Maria Terezinha Da Silva Florianópolis

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Maria Terezinha da Silva GESTÃO E MEDIAÇÕES NAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS DE SANTA CATARINA Limites e possibilidades educativas Florianópolis - SC 2005 Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC/Brasil Centro de Ciências da Educação Programa de Pós-Graduação em Educação GESTÃO E MEDIAÇÕES NAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS DE SANTA CATARINA Limites e possibilidades educativas Maria Terezinha da Silva Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Educação Orientadora: Profª Drª Maria Luiza Belloni Florianópolis/SC, março de 2005 2 Agradecimentos À professora Maria Luiza Belloni, pela orientação. A Silvio Salej, meu primeiro leitor e maior incentivador. A todas as pessoas que prestaram informações sobre as rádios, em especial a: Osmar, Irimar, Max, Pastor Neri, Nivaldo e Denise – de Alfredo Wagner. Neri, Antônio Gil, Vicente, Edson Rogério, Sr. Irineu, Almir, Sr. Albarino, Adriana, Miguel, Edes, Marinês, Maicon, Alexandre, Daniel, Wagner, Júnior e Rodrigo - de Campo Belo do Sul. Jair, Gibrair, Ademir, Nice, Pedro e Gislaine – de Coronel Martins. Brito, Zuco, Thomaz, Jeison, Pirán, Natan e Tere - de Guaramirim. Cida, Arlei e Moabe – de Itajaí. Ângelo, Nere, Jalmor, Marcos, Quidinha, Nena, Itamar e Antônio - de Jaguaruna. Para Silvio e Helena 3 SUMÁRIO Apresentação ............................................................................................................. 07 CAPITULO I 1. Referencial Teórico .............................................................................................. 10 1.1 Radialismo comunitário – tradição e pertinência em um novo contexto ................10 1.2 As políticas desenvolvimentistas na comunicação social .......................................11 1.3 A crítica ao modelo difusionista ............................................................................ 13 1.4 Sociedade civil e Estado: confrontação ou negociação? .........................................17 1.5 Dominação e mediação ........................................................................................... 21 1.6 Os novos cenários da cidadania .............................................................................. 23 1.7 As transformações na comunicação ........................................................................ 26 1.8 A economia global e a política de desregulamentação ........................................... 28 1.8.1 Lutas pela regulamentação ................................................................................ 32 1.8.2 Nas brechas da desregulação ............................................................................. 33 2. Escolha do modelo teórico: o enfoque nas mediações ........................................ 37 2.1 Nem ideologismo nem cientificismo ...................................................................... 39 2.2 Mediações e rádios comunitárias ............................................................................ 41 CAPITULO II 3. Rádios comunitárias: pesquisa exploratória do objeto de estudo .................... 44 3.1 Rádios e a perspectiva da mídia-educação ............................................................. 44 3.2 Pesquisa bibliográfica .................... ........................................................................ 46 3.2.1 A temática em Santa Catarina .......................................................................... 48 3.2.2 O enfoque em processos de formação.............................................................. 49 3.3 Radialismo comunitário em Santa Catarina - ano 2003 ......................................... 52 3.3.1 Levantamento quantitativo por municípios....................................................... 52 3.3.2 Quadro sinóptico do radialismo comunitário em Santa Catarina ..................... 52 4 3.4 Normativa jurídica da radiodifusão comunitária: análise comparativa .................. 58 3.4.1 A legislação colombiana.................................................................................... 60 3.4.2 A legislação brasileira ...................................................................................... 62 3.4.3 As respostas do Estado brasileiro ..................................................................... 68 4.5 O que define uma rádio comunitária ....................................................................... 70 4. Metodologia ........................................................................................................... 76 4.1 Questões norteadoras .............................................................................................. 76 4.2 Hipóteses ................................................................................................................. 