![A Verdade Por Trás Do Google/Alejandro Suárez Sánchez-Ocaña; [Tradução Sandra Martha Dolinsky]](https://data.docslib.org/img/3a60ab92a6e30910dab9bd827208bcff-1.webp)
Alejandro Suárez Sánchez-Ocaña HYJLbi hU Sandra Martha Dolinsky Copyright © Alejandro Suárez Sánchez-Ocaña, 2012 Direitos de tradução obtidos por acordo com Sandra Bruna Agencia Literaria, SL Todos os direitos reservados Título original 9 VfahURaUb R =bbX_V Todos os direitos desta edição reservados à Editora Planeta do Brasil Ltda. Avenida Francisco Matarazzo, 1500 – 3º andar – conj. 32B Edifício New York 05001-100 – São Paulo – SP www.editoraplaneta.com.br [email protected] Preparação: Lorena Vicini Revisão: Cátia de Almeida Capa: Studio DelRey Conversão para eBook: Freitas Bastos DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP) (CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO, SP, BRASIL) S352v Sánchez-Ocaña, Alejandro Suárez A verdade por trás do Google/Alejandro Suárez Sánchez-Ocaña; [tradução Sandra Martha Dolinsky]. – São Paulo: Planeta, 2013. 304 p. Tradução de: Desnudando a Google ISBN 978-85-422-0074-4 1. Google (Firma) 2. Tecnologia da informação 3. Privacidade 4. Segredos comerciais. I. Título. 12-8175 CDD: 338.76102504 CDU: 338.45:005.94 +IO%XMPHQ& ) KQTE XQGe UI UIPVMTc WO RQWGQ GQOQ ) NMGI GEMPHQ RINE VQGE HQ GQINLQ& 7QUUQ XIT MUUQ IO UIWU QNLQU& C&&&D . UVE d UWE IUGQNLE& : I VQOET Q GQORTMOMHQ E[WN! JMO HE LMUVgTME& ? EM EGQTHET IO UWE GEOE JINM[ I EGTIHMVETc PQ SWI SWMUIT EGTIHMVET& : I VQOET Q GQORTMOMHQ XITOINLQ! XEM JMGET PQ REfU HEU OETEXMNLEU! I IW XQW NLI OQUVTET EVd QPHI GLIKE E VQGE HQ GQINLQ& ; LI 4 EVTMZ! @ETPIT +TQUU! ’ ((( ’ : 9=879B 7 GB9BF DH: E: AHA8=7@ M C?L8=97 ;: ?=8=979: DH: B;: E: 8: B 8B@CE=@=9B 7IH?! 1DHFE=I POE O Google é uma empresa peculiar. E o livro que você tem nas mãos provavelmente também é. Apesar de há muito tempo ter a ideia de escrever sobre o Google, eu nunca soube – nem sei agora – se é certo fazê-lo, nem que consequências isso pode acarretar. Não me considero em posse da verdade absoluta. Todas as interpretações dos dados, as opiniões e ideias que você está prestes a ler não deixam de ser apenas minha opinião e minha verdade. No entanto, é muito possível que, quando você acabe de ler, descubra coisas novas. Já aviso que algumas delas serão surpreendentes. A história do Google tem muitos contrastes. Sim, eu sei, como em todas as empresas! Isso – que em si não é ruim e acontece com qualquer firma que atinge um certo tamanho – ocorre com mais força quando as empresas são, literalmente, monstruosas (neste caso, um verdadeiro império, como eu a qualifico). Ninguém fica multimilionário sem deixar um rastro de corpos escondidos nos armários. Isso chega a ser quase compreensível no mundo empresarial, mas há outras coisas, desconhecidas para o grande público, que podem não ser tão habituais e que se mostrarão insólitas. Vamos descobri-las juntos. Apenas permita que, para começar, eu jogue uma ideia no ar: se você acha que o Google é um “buscador da Internet”, está enganado. E se você acha que o Google é “o buscador” por antonomásia, devo lhe dizer que continua enganado. O Google é, na realidade, uma das empresas mais ambiciosas, enormes e poderosas do mundo. É um gigante ocasionalmente descontrolado, que não só domina a seu bel-prazer a rede das redes, como também tem interesse em muitos outros setores. Isso, por si, poderia não ser ruim. Ou talvez seja. Mas não vamos antecipar acontecimentos. Quem melhor definiu esse gigante foi Andy Grove, CEO da Intel, quando declarou que se trata de “uma empresa bombada com esteroides, com um dedo em cada setor”. Quero estabelecer desde o começo um compromisso com o leitor: posso prometer que este não será o típico livro gentil promovido por um departamento de comunicação para exaltar, ainda mais, a imagem que a companhia projeta, segundo a qual dois jovens brilhantes e apaixonados vencem e realizam seus sonhos, para depois explicar como uma empresa dinâmica, inovadora e moderna fez o bem e, assim como uma ONG, organizou a informação do mundo para deixar todos felizes. Se isso é o que você espera dos próximos capítulos, feche este livro, devolva- o à livraria e troque-o por alguma coisa de Walt Disney. Assim não o inquietarei e você será feliz. Do mesmo modo, se você espera com esta leitura aderir à teoria da conspiração e se convencer de que o Google é, na realidade, a Matrix, devo lhe dizer que essa também não é minha intenção. Por outro lado, se estiver disposto a pensar, a reavaliar algumas ideias, a analisar e avaliar alguns elementos que podem não ser como parecem, você será bem-vindo. Vou tentar não o decepcionar e mostrar a minha visão das coisas. Minha história com o Google começou há muito tempo. Lembro que em 1999 dei de cara pela primeira vez com um estranho domínio na Internet que me surpreendeu por sua simplicidade e utilidade. Tratava-se do Google.com. Desde então, e