Memória E Identidade Negra Na Obra De Gilberto Gil: 1964-2008
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Relatório De Anual Atividades 2002
RELATÓRIO DE ANUAL ATIVIDADES 2002 1 I - NÚCLEO DE ARTES VISUAIS 1 - EXPOSIÇÕES São Paulo Anos 70: Trajetórias 9 outubro 2001 a 6 janeiro 2002 Último evento multidisciplinar do Eixo Curatorial 2001, Trajetórias na Arte Brasileira, aborda as manifestações artísticas ocorridas na década de 1970 nas áreas de artes visuais, cinema e vídeo, música, dança, teatro, quadrinhos e literatura. O segmento de artes visuais apresenta a mostra Diversidade e Tendências dos Anos 70, curadoria de Paulo Sergio Duarte, com obras de artistas referenciais do período; a mostra de vídeos Videoarte no Brasil: Alguns Precursores, curadoria de Cristina Freire, com vídeos experimentais realizados na época; a mostra fotográfica e o audiovisual Domingos da Criação, registros da série de eventos criada e coordenada por Frederico Morais, no MAM/RJ, em 1971; o aplicativo multimídia Os Anos 70 no MAC/USP, com curadoria de Cristina Freire, que aborda a produção e as mostras desse Museu na referida década; o aplicativo multimídia Diversidade e Tendências, que traz um panorama da produção artística dos anos 70, com os artistas e obras representativos e os núcleos de criação coletiva, como a dupla Paulo Bruscky e Daniel Santiago, do Recife, o 3NÓS3, em São Paulo, e o Nervo Óptico, de Porto Alegre; e o Programa Hélio Oiticica, aplicativo multimídia resultante do trabalho coordenado pela crítica de arte e curadora Lisette Lagnado, o qual permite a consulta ao arquivo de documentos e registros do artista, em formato digital. Artistas: Alain Arias-Misson, Amelia Toledo, Ana Alegria, -
Minister of Counterculture
26 Guardian Weekly December 23 2005-January 5 2006 Culture Gilberto Gil is a musical legend - and now a senior Brazilian politician. He tz Minister of counterculture Gilberto Gil wears a sober suit and tie these days, and his dreadlocks are greying at the temples. But you soon remember that, as well as the serving culture minister of Brazil, you are in the presenceof one of the biggest l,atin American musicians of the 60s and 70s when you ask him about his intellectual influences and he cites Timothy l,eary. "Oh, yeah!" Gil says happily, rocking back in his chair at the Royal SocietyoftheArts in London. "Forexam- ple, all those guys at Silicon Valley - they're all coming basically from the psychedelic culture, you know? The brain-expanding processesof the crystal had a lot to do with the internet." Much as it may be currently de rigueur for journalists to ask politicians whether or not they have smoked marijuana, the question does not seem worth the effort. Gil's constant references to the hippy counterculture are not simplythe nostalgia of a 63-year-old with more than 4O albums to his name. For several years now, largely under the rest of the world's radar, the Braeilian government has been building a counterculture ofits own. The battlefield has been intellectual property - the ownership ofideas - and the revolution has touched everything, from internet file- sharing to GM crops to HIV medication. Phar- maceutical companies selling patented Aids drugs, for example, were informed that Brazil would simply ignore their claims to ownership and copy their products more cheaply if they didn't offer deep discounts. -
Programa De Concerto
vasta e Pixinguinha nasceu no dia de São Jorge, o portas do bar seu jeito simples, sua cara boa, sua santo do povo. Morreu figura notável. Veio a segunda-feira, mas Pixin quando este povo se "'l"'l"""'-feirn, !6 ddevo<eiro de guinha não veio. preparava para a grande N 1973, o velho Pixinguinha cumpriu seu antigo ri A Casa Gouveia costuma fechar suas portas nos festa: o carnaval. tual de quase 20 anos: conduzido pelo motorista fins de semana, razão pela qual Pixinguinha não Deixou, com sua morte, o Everaldino da Silva, deixou a tranqüilidade de sua foi à Cidade no dia seguinte àquela sexta-feira. Fi inconformismo entre casa de subúrbio e dirigiu-se à Travessa do Ouvi cou em casa e recebeu amigos, como o pesquisa seus admiradores, além dor, no Centro, onde se erguia a Casa Gouveia, re dor e seu parceiro Hcrmínio Belo de Carvalho e o da herança inestimável: duto de boêmios encravado numa região do Rio de fotógrafo Walter Firmo, que ainda guarda recor uma obra pontiihada Janeiro freqüentada, predominantemente, por ho dações daquele dia: de genialidade. mens de negócios. -Eu, o Hermínio e o Eduardo Marques íamos sair na Banda de lpanema, mas antes o Hcrmínio Eram I O da manhã quando o artista entrou no me convidou a ir até a casa do Pixinguinha, no bar, sentou-se junto à sua mesa cativa- homena Conjunto dos Artistas, na Pavuna. Havia uns dois gem da casa aos seus lO anos de ininterrupta fideli anos que eu não o via. Chegamos lá e fomos muito dade- e pediu água mineral, inocente substituta bem-recebidos, mas o Pixinguinha me pareceu das generosas doses de uísque de anos atrás, aban uma pessoa entristecida, solitária, doída. -
