Boletim Da CP

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■ -?■ à LEITOR i O melhor serviço que podes prestar ao «Boletim da C, P.» é angariar novos assinantes. Serás, assim, o BOLETIM DA GR nosso melhor colaborador. N.0 283 JANEIRO 1953 ANO 25.° / FUNDADOR 1 ENG.° ALVARO DE LIMA HENRIQUES PROPRIEDADE! DIRECTOR ADMINISTRAÇÃO da Companhia dos Caminhos Eng.0 Roberto de Espregueira Mendes Largo dos Caminhos de Ferro de Ferro Portugueses EDITOR: ANTÓNIO MONTES —Estação de Santa Apolónia Composto e impresso na Tipografia da «Gazeta dos Caminhos de Ferro», R. da Horta Eeca, 7 — Telef. 20158— LISBOA iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiniiiim^ No limiar de um novo ano de existência e actividade COM o presente número, o «Boletim da C. P.» entra no 25.° ano da sua existência. Fundado pelo anterior Director-Geral Sr. Eng.0 Álvaro de Lima Henriques, nunca deixou de estar, até hoje, ao serviço dos ferroviários, constituindo ao mesmo tempo um instrumento de cultura e um elemento de ligação entre dirigentes e dirigidos, fortalecendo-se e estreitando-se, assim, os laços de amizade e camaradagem entre todos os componentes da grande família que trabalha nos caminhos de ferro. O «Boletim da C. P.», cujas colunas estão sempre abertas de par em par a todos os seus assinantes, já pode orgulhar-se de uma obra de cultura, de camaradagem e de solidariedade, e certamente continuará a contar com o espírito de compreensão dos ferroviários portugueses, a quem dirige os seus sinceros cumprimentos de Boas Festas, fazendo ao mesmo tempo os mais veementes votos de felicidades no Novo Ano de 1953. 1 Os Homens da Ponte Maria Pia ii Gustavo Eiffel Pelo ENG.0 FREDERICO ABRAGAO Chefe do Serviço de Obras Metálicas Onome de Eiffel desperta, desde logo, cidade até 1850, data em que veio pára no nosso espírito, duas imagens; Paris a fim de cursar, na Escola de Santa uma, a da imponente torre do Bárbara, dois anos de preparatórios. Campo de Marte, em Paris; outra, Em 1852 tentou, sem 'êxito, a admissão mais perto de nós, a da ponte Maria Pia, na Escola Politécnica, o que mais uma vez sobre o Douro. vem lembrar que nâo sâo as escolas que A primeira sintetiza, como alguém já lhe formam os grandes homens, mas a sua pró- chamou, «o que poderá considerar-se como pria personalidade. a moderna idade do Entrou, então, para ferro» ; a segunda foi a Escola Central de inquestionavelmente, na Artes e Manufacturas, sua época, a expressão da qual saiu, em .1885, máxima da técidca, do com 23 anos incomple- arrojo e da larga con- tos, sobraçando o diplo- cepção, e é hoje ainda - ma de Engenheiro quí- uma das mais notáveis mico. obras-de-arte do seu Cgm esse diploma, género. quis Eiffel ir trabalhar Se o engenheiro Ma- para uma fábrica de nuel Afonso de Espre- produtos químicos de gueira foi o homem que, seu tio Mollerat; nâo o com larga visão, deli- tendo conseguido, en- neou a directriz geral trou para o serviço de para solução do grande Charles Nepveu, enge- problema da ligação nheiro construtor de com o Poito, Eiffel foi material e trabalhos de o cérebro e o engenho caminhos de ferro, que conceberam e rea- como seu secretário pes- lizaram a monumental soal, com o vencimento obra que permitiu trans- Êng.» GUSTAVO EIFFEL de 150 francos. por, com elegância, le- Nepveu encarregou- veza e até aparente faci- o de estudar, em espe- lidade, aquele profundo fosso, de margens cial, as fundações em leitos de rios. Parece escarpadas, que é o rio Douro entre a Serra ter sido esta circunstância, aparentemente do Pilar e o Monte do Seminário. fortuita, visto que Eiffel naturalmente se * * destinaria a ramo de actividade bem dife- Nasceu Gustavo Eiffel em Dijon, em 15 rente, que terá decidido da sua carreira de Dezembro de 1832. futura. Fez os seus estudos no liceu daquela Maus negócios obrigaram Nepveu a Ponte do Lima — Viana do Castelo reduzir as suas oficinas e pessoal; mas de ferro fundido cheios de betão) levou ape- Eiffel, apaixonado decerto pelos seus tra- nas dois anos e terminou sem o menor aci- balhos e cheio de admiração pelo seu che- dente: o nome de Gustavo Eiffel começou fe, pediu-lhe que o deixasse continuar a a cotar-se como o de um grande engenheiro trabalhar com êle, mesmo sem vencimentos. construtor. E, íassim, como [Nepveu tivesse conse- Outros trabalhos se seguiram, cOmo o guido fundir, pouco tempo depois, a sua da ponte sobre o Nive para o caminho de casa com a sociedade belga denominada ferro do Midi, em Bayonne; as pontes de ^Compagnie Générale de Matériel de Che- Oapdenac sobre o Lot e de Floirac sobre o min de Fer», Eiffel foi nomeado chefe do Dordogne, na linha Paris Toulouse, serviço de