77 4.3 Principais conceitos .................................................................................................78 4.4 Objetivos ..................................................................................................................81 4.5 Modelo de análise: dimensões e indicadores ...........................................................82 4.6 Plano de Amostragem: definição de critérios e seleção da amostra ........................84 4.6.1 A observação e a coleta de informações ............................................................88 4.6.2 Sinopse da coleta de informações ......................................................................89 CAPITULO III 5. Os seis casos da amostra ...................................................................................... 90 5.1 Rádio Nascente do Vale, de Alfredo Wagner – Grande Florianópolis................... 90 5.2 Rádio Estúdio 105, de Campo Belo do Sul – Região Serrana ...............................106 5.3 Rádio Pedra Branca, de Coronel Martins – Região Oeste .....................................115 5.4 Rádio Pró-Guaramirim, de Guaramirim – Região Norte...................................... 134 5.5 Rádio Luz e Vida, de Itajaí – Região do Vale........................................................ 153 5.6 Rádio Sambaqui, de Jaguaruna – Região Sul ........................................................162 6. Análise dos dados, por caso ................................................................................ 183 6.1 Rádio Nascente do Vale 7.1.1 O medo ao conflito como condicionante da programação ................................. 183 7.1.2 A rádio vista como instrumento que pode desencadear a luta política .............. 186 6.2 Rádio Estúdio 105 6.2.1 A rádio como meio de reconhecimento social e político ………………….... 190 6.2.2 A concorrência entre emissoras de baixa potência ………………………...... 191 6.3 Rádio Pedra Branca 5 6.3.1 A relação entre controle cidadão e diversidade da programação …………... 195 6.3.2 A relação entre financiamento e utilidade social …………………………… 197 6.4 Rádio Pró-Guaramirim 6.4.1 O dilema entre voluntariado e profissionalização …………………………... 202 6.4.2 Rádio e impessoalidade na relação cidadão/administrador público ................ 204 6.5 Rádio Luz e Vida 6.5.1 Iniciativa individual e voluntariado de assistência social …………………... 210 6.5.2 A religiosidade como principal mediação …………………………………... 211 6.6 Rádio Sambaqui 6.6.1 Democracia na gestão e diversidade na programação ………………………. 216 6.6.2 A rádio como catalisadora da luta dos movimentos populares ……………... 218 6.7 Análise das variáveis nos seis casos ................................................................... 222 7. Conclusões ............................................................................................................ 240 7.1 Diagnóstico qualitativo do radialismo comunitário em Santa Catarina ................ 240 7.1.1 A proliferação, por impulsos do PT e pastorais católicas................................ 240 7.1.2 As iniciativas de caráter particular .................................................................. 244 7.1.3 Diversificação de conteúdos como principal desafio ...................................... 245 7.1.4 A política como principal mediação e a relação rádio/poder público ............. 245 7.2 Respostas às questões norteadoras ........................................................................ 246 8. Bibliografia .......................................................................................................... 255 ANEXOS Mapeamento das rádios comunitárias em SC – dezembro 2003 Roteiro das entrevistas nas seis rádios da amostra 6 Apresentação A preocupação principal deste trabalho é analisar se e como as rádios comunitárias em funcionamento no Estado de Santa Catarina desenvolvem práticas educativas no sentido da construção da cidadania nos (e a partir dos) espaços locais. A proliferação dessas emissoras, no final dos anos 90, em um contexto de intensificação do processo de globalização econômica e mundialização da cultura, está relacionada às lutas pela democratização da comunicação e às novas condições em que se dão as lutas por direitos e cidadania, cada vez mais mediadas pelos meios de comunicação. Neste novo cenário, torná- se fundamental estudar, compreender e se apropriar criativamente das novas possibilidades que a democratização da técnica traz tanto para a comunicação quanto para a educação. A pesquisa teve o objetivo de traçar um panorama do estado atual de desenvolvimento das rádios comunitárias no Estato de Santa Cataria e de identificar se e como têm sido experiências locais de aprendizado para o exercício da cidadania. Duas

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