Brazilian Choro
The Brazilian by Tadeu Coelho and Julie Koidin Choro: Historical Perspectives and Performance Practices alanço is to choro as swing is to jazz—in both, mandatory elements to proper performance Band enjoyment of the music. Immersion in the sound of choro is imperative to playing it well. Knowledge of its origins and history is also helpful. Introduction the melody through spirited improvisations, sometimes David Willoughby, editor of the College Music Society quoting other melodies, from popular to classical styles. Newsletter, posed these questions: Should it not be a con- Although easier to decipher these performance intricacies stantly sought after goal for musicians trained in narrow via recordings, it still remains difficult—although not specialties to work together towards broader musical impossible—to catch the “twinkle” in the performer’s eye. understandings and towards the creation of a more Choro’s limited dissemination is furthered by its lack of vibrant musical culture? Should such a culture comprise accurate printed music. The vast majority of sheet music only materials imported from Western Europe? Should it publications have accompaniment that is written in a lead not synthesize musical repertories, of various kinds, from sheet format, i.e. chord symbols over melody. Without a all over the world?1 recording, it would be impossible to decipher the rhythms Throughout the world, the tradition of a country studying used in the accompaniment. The numerous errors found in its own cultural practices is not inceptive with its art. Such is the majority of publications, both in the melodic lines and the case of the choro, an indigenous music of Brazil, mostly chord symbols, further infringe on the probability of the instrumental, but at times with lyrics. -
Página Inicial Tema: Museus E Memórias Indígenas Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste
Clique no tópico ou região que deseja acessar: Página Inicial Tema: Museus e memórias indígenas Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste PROGRAMAÇÃO Sul A programação é de responsabilidade das instituições participantes. 2 MUSEUS E MEMÓRIAS INDÍGENAS tema Museus e Memórias Indígenas nos instiga povos e seus patrimônios culturais. Abandonar ideias a uma reflexão sobre a diversidade sociocultural estereotipadas e contribuir para a defesa dos direitos O dos mais de 200 povos indígenas que vivem indígenas entrou na ordem do dia para essas instituições, em nosso país, constituindo-se como um dos maiores que assumiram a luta contra o preconceito como eixo patrimônios existentes no território nacional. Eles estão central de seus discursos. representados em museus e outras instituições por meio de exemplares de sua cultura material, como utensílios e Nesse processo de transformações, as instituições adornos de grande sofisticação e beleza estética, além museológicas têm passado a incorporar representantes de registros textuais e audiovisuais. indígenas no desenvolvimento de seu trabalho, fomentando que interfiram na construção de sua imagem. Importantes ícones da construção da identidade nacional, Em anos recentes, os indígenas têm se tornado parceiros os hábitos e a cosmogonia dos povos que habitavam em ações culturais como exposições, publicações, este território antes mesmo da criação do Brasil foram projetos educativos, vídeos e mostras fotográficas. documentados pela Arqueologia, História, Antropologia e Além disso, passaram a qualificar acervos esmaecidos Linguística, cujos registros estão presentes em diferentes pelo tempo, mas que lhes permitem um reencontro com instituições museológicas de nosso país e no exterior. patrimônios culturais de seus antepassados, atribuindo Por muitos anos, a forma de representá-los os situava novos significados para seus povos e para a sociedade como pertencentes ao passado; não se vislumbrava que brasileira. -
