A Botija Em Sala De Aula

A Botija Em Sala De Aula

0 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE HUMANIDADES UNIDADE ACADÊMICA DE LETRAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUAGEM E ENSINO TECENDO LEITORES E LEITURAS: A BOTIJA EM SALA DE AULA Ananília Meire Estevão da Silva Campina Grande – PB, Setembro de 2014. 1 Ananília Meire Estevão da Silva TECENDO LEITORES E LEITURAS: A BOTIJA EM SALA DE AULA Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Linguagem e Ensino – POSLE da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, na linha de pesquisa em Literatura e Ensino, como requisito à obtenção do grau de Mestre em Linguagem e Ensino. Orientadora: Profª Drª Márcia Tavares Silva 2014 2 FICHA CATALOGRÁFICA ELABORADA PELA BIBLIOTECA CENTRAL DA UFCG S586t Silva, Ananília Meire Estevão da. Tecendo leitores e leituras : a botija em sala de aula / Ananília Meire Estevão da Silva. - Campina Grande, 2014. 226 f. : il. color. Dissertação (Mestrado em Linguagem e Ensino) - Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Humanidades, 2014. "Orientação: Prof.ª Dr.ª Márcia Tavares Silva". Referências. 1. Educação de Jovens e Adultos. 2. Romance. 3. Método Recepcional. 4. Leitura. I. Silva, Márcia Tavares. II. Título. CDU 81:374.7(043) FOLHA DE APROVAÇÃO Ananília Meire Estevão da Silva Defesa de dissertação: Banca Examinadora 9hhjf2AMl ,ÇMJ€K. Professora Dr3 Márcia Tavares Silva - POSLE/ UFCG (Orientadora) Profe ra Dr3 Naelza d€é Araújo WanderleW y - POSLE/ UFCG (Examinadora) Professora Dr3 Valdenides Cabral de Araújo Dias - UFRN (Examinadora) 4 Aos meus pais Tereza Maria e José Estevão Aos meus saudosos avós Maria Bibiana e José Urbano (in memoriam), D. Cota e Manoel Estevão (in memoriam) A minha tia Raimunda (in memoriam) E aos contadores de histórias tradicionais e modernos que mantêm viva a literatura oral. 5 AGRADECIMENTOS Após tão longa jornada em busca desta botija é chegada a hora de agradecer e compartilhar minha alegria com todos aqueles que contribuíram para este momento deixar de ser apenas um sonho. A Deus, por permitir a conclusão deste trabalho e conceder toda força, fé e coragem das quais necessitei para estar aqui. A Ele rendo todas as glórias e louvores. Aos meus pais, pelos exemplos de vida e lições de paciência, em especial à minha mãe Tereza, minha vida, alma e inspiração. À minha família, por encorajar e incentivar nos momentos mais difíceis. Em especial às minhas tias: Rita e Josefa Maria, por suas orações; Eliete e Raimunda (in memoriam) por me ensinar a perceber a vida sob outro ângulo. À minha orientadora, Márcia Tavares, por me encaminhar na pesquisa em Literatura, pela paciência e compreensão das minhas limitações, acreditando em minha capacidade (às vezes mais que eu mesma); por dividir seu tempo, conhecimento e, junto a Francimar Gomes, seu esposo, pela amizade, incentivo, acolhida, perseverança e confiança que depositaram em mim. Minha admiração e gratidão, sempre. A todas as famílias que me acolheram como filha e como irmã nestes anos nômades de andanças em busca do conhecimento, representadas pelos Brito, Macedo (Currais Novos/ RN); Estevão, Alves (Natal/ RN); Tavares, Ramos Silva, Ribeiro (Campina Grande/ PB). Ao poeta pernambucano Luciano Nunes, amigo, conselheiro e companheiro de jornadas acadêmicas, pelo cuidado e incentivo constantes e por manter a tranquilidade e bom humor mesmo diante dos meus momentos de stress absoluto. Que Jesus, Marx, Nietzsche, os santos e os orixás te guiem sempre. Aos amigos(as): Marília Saraiva e Stefânnya Macedo, pela torcida, amizade sincera, sorriso aberto e apoio nos momentos tempestuosos; Hadoock Ezequiel, pelas inúmeras conversas divertidas para compartilhar experiências de vida e de leituras e por auxiliar durante a realização da oficina de leitura; Claudson Faustino, pela atenção e disponibilidade, contribuindo com seu talento de declamador e poeta; Karine Viana, pelas conversas prazerosas, aprendizados e laços de amizade construídos ao longo de manhãs regadas a café; Lucineide Silva e Elis Betânia com quem iniciei tantos planos acadêmicos; Robson Torres (in memoriam) com quem dividi, esperanças, sonhos e angústias; Michelle Ramos, pelo incentivo a não desistir dos meus objetivos; Francisca Cirilo, Paula Cirilo e João Paulo, pela acolhida sempre divertida e boas gargalhadas; Flávio Alves e Socorro Alves pelos encontros festivos e discussões enriquecedoras às margens do açude de Lajes 6 Pintadas; Arlete Gurgel, Artene Silva, Ana Gláucia Gurgel e Márcio Barbosa, por compreender meus “sumiços” e perdoar minhas ausências em momentos importantes. À Mariana Ribeiro e Arinélio Lacerda, amigos nascidos em meio aos debates e eventos acadêmicos, pelas vivências, gargalhadas, companheirismo, aprendizados e por superarmos juntos as angústias nos momentos difíceis que antecedem grandes conquistas. Aos companheiros