Poster Lepto

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PPEERRFFIILL EEPPIIDDEEMMIIOOLLÓÓGGIICCOO DDAA LLEEPPTTOOSSPPIIRROOSSEE NO ESTADO DE SÃO PAULO EM 2006 NO ESTADO DE SÃO PAULO EM 2006 Autora: Márcia Regina Buzzar Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses Centro de Vigilância Epidemiológica Coordenadoria de Controle de Doenças Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo TABELA 2. Leptospirose, número de óbitos e letalidade segundo regional de residência e Introdução anoestado de são paulo , 2002 a 2006 Em relação ao Local Provável de Reg Residência 2002 2003 2004 2005 2006 ÓB LET ÓB LET ÓB LET ÓB LET ÓB LET Regional em branco 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 Infecção, a doença foi adquirida principal- A Leptospirose é uma zoonose de ampla S.Paulo 44 17,96 32 15,38 42 14,74 30 11,36 56 18,42 Santo André 9 19,57 3 7,89 0 0,00 3 6,52 5 15,63 mente na área urbana e no ambiente domicili- distribuição geográfica acometendo os anima- Moji das Cruzes 11 14,86 6 11,11 5 6,33 12 14,29 15 7,35 Franco da Rocha 2 33,33 0 0,00 0 0,00 1 20,00 5 31,25 Osasco 11 22,92 7 15,56 6 9,38 5 6,25 10 12,05 ar, como mostram os Gráficos 3 e 4. is e o homem. Atinge áreas urbanas e rurais de Araçatuba 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 Araraquara 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 50,00 Assis 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 33,33 0 0,00 todas as regiões do Estado de São Paulo, com Barretos 0 0,00 1 16,67 0 0,00 0 0,00 0 0,00 Bauru 2 25,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 Botucatu 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 17,22% incidências maiores, nesses últimos 5 anos, na Campinas 2 3,92 10 12,82 6 12,24 6 6,00 7 5,22 urbana Franca 1 16,67 2 16,67 0 0,00 0 0,00 0 0,00 Marília 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 10,00 0 0,00 Capital, Municípios das regiões da Grande Piracicaba 3 23,08 1 7,69 0 0,00 3 18,75 3 15,79 rural Presidente Prudente 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0,47% Registro 3 25,00 3 42,86 3 23,08 1 5,00 7 22,58 periurbana São Paulo, de Campinas, Vale do Ribeira e Ribeirão Preto 2 22,22 0 0,00 2 18,18 0 0,00 2 16,67 Santos 11 24,44 7 20,00 8 18,18 8 10,81 13 15,48 5,11% silvestre Baixada Santista. S.João da Boa Vista 1 20,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 S.José dos Campos 4 50,00 1 12,50 1 10,00 1 6,25 1 6,67 S.José do Rio Preto 2 25,00 1 10,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 ign/branco No Estado, a transmissão se dá preferenci- Sorocaba 3 18,75 2 28,57 4 6,45 3 14,29 3 7,14 Taubaté 0 0,00 1 33,33 1 10,00 3 25,00 3 23,08 almente pela urina de roedores urbanos infec- Total 111 17,08 77 13,90 78 10,97 78 10,04 131 12,39 10,50% tados pela bactéria Leptospira, ocorre princi- Conforme a Tabela 3, a doença acomete palmente de forma epidêmica por exposição quase três vezes mais os homens e, no sexo mas- 68,21% da população a uma fonte comum de infecção, culino, as faixas etárias de 35 a 49 anos e de 50 a por exemplo, as inundações em época das chu- Gráfico 3. Leptospirose, porcentagem de casos confirmados segundo área do local 64 anos foram as de maiores incidências; em provável de infecção, Estado de São Paulo - 2006 vas. relação ao sexo feminino, as faixas etárias de maior incidência foram as de 20 a 34 anos e de 23,94% Objetivo 15 a 19 anos. O objetivo desse trabalho é traçar o perfil TABELA 3. Leptospirose, casos confirmados, coeficiente de incidência, número de óbitos, letalidade, segundo faixa etária e sexo, Estado de São Paulo, 2006 epidemiológico da doença objetivando obter 48,72% Sexo Masc Fem Total 5,49% domiciliar informações apropriadas para a proposição de CC CI ÓB LET CC CI ÓB LET CC CI ÓB LET trabalho medidas de intervenções nos riscos - visando Faixa Etária sua prevenção e diminuição da incidência - e <1 Ano 2 1 0 0 1 0,29 0 0 3 0,43 0 0 7,00% lazer 1-4 5 0 2 40 4 0,28 0 0 9 0,31 2 22,2 outro nos serviços de saúde no que se refere às ques- 25 1,39 0 0,00 14 0,81 0 0 39 1,11 0 0,00 5-9 16,37% ign/branco tões do diagnóstico e tratamento precoce – 10-14 51 2,68 2 4 22 1,18 3 13,64 73 1,94 5 6,85 Gráfico 4 - Leptospirose, porcentagem de casos confirmados segundo ambiente do local, visando a diminuição da letalidade. 