? ? ? apresentação lll#Zhidg^adeZc#cZi 20º Estoril Open ‘Duas décadas de história’ • Uma edição para a posteridade • Davydenko e Nalbandian: ex-campeões • Blake e Ferrer: as novidades • Gasquet: o virtuoso • Kirilenko: a titular • Peer: a protagonista da polémica • Frederico Gil: primeiro luso com entrada directa • Cabriolet VW Eos e relógio Baume & Mercier comemorativos • Rádio Estoril Open na RFM • Prize-money: cerca de 650 mil euros www.estorilopen.net 3 Agendada entre 2 e 10 de Maio, a 20ª edição do maior evento tenístico português celebra duas décadas do Estoril Open com um naipe de interessantes vedetas internacionais e uma atenção redobrada relativamente à participação portuguesa –- oferecendo ainda todos os outros focos de interesse que tornam a visita ao Jamor numa experiência inolvidável. Como seria o ténis em Portugal sem o Estoril Open? Pouco mais do que um conjunto de pequenos tor- neios internacionais esparsos e um ainda menor peso dos representantes lusos nos rankings mundiais -– basta atender ao facto de os melhores portugueses da actualidade, Frederico Gil e Michelle Larcher de Brito, terem crescido a visitar o Jamor e a sonhar com uma carreira que lhes permitisse mais tarde jogar a competição perante os adeptos nacionais. Personalidades inspiradoras não faltaram. Desde 1990, passaram pelos courts do Estádio Nacional enormes vultos do planeta tenístico -– números uns, titulares do Grand Slam, medalhados olímpicos, vencedores da Taça Davis, especialistas em terra batida, jovens promessas, veteranos campeões, a nata do ténis luso. O currículo do Estoril Open foi-se enriquecendo até atingir os píncaros com o triunfo de Roger Federer em 2008 e a qualidade do seu palmarés fala por si. No aspecto organizacional e motivacional, uma das grandes vitórias paralelas do maior evento tenístico nacional foi ter contribuído decisivamente para que a Lagos Sports conquistasse a organização da Masters Cup em Lisboa no ano 2000; a vitória mais impor- tante foi ter servido de alavanca para o profissionalismo do ténis emPortugal -– desde o sector da arbi- tragem até ao jornalismo especializado, desembocando nos melhores tenistas e treinadores nacionais da actualidade que cresceram a ver os encontros primaveris no Jamor. A 20ª edição do Estoril Open constitui um marco histórico no desporto português -– nenhum evento em Portugal, à excepção do golfe, logrou manter ininterruptamente uma tal longevidade no escalão supe- rior a nível internacional, com o mérito de a efeméride se celebrar num momento de conjuntura global extremamente complicada. «São duas décadas de provações e de satisfações, de investimentos e recompensas, de montagens e desmontagens. O Estoril Open tornou-se num acontecimento incontornável em Portugal e que transcende os seus próprios protagonistas; o seu êxito nunca dependeu directamente da prestação dos cabeças-de-cartaz, mas o torneio deste ano é muito especial por se tratar de um marco histórico e porque tem a difícil missão de, na complexa conjuntura em que vivemos actualmente, suceder a uma edição anterior que foi marcada pela presença daquele que considero ser o melhor tenista de todos os tempos e por recordes de assistência», afirma João Lagos, director do maior evento tenístico português. «Neste aniversário, o meu presente para os adeptos é oferecer-lhes o melhor torneio possível tendo em conta todos os condicionantes; gostaria também que eles me presenteassem com a sua participação maciça nas bancadas do Jamor». TORNEIO MISTO ENTRE ELITE EXCLUSIVA A 20ª edição do Estoril Open (o torneio estreou-se em 1990 como evento masculino integrado no ATP Tour) marca também a 12ª edição do torneio feminino -– desde 1998 que os portugueses se habituaram a ver em simultâneo no Jamor alguns dos melhores intérpretes mundiais tanto do circuito masculino como do feminino, numa altura em que a política oficial era manter os circuitos separados; numa jogada de antecipação da Lagos Sports, o carácter misto vanguardista do Estoril Open colocou o evento por- tuguês numa elite muito restrita à escala planetária, e só nos últimos anos as instâncias do ATP World www.estorilopen.net 4 Tour e do WTA Tour perceberam o poder e a complementaridade dos torneios combinados fora do âmbito do Grand Slam. A congregação de provas pontuáveis para as classificações oficiais doATP World Tour e do WTA Tour no mesmo local e ao mesmo tempo sempre se revelou um desafio para a capacidade organizativa daLagos Sports e guindou o torneio luso a um patamar do qual faziam inicialmente parte cerca de uma dezena de provas e que actualmente já vai em 18 eventos: para além do Estoril Open, os quatro gigantes do Grand Slam (Open da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open), os megatorneios de Indian Wells, Miami e Madrid, e ainda Brisbane, Sydney, Memphis, Acapulco, s’-Hertogenbosch, Eastbourne, New Haven, Pequim, Tóquio e Moscovo. No Jamor, serão distribuídos 450 mil euros na vertente masculina e 220 mil dólares no sector