Sonha Colorido E Advinha Em Preto E Branco” Identidade Negra Na Música Popular Brasileira a Partir Do Final Da Década De 60
“Sonha colorido e advinha em preto e branco” Identidade negra na música popular brasileira a partir do final da década de 60 Kênia Érica Gusmão Medeiros Universidade Federal de Goiás Goiânia – Goiás – Brasil [email protected] _____________________________________________________________________________ Resumo: Os discursos musicados já são há algum tempo importantes e recorrentes fontes historiográficas. Muitos são os trabalhos dedicados a obras de compositores, movimentos da cena musical ou ainda performances ligadas à música. Este trabalho tem como tema a busca de sentidos e representações de consciência e politização sobre a cultura negra dentro do próprio samba. Como fontes principais serão utilizadas letras dos compositores Paulinho da Viola, Nei Lopes e Candeia. A metodologia do trabalho em tela se baseia nos pressupostos da interpretação das letras a partir de referências teóricas caras à história cultural. Palavras-chave: Música. Politização. Negro. MPB. Ditadura Militar. _____________________________________________________________________________ Introdução Motivo de discórdia e discriminação; contravenção, símbolo da identidade nacional, estampa da “alienada” juventude brasileira seduzida pelo Rock’ n roll; local de fala dos descontentes, espaço de divulgação de transformações comportamentais nunca antes vistas no país; a música no Brasil já passou por momentos inteiramente diferentes, mas sempre teve posição marcada de modo muito intenso na sociedade brasileira. Talvez o momento em que a música tenha tomado uma posição mais radical frente ao contexto social vivido tenha sido os anos da Ditadura Militar no Brasil. A canção passou a condição de opositora mais evidente do regime. Rivalidades com a Jovem Guarda a parte, a chamada canção engajada ou de protesto praticamente dominou a cena cultural desses anos se tornando uma personagem fundamental da história do Brasil. -
ZÉ DO CAIXÃO: SURREALISMO E HORROR CAIPIRA Ana Carolina
ZÉ DO CAIXÃO: SURREALISMO E HORROR CAIPIRA Ana Carolina Acom — Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE 29 Denise Rosana da Silva Moraes Universidade Estadual do Oeste do Paraná — UNIOESTE Resumo: Esta pesquisa apresentará como o personagem Zé do Caixão, criado por José Mojica Marins, traduz um imaginário de medos e crenças tipicamente nacionais. Figura típica do cinema brasileiro, ele criou um personagem aterrorizante: a imagem agourenta do agente funerário, que traja-se todo em preto. Distante de personagens do horror clássico, que pouco possuem referências com a cultura latino-americana, Zé do Caixão parece vir diretamente do imaginário ―caipira‖ e temente ao sobrenatural, sempre relacionado ao receio de cemitérios, datas ou rituais religiosos. O estudo parte de conceitos vinculados à cultura e cotidiano, presente em autores como Raymond Williams e Michel de Certeau, para pensarmos de que forma o imaginário popular e a própria cultura são transpostos à tela. Com isso, a leitura cinematográfica, perpassa pelo conceito de imagem-sonho citado por Gilles Deleuze, e intrinsecamente ligado à matéria surrealista. Pensar o cinema de horror através do surrealismo é trazer imagens perturbadoras, muitas vezes oníricas de violência e fantasia. Nesse sentido, temos cenas na trilogia de Zé do Caixão povoadas de alucinações, cores, sonhos e olhos, só comparadas à Buñuel, Jodorowsky, Argento ou Lynch. No entanto, o personagem é um sádico e cético no limiar entre a sóbria realidade e a perplexidade de um sobrenatural que se concretiza em estados anômalos. Palavras-chave: Zé do Caixão; Cultura; Imagem-sonho; Surrealismo Cinema de Horror Brasileiro ou Notas sobre Cultura Popular [...] vi num sonho um vulto me arrastando para um cemitério. -
Memórias Na Música De Paulinho Da Viola