15-19 76 3,76 4 5,26 37 1,83 4 11 113 2,79 8 7,08 provável de infecção, Estado de São Paulo - 2006 20-34 230 4,28 17 7,39 105 1,92 9 8,57 331 3,05 26 7,85 35-49 241 5,92 36 14,94 62 1,43 6 9,68 302 3,59 42 13,9 Como mostra o Gráfico 5, em relação ao Método 50-64 108 5,14 32 29,63 42 1,81 8 19,05 150 3,39 40 26,7 risco epidemiológico, a doença foi adquirida 65-79 24 2,65 7 29,17 11 0,95 1 9,09 35 1,7 8 22,9 através de situações que demonstram o contato Com base nas informações fornecidas 80 e+ 2 1 0 0 0 0,00 0 0 2 0,48 0 0 das pessoas com a urina de roedores urbanos, pelas notificações e investigações dos casos con- Total 764 3,80 100 13,09 293 1,40 31 10,58 1.057 2,57 131 12,39 determinando que sua prevenção deve ser base- firmados de leptospirose de residentes no Pela associação com atividades profissi- ada em ações de educação em saúde para a Estado de São Paulo, no ano de 2006, e no onais de risco e pelo fato de existir, em nosso população e de controle da população murina. conhecimento da clínica e epidemiologia da Estado, um número considerável de pessoas doença, foi realizada uma análise descritiva residindo em precárias condições, o Gráfico 1 carcaça de animais 2,46% dessas informações oriundas das Fichas de 3,60% mostra que a doença ocorre durante o ano limpeza de caixa d'água Investigação Epidemiológica de Leptospirose todo, inclusive casos fatais, até porque fora lavoura 7,10% do SINAN (Sistema de Informação de Agravos outros riscos 13,53% dos meses de muitas chuvas e enchentes não há criação de animais 14,95% de Notificação). divulgação da doença e a procura aos serviços fossa/esgoto 15,70% de saúde pela população é menos rápida e o lixo 21,67% rio/córrego/represa/lago 23,37% Resultados e Conclusão diagnóstico e tratamento precoces, por parte contato direto com urina de roedor 34,91% A Leptospirose, no ano de 2006, incidiu em dos profissionais de saúde, também podem ser água e/ou lama de enchente 36,52% todas as Regionais de Saúde do Estado de São prejudicados. 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3 0,35 0,4 Gráfico. Leptospiros, porcentagem de casos confirmados segundo situação de risco Paulo, com exceção da Regional de Araçatuba, Estado de São Paulo - 2006 com coeficientes maiores na Capital e regiona- CI 3,0 25,0 is de Mogi das Cruzes, Osasco, Campinas, LET 20,13 2,5 Santos e Registro, conforme a Tabela 1. A leta- 18,92 20,0 lidade nesse ano foi de 12,39%, com 131 óbitos, 2,0 15,79 conforme a Tabela 2, e sua análise é um pouco 13,89 15,0 1,5 10,53 10,53 complexa pois tem que se levar em conta que se 8,28 10,91 10,0 10,14 9,09 10,71 trata de doença com quadro clínico polimórfi- 1,0 9,59 0,51 0,36 5,0 co que se confunde com muitas outras patolo- 0,5 0,34 0,35 0,13 0,14 0,14 0,18 0,18 gias e que, em municípios onde ela é mais fre- 0,11 0,09 0,09 0,0 0,0 quente, a suspeita diagnóstica é mais comum e, Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ag Set Out Nov Dez Gráfico 1. Leptospirose, coeficiente de incidência e letalidade mensais. Estado de São consequentemente, o tratamento é instituído Paulo, 2006. mais precoce e adequadamente, o que não ocor- re em municípios com poucos casos e que até Conforme o Gráfico 2, mais da metade passam anos sem casos.

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