Universidade de Brasília Departamento de Teoria Literária e Literaturas Programa de Pós-Graduação em Literatura Luísa Leite S. de Freitas O FLUIR-RICORSO E OS TEMPOS DE FINNEGANS WAKE Brasília – DF 2014 Universidade de Brasília Departamento de Teoria Literária e Literaturas Programa de Pós-Graduação em Literatura Luísa Leite S. de Freitas O FLUIR-RICORSO E OS TEMPOS DE FINNEGANS WAKE Dissertação apresentada ao curso de Mestrado em Literatura do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília, como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre, elaborada sob orientação do Professor Dr. Piero Luis Zanetti Eyben. Brasília – DF 2014 LUÍSA LEITE S. DE FREITAS O FLUIR-RICORSO E OS TEMPOS DE FINNEGANS WAKE Dissertação apresentada ao curso de Mestrado em Literatura do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília, aprovada pela banca examinadora. Brasília, 16 de dezembro de 2014. ____________________________________________________________________ Dr. Piero Luis Zanetti Eyben Universidade de Brasília — Presidente ____________________________________________________________________ Dr. Caetano Waldrigues Galindo Universidade Federal do Paraná — Membro Externo ____________________________________________________________________ Dr. Henryk Siewierski Universidade de Brasília — Membro Interno ____________________________________________________________________ Dra. Cristina Maria Teixeira Stevens Universidade de Brasília — Membro Interno – Suplente aos meus pais AGRADECIMENTOS São 23 anos de agradecimentos diversos. Vamos lá, paciência. aos meus pais, que há tanto tempo reforçam os valores que sempre me passaram: minha mãe, linda fonte de amor na sua forma mais pura, mulher que mais admiro no mundo e que sintetiza comprometimento, devoção e moral; meu pai, minha referência máxima cuja paixão e ética tanto admiro e que sempre me influenciaram, além de ser certamente a mais incrível combinação de compositor, escritor e professor que possa existir; aos meus queridos avós que descansam em paz em algum lugar e à minha avó wanda, por quem meu amor é absolutamente infinito; aos meus dois irmãos e às minhas duas irmãs: camila, irmã mais velha para quem ainda olho com olhar de criança, tamanha é minha admiração por seu talento, sensibilidade e força; felipe, maninho mais velho em quem por toda a infância me espelhei — e de quem tanto peguei discos e bonecos do power rangers sem permissão; miguel, que desde que veio ao mundo se mostra cada vez mais como um grande ser humano; julinha, que tornou nossas vidas mais doces e mais risonhas — e, do jeito que o tempo passa, em breve vai estar lendo ela mesma esta frase. estendo isto aqui ainda aos meus irmãos de consideração (nada de meios irmãos — tenho somente irmãos inteiros), tia sandra e e meus tantos familiares todos, que provam que amor não se divide, mas se multiplica; àquele que está sempre lá para mim há sete anos e a quem tanto amo, marcos oliveira; à isabella carrazza, que desempenha o papel primordial de amiga inseparável desde 2001; ao igor versiani e ao henrique barbosa, os melhores amigos que os últimos anos me deram e que espero ter sempre por perto, não importa em que lugar do mundo estejam, porque temos não um cantinho, mas verdadeiros latifúndios no coração uns dos outros; à joana melo, que me ofereceu sua amizade tão especial por toda a graduação&além, e a quem só posso agradecer por isso e fazer jus a essa troca; à stephanie winkler, pela sua amizade tão profunda e inigualável; ao pedro couto, meu grande amigo com quem tenho a sintonia sagitta em tantos níveis; ao lucas lyra, que às vezes me entende como poucos e a quem quero tão bem; à raquel campos, amiga-irmã de companheirismo tão vasto, fez desse tempo de mestrado algo muito melhor; à ludimila menezes, amiga-em-forma-bruta, enche meus dias de beleza com sua enorme sinceridade de alma que me enche de força e alegria; ao rafael machado, que se desdobra em mil e eu tanto admiro, por seu apoio incomensurável e pelo convívio; à sarah jeanne, cujo companheirismo fez toda a diferença e por quem nutro o maior carinho possível, e também ao victor fialho e à sayuri hirako, queridos, que coloriram esse tempo junto conosco; às feministas-realmente-amigas-queer-pós-modernxs-pan-normativxs, grupo no qual a mariana ferreira me incluiu e cujo nome já define a genialidade; amanda quadrado, ana paula jacob, líria nogueira, lorena figueiredo, luciana torres, marcella fernandes, thauana tavares: cada uma de vocês tem um espaço de carinho e amor dentro de mim; ao joyce e à sua filha que o inspirou, lucia; mas também ao proust, ao dante, à emily dickinson, ao truffaut e à sofia coppola, à fiona apple, à brody dalle e ao rufus wainwright, ao georges bizet e ao giacomo puccini; às cidades: brasília, com sua vastidão, e