Memórias na música de Paulinho da Viola Mário Sève1 UNIRIO/ PPGM Doutor Música popular [email protected] Resumo: Este artigo objetiva investigar questões associadas ao tema da memória na criação musical da obra do compositor, cantor e instrumentista brasileiro Paulinho da Viola. O quadro teórico utilizado abrange desde dados biográficos e depoimentos do artista até estudos de pensadores associados a estudos da memória e temas afins, entre eles Henry Bergson, Maurice Halbwachs, Walter Benjamin, Eduardo Granja Coutinho e Jô Gondar. A memória se manifesta na música do artista nas referências a seus mestres e nas criações de obras próprias que revelam elementos singulares assimilados a partir de antigas e novas experiências por ele vividas. Palavras-chave: Memória; Henry Bergson; Tradição; Paulinho da Viola; Música brasileira. Memories in the music of Paulinho da Viola Abstract: This article aims to investigate issues associated with memory in musical creation in the work of Brazilian composer, singer and instrumentalist Paulinho da Viola. The theoretical framework contain ranges from biographical data and testimonies of the artist to studies by some thinkers associated with memory studies and related topics, among them Henry Bergson, Maurice Halbwachs, Walter Benjamin, Eduardo Granja Coutinho and Jô Gondar. The memory is manifested in the artist’s music in the references to his masters and in his creations of works that bring unique elements of his new experiences. Keywords: Memoirs; Henry Bergson; Tradition; Paulinho da Viola; Brazilian music. Nascido em 12 de novembro de 1942, em Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, o cantor, compositor, violonista e cavaquinista Paulinho da Viola viveu sua infância e juventude presenciando encontros de músicos de choro e seresteiros em sua casa e na casa de Jacob do Bandolim, a quem seu pai acompanhava ao violão. -
BAM Presents Brazilian Superstar Marisa Monte in Concert, May 1 & 2
BAM presents Brazilian superstar Marisa Monte in concert, May 1 & 2 SAMBA NOISE Marisa Monte With special guests Arto Lindsay, Seu Jorge, and more TBA BAM Howard Gilman Opera House (30 Lafayette Ave) May 1 & 2 at 8pm Tickets start at $35 April 8, 2015/Brooklyn, NY—Renowned Brazilian singer/songwriter Marisa Monte makes her BAM debut with two nights of contemporary Brazilian popular music in a show specifically conceived for the BAM Howard Gilman Opera House. The performances feature Monte’s hand-picked band and guest artists. Praised by The New York Times as possessing “one of the most exquisite voices in Brazilian music,” Marisa Monte has been the benchmark for excellence among female singers in Brazil since she burst upon the scene in 1987. As she approaches the 30-year mark of her career, she still commands the same admiration and prestige that greeted her stunning debut. Her 12 CDs and seven DVDs have sold over 10 million copies worldwide and garnered 11 Latin Grammy Award nominations (winning four) and eight Video Music Brazil awards. For her BAM debut, she will perform with artists that are closely associated with her, including American producer/composer Arto Lindsay, Brazilian singer/songwriter/actor Seu Jorge, and others to be announced. About the Artists Born in Rio de Janeiro, the home of samba, Marisa Monte honed her singing skills with operatic training in in Italy. Her work embraces the traditions of MPB (música popular brasileira) and samba within a pop format that is modern and sophisticated. Aside from being a talented composer—she recorded her own work starting with her second album, Mais (EMI-Odeon, 1991), produced by Arto Lindsay—Monte is considered one of the most versatile performers in Brazil. -
Batuqueiros Da Paulicéia”, Com 4 Shows Na Chopperia Do Sesc-Pompéia
Osvaldinho da Cuíca lança o livro “Batuqueiros da Paulicéia”, com 4 shows na Chopperia do Sesc-Pompéia Com mais de 50 anos de carreira, músico se apresenta de 7 a 10 de maio e recebe convidados especiais para mostrar a qualidade do Samba de São Paulo. Uma frase infeliz de Vinícius de Moraes, a famosa “São Paulo é o túmulo do samba!”, fez cristalizar-se um antigo preconceito contra o samba paulista. Os trabalhos de grandes sambistas de São Paulo, como Henricão, Geraldo Filme, Adoniran Barbosa e Toquinho (o mais prolífico parceiro do poeta), sempre foram lembrados como casos que desmentiam tal injustiça, mas uma defesa do samba de São Paulo, como um todo, dificilmente passou de um esboço. Até porque, em boa medida, os próprios paulistas não conhecem bem a sua grandeza. Daí o impulso do sambista Osvaldinho da Cuíca e do crítico e pesquisador André Domingues se unirem para sistematizar e escrever a história do samba paulista no livro Batuqueiros da Paulicéia – Enredos do Samba de São Paulo (Editora Barcarolla), que será lançado com uma série