até agora, não parei de utilizá-lo todos os dias da minha vida. Um pouco depois, em 2001, entraram em contato comigo. Na época, era uma empresa jovem, com menos de 200 funcionários, muito diferente do que é hoje. Acompanhei (e sofri) sua evolução. De fato, um dia (que inocência!) cheguei a considerar essa empresa como a principal parceira ou aliada de minhas companhias. Tempos depois acordei e descobri algo muito diferente. Se hoje pudesse escolher, acho que ficaria com aqueles tempos distantes em que eu era um fã incondicional daqueles jovens Tbb_ que iam trabalhar de patinete e davam festas nas tardes de sexta-feira. Lembro que, naquela época, recebi com certa perplexidade um e-mail do Google.com. Foi escrito por uma garota chamada Kristen Jessopp, de Mountain View, quando o Google mal era conhecido na Espanha. Em sua mensagem, ela me pedia para entrar em contato com ela, pois gostaria de me fazer uma proposta comercial. O fato de o convite ter partido do buscador em que eu estava viciado e que utilizava com tanta frequência fez com que eu mostrasse um interesse especial pela proposta. Naquele momento, uma das minhas empresas de Internet tinha vários portais com 3 milhões de usuários mensais na Espanha e na América Latina. O Google se interessava por ela, oferecendo algo que, naquela época, parecia incrível e que representava para mim um cenário de sonho. Queriam me propor um acordo anual mediante o qual comprariam, a preço fixo garantido, toda a publicidade que eu pudesse lhes oferecer. Isso implicava não ter de me preocupar em comercializar em longo prazo, bem como ter renda garantida durante a vigência do contrato. Recordemos que era o ano de 2001 e a “bolha pontocom” (que tempos, aqueles!) já havia estourado. Eram momentos em que vender publicidade na Internet na Espanha e na América Latina era bem complicado. Quase não havia anunciantes. Assinar um contrato de compra total garantia que não fosse por comissão de resultados. Definitivamente, era o melhor dos meus sonhos. Tudo era tão atraente que devo reconhecer que desconfiei. Passei grande parte do verão falando com Kristen e procurando o “truque”, sem, no entanto, encontrá-lo. Enquanto isso, meus advogados revisavam aquele enorme contrato, de mais de 20 páginas e em inglês, repleto de cláusulas, que garantia minha renda durante um ano, talvez ainda mais. É curioso pensar que, o que hoje em dia o Google resolve com dois cliques, naquela época era um enorme e complexo contrato que devia ser assinado e enviado por fax aos Estados Unidos. Enfim, o Google estava lançando e expandindo o que no futuro seria o embrião do programa AdSense, e propondo a alguns potenciais sócios comerciais que esse acordo não se baseasse em um modelo comissionista1 (conhecido como I Vi VahV J YReV), e sim em uma modalidade ceV‘ Zh‘ garantida. Alguns anos se passaram desde então, e não creio que muitas pessoas no mundo tenham chegado a admirá-lo, a defendê-lo e a apostar nele tanto quanto eu. Sim, meu caro. Eu era um =bbX_VWRa com todas as letras. Talvez por isso mesmo tenha chegado a ressaca, e reconheço que há alguns anos minha relação com o Google é diferente, como uma mistura de amor e ódio em relação a tudo que faz, e que mantenho cada vez maior distância daquilo em que se transformou. Ficou maior e se transformou em algo diferente. Está preso a um monte de interesses criados, uns mais obscuros que outros, aos quais precisa satisfazer de forma irremediável. E isso, às vezes, me decepciona, pois nesses momentos abandonam o espírito e a essência da companhia. Como você acompanhará ao longo das páginas a seguir, a história do Google é a do verdadeiro rei da selva, que era tão forte, poderoso e querido pelos outros animais que acabou acreditando que “ele” era a selva. Voltando ao escopo deste livro, nos próximos capítulos tentarei ser objetivo. Espero expressar meu ponto de vista de maneira equânime e não alimentar nenhuma teoria da conspiração. No entanto, também desejo me distanciar dos que louvam Larry Page e Sergey Brin sem fazer perguntas. O Google não é o causador de todos os nossos males, tampouco é uma fundação beneficente, cuja máxima fundamental é a nossa felicidade. Este último cenário, em que às vezes nos querem fazer acreditar, incomoda-me especialmente. Entendo que nem todo mundo compartilhará das minhas opiniões, algumas das quais talvez pareçam exageradas ou desconfiadas demais. Assumo o desafio. Antes de começar, gostaria de agradecer aos meus colaboradores, María Peña e Dann Anthony Maurno, que, na Espanha e nos Estados Unidos, me ajudaram no intenso trabalho de documentação desta obra. Nós três, juntos, entrevistamos muitas pessoas, dos dois lados do oceano, tanto presencialmente quanto por telefone e videoconferência, para obter uma visão melhor do fenômeno e contar com todos os pontos de vista para escrever a história que aqui se inicia.
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