belo horizonte, com seu acolhimento; à música, a arte que, tanto quanto literatura e filosofia, me mantém viva e mantém em mim o interesse por me manter viva; ao prof. piero eyben, mais do que orientador desta dissertação, modificou para sempre minha relação com a graduação em Letras e com a academia e cujas aulas nunca mais quis parar de frequentar desde 2011: pelos tantos ensinamentos, pelo acolhimento e pela capacidade de redefinir esse meu percurso, obrigada, minha gratidão não tem limites e este trabalho não existiria sem tudo isso; à Capes, pelo apoio financeiro; à Universidade de Brasília, pela importância que ganha mais espaço em mim desde 2009; a todos que passaram pela minha vida deixando alguma marca e que não nomeei aqui, certamente me tornei outra depois de vocês. digo seus nomes em silêncio. obrigada. First we feel. Then we fall. (FW, 627.11) Now follow we out by Starloe! (FW, 382.30) Resumo FREITAS, Luísa. O fluir-ricorso e os tempos de Finnegans wake. Dissertação de Mestrado. Orientador Piero Luis Zanetti Eyben. Brasília: Universidade de Brasília, 2014, 151 p. Esta dissertação percorre investigações acerca do tempo, tanto como instância narrativa, tanto como conceito de teorias filosóficas, a partir da obra última do escritor irlandês James Joyce (1882-1941), Finnegans wake (1939). O aporte teórico perpassa a fenomenologia e, em especial, a filosofia de Jacques Derrida (1930-2004). O ricorso, termo que provém da obra do filósofo Giambattista Vico (1668-1744), é aqui relido como fluir-ricorso, em uma ampliação das investigações sobre o tempo no Finnegans wake para além da Scienza nuova (1725), seu paradigma central. O tempo como também formador de memória, diacronia coletiva, compartilhada, traz à tona o questionamento da inserção ou exclusão de certos textos no cânone da história da literatura e como esse sistema pôde lidar com as peculiaridades do texto de Finnegans wake, desde a recepção de seus contemporâneos modernistas. Sobre o tempo do próprio texto, suas relações com música e outras artes, outro importante filósofo para o trabalho é Emmanuel Levinas (1906-1995). Lidando com sincronia, diacronia e anacronismo, traçamos as possibilidades de entender o tempo do texto do Wake, com o apoio desses termos como abordados pelo filósofo. Ainda nesse âmbito, é também discutido, em parte deste trabalho, o tempo da tradução — ou seus tempos — e apontadas as traduções brasileiras para o texto de James Joyce. A leitura das traduções é feita sempre no esteio das discussões do tempo, bem como o questionamento sobre o cânone literário e a história da literatura, que partem igualmente dessas noções, passando também por Agostinho, Martin Heidegger e Paul Ricoeur. Palavras-chave: James Joyce; Finnegans wake; Tempo; Jacques Derrida; Fenomenologia. Abstract FREITAS, Luísa. The flowing-ricorso and the times of Finnegans wake. Master’s dissertation. Supervised by Piero Luis Zanetti Eyben. Brasília: University of Brasília, 2014, 151 p. This dissertation investigates different notions of time, considered as a narrative concept as well as a philosophical concept and center of philosophical theories, from the last work by the Irish author James Joyce (1882-1941), Finnegans wake (1939). The theoretical framework goes through phenomenology and especially the philosophy of Jacques Derrida (1930-2004). The ricorso, term we take from the works of the Italian philosopher Giambattista Vico (1668-1744), is reinterpreted here as a flowing-ricorso, invoking the movement of a river, broadening the investigations on time concerning Finnegans wake beyond what we can see with Scienza nuova (1725), its central paradigm. The notion of time also as a memory, a shared collective diachronic vision, elicits the questioning of the insertion or exclusion of some texts among the canonical ones in the history of literature and how this system can deal with the peculiarities of Finnegans wake, ever since its first reception, by the contemporary modernists. About the time within the text itself, its relations with music and other forms of art, another important philosopher here is Emmanuel Levinas (1906-1995). Dealing with synchronic, diachronic and anachronism, we find the possibilities of understanding the time of the text in the case of Finnegans Wake, with the support of Levinas’ approach of these terms. Still concerning those themes, the time of a translation is also brought to this analysis — or its sundry times — and the different Brazilian translations for James Joyce’s text are indicated. The approach of this analysis of translations is based on the investigation of the concept of time and the questions concerning the literary canon and the history of literature, all of these being connected
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