Em Florianópolis <

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, Ano VIII . n? 8 . S . E;. M, A NA' l Jornal Laboratório - UFSC/CCE/COM -,. Florianópolis, 21 a 28_de novembro de 1990. ,... � ·NAZISTAS· r� de ' Grupo . 36 pessoas' . _ se _ reorganizam Hitler- . Y elege_ <, .» como seu líder em Florianópolis páginas 3 e central Acervo: Biblioteca Pública de Santa Catarina EDITORIAL Crescendo sobrevive na arte e na em tamanho e Coral apoiado criatividade tecnologia Dentro de duas semanas esta­ uma e no rá circulando edição do Ze­ Sucesso realização I? ENCOR ro em formato standard. Isto é, do tamanho de O Estado, Jor­ 't. nal de Santa Catarina e A No­ KARIN VÉRAS tícia. Esta variação a tende à ne­ cessidade de proporcionarmos, Foi no final de 1962, quando o então aos alunos de Planejamento reitor da Universidade Federal de SF.11- Gráfico, a oportunidade de dia­ ta Catarina participava da organização grsmsrpeginss diferentes dos do Encontro de Corais do Sul do País, tablóides de sempre. Jornal la­ que alguém lembrou a ele que a própria boretorio, lembram-se? universidade não tinha um coral, Às *** pressas foi convidado o maestro da uni­ A modéstia não nos de impede versidade do Paraná, Mário Grau, e fo­ comentar os oZero elogios que ram reunidas pessoas entre acadêmicos, recebeu durante o Congresso comunidade e coralistas de outros gru­ Nacional dos Jornalistas reali­ pos. No tempo recorde de 13 dias um zado em Natural­ Florianópolis. coral foi formado, ensaiado e se apresen­ o fato da meiorie das es­ mente, tou. Era janeiro de 1963 quando o coral colas de comunicação ter carên­ desta universidade fazia syà primeira cias na área do graves jornalis­ apresentaçào, com maestro emprestado mo contribui a impresso, para e em função de um evento. No dia 5 boa oZero causa. impressão que de novembro deste ano, Dia Nacional Mas o da se­ pioneirismo edição da Cultura, foi a vez deste mesmo.coral . manal - ousadia se impensável responder ao desafio de há 28 anos sendo ror mantido o ritmo de reparti­ ele próprio o anfitrião do primeiro En­ ção pública que contagia algu­ contro de Corais (ENCOR) na UFSC. mas escolas - é suficientemente "Estamos vivos e precisamos conti­ torte para espantar aqueles que nuar" - encerrava o discurso de aber­ . Coral da universidade: 27 anos de existência acham a Universidade não que tura a pró-reitora de assuntos culturais tem muita coisa a fazer por da universidade. Confirmava, assim, Martins também cantou uma Exaltação da igreja acabava escutando o coral co­ se aqueles que querem profissio­ seu compromisso com uma universidade a Santa Catarina: "onde a natureza fez mo os coralistas se preparavam para se nelizsr: e No auditório da rei­ neve, sol e chuva'i.Estes coralistas vie­ ao público da igreja. Era :j: * * pública gratuita. apresentar o nem o ram de onde o uma acabava dando O Laboratório de Jornalismo toria cheio não estava reitor, Tubarão, recebem apoio motivação que obje­ nem os diretores de centro. de uma A Coral tivo à atividade. ao promover um Gráfico colocou em funciona­ pró-reitor, empresa. Associação Hoje, A pró-reitora lembrou que a UFSC em' de Florianópolis trouxe um repertório Encontro de Corais os organizadores mento, esta semana, a impres­ seus 30 anos ainda não seu de música com acompanhamen­ pretendem que ele não seja mais even­ sora laser, completando a esta­ conquistou popular espaço cultural. E desabafou: "Nosso to de at!baque e violão. Sua regente Au­ tual, senão o início de posteriores encon­ ção de trabalho em "desktop pu­ administrativo é um recriar rélia Hackenhaar recebeu um tros devem se com coros , processo destaque que ampliar blishing". Servirá ao ensino, à cultural constante." Sem apoio -econô­ no discurso de abertura como símbolo nacionais e até internacionais. Pois a pesquisa eprestará serviços à co- mico e só a arte e a cria­ da contracultura "onde a mulher se faz meta do ENCOR é dar dentro do administrativo, grande objetivo .... munidade, programa tividade o canto coral Terminaram cantando Tra­ ao canto coral no estado, aprofundando de extensão do Departamento de permitiram que presente". sobrevivesse dentro e fora da univer­ vessia. O coro convidado só sua atividade. Para isto contribui o cen­ Comunicação. último preci­ sidade. O número de corais é quarenta sou atravessar a ponte para participar tro cultural Pró-canto coordenado pelo vezes maior do. que era na década de do encontro e mostrar o que se pode fazer maestro Santana e sediado na Univer­ 60. O movimento coral se horizontalizou quando se pretende descentralizar a cul­ sidade. Ele faz a.transferência'de recur­ e agora precisa ser verticalizado: ga­ tura. Foi a Associação Coral Santa Cruz sostécnicos a grupos interessados: cur­ nhar em qualidade e profundidade - de São José. Quando foi a vez dos anfi­ sos. treinamentos, partituras. O maes­ ZERO afirma o maestro José Acácio Santana triões fazererri