Estudos das Oficinas de Paris. É então (1867), que Eiffel funda a sua É, então, que o grande engenheiro vai casa de Levallois-Perret, perto de Paris, revelar, pela primeira vez em uma grande obra, o seu gran- de talento e competência téc- uica: aquela companhia fôra encarregada, nesse ano de 1858, da construção da grande ponte sobre o Garona, em Bordéus, ua linha férrea de Orleans; era uma obra de grande vulto, das mais importantes dessa epoca, com seis pilares a 25 uietros abaixo do nível de água 6 nos quais se ia fazer uma das primeiras aplicações das fundações por meio de ar com- primido. O conjunto do trabalho, incluindo toda a parte metá- lica (grande ponte de 500 me- tros em 7 tramos, com pilares Ponte do Lima em Viana do Castelo 3 que se havia de tornar na famosa tCasa buleiros laterais os métodos, que anterior- Eiffel». mente havia concebido, E os seus trabalhos, da maior enverga- A ponte Maria Pia, foi, assim, o ponto dura e verdadeiramente notáveis, seguem de partida para uma série de arcos notá- em ritmo crescente. Assim, a Companhia veis, como o viaduto de Garabit, com 165 dos Caminhos de Ferro de Orléans encar- metros de abertura e transpondo a garganta rega-o de estudar e apresentar projectos de de Truyère a 120 metros de altura; a ponte viadutos, cora altos pilares metálicos, para de Szeguedin, na Áustria-Hungria (arco pa- a linha de Gannat a Commentry e da cons- rabólico de 110 metros de corda); a ponte trução de alguns deles. das Messageries, em Saigão, etc.. Dedica-se, então, Eiffel à concepção e Entre nós, deixou Gustavo Eiffel algu- estudo dos altos pilares metálicos e traz à mas das suas notáveis realizações, não só solução desse problema algumas importan- na ponte Maria Pia, como nas pontes da tes inovações, como seja a substituição do linha da Beira Alta, nas pontes de Caxias e ferro fundido pelo ferro laminado e consti- Oeiras, na linha de Cascais, nas pontes do tuídos por quatro pernas, com secção em Cávado e do Lima, na linha do Minho, tendo forma de caixão, às quais se ligam fortes sido nos pilares desta última que foi apli- barras de contraventamento. cado, pela primeira vez em Portugal, o pro- cesso da fundação por ar comprimido, a É o tipo que, com mais ou menos modi- profundidades entre 20 e 23 metros. ficações, empregou na ponte Maria Pia, nas Mas, além das pontes que construiu, e pontes da Beira Alta e, um pouco mais tarde, cuja tonelagem se eleva a mais de 50 milhões no viaduto de Garabit. de quilogramas, espalhadas por Portugal, Es- Outro problema, a cujo estudo se dedi- panha, França, Suiça, Itália, Hungria, Ro- cou, foi o da lançagem de pontes e também ménia, Áustria, Rússia, Grécia, Sérvia, Indo- aí o seu engenho concebeu processos que china, Argélia, Egipto, Manilha, Perú, Bo- permitiram construções que, antes dele, se lívia, Eiffel construiu grande número de considerariam impossíveis, como o viaduto edifícios públicos, com uma tonelagem total sobre o Sioule (1868), a ponte de Tarbes, a pouco inferior à das pontes, tais como a 80 metros acima do nível do rio, a ponte notável Galeria das Máquinas da Exposição sobre o Tejo na linha de Cáceres, em Espa- Universal de Paris, com grandes asnas em nha, etc.. arco, o Pavilhão da cidade de Paris e Grande Outro processo de lançagem foi aplicado Galeria na Exposição de 1878, a cobertura pela primeira vez por Eiffel na ponte de da estação de Pest, na Hungria, a Cúpula Tan-An, na Oochinchina, fazendo se aquela do Grande Equatorial do Observatório de operação simultânearaente de uma e outra Nice, com 22,m40 de diâmetro e uma massa margem, em «porte-à-faux», e encontran- superior a 100T, a ossatura metálica da cé- do-se os dois troços ao meio do vão sem lebre estátua da Liberdade, de Bartholdi, apoio interménlio. Este processo foi depois com 46 metros de altura, à entrada do porto empregado também por Eiffel no viaduto de Nova Iorque, as colunas do canal do do Oise, em França, e nas pontes de Ben- Panamá, etc. -Luo, na Oochinchina, e de Cobas, nas As- Finalmente, a imponente torre do Campo túrias, etc. de Marte, com os seus 300 metros de altura, Influenciado, ao que parece, pela solu- e que ficou conhecida por «Torre Eiffel». ção anterior para vencer os grandes vãos, Nos últimos anos da sua vida dedicou-se dedica-se Eiffel ao estudo dos grandes arcos a investigações científicas, começando pelo metáticos. E é na nossa ponte Maria Pia, na estudo da influência do vento sobre as qual a linha devia passar a 80 metros acima grandes construções, a que se seguiram es- do nível do rio, que Eiffel efectiva a pri- tudos metereológicos, das leis da Aerodi- meira e tão notável realização com o ele- nâmica, etc.