de mestrado, Adriana Martins, Wesley Barbosa, Jahynne Dantas, Viviane Caldas, Hadoock Ezequiel, Magnólia de Negreiros e Jussara Melo, pela incrível convivência e por compartilhar todos os sabores e saberes deste instante. Ao professor Hélder Pinheiro, por seu exemplo de ser humano dotado de sabença e humildade, pela atenção e carinho com todos nós, indistintamente. À coordenação e a todos os professores do Programa de Pós-graduação em Linguagem e Ensino – POSLE, pelo cuidado e compromisso em partilhar conhecimentos e experiências, com os quais pude (re)aprender conceitos e valores que influenciarão meu trabalho docente e acadêmico. Às professoras, Valdenides Dias, que me reaproximou da literatura popular quando ingressei no curso de Letras em Currais Novos/ RN, e a Naelza Wanderley pelas contribuições para a melhoria do texto final desta pesquisa durante as etapas de qualificação e, agora, defesa. À escritora Clotilde Tavares, por manter viva a literatura oral e a cultura popular através da arte de contar. À Valdemar de Souza Filho e Tizziana Figueiredo, sempre atenciosos e fraternos. Ao Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) em Currais Novos/ RN: direção e funcionários pela calorosa acolhida; professora Jária Suéldes, por me receber de forma tão carinhosa e participativa; alunos colaboradores, pela atenção e disponibilidade em participar da Oficina de Leitura. À direção, funcionários e alunos da Escola Estadual Virgílio Furtado em Lajes Pintadas/ RN, por compreender a necessidade da minha ausência nesta fase acadêmica. À Secretaria de Educação e Cultura e ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte por me conceder a licença para frequentar este curso de formação. À CAPES, pela bolsa de estudo, incentivo importante para o andamento e conclusão desta pesquisa. Por fim, a todos que auxiliaram a tecer as histórias desta dissertação e que nos momentos decisivos me acompanharam no caminho, “ajeitando a trama quando tudo estava muito enovelado”. Que o Deus do Amor e da Sabedoria abençoe a todos. 7 “[...] O amor à palavra é uma virtude; seu uso, uma alegria. [...]” (A letra e a voz – Paul Zumthor) “[...] Sem alegria. As palavras têm pés de chumbo. [...]” (Como um Romance - Daniel Pennac) 8 RESUMO O espaço escolar sempre foi considerado ambiente propício e interdisciplinar à formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos. Neste ambiente, a Literatura é elemento relevante para a construção do pensamento, pois os textos literários corroboram com a construção de um modo particular de percepção do mundo e a leitura é entendida como uma atividade pessoal, histórica, cultural e social. Porém, formar leitores constitui o grande desafio da educação brasileira, pois a ausência do texto literário e de atividades mediadoras da leitura na sala de aula são sentidos nos vários níveis de ensino. Vários fatores contribuem para este quadro e faz-se necessário repensar o papel da família enquanto incentivadora da leitura ainda na infância, a formação do professor como leitor e mediador da leitura, mas também o papel do Estado como responsável em fomentar políticas públicas para a promoção da leitura. No entanto, o foco desta pesquisa resume-se ao sujeito e ao objeto que são centrais neste processo, o leitor e o texto. Assim, esta pesquisa objetivou refletir acerca da recepção do romance A Botija (2003) de Clotilde Tavares, pelo público leitor de turmas da Educação de Jovens e Adultos a partir da realização da Oficina de Leitura “Conto estas histórias como me contaram. Quer ouvir?: leituras do popular” e apontar alguns textos com os quais a obra dialoga, ventilando outras possibilidades de leitura a partir do processo intertextual estabelecido. Durante a vivência com o gênero romance, ainda pouco presente no ambiente escolar, percebemos como este, aliado a estratégias mediadoras de leitura poderia contribuir com a formação leitora dos discentes e possibilitar uma experiência de leitura significativa. Como referenciais teóricos norteadores deste trabalho, citamos os estudos de Jauss (1979; 1994), Iser (1979; 1996) e Borba (2007) a respeito da Teoria da Estética da Recepção. Quanto às orientações teórico-metodológicas para a formação do leitor e a leitura literária na escola, referimos Compagnon (2001), Dalvi, Rezende e Jover-Faleiros (2013), Eco (1986), Jouve (2002; 2013) e Rouxel (2013), bem como os Parâmetros Curriculares Nacionais e as Orientações Curriculares Nacionais (1999a; 1999b) que regulamentam o sistema educacional de ensino no país. Para refletirmos acerca das estratégias de leitura e ensino de literatura, voltamo-nos para os estudos de Colomer (2007), Todorov (2009), Cosson (2011) e Petit (2008). Quanto aos processos intertextuais e dialógicos, referimos Bakhtin (2003), Kristeva (1984) e Marinheiro (1977).

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