de quatro shows na Chopperia do Sesc-Pompéia, entre os dias 7 e 10 de maio. A obra segue as diversas trilhas do samba de São Paulo, apontando seus nomes e acontecimentos fundamentais desde o início do século XX até o presente, do remoto samba- rural ao “samba-de-raiz” de hoje em dia, passando, ainda, por diversas manifestações como a marcha-sambada, a batucada de engraxates, o samba-rock e as experiências da chamada Vanguarda Paulistana. Nos shows de lançamento, o mestre Osvaldinho mostrará o repertório descrito em Batuqueiros da Paulicéia , relembrando músicas de antigos carnavais paulistanos, sambas de rua, sambas-rurais e sucessos de sambistas importantes da nossa história, como Henricão, Geraldo Filme, Adoniran Barbosa e ele próprio, um artífice muito privilegiado dessa história, com seus 51 anos de carreira. -
I Knew That Music Was My Language, That Music Would Take Me to See the World, Would Take Me to Other Lands
"I knew that music was my language, that music would take me to see the world, would take me to other lands. For I thought there was the music of the earth and the music from heaven." Gil, about his childhood in the city where he lived, in Bahia, where he used to race to the first clarinet sound of the band, which started the religious celebrations, and seemed to invade everything. His career began with the accordion, still in the 50s, inspired by Luiz Gonzaga, the sound of the radio and the religious parades in town. Within the Northeast he explored a folk country sound, until Joao Gilberto emerges, the bossa nova, as well as Dorival Caymmi, with its coastal beach sound, so different from that world of wilderness he was used to. Influenced, Gil leaves aside the accordion and holds the guitar, then the electric guitar, which harbors the particular harmonies of his work until today. Since his early songs he portrayed his country, and his musicianship took very personal rhythmic and melodic forms. His first LP, “Louvação” (Worship) , released in 1967, concentrated his particular ways of translating regional components into music, as seen in the renown songs Louvação, Procissão, Roda and Viramundo. In 1963 after meeting his friend Caetano Veloso at the University of Bahia, Gil begins with Caetano a partnership and a movement that contemplated and internationalized music, theater, visual arts, cinema and all of Brazilian art. The so-called Tropicália or Tropicalist movement, involves talented and plural artists such as Gal Costa, Tom Ze, Duprat, José Capinam, Torquato Neto, Rogério Duarte, Nara Leão and others. -
A RE-CARICATURA DE GILBERTO GIL: ZELBERTO ZEL Cássia
IV ENECULT - Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura 28 a 30 de maio de 2008 Faculdade de Comunicação/UFBa, Salvador-Bahia-Brasil. A RE-CARICATURA DE GILBERTO GIL: ZELBERTO ZEL Cássia Lopes 1 O debate sobre a representação da identidade, principalmente em se tratando de um artista e de um político, não descarta o papel desempenhado pela construção das caricaturas divulgadas pelos meios midiáticos. Esse projeto identitário, envolvendo o coletivo, presume o desenho de uma pessoa com base na partilha de consensos quanto a seus traços fisionômicos e psíquicos, apostando, entretanto, nas deformações obtidas pelo exagero na escolha de uma dada característica, cujo resultado, quase sempre, deságua no burlesco. Se a identidade só faz sentido para quem dela necessite, a partir de determinados contextos de negociação cultural e política, é preciso interrogar que jogo identitário pode ser produzido na recepção das caricaturas realizadas sobre Gilberto Gil, principalmente uma que ganhou mais notoriedade: Zelberto Zel. Palavras-chave: Gilberto Gil, caricatura, identidade, representação, mídias. O humorista Chico Anísio, no programa Chico Anysio show da Rede Globo de Televisão, criou, entre tantos quadros, o personagem Zelberto Zel. A figura montada para a cena humorística foi construída com base no corpo caricato de Gilberto Gil: o político bem intencionado, um vereador, que tinha o seu bordão a repercutir em todo território por onde a Rede Globo espalhava as suas imagens e os ecos das vozes de seus atores: “Soteropolitanos e soteropolitanas, vamos carnavalizar geral!” 2 O efeito risível deste pregão era conquistado pelo recurso do vocativo composto de palavras polissílabas, com as quais se experimentava a pausa, na distensão do tempo, direcionadas aos dois gêneros.