sul Sao Jose do Vale do Rio Preto Bom Jardim Rio das Flores Banquete Salutaris Riograndina Sao Jose do Ribeirao Taboas Abarrancamento Doutor Elias Vila da Grama Drainage Werneck -
Recôncavo Issn 2238 - 2127
View metadata, citation and similar papers at core.ac.uk brought to you by CORE provided by Uniabeu: E-Journals 102 RECÔNCAVO ISSN 2238 - 2127 OS NOVOS USOS DO ESPAÇO URBANO PERIFÉRICO: O PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO URBANA EM QUEIMADOS-RJ Marcelo Loura de Morais1 RESUMO Este artigo analisa como a chegada de investimentos industriais na periferia da região metropolitana – uma região historicamente desvalorizada – impacta na produção do espaço urbano e, através do recorte estabelecido (o município de Queimados-RJ), entender o processo de reestruturação urbana em curso na periferia metropolitana, que transforma antigas cidades-dormitórios em “lugares de trabalho e de consumo”. Palavras-chave: Baixada Fluminense, reestruturação urbana, periferia metropolitana. ABSTRACT This article examines how the arrival of industrial investments in the periphery of the metropolitan area – a historically undervalued region – impacts the production of urban space and, through the established region – (the city of Queimados-RJ), understand the process of urban restructuring in metropolitan periphery, which transforms old “dormitory towns” in "places of work and consumption". Keywords: Baixada Fluminense, urban restructuring, metropolitan periphery. 1 Mestrando em geografia (área de concentração: organização e gestão do território) pelo PPGG/UFRJ, Bolsista CAPES – (Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior) Recôncavo: Revista de História da UNIABEU, Volume 6, Número 11, Julho-Dezembro de 2016 103 INTRODUÇÃO “Toda essa gente que vai morar para as bandas de Maxambomba2 e adjacências só é levada a isso pela relativa modicidade do aluguel de casa. Aquela zona não lhes oferece outra vantagem (...) Não há água (...) Não há esgotos, não há médicos, não há farmácias. O viajante que se detém a olhar um pouco aqueles campos de intrincados carrascais, onde pasta um gado magro e ossudo fica constrangido e triste.” Lima Barreto – Clara dos Anjos O século XX foi considerado para a Baixada Fluminense o “século da descentralização da indústria e da população pobre” (SIMÕES, 2006, p. -
Industrialização Na Periferia Da Região Metropolitana Do Rio De Janeiro: Novos Paradigmas Para Velhos Problemas
Semestre Económico - Universidad de Medellín INDUSTRIALIZAÇÃO NA PERIFERIA DA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO: NOVOS PARADIGMAS PARA VELHOS PROBLEMAS Alberto de Oliveira Adrianno O. Rodrigues Recibido : agosto 07 de 2009 Aprobado : octubre 12 de 2009 RESUMO A proposta deste artigo é estudar a evolução histórica da Baixada Fluminense, especial- mente as cidades de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, para mostrar as funções exercidas por esta área no desenvolvimento social e econômico da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Em outras palavras, o objetivo é entender o papel da periferia na evolução econômica da metrópole em diferentes contextos históricos. Para lograr este propósito se faz uma revisão dos impactos gerados pela crise dos anos oitenta e as estratégias adotadas na década dos noventa e as condições que contribuem a gerar os processos vividos neste período para o Rio de Janeiro em especial para suas duas cidades principais. ABSTRACT The proposal of this article is to study the historic evolution of Baixada Fluminense area, especially the cities of Nova Iguaçu and Duque de Caxias, to show the functions of this area upon the social and economic development of the metropolitan area of Rio de Ja- neiro. In other words, the objective is to understand the position of the periphery of Rio in different economic context of metropolitan history. PALAVRAS-CHAVE Regiao Metropolitana, Desenvolvimento regional, Industrialização, Baixada Fluminense. CLASSIFICAÇÃO JEL R11; RS8; O18; L16 CONTEÚDO Introdução; 1. Industrialização e metropolização no rio de janeiro; 2. Os anos 80: crise econômica e aprofundamento dos problemas sociais; 3. Os anos 90: os impactos da or- todoxia econômica no rio de janeiro; 4. -
Silva Jardim
SILVA JARDIM O núcleo do atual município de Silva Jardim teve origem no povoado de Sacra Família de Ipuca, situada ás margens do Rio São João, entre a barra daquele rio e o antigo povoado de Indayassu, hoje sede do município de Casimiro de Abreu. A pequena vila cresceu, sendo sua principal ocupação a exploração de madeira e a lavoura. Os moradores foram ocupando locais nas margens do Rio São João, onde se formaram novos povoados: Poços das Antas, Correntezas e Gaviões. Parte desses colonos seguiu o curso dos Rios Capivari e Bacaxá, por dentro do território, até as nascentes na Serra das Imbaúbas, formando os povoados de Juturnaíba e Capivari. Essa formação de povoados ocorreu por volta do século XVIII. Os moradores de Capivari, em virtude da distância que os separava da freguesia de Sacra Família de Ipuca, então transferida para Barra de São João, pleitearam a elevação do povoado à categoria de freguesia. Em 1810, o povoado passou a se denominar freguesia de Nossa Senhora da Lapa de Capivari. Em 1841, com o constante desenvolvimento do povoado, foi criada a vila de Capivari, com território desmembrado de Cabo Frio, E providenciada a construção de uma Câmara, cadeia pública e cemitério. A cidade, desde o começo, viveu da lavoura. Inicialmente cultivava-se cana de açúcar e cereais e, mais tarde, a cultura de café propiciou significativo período de desenvolvimento para o município. Além da agricultura, propriedades prósperas se ocupavam da exportação de madeira. Para enriquecer o padrão dessa economia havia também a existência de minérios variados, cuja extração fornecia bons lucros.