feminino. DESFILE DE VEDETAS Entre as principais vedetas que passaram pelo Jamor, Roger Federer foi o segundo número um mun- dial a jogar o Estoril Open ostentando na semana do torneio esse estatuto -- após Thomas Muster, que ganhou enquanto líder do ranking em 1996. Outros líderes da hierarquia ATP que competiram no maior evento tenístico nacional: Ivan Lendl, Yevgeny Kafelnikov, Marat Safin, Carlos Moya, Gustavo Kuerten, Marcelo Rios, Juan Carlos Ferrero… e até mesmo Rafael Nadal, que passou pelo Estoril Open numa fase de formação, tal como Justine Hénin e Jelena Jankovic. Este ano, a lista de inscritos é encimada por dois russos que já constam do palmarés do torneio: Nikolay Davydenko e Maria Kirilenko. NIKOLAY DAVYDENKO: O TRI-FINALISTA Nikolay Davydenko é co-recordista de finais noEstoril Open – juntamente com Thomas Muster. Cu- riosamente, também partilha com o austríaco ex-número um mundial o empresário, Ronnie Leitgeb. O russo ganhou a edição de 2003 –- e em 2006 protagonizou com David Nalbandian a primeira final no Jamor entre os dois primeiros cabeças-de-série e com a média de rankings mais elevada de sempre. Em 2008, bateu esse recorde juntamente com Roger Federer e ao longo da época transacta somou troféus em cinco finais (no seu currículo constam14 títulos em 19 finais), destacando-se o correctivo aplicado a Rafael Nadal no derradeiro encontro do Masters Series de Miami e a sua presença na final da elitista Masters Cup em 2008. Este ano tem estado lesionado no calcanhar esquerdo e abdicou da defesa do título em Miami para salvaguardar a sua temporada em terra batida. Dotado de um excelente jogo de fundo do court, Nikolay Davydenko exibe-se sempre com elevada inten- sidade e não há muitos jogadores no planeta capazes de contrariar o seu ritmo de jogo. DAVID NALBANDIAN: REGRESSO DO CAMPEÃO PRÓDIGO David Nalbandian surge no Jamor com uma auréola muito especial: a da invencibilidade, uma vez que ganhou o torneio nas últimas duas vezes em que participou -– em 2002 e 2006. O talentoso jogador de Unquillo é uma das incontestadas vedetas do circuito profissional na presente década, assinando fre- quentemente excelentes prestações em todos os tipos de piso -– sendo mesmo uma espécie de ‘besta negra’ para os dois melhores tenistas mundiais, Rafael Nadal e Roger Federer; no recente Masters 1000 de Indian Wells chegou a dispor de cinco match-points para derrotar uma vez mais o espanhol. www.estorilopen.net 5 O argentino estreou-se no quadro principal do Estoril Open em 2000, depois de ter ultrapassado o qualifying… com convite de João Lagos! Seria no Jamor que conseguiria o primeiro título da sua car- reira no Estoril Open, após deixar pelo caminho campeões como Juan Carlos Ferrero (salvando três match-points na segunda ronda) e Carlos Moya (nas meias-finais). Três meses depois, chegava à final de Wimbledon, perdendo somente com o então número um mundial Lleyton Hewitt! A partir daí, foi consolidando o seu lugar no top 10 mundial até chegar ao terceiro posto. Denotando um estilo suave potenciado pelo seu excelente sentido táctico e de antecipação, David Nalbandian é capaz de derrotar todos os melhores tenistas do mundo em qualquer tipo de superfície; a sua ciência de jogo é notável, alicerçada numa das melhores esquerdas do circuito e num exemplar aproveitamento dos ângulos. Apresenta actualmente um palmarés com 10 títulos em 20 finais (destacando-se a presença no derradeiro encontro de Wimbledon, em relva, para além de meias-finais nos restantes torneios doGrand Slam). No seu palmarés destacam-se também os títulos da Masters Cup (derrotou Federer em cinco sets na final de 2005) e dos Masters Series de Madrid (bateu Federer) e Paris (bateu Nadal) em 2007. Recentemente conduziu a Argentina à final da Taça Davis; em 2009 venceu em Sydney e foi semifinalista na terra batida de Buenos Aires. JAMES BLAKE: SEMPRE A ATACAR Aos 29 anos, James Blake é daquelas personalidades que transcendem o desporto que o tornou fa- moso -– daí ser frequentemente convidado para os principais talk-shows das televisões americanas e a sua auto-biografia ter constado da lista de best-sellers doNew York Times, para além de ter sido eleito um dos homens mais sexy do mundo pela revista People e de ser responsável por uma fundação de beneficência a favor da cura contra o cancro como homenagem ao seu malogrado pai. A sua cabeleira ‘rasta’ deu que falar e valeu-lhe vários contratos como manequim até que resolveu cortá- la para que não desviasse as atenções do seu ténis. Foi subindo na hierarquia mundial até que, em 2004 e dois dias depois de ter sido recebido pelo Papa João Paulo II, caiu e bateu com a cabeça no poste da rede durante um treino em Roma -- partiu o pescoço, ficando a escassos milímetros da paralisia. Afir- mou depois que foi o melhor que lhe aconteceu, já que a longa recuperação lhe permitiu acompanhar o pai nos últimos meses da sua luta contra o cancro do estômago.
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