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    4_18 e 4_18 e validade sub23 sub23 Títulos ocasionais normal (valores em euros) temporal normal Escalão B Escalão A Bilhete Carris/Metro* 1,50 Bilhete diário (24h) Metro/Comboios de Portugal Carris/Metro** 6,40 Linha da Azambuja Carris/Metro/Transtejo (Cacilhas)** 9,50 Metro/CP Alverca 30 dias 59,95 44,95 24,00 Carris/Metro/CP** 10,55 Metro/CP Vila Franca de Xira 30 dias 73,95 55,45 29,60 * Válido para uma viagem durante 1h, após a primeira validação. Metro/CP Azambuja 30 dias 88,65 66,50 35,45 Não permite duas entradas consecutivas no metro. ** Válido durante um período de 24h após a primeira validação. Linha de Cascais Metro/CP Oeiras 30 dias 59,95 44,95 24,00 Zapping Metro/CP Cascais 30 dias 72,00 54,00 28,80 Tarifas Carregamento em cartões viva viagem/7 colinas e Lisboa viva Linha de Sintra dos seguintes montantes: 3€, 5€, 10€, 15€, 20€, 25€, 30€, 35€ e 40€. Metro/CP Queluz 30 dias 50,60 37,95 20,25 59,95 44,95 24,00 Viagem no Metro 1,33 Metro/CP Rio de Mouro 30 dias Válido em toda a rede. Metro/CP Sintra 30 dias 74,15 55,60 29,65 Cartão bancário Metro/Rodoviária de Lisboa Viagem no Metro 1,33 Metro/RL1 mensal 46,00 34,50 18,40 Válido em toda a rede. Metro/RL2 mensal 51,40 38,55 20,55 Metro/RL3 mensal 60,20 45,15 24,10 4_18 Cartões normal sub23 Metro/Transportes Sul do Tejo Metro/TST A/E 30 dias (úteis)* 45,70 34,30 18,30 viva viagem/7 colinas 0,50 (em vigor desde 1 de janeiro 2019) (em vigor desde 1 de janeiro Metro/TST A1/E 30 dias (úteis)* 53,65 40,25 21,45 Lisboa viva* 7,00 3,50 Metro/TST A1sx/E 30 dias (úteis)* 74,90 56,20 29,95 Lisboa viva urgente** 12,00 6,00 Metro/TST A 30 dias 51,55 38,65 20,60 * Estações de metro Jardim Zoológico, Colégio Militar/Luz, Marquês de Pombal, Metro/TST A1 30 dias 59,75 44,80 23,90 Campo Grande, Rossio, Baixa Chiado, Cais do Sodré, Oriente e Aeroporto.
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  • Relatório Técnico De Avaliação Do Programa De Investimentos Pni 2030 – Ferrovia

    Relatório Técnico De Avaliação Do Programa De Investimentos Pni 2030 – Ferrovia

    2020 RELATÓRIO TÉCNICO DE AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE INVESTIMENTOS PNI 2030 – FERROVIA APOIO DE CONSULTORIA AO CSOP ACÚRCIO MENDES DOS SANTOS ERNESTO J. S. MARTINS DE BRITO Abril 2020 NOTA DE CONJUNTURA O violento surto pandémico mundial designado por Covid19 e que se propaga desde o início do corrente ano de forma avassaladora obrigou a excepcionais medidas de emergência em matéria de saúde publica ao nível do globo o que produziu um violentíssimo efeito na economia mundial por efeito dos súbitos choques, tanto na oferta como na procura. Esta realidade, até agora nunca vivida pelas sociedades e fruto das intensas interações resultantes da globalização, vem trazer um exigentíssimo duplo desafio a todos nós: o de conter e inverter o colapso da saúde publica e, ao mesmo tempo, recuperar e revitalizar as economias. O que começa a ser uma evidencia é que haverá muitos aspectos da sociedade e da economia que vão sofrer mudanças profundas apontando-se já para o lado positivo desta circunstância, focado na oportunidade de aceleração da transformação para toda uma nova economia de baixo carbono, centrada na emergência climática e nas energias renováveis. Assim, parece claro que a iniciativa da UE de uma Estratégia da Mobilidade Hipocarbónica, anunciada em 2017 com o objectivo de estabelecer as “guide lines” de um novo paradigma de mobilidade não poluente e mais competitiva, irá sofrer um impulso significativo com os respectivos planos de acção e de investimento a anteciparem a sua execução e operacionalidade. Por outro lado, o profundo choque económico por cessação de muitas e diversificadas actividades irá gerar uma séria crise de desemprego, pese embora todos os esforços e medidas em curso adoptadas pelos governos para manterem uma base mínima do estado de prontidão das estruturas produtivas com “layoffs” generalizados, com vista ao seu arranque nos pós Covid 19.