as honras da casa, mos­ tro fala da importância de incentivar os catarinenses a saírem de suas que é regente do coral da universidade traram uma apresentação inovadora: corais desde agosto de 63 e coordenador da quer nos gestos que acompanhavam as sedes e irem cantar na rua.Lembra que Fundação Pró-Canto. Afinal, o canto co­ músicas, quer na movimentação cênica nos últimos 2 Natais mais de 6.000 con­ *** ral hoje alimenta muitas comunidades dos coralistas, Uma das músicas mais certo foram feitos ao ar livre. Destaca catarinenses, Faz 'parte do "pão nosso aplaudidas durante o concerto fOI justa­ os objetivos fundamentais da atividade Me/hor cultural de cada dia". mente a última cantada pelo coral da coral. O objetivo artístico cultural que na entrada os coralistas enche­ universidade. Chama-se "Nós somos é o fazer musical. E o sócio-co­ Peça Gráfica Logo objetivo ram o auditório de cor e mais tarde Deuses de um Deus Maior" e é de auto­ munitário que promove a socialização /, /I e 1// Set preencheriam o espaço restante com ria do regente José Acácio Santana: "Vi­ das pessoas. Diz que o povo catarinense Universitário som. Seus familiares e convidados fo­ da é pra viver e se prende ... e coração possui uma "índole musical" provenien­ Maio 88 ram suficientes para lotar o local. Esta­ é feito pra amar. Por isso agora vou falar te das etnias que participaram de sua Setembro 89 vam todos uniformizados e as cores va­ ao coração, e a forma que encontrei foi formação, e que o canto coral foi uma Setembro 90 riadas destacavam sua procedência. a canção" . No encerramento todas as vo­ resistência cultural destes povos imi­ Azul turquesa com amarelo foi a cor de zes se uniram formando o grande coro grados. Hoje propõe um congraçamento Jornal Laboratório do Departa- cantada feita coral da dos corais e cantaram O destas culturas e a mudança de perfil mento de Comunicação do Centro saudação pelo participantes universidade: "Você é o sorriso de Deus Pescador do Santana: "Pescador dos corais. Sabe o coral do amanhã de Comunicação e Expressão da regente que universidade Federal de Santa Ca­ em nosso meio". O primeiro coro convi­ se vai pro mar, tem esperança de vol­ tem que ser audiovisual para reciclar tarina. Editado sob a responsàbili­ dado foi a Associação Coral Villa-Lobos tar". a si mesmo e ao público. Laboratório de Jornalismo - dade do de Itajaí. Vestidos de vinho eles canta- a ponte assegura continuidade No verso do programa distribuído ao Gráfico. ram o e o amor: - Não é sem motivos muitas músi- no dia 5 de novembro , tempo "Tempo, diga que público algumas Jornalista Prof. Cesar " Supervisão: a aonde se escondeu .. em cas no encontro têm moti­ do maestro alertavam Valente (Reg. 706/SC) por favor, Logo apresentadas palavras para o mo­ sociedade e a atividade co­ Colaboração: Jornalistas. Profes­ seguida entrou o coral25 de Julho: "Em vação religiosa. Primeiro porque relação entre sores Ricardo Barreto, Luiz A. Scot­ Blumenau cantamos as canções, e pre­ vimento coral esteve durante muito ral: "Quanto mais uma civilização é do­ to de Almeida e Gilka Girardello. servamos nossas tradições". Cantaram tempo vinculado à Igreja, O que servia, tada de senso social, mais nela se desen­ CCEICOM/UFSC, Cam­ Redação: sua Santa Catarina e o Brasil: na opinião do maestro José Acácio San­ volve o canto coletivo". Os mais de 1.140 - região, pus da Trindade, 88035 Florianó­ "Santa e Bela és en­ como uma entre o fazer cul­ corais catarinenses a - Catarina, tana, agradecem citação polis: SC Brasil. Fone (0482) princesa ponte tre dois o coral João tural e o Pois tanto o e 31-9215 e 31-9490. Fax (0482) príncipes". Depois apreciador. público pedem passagem. 33-4069. Acervo: Biblioteca Pública de Santa Catarina ZERO 3 Os fascistas • se reorgamzam em Florianópolis Um grupo de 36 pessoas reúne·se periodicamente na capital para formar um partido .nazista e quer buscar financiamento estrangeiro para isso Os simpatizantes de Adolf Hitler já têm a oportunidade de ingressar numa agremia­ ção nazista em Florianópolis. Desde março está em atividade um grupo -l-,._ qo !no passado 1 ue-il!)adeptos do nazismo que se reúne pelo menos uma vez por mês, num apartamento no centro da capital. O grupo, que teme per­ seguições, funciona clandestinamente. A idéia de fundar esse grupo partiu de um rapaz de 20 anos, natural do Oeste do Paraná, que veio para Florianópolis no iní­ cio de 1989. Ele decidiu afastar-se da família - os pais são produtores de soja - para poder dedicar-se ao seu maior objetivo polí­ tico: o nazismo. Nos primeiros meses, sus­ tentava-se com traduções de textos alemães para a Universidade Federal de Santa Cata­ rina (UFSC). Ele, que não quer que se publique o seu nome por motivos "de segurança pessoal", começou a interessar-se pela ideologia na­ zista desde os oito anos de idade, quando .

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